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POR QUE PROFESSAR CRISTO ESTÁ SE TORNANDO UM “CRIME DE ODIO” NO OCIDENTE

Fonte/Source: Why Professing Christ Is Becoming a ‘Hate Crime’ in the West – Raymond Ibrahim


POR QUE PROFESSAR CRISTO ESTÁ SE TORNANDO “CRIME DE ODIO” NO OCIDENTE

Por Raymond Ibrahim

12 de Janeiro de 2018

FrontPage Magazine

Qual é a fonte do dhimmitude — que em muitos aspectos paralisa as respostas ao Islam — no Ocidente?

Primeira definição: “dhimmitude”, que foi cunhada pelo falecido presidente Cristão do Líbano, Bashir Gemayel, e popularizada pela escritora Bat Ye’or, é um neologismo baseado na palavra Árabe, dhimmi, ou seja, um não-Muçulmano (geralmente um Cristão ou Judeu) que cai sob o domínio Islâmico e, como um preço para manter sua religião, aceita uma posição social inferior. Simplificando, o dhimmi deve conhecer seu lugar e nunca balançar o barco, inclusive buscando direitos iguais aos Muçulmanos.

Embora isto seja a manifestação clássica e original da dhimmitude, uma nova forma e sem precedentes surgiu no Ocidente: no mundo Muçulmano, onde o poder faz o que quer sem ser contestado, as maiorias Muçulmanas impõem um status inferior às minorias não-Muçulmanas; mas no Ocidente, é o próprio Ocidente — ou pelo menos elementos domésticos — que, em determinadas áreas, impõe um status inferior a uma maioria não-Muçulmana.

Eis a questão, por quê? Por que uma civilização mais forte impõe estipulações injustas e supremacistas de uma civilização mais fraca e hostil sobre si mesma e desse modo paralisa a si mesma diante dessa mesma civilização hostil?

A resposta é evidente nas palavras de uma estratégia antiga: “O inimigo do meu inimigo é meu amigo”. Os elementos Ocidentais que protegem e fortalecem incessantemente o Islam e que operam sob vários nomes — “Liberais”, “Esquerdistas”, “Marxistas”, “Progressistas”, “Guerreiros da Justiça Social”, etc. — fundamentalmente, pouco se importa com o Islamismo; em vez disso, o Islã é para eles uma ferramenta para combater seu inimigo real e muito mais próximo: o Cristianismo, os costumes e a civilização nascida dele e culminando no Ocidente.

Isto é evidente em todos os lugares e em uma miríade de formas. Mais recentemente, o governo Britânico se recusou a responder se alguém contar às pessoas sobre a fé Cristã poderia ser considerado um crime de ódio.” Lord Pearson de Rannoch, um colega do UKIP, perguntou à Câmara dos Lordes se poderiam “confirmar inequivocamente que um Cristão que diz que Jesus é o único filho do único e verdadeiro Deus não pode ser preso por crime de ódio ou qualquer outra ofensa, por mais que possa ofender um Muçulmano ou qualquer outra religião? “A porta-voz do governo Baronesa Vere de Norbiton respondeu equivocadamente, dizendo que a definição legal de “crime de ódio” tem sido a mesma durante os últimos 10 anos.

Entretanto, como Pearson explicou em uma entrevista posterior, a definição atual de “crime de ódio” é subjetiva e depende se a “vítima” se sente ofendida — deixando assim a porta aberta para acusar aqueles que proclamam Cristo e a Trindade de cometerem crime de ódio, especialmente vis-à-vis Muçulmanos, que se opõem veementemente à reivindicação, como o próprio Pearson reconheceu: “Certamente, os Muçulmanos mais estritos se sentem ofendidos pelo Cristianismo e a nossa crença em Jesus sendo o único Filho do único verdadeiro Deus.”

Pearson também apontou um duplo padrão em como os “crimes de ódio” são aplicados: “Você pode dizer o que você quiser sobre o nascimento da Virgem, os milagres e a ressurreição de Jesus Cristo, mas assim que você disser ‘vamos lá, será que o Islam é realmente a religião de paz que afirma ser’, o inferno se explode.”

De fato, e há uma razão para isso: ao contrário do Islam — do qual muitas elites Ocidentais não sentem nenhuma conexão (direta) e, portanto, nenhuma ameaça proveniente dele — o Cristianismo é a fé de seus antepassados; está sempre presente em suas sociedades, julgando-os e eles o odeiam por isso. Mas ao invés de procurar suprimir abertamente, operam indiretamente, inclusive apoiando os sempre bravos e facilmente “ofendidos” Muçulmanos contra o Cristianismo, enquanto desempenham o papel de pessoa “imparcial” secularista ou progressista — pessoas se obrigarão (ou seja, os outros, notadamente os Cristãos) a caminhar sobre cascas de ovos com medo de que os “sentimentos” do “outro” seja ferido.

A partir desse ponto, entende-se por que liberais e progressistas que sempre reclamam contra qualquer vestígio do Cristianismo tradicional (“opressivo”) habitualmente se alinham com o Islam — apesar das qualidades verdadeiramente opressivas do último. As feministas denunciam o “patriarcado” Cristão — mas dizem pouco contra o tratamento Muçulmano às mulheres como uma possessão pessoal; homossexuais denunciam padarias Cristãs — mas dizem pouco contra a execução Muçulmana de homossexuais; multiculturalistas denunciam Cristãos que se recusam a reprimir sua fé, inclusive proibindo frases e imagens de Natal, para acomodar a sensibilidade religiosa das minorias Muçulmanas —, mas dizem pouco contra a perseguição Muçulmana entrincheirada e aberta aos Cristãos.

Desse ponto, entende-se a razão última pela qual os elementos dominantes do Ocidente estão impondo os efeitos injustos e sufocantes da dhimmitude e tornando o Oeste fraco e vulnerável: “O inimigo [Islam] do meu inimigo [Cristianismo] é meu amigo.” Como este exemplo recente no Reino Unido mostra, Muçulmanos agora estão até mesmo sendo usados ​​para fazer a reivindicação central do Cristianismo — que a elite progressiva especialmente despreza ouvir porque condena o seu estilo de vida sem Deus — um “crime de ódio”.


Tradução: Tiao Cazeiro  — Muhammad e os Sufis

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