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O “Moderno” Líder Sufi Tabandeh

Fonte/Source: Sufismo Sem Camuflagem (Muito Além de Stephen Schwartz)


O “Moderno” Líder Sufi Tabandeh

Por Tiao Cazeiro

Evitei propositadamente comentar o artigo “Xiismo, Sufismo e Gnosticismo”, traduzido e publicado recentemente neste blog, para que todos pudessem refletir sem nenhuma influência.

A maioria das pessoas tem opinões a respeito de muita coisa, entretanto o que diferencia uma das outras são as camadas sedimentadas de interpretações prévias que atuam sem que a gente se dê conta disso. De qualquer forma, o importante é identificar esses pensamentos sedimentados, e ter coragem de enfrentar os fatos, a dura realidade, como num xeque-mate.

O próprio Sufi Tabandeh, um moderno líder Sufi Iraniano, um homem extremamente culto, — com Ph.D em Direito pela Universidade de Paris (1957), — venerado e chamado de, se estou correto, His Holiness Hajj (Sua Santidade Peregrino), descreve os estágios gnósticos (‘irfani) no artigo “XIISMO, SUFISMO E GNOSTICISMO”. Eis aqui um pequeno trecho:

“Ele só sabe que é um ponto preto, na medida em que sabe apenas que há algo lá. Quando se aproxima mais um pouco, vê que esse ponto preto se torna uma linha reta. Então ele reconhece, isto é, adquire a gnose, de que aquela coisa longe é um corpo longo.”

Em outras palavras, diante da crise atual no Irã, observar a famosa comunidade Dervish Gonabadi, como o ponto preto, — que está mais uma vez sob pressão total do regime opressor Iraniano e literalmente em guerra nas ruas para proteger o seu símbolo maior, o famoso Sufi Tabandeh, com 90 anos, — desperta simpatia pelos Sufis e o desejo sincero de que consigam orientar o povo Iraniano diante de tanta opressão e tristeza.

Por outro lado, como nos estágios gnósticos, quanto mais avançamos e mais próximos ficamos dos Sufis, percebemos que aquele ponto preto é uma linha reta, e que aquela coisa longe nada mais é do que um corpo longo e cheio de ódio contra os não-Muçulmanos, e isto, infelizmente, derruba de vez a ideia de que o Sufismo é a “tradição pluralista e tolerante do Islã”.

Em “O Lado Sinistro do Sufismo” vimos que

“Durante séculos o credo e a música Sufi vêm repercutindo como grandes símbolos de espiritualismo, promoção de paz e harmonia entre os Hindus e os Muçulmanos. O conceito inteligentemente marketeado da espiritualidade Sufi tem sido inquestionavelmente aceito como marca da unidade Hindu-Muçulmana. Mas como acontece com a maioria dos mitos, a história se torna a primeira vítima.” —  Ram Ohri – IndiaFacts (Truth Be Told)

O excerto a seguir, retirado do brilhante artigo escrito por Robert Spencer intitulado “SUFISMO SEM CAMUFLAGEM (MUITO ALÉM DE STEPHEN SCHWARTZ)”, traduzido e publicado neste blog, mostra claramente o lado sinistro da Sua Santidade Peregrino Dr. Nour Ali Tabandeh. Infelizmente, e com todo respeito, o Sufismo está longe da “gnose” que as pessoas imaginam ou gostariam de ver.

É pertinente perceber que enquanto uma revolução acontece no Irã, matando e torturando dezenas de pessoas, podendo chegar a centenas, o mundo apoia o população Iraniana, principalmente as mulheres, enquanto as lideranças Muçulmanas e parte da população despejam ódio contra os não-Muçulmanos.


SUFISMO SEM CAMUFLAGEM
(MUITO ALÉM DE STEPHEN SCHWARTZ)

Por Robert Spencer – Jihad Watch

Tabandeh — His Holiness Hajj Dr Nour Ali Tabandeh (Majzoob Ali Shah)

Este moderno líder Sufi escreveu um tratado inteiro contra vários elementos da Declaração Universal dos Direitos Humanos por estarem em desacordo com a Lei Islâmica: uma “Perspectiva Islâmica“, na Declaração Universal dos Direitos Humanos [3]. Segundo o Professor Eliz Sanasarian da Universidade de Southern California, que analisou a situação das minorias religiosas da República Islâmica, o prospecto de Tabandeh se tornou “o núcleo do trabalho ideológico sobre o qual o governo Iraniano… baseou a sua política aos não-Muçulmanos.” [4] Suas visões sobre os não-Muçulmanos, diz Sanasarian, foram postas em práticas “quase que literalmente na República Islâmica do Irã.” [5]

Tabandeh inicia sua discussão louvando o Shah Ismail I (1502-1524), o fanático, repressor e fundador [6] da dinastia Safavid, como um campeão “dos oprimidos.” [7] Ele reafirma a inferioridade tradicional dos não-Muçulmanos em relação aos Muçulmanos como sacralizada pela Sharia:

Assim, se [um] muçulmano comete adultério, sua punição é: 100 chicotadas, raspar a cabeça, e um ano de exílio. Mas, se o homem não for Muçulmano e comete adultério com uma mulher Muçulmana à grande penalidade é a execução… Da mesma forma, se um Muçulmano deliberadamente assassinar outro Muçulmano ele cai sob a lei de retaliação e deve por lei ser condenado à morte pelo parente mais próximo. Mas, se um não-Muçulmano morrer nas mãos de um Muçulmano e que por hábito, ao longo da vida, foi um não-Muçulmano, a pena de morte não é válida. Em vez disso o assassino Muçulmano deve pagar uma multa e ser punido com o chicote. [8]

Como o Islã considera os não-Muçulmanos em um nível mais baixo de crença e convicção, se um Muçulmano matar um não-muçulmano…  então sua punição não deve ser a morte retaliatória, uma vez que a fé e a convicção de que possui é mais elevada do que a do homem morto…  Mais uma vez, as punições ao culpado não-Muçulmano por adultério com uma mulher Muçulmana são aumentadas porque, além do crime contra a moral, o dever social e religião, ele cometeu um sacrilégio; ele desgraçou um Muçulmano e, assim, lançou desprezo sobre os Muçulmanos em geral, e por isso deve ser executado. [9]

O Islã e os seus seguidores devem estar acima dos infiéis, e nunca permitir que não-Muçulmanos adquiram domínio sobre eles. Desde o casamento de uma mulher Muçulmana com um marido infiel (de acordo com o versículo citado: ‘Os homens são os guardiões das mulheres’) significa que sua subordinação a um infiel, de fato, torna o casamento anulado, porque não obedece às condições previstas para fazer um contrato válido. Como na Sura (. ‘A Mulher para ser Examinada’, LX v 10), afirma: ‘Vire-as, mas não de costas para os infiéis: pois não são lícitas a infiéis nem são os infiéis lícitos a elas (ou seja, no casamento). [10]

Tabandeh não é uma aberração entre os Sufis. Ele segue a tradição dos Sufis Turcos dervixes cujo fanatismo violento contribuiu para a Islamização forçada dos Cristãos nativos da Ásia Menor (consulte a documentação abundante sobre isto no monumental trabalho de pesquisa do Professor Speros Vryonis intitulado The Decline of Medieval Hellenism in Asia Minor and the Process of Islamization from the Eleventh Through the Fifteenth Century”, Berkeley, 1971, pp. 340-43, e especialmente o capítulo 5, pp. 351-402).

Tabandeh deve também, sem dúvida, ter observado com aprovação os prospectos contra os não-Muçulmanos produzidos por proeminentes teólogos Sufis Indianos no séculos 17 e 18, incluindo professores Sufis, tratados como celebridades, como Sirhindi e Shah Walli Allah.


 

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SERÁ QUE “SUFI ISLÔ CURA TUDO?

Fonte/Source:  Could Sufi Islam be the cure-all?  — Qantara.de


Por Tiao Cazeiro

O artigo “Será Que “Sufi Islã” Cura Tudo?” a seguir, foi escrito por Syed Qamar Afzal Rizvi, um pesquisador independente com base no Paquistão. Sua pesquisa centra-se na prevenção de conflitos, no direito internacional, nos estudos de guerra e em outras questões importantes relacionadas ao sul da Ásia, Oriente Médio, União Europeia, Nações Unidas e política externa dos EUA.

É uma excelente oportunidade para que percebam a mentalidade Muçulmana do ponto de vista Sufi. O autor com certeza não é uma pessoa desinformada e provavelmente pertence a alguma Ordem Sufi.

Lembro bem que quando comecei a escrever e traduzir artigos sobre o Islã eu disse o seguinte:

A princípio, rezar para o mesmo Alá (e o seu Mensageiro Muhammad) e ser diferente, soa como se um galho de árvore pudesse dizer à própria árvore: “Não sou como você!”

Alguns dos artigos que traduzi sobre os Sufis, listados a seguir, mostram claramente que a ‘Tradição Sufi’ não conseguirá se desprender do Islã Político com facilidade, mesmo que porventura tenha surgido, como é dito, muito antes de Jesus Cristo etc.

Eis a lista de artigos para quem quiser ler…

1 – XIISMO, SUFISMO E GNOSTICISMO
2 – O Moderno Líder Sufi Tabandeh
3 – O Lado Sinistro do Sufismo
4 – JIHAD E DEPREDAÇÃO — A MISSÃO DOS SUFIS EM KASHMIR
5 – Sufismo Na Índia — Uma História Sangrenta
6 – Sufismo Sem Camuflagem (Muito Além de Stephen Schwartz) 
7 – A INVASÃO ISLÂMICA DA ÍNDIA: O MAIOR GENOCÍDIO DA HISTÓRIA

Mas interessante mesmo é ouvir que Muhammad (ou Maomé) foi o primeiro Sufi…

“Assim sendo, o primeiro Sufita ou Sufi foi Al-Mustafa (o Escolhido [Profeta Muhammad (Maomé)]), visto ter sido este o primeiro a entrar em retiro, o que aconteceu no Ghar (Monte) de Hira, onde tinha por hábito deslocar-se para meditar (yatahannath) e adorar a Deus, isto de acordo com a religião do nosso Mestre Abraão…” — O Sufismo (Tasawwuf) (YA)

Veja, mesmo que a tradição tenha surgido antes de Cristo não altera o fato, como por exemplo, do estrago que os Sufis e os exércitos Muçulmanos fizeram na Índia.

Brasileiros envolvidos com o Sufismo precisam perceber que estão refletindo 1400 anos de história, onde a escravidão e o massacre de milhões de infiéis deixou uma mancha monstruosa no Islã, envolvendo os Sufis de alguma forma.

Existe uma correlação direta entre a ignorância Ocidental da história e a ignorância Ocidental das doutrinas “problemáticas” do Islã. É essa conexão que permite aos apologistas do Islã escaparem com tantas distorções e mentiras definitivas destinadas a proteger o Islã.” — Raymond Ibrahim

Com relação ao artigo a seguir, vou fazer apenas dois comentários que considero centrais, para orientar a leitura do artigo:

  1. Diz o autor…

1 -“Todas as organizações Islâmicas terroristas existentes hoje em dia estão baseadas nessa interpretação política do Islamismo. Existe uma dimensão cultural na globalização, sobre a qual muitos Muçulmanos têm uma consciência aguda.”

2 – “Duas grandes tendências surgiram como resultado: domínio e submissão [Ênfase adicionada] 

O primeiro caso soa mais ou menos assim: ‘Olha, é verdade que os terroristas se baseiam nos textos sagrados, mas sabe, não é bem assim não, calma lá, “existe uma dimensão cultural na globalização“, ela sim é  a culpada de tudo e está invadindo o Islã, pervertendo a juventude, e está atrapalhando a missão Islâmica de dominar o mundo.

No segundo caso, domínio e submissão, não é e nunca foi uma “tendência“, é simplesmente obrigatório, mandatório, imperioso, imposto e prescrito por Muhammad aos seus seguidores.  Não preciso citar algum verso do Alcorão, preciso?

Embora o autor mencione os textos sagrados no artigo, dizer que “parece não haver uma justificativa válida” é demais. Os Sufis falam de “paz e amor”, mas não mencionam o grau de violência contra os infiéis (não-Muçulmanos) que vemos no Alcorão, Sira e Hadith ou na própria história.

  1. Diz o autor…

De qualquer forma, os esforços iniciais por parte dos principais teólogos Muçulmanos ao responderem às interpretações literais das escrituras, aceitaram implicitamente a insistência dos extremistas [sic] de reduzir a tradição religiosa a um único conjunto de textos.”

Louváveis ​​e necessárias como tais respostas são, há algo desconcertante sobre o Grande Mufti do Egito rejeitando interpretações extremistas [sic] dos versos Corânicos porque não representam o “verdadeiro” Islã — como se realmente houvesse apenas um modo autêntico de ser “verdadeiramente” Muçulmano.”

Eis aqui o que realmente disse o Grande Mufti de Al Azhar, Egito:

Quando eles [os reformadores] dizem que Al Azhar deve mudar o discurso religioso, mudar o discurso religioso, isso também é, quero dizer, eu não sei — um novo moinho de vento que acabou de aparecer, este “mudar o discurso religioso” — o que muda um discurso religioso? Al Azhar não muda o discurso religioso — Al Azhar proclama o verdadeiro discurso religioso, que aprendemos com os nossos anciãos.” — Al Azhar Rejeita Reforma do “Discurso Religioso” 

Robert Spencer ainda diz mais sobre o Grande Mufti de Al Azhar:

Esta é outra afirmação estranha: é o Estado Islâmico (ISIS) que mais critica o uso livre do cérebro e insiste em seguir servilmente os ensinamentos desses livros auxiliares — que ensinam qualquer coisa, desde comer carne de cativos infiéis até vender mulheres e crianças em mercados de escravos.

Ou seja,  um grupo (que o autor chama de ‘extremistas’) quer reformar os textos sagrados, e o autor apoia.  O tal do Grande Mufti do Egito rejeita qualquer alteração nos textos, e Robert Spencer aproveita para mostrar que o ISIS atua apoiado nos textos que o Mufti não quer alterar. Então, pela lógica, Al Azhar apoia o ISIS, consequentemente o ISIS representa o verdadeiro Islã.  E agora? Como dizem por aí, durma com um barulho desse!

Não se iludam com a conversinha Sufi (me refiro aqui aos Mestres Sufis e não aos seguidores pelos quais tenho respeito porque a grande maioria não conhece a história), não existe ingenuidade nessa narrativa e os Sufis não conseguirão se deslocar disso tudo com facilidade. Quando o autor cita “Jimmy Hendrix”, você verá isso no artigo a seguir, mostra claramente ao que veio. Quando cita famosos como Winston Churchill, Sir Richard Burton, não irá mencionar que Churchill bateu feio no Islã.

Os Sufis como sempre buscam o privilégio, a alta sociedade, o luxo, a alta cultura para alavancar a causa Islâmica, para Islamizar, abrir as portas para o Islã como fizeram na Índia e como estão fazendo em Londres, vide Príncipe Charles etc.. A Wikipédia mostra os dervishes assim: “os dervixes são similares às ordens mendicantes dos monges cristãos e dos sadhus hindus, …” o que não é falso dizer, mas estamos falando das lideranças, dos espertos.

Tudo que envolve os Sufis é o melhor dos mundos, o mais que perfeito, a grande luz da humanidade, os únicos que sabem o que realmente  “estar com Deus”. Quando falam em música então, consideram a música Sufi a mais profunda, a melhor coisa deste mundo. Rumi, o maior de todos etc., o amor que só os Sufis conseguem sentir… o amor divino etc., o resto é o resto.

É o “povo das necessidades especiais” e agora, de acordo com o autor do artigo a seguir, “eles (os Sufis, ou melhor os Dervishes) precisam ser divulgados nas escolas e nos púlpitos das mesquitas, e ter acesso privilegiado às redes de televisão em todo o mundo.” Pura sandice, beirando a infantilidade, e ainda por cima mostra desespero, pois o barco está afundando. [Ênfase adicionada]

Sim, lembrei neste exato momento, muito obrigado!

Dr. Bill Warner: “Então, lembra-se do que eu lhe falei sobre a casa do Sufismo, que era um palácio com um cheiro vindo do porão?


SERÁ QUE “SUFI ISLÔ CURA TUDO?

Por Syed Qamar Afzal Rizvi

6 de Fevereiro de 2018 (Publicado originalmente em 29/04/2016)

Estudantes e pesquisadores Islâmicos concordam que o Sufismo tem o potencial de curar aqueles cujas mentes foram pervertidas pelo terrorismo. Sufis famosos das gerações anteriores inclui Rumi, Omar Khayyam, Fariduddin Attar — cujas histórias foram usadas mais tarde por Chaucer — e o Espanhol Averroes, o “excelente comentarista” de Aristóteles.

Muitas de suas ideias chegaram à Europa através do contato entre os mundos Islâmico e Cristão nos estados cruzados, Normando da Sicília e a Península Ibérica.

Desde o início, o Sufismo tem se preocupado em construir pontes entre as comunidades, promovendo o contato em benefício mútuo dos envolvidos. No Ocidente, pessoas tão diversas como Dag Hammarskjold, São Francisco de Assis, Sir Richard Burton, Cervantes e Winston Churchill foram todas influenciadas pelo Sufismo.

A interpretação Sufista do Islamismo é considerada moderada porque, em vez de se concentrar no estado, concentra-se nas dimensões internas do Islamismo e na purificação da alma. Nas últimas décadas, no entanto, os seminários Sufis começaram a ensinar uma interpretação mais política do Islã, alimentando o atual domínio do último.

Jalal ad-Din Muhammad Rumi (fonte: Wikipedia)
Pioneiros do Sufismo acadêmico: muitas das ideias promulgadas pelos grandes místicos como Jalal ad-Din Rumi, Omar Khayyam ou Fariduddin Attar chegaram à Europa através do contato entre os mundos Islâmico e Cristão nos estados cruzados, Normando da Sicília e Península Ibérica, influenciando muitas das grandes figuras históricas do Ocidente.

ISLAMISMO POLÍTICO E AS RAÍZES DO RADICALISMO

Todas as organizações Islâmicas terroristas existentes hoje em dia se baseiam nessa interpretação política do Islamismo. Existe uma dimensão cultural na globalização, sobre a qual muitos Muçulmanos têm uma consciência aguda. Eles sentem que os tipos de valores e ideias, as noções de viver — que emanam do Ocidente e que começam a penetrar em suas sociedades, influenciando sua juventude em particular — são prejudiciais. Alguns dos aspectos mais óbvios ligados à música, formas de dança e filmes etc. são vistos como prejudiciais à sua própria cultura e identidade.

Duas grandes tendências surgiram como resultado: domínio e submissão.

Em geral, o domínio tem conotações negativas. Os Muçulmanos desenvolveram uma consciência aguda da dominância e são altamente sensíveis a isso, às vezes reagindo com agressão. Embora podemos apreciar as circunstâncias históricas que possam ter dado origem a algumas dessas tendências, parece não haver uma justificativa válida, nem do ponto de vista Islâmico nem da perspectiva das relações interculturais.

Atualmente, a tendência à submissão, no sentido de submeter-se a Deus [sic], permanece muito fraca. Esses Muçulmanos acreditam que, no meio da globalização, é necessário reafirmar a essência do Islamismo. E este é o seu universalismo, a inclusão, a atitude de acomodação, a capacidade de mudar e de se adaptar, mantendo a essência da fé.

Em outras palavras, a fé é algo verdadeiramente ecumênico e/ou universal. Você encontrará adeptos dessa tendência em quase todos os países Muçulmanos, embora continue à margem.

DESARMANDO A BOMBA

Todos falamos sobre o desarmamento nuclear, mas se alguém nos dissesse que existe uma bomba mais forte que a nuclear, tiquetaqueando, ameaçando a cada segundo, essa é a bomba da total depravação. Quando os indivíduos se inclinam para os degraus mais baixos da natureza humana, tornam-se mais perigosos que os animais mais selvagens. E quando o vírus da “contumácia egoísta” [sic] (rebelião teimosa contra a autoridade) infecta o seu ser, tornam-se mais voláteis do que o dispositivo mais explosivo.

A abordagem mística nos convida a considerar o desarmamento da humanidade. Somente por meio de um compromisso ativo, podemos neutralizar todas as armas à disposição dos terroristas. Como disse Jimi Hendrix com sabedoria:

“Quando o poder do amor superar o amor pelo poder, o mundo conhecerá a paz”.

É hora dos Muçulmanos de todo o mundo tomarem uma posição unida contra as interpretações políticas do Islamismo e iniciarem um processo de reforma. Do mesmo modo, o sistema de educação religiosa também precisa de uma revisão profunda, uma vez que fornece terreno fértil para todas as organizações terroristas.

Lendo o Alcorão na Mesquita Sehitlik em Berlim (foto: dpa / aliança de fotos)
O terrorismo não tem religião: “Os Muçulmanos precisam combater a ideologia Islâmica com uma interpretação pacífica e tolerante do Islã. Juntamente com a comunidade internacional, é imperativo que os Muçulmanos lutem contra essa ideologia política, que tem causado danos sem precedentes a muitos dos seus semelhantes fiéis”, escreve Syed Qamar Afzal Rizvi

Muçulmanos precisam combater a ideologia Islâmica com uma interpretação pacífica e tolerante do Islamismo. Juntamente com a comunidade internacional, é imperativo que os Muçulmanos lutem contra essa ideologia política, que tem causado danos sem precedentes a muitos dos seus semelhantes fiéis.

DISCURSO ORIENTE-OCIDENTE

A prevenção do extremismo não é algo que conseguiremos realizar durante a noite. Temos que construir uma estratégia que transcende gerações. A segurança é o primeiro dever de todos os governos, entretanto um poder coercitivo por si só jamais será uma resposta completa.

Nos debates em curso sobre como responder ao Islamismo extremista, foi dado pouca atenção ao vasto e profundo repertório da filosofia Sufi, dos rituais e até mesmo das obras artísticas, que acompanhou os séculos mais iluminados da “civilização Muçulmana”.

De qualquer forma, os esforços iniciais por parte dos principais teólogos Muçulmanos ao responderem às interpretações literárias das escrituras, aceitaram implicitamente a insistência dos radicais em reduzir a tradição religiosa a um único conjunto de textos.

Louváveis ​​e necessárias como tais respostas são, há algo desconcertante sobre o Grande Mufti do Egito rejeitando interpretações radicais dos versos Corânicos porque não representam o “verdadeiro” Islã — como se realmente houvesse apenas um modo autêntico de ser “verdadeiramente” Muçulmano.

A potência do Sufismo pode estar na sua capacidade de lembrar aos Muçulmanos (e aos não-Muçulmanos) que, mais do que as palavras literais de um texto sagrado, o Islã tem sido durante mil e quinhentos anos uma experiência de vida, com toda a variação cultural e intelectual que isso implica. Há 15 milhões de Sufis em todo o mundo, com Damasco e a sua Grande Mesquita Umayyad como sua capital. Eles precisam ser divulgados nas escolas e nos púlpitos das mesquitas, e ter acesso privilegiado às redes de televisão em todo o mundo.

Protestos em Lahore contra o ataque terrorista na Universidade Bacha Khan em Charsadda (foto: Reuters / M. Raza)
É tempo para uma ação conjunta: eventos na França, Turquia e na Bélgica, para não mencionar os recentes ataques terroristas em Lahore e no Paquistão, são certamente um despertar. Oriente ou Ocidente, a verdade é que combater o terrorismo continua sendo uma tarefa gigantesca.

SINERGIAS NECESSÁRIAS

Existem três modalidades importantes. Em primeiro lugar, não podemos ignorar o fato de que é uma luta sobre ideias que se baseiam em uma perversão da religião. Nesta batalha, a única solução duradoura pode ser uma que compreenda, aborde e levante as próprias ideias. Em segundo lugar, compreendendo que este é um desafio geracional, precisamos implementar a reforma já, para que a próxima geração tenha entendimento e habilidade necessária para criar resiliência perante ideias extremistas.

Finalmente, não devemos subestimar a necessidade de combater os problemas juntos.

As decisões difíceis e necessárias abordadas aqui, e as opções políticas associadas a elas, não são irrealistas e levam em consideração o espectro completo dos desafios. Devemos reconhecer o que funciona, e sempre que houver um impacto positivo, devemos procurar replicá-las.

É necessário uma ação estratégica que possibilite a implementação das soluções que são tanto de longo prazo quanto caracterizadas pela continuidade e consenso. O terrorismo não tem religião. Os sistemas educacionais Ocidentais e Orientais precisam ser atualizados com o credo do ‘Sufi Islã’, que defende o ensino universal sobre a humanidade.

Os governos de leste a oeste terão que trabalhar arduamente para construir coalizões para este trabalho, não apenas dentro da sociedade, mas também no âmbito transgovernamental. Prevenção do extremismo é um dos maiores desafios que enfrenta esta geração e a próxima. Se não o enfrentarmos juntos, com urgência, nosso futuro como uma comunidade global será muito sombrio.


Syed Qamar Afzal Rizvi –  © MPC Journal 2016

Syed Qamar Afzal Rizvi é um pesquisador independente com base no Paquistão. Sua pesquisa centra-se na prevenção de conflitos, no direito internacional, nos estudos de guerra e em outras questões importantes relacionadas ao sul da Ásia, Oriente Médio, União Europeia, Nações Unidas e política externa dos EUA.


Tradução: Tiao Cazeiro — Muhammad e os Sufis

O que os Muçulmanos pensam de Jesus?

Fonte/Source: What do Muslims think of Jesus?


O que os Muçulmanos pensam de Jesus?

Por Tião Cazeiro

30 de Novembro de 2017

Tenho lido alguns artigos inacreditáveis, pelo grau de ingenuidade e desinformação, como este publicado no U.S. Catholic. Entretanto, acredito na boa intenção da autora, sem dúvida. Portanto, não tenho a intenção de criticar a igreja Católica no sentido ruim da palavra, e sim apresentar uma visão investigativa e crítica da realidade.

Dr. Bill Warner, diretor do Political Islam enviou um Twitter hoje dizendo o seguinte: 
Mulher Muçulmana afirma que Maria (mãe de Jesus) é reverenciada no Alcorão. Verdade, e ela ainda diz que Jesus é o profeta de Alá...
Isso não significa que o Islam não destrua igrejas e os Cristãos que a frequentam. 60 milhões foram mortos ao longo de 1400 anos e muitos estão morrendo hoje. Temos problemas maiores do que os tweets.

Agora leiam estes Hádices… (significa um corpo de leis, lendas e histórias sobre a vida de Muhammad/Maomé)


Os Quarenta Hadices (Ditos)
— Al‘rba'un Alnawauiah —

— “Para Deus a religião é o Islam. 
E os adeptos do livro 
(primordialmente Judeus e Cristãos) 
só discordaram por inveja, 
depois que a verdade lhes foi revelada. 
Porém, quem nega os versículos de Deus, 
saiba que Deus é destro em ajustar contas.”
 (3:19) — [Ênfase adicionada]

 — “E quem quer que almeje outra religião 
que não seja o Islam 
jamais lhe será aceito, 
e no outro mundo, 
contar-se-á entre os desventurados.” (3:85)

Outra informação importante retirada dos aquivos do Robert Spencer/Jihad Watch para vocês entenderem o artigo em questão.

Al-Ghazali
O eminente estudioso Islâmico W.M. Watt salienta a ortodoxia Muçulmana de Al-Ghazali. Ele diz que Al-Ghazali foi “aclamado tanto no Oriente e quanto no Ocidente como o maior Muçulmano depois de Muhammad (Maomé) e em hipótese alguma é desmerecedor de dignidade… Ele trouxe ortodoxia e misticismo ao contato mais próximo…; Os teólogos tornaram-se mais dispostos a aceitar os místicos como respeitáveis, enquanto os místicos estavam mais cuidadosos em permanecer dentro dos limites da ortodoxia.” [1]
Aqui está Al-Ghazali, evidentemente, sem intenção de partir ou do Sufismo ou da ortodoxia Muçulmana, escrevendo sobre a guerra (jihad) e o tratamento dos povos dhimmis não-Muçulmanos subjugados:

“Deve-se continuar a jihad (ou seja, ataques bélicos como razzias ou raids) ao menos uma vez ao ano… Pode-se usar uma catapulta contra eles [não-Muçulmanos] quando estão numa fortaleza, mesmo que mulheres e crianças estejam entre eles. Pode-se atear fogo neles e/ou afogá-los… Se uma pessoa da Ahl al-Kitab [Povo do Livro – primordialmente Judeus e Cristãos] for escravizado, seu casamento é [automaticamente] revogado… Podem cortar suas árvores… É preciso destruir seus livros inúteis. Jihadistas podem tomar como espólio o que decidirem… Podem roubar tanto alimento quanto precisarem…”

“O dhimmi é obrigado a não mencionar Allah ou seu apóstolo… Judeus, Cristãos e Majians devem pagar a jizya [imposto de proteção para os não-Muçulmanos]… Em oferecendo a jizya, o dhimmi deve inclinar sua cabeça enquanto um Oficial de Coleta segura a sua barba e bate no [dhimmi] osso protuberante debaixo de sua orelha [isto é, a mandíbula]… Eles não estão autorizados a exibir ostensivamente seus vinhos ou os sinos da Igreja…
Suas casas não podem ser maiores que as dos Muçulmanos, e não importa o quão baixo isso seja.

O dhimmi não pode montar num cavalo ou mula elegante; ele pode montar um burro apenas se a sela [de Trabalho] for de madeira. Ele não pode andar sobre a parte boa da estrada. Eles [os dhimmis] têm que usar [uma identificação] um remendo [em suas roupas], mesmo as mulheres, e até mesmo em banhos [públicos]… [dhimmis] devem segurar sua língua… [2] (Fonte: Wagjiz, escrito em 1101 AD. (Ênfase adicionada).

Para facilitar a vida, vou inserir alguns comentários em ‘vermelho‘. Eis aqui o artigo em questão para que vocês tirem suas próprias conclusões. Comentários serão bem-vindos.


O que os Muçulmanos pensam de Jesus?

Por Marianne Farina, C.S.C.

Publicado originalmente em 19 de Setembro de 2016

Muçulmanos acreditam que Jesus foi um profeta
a quem foi dada uma mensagem especial 
— injil, ou o Evangelho — 
para ser transmitida a todas as pessoas.

“Quem as pessoas dizem que sou?” Jesus perguntou aos discípulos. A resposta deles — de João Batista a Elijah ou de um dos profetas — revela como os seus seguidores entenderam a vida de Jesus e sua missão. Hoje, indagando a mesma pergunta às comunidades Muçulmanas ao redor do mundo — quem você pensa que é o Cristo? — é igualmente revelador.

O Alcorão menciona Jesus, ou Isa, 25 vezes, mas diferentemente a cada vez. O Alcorão explica que Jesus nasceu da Virgem Maria (19:20-21) e é “nobre neste e no próximo mundo” (3:45–47). Por isso, ele é chamado de Isa ibn Maryan, ou Jesus filho de Maria. O Alcorão também se refere a ele como ruh min ibn Allah (“Espírito de Deus”), mushia bi’l baraka (“o Messias — alguém abençoado por Deus), kalimah min Allah (“Palavra vinda/de Deus”), e rasul (Profeta-Mensageiro) de Deus.

Muçulmanos acreditam que Jesus foi um profeta a quem foi dada uma mensagem especial — injil, ou o Evangelho— para ser transmitida a todas as pessoas. Ambos confirmaram essa mensagem que foi ensinada na Torá e pressagiou a vinda do Profeta Muhammad. Assim, Jesus tem um papel vital e único a desempenhar na fé muçulmana.

Veja, traduzi o texto ipsis litteris para não haver dúvida. De acordo com Robert Spencer e David Wood não há registro de ‘presságio’ sobre a vinda do profeta do Islam especificamente. 

“Nada disso, no entanto, nega a realidade de que o Islã se baseia em uma falsa revelação. Ao avisar dos falsos profetas, Cristo disse: “Você os conhecerá por seus frutos” — não por suas aparências. Afinal, o aviso não seria necessário, exceto que o lobo estará disfarçado com roupas de ovelha. Infelizmente, muitos Católicos e muitos de seus pastores parecem viver em um mundo de sonhos bucólicos, onde os pensamentos de lobos e falsos profetas nunca são entretidos.’ — Ralph Sidway

Entretanto, enquanto Muçulmanos aceitam que Jesus era um servo, professor, e amante da palavra de Deus, eles não acreditam que ele era uma divindade ou filho de Deus. O Alcorão descreve os milagres que Jesus realizou, como a cura dos enfermos e a ressuscitação dos mortos, mas não atribui esses milagres a sua divindade. Em vez disso, Jesus é um sinal para toda a humanidade da infinita misericórdia de Deus.

Muçulmanos não acreditam em pecado original. Eles não veem necessidade de um salvador, além disso, não acreditam na crucificação de Jesus. O Alcorão afirma que Jesus foi supostamente para o céu (3:169) antes de ser, de fato, considerado morto. A tradição Islâmica explica que Jesus foi poupado da morte porque era o santo de Deus. Muçulmanos acreditam que os inimigos de Jesus não poderiam triunfar sobre ele porque ele é o servo escolhido de Deus.

 Do Inglês “assumed”. O que é supostamente? Que é suposto, uma suposição, hipótese. Pensem nisso!

Da mesma forma que os Cristãos, Muçulmanos acreditam que Jesus retornará. Textos Islâmicos dizem que Jesus regressará no dia do Julgamento, quando ele destruirá o addajjal — anti-Cristo ou impostor.

Durante toda a história e ainda hoje muitos pensadores Muçulmanos tem usado Jesus como um importante modelo religioso. Um estudioso do século XI e XII, Abu Hamid al-Ghazali, encorajou os Muçulmanos a rezarem como Jesus rezou. O filósofo do século XIII Ibn ‘Arabi chamou Jesus de wilaya (“selo do amigo de Deus”) porque ele possuiu o mais alto conhecimento de e intimidade com Deus. Mahmoud Ayoub, um moderno teologista Islâmico, desenvolveu uma Cristologia Islâmica que explora como Jesus representa a realização da humanidade por estar totalmente iluminado pela luz de Deus (tajalli).

Mencionei al-Ghazali no início do artigo.  Um Mestre Sufi jihadista, que subjugou Cristãos, encoraja Muçulmanos a rezarem como Jesus rezou.  —‘Guerra é trapaça’ – Hadith 4:269

É claro que o pensamento Islâmico sobre Jesus difere dos ensinamentos Cristãos. Mas nós também compartilhamos muitas crenças em comum: o concepção virginal de Jesus por Maria, profundo respeito pelos mistérios de Deus, amor por Jesus, e uma vontade de aprender com a vida dele enquanto buscamos a felicidade em Deus. Talvez aqui tenhamos uma abertura para uma conversa produtiva entre ambas religiões em torno da fé.

 Alcorão 98:6 
“Honestamente falando, aqueles que não creem 
(na religião Islâmica, no Alcorão 
e no Profeta Maomé) 
entre eles o Povo do Livro 
(primordialmente Judeus e Cristãos) 
e demais descrentes, 
terão que aceitar o Fogo do Inferno. 
Eles são as piores criaturas”.

Marianne Farina, C.S.C. é professora da Escola Dominicana de Filosofia e Teologia da Berkeley, California.

Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

JIHAD ATINGE SUFIS

Fonte/Source: The Jihad on Sufism


JIHAD ATINGE SUFIS

Por Raymond Ibrahim

27 de Novembro de 2017

FrontPage Magazine

Na Sexta-feira, 24 de Novembro, cerca de 30 homens armados empunhando a bandeira do Estado Islâmico (ISIS ou ISIL) bombardearam e invadiram uma mesquita Sufi no Sinai do Norte, Egito, a cerca de 125 quilômetros a nordeste do Cairo. Eles conseguiram massacrar pelo menos 305 pessoas, das quais 27 eram crianças. “A cena foi horrível,” disse Ibrahim Sheteewi, uma testemunha ocular. “Os corpos estavam espalhados pelo chão do lado de fora mesquita. Espero que Deus os castigue por isso”. Continuar lendo JIHAD ATINGE SUFIS

Sufismo Na Índia — Uma História Sangrenta

Fonte/Source: Sufism in India – Sufism in India – A bloodied History


Sufismo Na Índia — Uma História Sangrenta

Por Radha Arya 

IndiaFacts

18 de Julho de 2017


A arrogante percepção erudita que sugere que os Sufis recorreram apenas ao maneirismo pacífico e humilde para promover o Islã na Índia precisa ser contestada.

O advento do Islamismo na Índia foi geralmente considerado como um processo pacífico e principalmente não violento sob o qual vários Santos Sufis chegaram à Índia a partir de várias partes da Ásia Ocidental e se estabeleceram aqui. Sua interação com as pessoas locais, que em vários momentos se mostraram dispostas e em outros como discípulos relutantes, retransmite uma história de abordagem mista por esses Sufis e outros influenciadores, que ajudaram na disseminação do Islamismo na região. Existe um conceito de tempo homogêneo e vazio, como sugerido por Benedict Anderson (1), que diz que esse tempo vazio está disponível para ser preenchido com informações, e a cor dada a esse período de tempo depende dos aspectos culturais predominantes, apoiando-se sobre os historiadores e os estudiosos da época.

Anderson menciona em seus trabalhos (2) que, quando o negócio de impressão tornou-se grande na Europa por volta de 1500, um dos principais objetivos dos editores era ganhar dinheiro. Então, publicaram livros em língua Latina, já que a classe monetária era bem versada nessa linguagem. Portanto, os leitores permaneceram limitados naqueles que podiam ler o Latim. De forma semelhante, uma das maiores obras de história do subcontinente chamada de ‘Chachnama’, uma compilação de acontecimentos históricos, e que fornece detalhes sobre a chegada do Islã na Índia. O livro foi escrito em Árabe durante o século VIII, foi traduzido para o Persa em 1226 por Ali Kufi, e depois por Mirza Kalichbeg Fredunbeg (1853-1929) em 1900 (3).

De acordo com Mannan Ahmed Asif, autor de “A book of Conquest“, os primeiros historiadores e estudiosos pós-colonial como H. T. Lambrick, Peter Hardy e Yohanan Friedmann retrataram o conteúdo do livro de tal maneira que

“A noção de Chachnama como um mensageiro de textos (carrier text) virou consenso geral na área”. (4)

Manann também afirma que Romila Thapar, Gyanendra Pandey, Uma Chakravarti, Richard Eaton, Cynthia Talbot e Shahid Amin são algumas das principais figuras-chave, que com toda a probabilidade, também usaram a descrição reduzida de Chachnama, conforme descrito por Kufi, além de outras obras importantes da época, em suas obras históricas que são amplamente seguidas e consideradas como pioneiras no mundo acadêmico (5).

O advento dos Árabes na Índia começou a ocorrer antes do início do Islã na Arábia, que emergiu como o primeiro Estado Islâmico no início do século VII. O regime Muçulmano tornou sua presença conhecida em Sindh no século VIII. Mas antes disso, havia muitas famílias Árabes que estavam instaladas em Aden, Muscat, Diu e Thana (6). No entanto, não há muitos registros disponíveis de Hindus e outras religiões se convertendo ao Islã nos primeiros dias da religião. Pode-se dizer que, naquele momento, a religião ainda estava em sua infância e não tinha a maquinaria através da qual pudesse propagar a sua mensagem. Vários estudiosos, viajantes e comerciantes Muçulmanos, que visitaram a Índia durante os primeiros séculos do Islã, não conseguiram encontrar nada em si mesmos que pudesse influenciar os habitantes locais com sua fé.

O legado do Rei Chach realizado por seu filho Raja Dahir em Sindh, Multam e Uch, foi desafiado por Hajjaj Bin Yousuf, que enviou seu jovem tenente Muhammad Bin Qasim para espalhar as conquistas do Islã na Índia. Em 712, o governo Islâmico chegou à Índia pela primeira vez, quando Qasim derrotou Raja Dahir e prendeu suas filhas. Depois que Qasim foi preso sob as ordens de Hajjaj Bin Yousuf e mais tarde, quando morreu na prisão, os Muçulmanos começaram rapidamente a perder território.

Um aspecto importante e que esclarece o motivo pelo qual não-Muçulmanos se converteram ao Islã em muitas áreas, é dito,  que se deve ao impacto do pagamento da Jizya (imposto de proteção – per capita – cobrado a uma parte dos cidadãos não-Muçulmanos de um estado Islâmico), e o transtorno que isso causou nos assuntos econômicos dessas pessoas. Existem diferentes opiniões se durante o mandato de Muhammad Bin Qasim ele impôs ou não a Jizya aos não-Muçulmanos, e qual o impacto total disso. No entanto, somente mais tarde no século 13 é que surgiu forte evidência e repercussão do pagamento da Jizya, e do costume ainda mais esmagador de pagar o kharaj (Imposto imobiliário sobre a posse de terras, inicialmente aplicado às terras que os dhimmis detinham). O propósito de Jizyah (sic) era humilhar os não-Muçulmanos e lembrá-los de seu lugar na sociedade como Dhimmis, mas de acordo com M A Khan, ainda não pesava no bolso.

No entanto, ele narra:

“Os camponeses literalmente se tornaram escravos hipotecados do governo, já que de 50 a 75% dos produtos eram retirados em impostos, principalmente como kharaj.” (7).

A condição era tão ruim que os Hindus fugiam das áreas povoadas e se escondiam nas florestas para escapar do exército de cobrança de impostos do Rei. Durante esse tempo, foi mais fácil para os não-Muçulmanos se converterem ao Islã e serem salvos do fardo econômico. Essa tática trabalhou na disseminação do Islã em grande medida, como é compartilhado por Feroze Shah Tughlaq, que governou em meados do século XV. Fatuhat-i-Firoz Shahi escreve em suas memórias:

“Eu encorajei o meu infiel com assuntos, para abraçar a religião do profeta, e proclamei que todos aqueles que repetirem o credo e se tornarem um Musalman (Muçulmano) estarão isentos da Jiizyah, Essa informação atingiu as pessoas em geral, e um grande número de Hindus se apresentou e foram admitidos para a honra do Islã. Assim foram chegando, dia após dia, vindo de todos os cantos e adotando a fé, foram exonerados da Jizyah e favorecidos com presentes e honra”. (8)

Auragzeb infligiu muitas táticas regressivas aos não-Muçulmanos e foi ativamente responsável pelas conversões forçadas em sua era. Muitas de suas táticas estavam economicamente privando. Ordenou que todos os Hindus que trabalhavam na corte real fossem expulsos, dando-lhes, assim, a opção de se converterem ao Islã para salvar seus meios de subsistência (9). Ele também ofereceu dinheiro aos não-Muçulmanos para se converterem ao Islamismo, sendo Rs. 4, aos homens e Rs. 2, às mulheres. Isso era equivalente a um salário mensal naquela época (10).

Após o desaparecimento de Muhammad Bin Qasim, durante muitos séculos não houve conversões significativas ao Islã. Durante o século 10 e 11, o Imperador Turco Subuktageen e, em seguida, seu filho Mehmood de Ghazna eram conhecidos por governar parte da Índia. Mehmood de forma extraordinária atacou o templo de Somnath e seu exército pilhou e saqueou muito durante esse período, e é dito que cada vez que atacava a área, destruía templos, e converteu dezenas de pessoas ao Islã (11). Só mais tarde no século XIII é que a evidência de maiores conversões ao Islã emergiu.

O renomado pregador Indiano e fundador da Fundação de Pesquisa Islâmica, Zakir Naik, sempre sustentou que o Islã se espalhou na Índia de forma pacífica, e os Sufis desempenharam um papel positivo ao trazer todas as grandes virtudes e moralidades do Islã através da prática e da pregação. Naik escreve:

“No geral, Muçulmanos governaram a Arábia por 1400 anos. No entanto, hoje, há 14 milhões de Árabes Cristãos Coptas, isto é, Cristãos desde as gerações. Se os Muçulmanos tivessem usado a espada, não haveria um único Árabe Cristão. Os Muçulmanos governaram a Índia há cerca de mil anos. Se quisessem, tinham o poder para converter todos os não-Muçulmano da India ao Islã. Hoje, mais de 80% das pessoas da Índia são não-Muçulmanas. Todos esses Indianos não-Muçulmanos hoje testemunham que o Islã não foi espalhado pela espada.”

Sheik Yusuf al-Qaradawi, um teólogo Islâmico Egípcio baseado em Doha, Catar e presidente da União Internacional de Acadêmicos Muçulmanos, tem algo a dizer sobre o assunto

“…a espada pode conquistar terras e ocupar estados, nunca será capaz de abrir corações e inculcar a fé nas pessoas. A propagação do Islã só ocorreu após um tempo, depois que as barreiras entre as pessoas comuns desses países e o Islã foram removidas. Nesse ponto, eles foram capazes de considerar o Islã dentro de uma atmosfera pacífica, longe do distúrbio da guerra e dos campos de batalha. Assim, os não-Muçulmanos foram capazes de testemunhar a excelente moral dos Muçulmanos… “

O Dr. Fazlur Rahman é um Pregador Paquistanês moderado que teve que deixar o Paquistão por conta das suas opiniões não ortodoxas. Ele oferece aqui uma explicação através da qual um link pode ser criado entre o comentário do Dr. Naik e o de Al Qardawi. Ele afirma:

“…o que era espalhado pela espada não era a religião do Islã, mas o domínio político do Islã para que o Islã pudesse trabalhar para produzir a ordem na terra que o Alcorão procura… Por isso nunca se pode dizer que o Islamismo foi espalhado pela espada”(12)

Aqui, pode-se deduzir que a ideia do Islamismo se espalhando de forma pacífica através do Sufismo está problematizado em parte, e é sabido que o Sufismo quase sempre seguiu, ou foi acompanhado do uso da espada e da autoridade forçada

Khwaja Muinuddin Chishti de Ajmer, Rajhastan era considerado um prolífico Santo Sufi que veio para a Índia (Lahore, Delhi, Ajmer) em ou ao redor de 1192. Ajmer era governada na época por Prithviraj Chauhan. Esse é o mesmo período de tempo em que Shahabuddin Ghori atacou o reino de Prithviraj pela segunda vez, e desta vez com sucesso. Ghori também seguiu a mesma rota que Khwaja Moinuddin Chishti. Chegou pela primeira vez a Lahore e enviou uma mensagem a Prithviraj para aceitar o Islã. Quando ele recusou, uma batalha foi travada e desta vez Ajmer foi conquistada por Shahabuddin Muhammad Ghori.

Diz-se que Khwaja Muinuddin Chishti entrou em Ajmer com as tropas conquistadoras de Ghori, que então prosseguiu destruindo muitos templos e construíram Khanqahs (construção projetada especificamente para encontros de uma fraternidade Sufi ou Tariqa) e mesquitas em seu lugar (13). Hasan Nizami, um dos cronistas que têm debatido a regra dos Reis Muçulmanos na Índia, escreve em seu livro chamado Taj ul Maasir sobre a conquista de Ajmer:

‘O exército vitorioso, à direita e à esquerda, partiu para Ajmer’ Quando os Hindus com cara de corvo começaram a soar suas conchas brancas nas costas dos elefantes, você teria dito que um rio de sons escorria impetuosamente pelo rosto de uma montanha de azul’ O exército do Islã foi completamente vitorioso, e cem mil Hindus rastejando partiram rapidamente para o fogo do inferno’ Ele destruiu (em Ajmer) os pilares e fundamentos dos templos de ídolos e construíram em seu lugar mesquitas e faculdades, e os preceitos do Islã e os costumes da lei foram divulgados e estabelecidos.’ (14)

Hoje, não há dúvida de fato que Khwaja Moinuddin Chishti é reverenciado no subcontinente como Gharib Nawaz e Nabi-ul-Hind. Ele disse ter convertido milhares de não-Muçulmanos ao Islã através de seus caminhos de caridade. Conduziu sua vida em total pobreza abjeta com apenas roupas suficientes para cobrir o corpo. No entanto terras foram concedidas a ele, as quais aceitou em nome de seus filhos, que possuíam essas terras por gerações. Após o assassinato de Prithviraj Chauhan, Ajmer foi entregue ao filho Pithviraj III para legislar como uma artimanha diplomática. É narrado que Khwaja Moinuddin também se preocupou com a política, tanto que, em um ponto, Prithviraj III pediu a Ramdeva que o expulsasse de Ajmer. Além disso, é interessante notar que os três cronistas contemporâneos da época, Hasan Nizami, Fakhr-i-Mudabbir e Minhaj não se referiram a ele em seus livros

Os primeiros registros místicos, o Favaid-ul-Fuad e Khair-ul-Majalis não fornecem nenhuma informação sobre ele. Barani não faz nenhuma referência a ele. Isami nos diz apenas isso, que Muhammad bin Tughlaq tinha visitado uma vez a sua tumba”(15)

Durante uma visita pessoal ao Dargah de Khwaja Moinuddin Chishti, tive uma conversa sobre o passado histórico do dargah (santuário Sufi) com um dos membros da família. Notei também os 2 Deghs (caldeirão) maciços que servem um puro langar (cozinha comunitária) vegetariano para dezenas de pessoas, e foi dito que um dos Deghs foi fornecido pelo Imperador Akbar. Ao olhar o texto, também podemos notar que Khwaja Chishti foi muito reverenciado pelo Imperador Akbar, que prestou especial atenção ao seu dargah, e foi na época dele que o Santo Sufi começou a ser mencionado em narrativas e livros.

Outros famosos discípulos da ordem de Chishti incluem Sheik Bakhtiar Kaki, Baba Farid Ganj e Shakar, e Nizamuddin Aulia. Nizamuddin teve seu khanqah em Deli e testemunhou que 7 imperadores diferentes chegaram ao poder durante a sua vida. No entanto, diz-se que ele nunca foi a nenhum dos seus darbars (comemoração em um templo Sikh). Ele também viveu em total pobreza abjeta e foi capaz de influenciar e converter dezenas de não-Muçulmanos. É dito também que Khwaja Nizamuddin era interessado em política e costumava manter sua própria corte em seu dargah (16). Seus discípulos incluem Amir Khusru, que teve uma afiliação muito próxima com o seu Peer o Murshid (tr.,peer: semelhante; mesmo status / murshid: guia; professor). Khusru era um renomado poeta e escritor, que também escreveu uma compilação chamada Tughlaqnama sobre a vida e os tempos de Ghayasuddin Tughlaq. Nuh Sipehr é o título de um de seus escritos em que ele narra:

“Eles (Hindus) têm quatro livros naquela língua (Sânscrito), os quais têm o hábito de repetir constantemente. O nome deles é Bed (Vedas). Eles cultivam histórias de seus deuses, mas pouca vantagem pode ser derivada de sua leitura.” (17)

Esse tipo de pensamento tem predominado constantemente na mente de todos os Muçulmanos, até mesmo nos Santos Sufis, que com a melhor das intenções, consideram que, ao convencer os não-Muçulmanos de se juntarem ao Islã, estão trazendo-os para a era da iluminação.

A Islamização da Caxemira foi feita através de uma mistura de espada e conversão vigorosa pelos Sufis. Entre os homens da espada, o mais famoso na área era Alexander, ou Sikandar But Shikan, que veio à Caxemira em 1394. Ele e seu Brahmin (membro da classe sacerdotal no subcontinente Indiano e pertence à sociedade de castas superiores.) converteram o primeiro ministro, emitiram uma ordem “proibindo a residência de qualquer outro que não seja Mahomedans (Muçulmanos) em Caxemira”(18), logo após jogaram fora todos os ídolos dos templos.

Mas durante um longo período foram os Sufis que foram acolhidos em Caxemira de Hamdan, pelo imperador Sultan Shahabuddin da dinastia Shah Mir, no meio do século 14. Um santo Sufi, Syed Ali Hamdani junto com 700 de seus discípulos vieram e começaram a construir khanqahs (tariqas) e converter pessoas ao Islã, bem como convencer o governante a destruir templos e fazer khanqahs. Após a morte de Hamdani, a tarefa foi assumida por Nuruddin, que enganava os habitantes locais ao se vestir como um Rishi, “a maior denominação de videntes Hindus de Caxemira”. Nuruddin aproveitou a psique Hindu e começou a se concentrar nas conversões dos sacerdotes Bramanistas, pois sabia que eram professores naturais dos Hindus de Caxemira (19).

De acordo com a afirmação de Nehemia Levtzion, “os Sufis foram particularmente importantes para alcançar a conversão quase total no leste da Bengala”. (20) A influência Sufi e a conversão de Budistas, bem como alguns Hindus ao Islã, foram feitas num ritmo muito alto por Sheik Shah Jalal e seus discípulos durante o século 13. De acordo com algumas fontes, ele participou de uma guerra santa com 700 de seus discípulos contra o Rei Gaur Govinda (21) e foi enviado pelo seu Pir (peer:mestre) Nizamuddin Aulia.

Sheik participou do terceiro ataque contra Gaur Govinda, no qual o rei foi derrotado. Após a guerra, mais de dezenas de milhares de prisioneiros foram levados e todos foram convertidos ao Islã sob o patrocínio do Sheik Jalal. Portanto, é claro que, pelo menos, esses prisioneiros não se converteram de acordo com sua própria vontade ou depois de se apaixonaram pelos ensinamentos e estilo de vida do Sheik Jalal. De acordo com o relato de Hamilton Alexander Rosskeen Gibb sobre Ibn e Batuta, ele mencionou que “o esforço de Jalaluddin foi fundamental para converter os infiéis a abraçaram o Islã” (22), mas não especifica quais foram essas medidas. Outro conhecido santo Sufi de Bengala foi Nur Qutb-i-Alam, que influenciou o Príncipe Hindu Ganesha, — governante recentemente derrotado de Bengala, — a entregar seu filho de doze anos; Jadu foi convertido ao Islamismo e fez o governante de Bengala trocar seu nome para Sultão Jalaluddin Muhammad; Jalaluddin acabou se tornando um rei particularmente feroz e ofereceu a opção de conversão ao Islã ou morte aos seus subordinados (23). Além disso, diz-se que os métodos de conversão aplicados em Bangladesh eram muito ortodoxos, tipo “(Os Sufis) estabeleceram suas khanaqahs nos locais dos santuários Budistas e se encaixaram bem na situação religiosa de Bengala”. (24)

Há muitas opiniões diferentes à medida que olhamos o trabalho acadêmico de diferentes lugares, o que pode levar a conclusões diferentes para responder a pergunta que começamos a explorar. No entanto, as percepções acadêmicas dominantes que sugerem que os Sufis recorreram apenas ao maneirismo pacífico e humilde para promover o Islã na Índia precisam ser desafiadas. É verdade que muitos Santos Sufis podem ser indivíduos de coração humano e bondoso. No entanto, a crença global de que, para levar uma vida feliz, contente e devota, é preciso entrar no curral da própria ideologia, vem se mantendo como um ponto de vista constante dos Santos Sufis em todo o Sul da Ásia.


References:

1.P36, Imagined Communities, Benedict Anderson
2.P38, Ibid
3. Mirza Kalichbeg Fredunbeg, The Chachnamah, An Ancient History of Sind
4.P11, A Book of Conquest, Mannan Ali Arif
5. “Romila Thapar’s Somanatha: the many voices of a history, Ramya Sreenivasan’s The Many Lives of a Rajput Queen:Heroic Pasts in India c. 1500-1900, Shahid Amin’s Conquest and Community: The Afterlife of Warrior Saint Ghazi Miyan, and Cynthia Talbot’s The Last Hindu Emperor: Prithviraj Chauhan and the Indian Past, 1200-2000 approach binary categories of Hindu/Muslim by fracturing the historical certainty.” P188, A Book of Conquest, Mannan Ali Arif
6.“The Muslim polities in Sind that emerged in the eighth century undoubtedly helped the growth of trade and settlement networks between Arabia and India. Settlements in Aden, Muscat, Diu, and Thana predate the Arabian Muslim empires of Damascus and Baghdad. There are numerous mentions of Arab families who settled in these regions in political exile or as traders.” P33, ibid
7. P108, Islamic Jihad, A legacy of Imperialism, Forced conversions and Slavery, M A Khan
8. P 227, The State and Religion in Mughal India, Roy Choudhury ML
9. Exhibit No. 34, Bikaner Museum Archives, Rajasthan, India; Available at: http://according-to-mughal-records.blogspot.com
10. “Aurangzeb also promulgated an order in 1685 to his officers of the provinces to encourage the Hindus to convert to Islam by offering that ‘each Hindu male, who becomes a Musalman, is to be given Rupees four and each Hindu woman Rupees two’ from the treasury” Ibid, Exhibit 43
11. “ Mahmud Ghaznavi invaded Hindustan seventeen times, and every time he came he converted people from Peshawar to Mathura and Kashmir to Somnath. Such was the insistence on the conversion of the vanquished Hindu princes that many rulers just fled before Mahmud even without giving a battle”, p 222, Legacy of Muslim Rule in India, K S Lal
12. p92, Islamic Jihad, A legacy of Imperialism, Forced conversions and Slavery, M A Khan
13.“With the defeat and death of Prithviraj Chauhan, the task of the invader became easy. Sirsuti,Samana, Kuhram and Hansi were captured in quick succession with ruthless slaughter and a general destruction of temples and building of mosques. The Sultan then proceeded to Ajmer”. The Legacy of Muslim Rule in India. K.S.Lal
14. p214-215 Taj-ul-Maasir, Hasan Nizami
15. P134, Legacy of Muslim rule in India, K S Lal
16. “The Shaikh was so popular with the people that Sultan Alauddin Khalji began to entertain suspicions about his influence and authority in Muslim society. With a view to ascertain the real intentions of the Shaikh, and to find out to what extent he was interested in seeking political power, the Sultan sent him a note seeking his advice and guidance on certain political problems. The Shaikh immediately surmised Alauddin’s motives in sending the letter, and replied that he had nothing to do with politics and so could render no advice on political matters” P 118-19, Siyar-ul-Auliya. Urdu trs. Silsila-i-Tassavuf , Saiyyad Amir Khurd al-Kirmani
17. P563, Life and Works of Amir Khusrau, Dr. Wahid Mirza
18. P268, Tareekh e Ferishta, Muhammad Qasim Hindu Shah, History of the Rise of the Mahomedan Power in India,
19. P 19, Islamisation of India by Sufis, Purushottam
20. P8, Nehemia Levtzion , Toward a Comparative Study of Islamization, in Conversion to Islam
21. Shah Jalal (R), Banglapedia; http://banglapedia.search.com.bd/HT/S_0238.htm
22. P269,Ibn Batuta, 1304–1377 (1929), English translation by Gibb
23. “Dr James Wise wrote in the Journal of the Asiatic Society of Bengal (1894) that ‘the only condition he offered was the Koran or death… many Hindus fled to Kamrup and the jungles of Assam, but it is nevertheless possible that more Mohammedans were added to Islam during these seventeen years (1414–31) than in the next three hundred years.” P 57,KS Lal, Indian Muslims: Who are They
24. P 18, Nehemia Levtzion, Conversion to Islam
Bibliography-
1. Page 36, Imagined Communities, Benedict Anderson
2. P. 20, S. Bose and A. Jalal. Modern South Asia: History, Culture, Political Economy New York: Routledge, 2004)
3. P188, A Book of Conquest, Mannan Ali Arif
4. P214-215 Taj-ul-Maasir, Hasan Nizami
5. P38, The Legacy of Muslim Rule in India. K.S.Lal
6. Mirza Kalichbeg Fredunbeg, The Chachnamah, An Ancient History of Sind (Delhi: Idarah-i Adabiyat-i Delli, 1900).
7. P184, Islamic Jihad, A legacy of Imperialism, Forced conversions and Slavery, M A Khan
8. P 92, Islamic Jihad, A legacy of Imperialism, Forced conversions and Slavery, M A Khan
9. P 134, Legacy of Muslim Rule in India, K S Lal
10. P1, The Foundations of Muslim Rule in India, Habibullah ABM (1976) Central Book Depot, Allahabad
11. P108, Islamic Jihad, A legacy of Imperialism, Forced conversions and Slavery, M A Khan
12. P 227, The State and Religion in Mughal India, Roy Choudhury ML (1951) Indian Publicity Society, Calcutta.
13. P 118-20, Siyar-ul-Auliya. Urdu trs. Silsila-i-Tassavuf , Saiyyad Amir Khurd al-Kirmani, No. 130. Allah Wale-ki-Dukan, Kashmiri Bazar (Lahore, n.d.).
14. P 563, Life and Works of Amir Khusrau , Dr. Wahid Mirza, (Calcutta, 1935),
15. P 222, Legacy of Muslim Rule in India, K S Lal.
16. http://according-to-mughal-records.blogspot.com.
17. P 19, Islamisation of India by Sufis, Purushottam, Ist Edition : Feb. 2008
18. p. 268 Tareekh e Ferishta, Muhammad Qasim Hindu Shah, Ferishtah MQHS (1829) History of the Rise of the Mahomedan Power in India, translated by John Briggs, D.K. Publishers Distributors (P) Ltd, New Delhi, Vol. IV (1997 imprint).
19. p. 18, Toward a Comparative Study of Islamization, in Conversion to Islam, Nehemia Levtzion.
20. P 269,Ibn Batuta, 1304–1377 (1929), English translation by Gibb.
21. P 57,KS Lal, Indian Muslims: Who are They , 1990, Voice of India, New Delhi.
22. P 18, Nehemia Levtzion, Conversion to Islam, 1979


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

Geert Wilders: O Islã Não É Uma Religião, É Uma Ideologia Totalitária

Fonte/Source: Geert Wilders: Islam Is Not A Religion, It’s a Totalitarian Ideology

Photo Cover Credit: Sean Gallup/Getty Images


Geert Wilders: O Islã Não É Uma Religião, É Uma Ideologia Totalitária

 

Por DONNA RACHEL EDMUNDS

28 de Fevereiro de 2017

Geert Wilders em Koblenz, Rhein, 21 de Janeiro de 2017, Alemanha. Photo: Sean Gallup / Getty Images

O Islã é uma ideologia totalitária, não é uma religião, e por isso o compromisso constitucional Holandês com a liberdade de religião não deve se aplicar a ele, disse Geert Wilders.

Em ampla entrevista gravada em Janeiro e transmitida no fim de semana, o político populista e líder do Partido Holandês pela Liberdade (PVV) disse que embora o Islã tenha muitos dos ornamentos de uma religião, compartilha mais em comum com ideologias totalitárias como o Comunismo e o Fascismo e devem ser tratados como tal.

“O Alcorão não só contém mais antissemitismo do que Mein Kampf — outro livro terrível — produziu, como é uma prova do totalitarismo porque você não tem permissão para sair. Essa é a prova do totalitarismo”, disse ele.

“O Islã como ideologia não permite a liberdade. Olhe para quase todos os países do mundo onde o Islã é dominante — você vê uma falta total de sociedade civil, de estado de direito, de liberdade para os jornalistas, mulheres, Cristãos, ou mesmo alguém que queira deixar o Islã, um apóstata.

“Você tem permissão para deixar o Cristianismo ou o Judaísmo e se tornar um ateu ou o seguidor de outra religião; Você não tem permissão para deixar o Fascismo, você não tem permissão para deixar o Comunismo. E ainda hoje na Holanda, na Alemanha, no mundo Árabe, a pena é a morte se você quiser deixar o Islã.

“Esse tipo de pensamento, esse tipo de violência dentro de uma ideologia é algo que não devemos importar”.

Admitindo que sua opinião era uma visão minoritária e que a constituição da Holanda provavelmente não mudaria se seu partido fosse vitorioso nas próximas eleições, esclareceu que sua objeção era ao Islã como um corpo de ideias, não para o povo Muçulmano.

“Eu acredito que o Islã e a liberdade são incompatíveis. Não estou falando de pessoas.”

“Fui muitas vezes ao Irã, Iraque, Síria, Egito e Jordânia, e encontrei pessoas muito amigáveis, agradáveis e muitas vezes muito interessantes. Então eu não tenho problema com os Muçulmanos, como algumas pessoas acreditam.”

“Mas acredito que a ideologia Islâmica é muito perigosa”.

Wilders também manifestou sua oposição à União Europeia, que, segundo ele, despojava as nações Europeias de sua soberania e criticou os líderes Europeus por sua adesão à doutrina do relativismo cultural.

Invocando o sucesso de Donald J. Trump, o qual o levou à presidência dos EUA numa plataforma de patriotismo e orgulho nacional, Wilders disse: “Um Estado-nação precisa ser independente, precisa de sua própria bandeira e valores. Não é fanatismo ou racismo, é patriotismo, e o patriotismo está em ascensão hoje em dia.

“Então eu tentaria recuperar nossa soberania nacional e ser independente, e deixar o povo Holandês, o governo e o parlamento Holandês decidir o próprio destino novamente”.

E acrescentou: “A maioria dos líderes políticos não são apenas multiculturalistas, mas são relativistas culturais — pessoas que acreditam que as culturas são iguais.” E previu:— “Estou certo de que os últimos dias da União Europeia — como aconteceu com antigo Império Romano — estão chegando. É só uma questão de tempo.”

Wilders provou ser um candidato imensamente popular e o PVV está no bom caminho para ganhar o maior número de lugares. Mas apesar da oportunidade de examinar as ideias de Wilders antes das eleições Holandesas de Março, a imprensa Holandesa preferiu se concentrar num erro cometido por Wilders durante a entrevista.

Discutindo o PVV Wilders disse que tinha sido inspirado pelo político Pym Fortuyn, o qual, ele comentou: “[estava] abordando os problemas que estou abordando agora e infelizmente foi morto e assassinado por um Muçulmano radical.”

Fortuyn foi assassinado por um ambientalista, Volkert van der Graaf, que alegou ter atirado no político para “proteger” os Muçulmanos. Wilders reconheceu o fato num tuite onde explicou que tinha pretendido fazer referência ao cineasta Theo Van Gogh, que foi baleado e esfaqueado até a morte por um Islamista em 2004 por dirigir um documentário, Submissão, que criticava o tratamento das mulheres sob o Islã.

Em um segundo tuite, Wilders acrescentou: “Os esquerdistas elitistas perdedores estão gostando do meu lapso de língua, mas nós vamos desislamizar os Países Baixos muito rapidamente e isso não é nenhum lapso de língua.”


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

JIHAD E DEPREDAÇÃO — A MISSÃO DOS SUFIS EM KASHMIR

Fonte/Source: No Peace, Only Pieces – The Sufi Mission in Kashmir! | IndiaFacts

Foto/Capa: Estrutura sobrevivente do grande Templo de Mamaleshwara, destruído pelo Santo Sufi Shamsuddin Araqi


JIHAD E DEPREDAÇÃO — A MISSÃO DOS SUFIS EM KASHMIR!

Por Dimple and True Indology

Este artigo foi republicado do blog do autor, com permissão.

23 de Dezembro de 2016

Este artigo examina as atividades iconoclásticas de Dimple Kaul and True Indology Shamsuddin Araki, um dos missionários Sufis mais “pacíficos” de Kashmir, e o seu papel na destruição dos Templos Hindus e Budistas de Kashmir, Ladakh e Gilgit-Baltistan. Continuar lendo JIHAD E DEPREDAÇÃO — A MISSÃO DOS SUFIS EM KASHMIR

“ESFORÇAR-SE PARA RETRATAR MUÇULMANOS COMO “MORENOS” E OS INIMIGOS DO TERROR DA JIHAD, COMO REPUGNANTES POR RAZÕES RACIAIS É DESONESTO “

Fonte/Source: “Endeavor to portray Muslims as ‘brown’ and foes of jihad terror as disliking them for racial reasons is dishonest”

“ESFORÇAR-SE PARA RETRATAR MUÇULMANOS COMO “MORENOS” E OS INIMIGOS DO TERROR DA JIHAD COMO REPUGNANTES POR RAZÕES RACIAIS É DESONESTO “

 

POR ROBERT SPENCER

8 de Fevereiro de 2017

Linda Sarsour afirmou recentemente que, por ser “morena” (uma afirmação duvidosa na melhor das hipóteses), “Palestina” e “Muçulmana”, além de uma “mulher franca”, era “o pior pesadelo dos Islamofóbicos”.

Isso é apenas mais uma negação e projeção. Na realidade, ela é criticada por estar a favor da opressão da Sharia e ligada de várias maneiras ao Hamas. Mas isso é apenas mais inversão esquerdista da realidade.

“Por que os liberais continuam abrindo caminho para o Islã radical — e o que será necessário para mudar de opinião”, de Dave Urbanski, The Blaze, 7 de fevereiro de 2017:

Alguém poderia concluir que, depois de tantos exemplos de atos hediondos do Islã radical em todo o mundo, mesmo depois do 11 de Setembro, os liberais deixariam de abrir caminho ou de dar o benefício da dúvida.

Mas mesmo depois dos ataques em Fort Hood, Boston, Paris, Garland, Chattanooga, San Bernardino e Orlando — para citar alguns deles — alguns liberais claramente não se sentem assim. De fato, uma nova pesquisa da CBS indica que 66% dos democratas acreditam que o Islã não é diferente de outras religiões quando se trata de incentivar a violência…

Robert Spencer — diretor da Jihad Watch e notável autoridade sobre a omnipresença do Islamismo radical — disse ao The Blaze que vê a esquerda não somente continuando a abrir caminhos para o extremismo Islâmico, mas notando também que os liberais estão começando a normalizar alguns elementos dele.

E não precisou ir muito longe para falar da tão alardeada Marcha das Mulheres, que lotou as ruas um dia após a inauguração de Trump — e que contou com a organizadora do evento, Linda Sarsour, uma “Palestina Muçulmana Americana” que está sob escrutínio por declarações ameaçadoras que ela fez contra a crítica do Islã Ayaan Hirsi Ali vários anos atrás.

“A Sra. Sarsour não está interessada em direitos humanos universais”, disse Ali ao New York Times, acrescentando que: “ela é defensora da lei da Sharia. Não há princípio que humilhe, degrade e desumanize mais as mulheres do que o princípio da lei Sharia”.

Apesar disso, Spencer disse que os liberais continuam “glamorizando e glorificando” Linda Sarsour — bem como “vilipendiando qualquer um que aponte as ligações dela com o Hamas, o ódio vicioso à Israel…. mesmo em publicações como a Elle”.

Outros exemplos de normalização incluem a “proliferação dos eventos do Dia Mundial do Hijab, que ignoram as muitas mulheres que foram brutalizadas ou até mesmo mortas por não usarem o hijab e a disseminação entre as feministas esquerdistas Ocidentais da ideia de que as restrições do hijab e da Sharia às mulheres são sinais lindos da diversidade cultural, para ser comemorado e não condenado.”

Spencer concordou, também, que o preconceito esquerdista contra o Cristianismo e o Judaísmo, encontra um parentesco espiritual com o Islamismo radical, visto que ambos compartilham “o ódio pela civilização Ocidental Judaico-Cristã”. Além disso, o objetivo do Islã radical de derrubar o “Ocidente” bate levemente num tipo de auto-aversão liberal que não se importaria de ver a América de joelhos, dado que é visto por alguns liberais como “a fonte de todo o mal no mundo”.

Outra ferramenta que a esquerda tende a usar — e vista nesta aparição do Affleck em “Tempo Real”. — é a caracterização da crítica Islâmica como “racismo”, apesar do fato de que o Islã não é uma raça. (Ênfase adicionada).

Nota: Infelizmente este vídeo não está legendado em Português e não pertence ao texto original. Resolvi publicá-lo para dar sentido ao parágrafo acima. 

“O racismo é o nosso trauma nacional”, acrescentou Spencer ao The Blaze. “Esforçar-se para retratar Muçulmanos como “morenos” e os inimigos do terror da jihad como repugnantes unicamente por razões raciais, é um cínico e desonesto empreendimento que tem o efeito de intimidar as pessoas a terem medo de se oporem ao terror jihadista. Naturalmente, muitos esquerdistas são tão mal educados e incapazes de pensar criticamente que sem dúvida acreditam nisso tudo”.

Então, o que — por acaso — poderia eventualmente mudar a maré da esquerda?

Spencer observou que muito provavelmente seria algo pelo menos tão terrível quanto outro ataque em escala como o 11 de Setembro, porque “a cada ataque de jihad algumas pessoas acordam”.

Mas, a “intelectualidade esquerdista sabe disso”, disse ele, o que coloca uma questão, já que “depois de cada ataque, há um esforço extenuante para exonerar o Islã de qualquer responsabilidade por ele”.

Aqui está Spencer discutindo o Islã e a agressão da esquerda à liberdade de expressão em 2009 — e você pode dizer que as palavras dele provaram ser bastante proféticas nos Estados Unidos nos últimos anos:

 — Infelizmente este vídeo não está legendado em Português —


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

O Lado Sinistro do Sufismo

Fonte/Source: The sinister side of Sufism | IndiaFacts

 O Lado Sinistro do Sufismo

Por Ram Ohri – IndiaFacts (Truth Be Told)

sufi black and white
Dervixes Dançantes

Durante séculos o credo e a música Sufi vêm repercutindo como grandes símbolos de espiritualismo, promoção de paz e harmonia entre os Hindus e os Muçulmanos. O conceito inteligentemente marketeado da  espiritualidade Sufi tem sido inquestionavelmente aceito como marca da unidade Hindu-Muçulmana. Mas como acontece com a maioria dos mitos, a história se torna a primeira vítima. Continuar lendo O Lado Sinistro do Sufismo