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Maajid Nawaz: “Reino Unido Produziu os Jihadi Beatles”

Fonte/Source: UK: “Moderate” Muslim Maajid Nawaz: “We, the United Kingdom, produced Jihadi John”

Video/Cover Credit: “Britain PRODUCED Jihadi BEATLES” Claims Maajid Nawaz – LBC


Por Tião Cazeiro

Nota:  Mohammed Emwazi, conhecido como “Jihadi John” foi um cidadão Britânico nascido no Kuwait que se acredita ser a pessoa vista em diversos vídeos produzidos pelo grupo terrorista Islâmico Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Um grupo de reféns denominaram-no “Jihadi John” e o identificaram como sendo parte de uma célula de quatro terroristas com sotaque Britânico alcunhada como “The Beatles“. — Fonte: Wikipédia

Maajid Nawaz, um Muçulmano "Moderado": 
"Nós, o Reino Unido, Produzimos o Jihadi John"

POR ROBERT SPENCER

24 de Fevereiro de 2018

“Nós, o Reino Unido, produzimos o Jihadi John. Nós, o Reino Unido, produzimos os outros acólitos em torno dele chamados de Jihadi Beatles. Alguma coisa nas nossas cidades, alguma coisa na atmosfera das comunidades deste país produziu os mais infames terroristas, pelo menos na minha geração. Precisamos começar a fazer esta pergunta: o que tem na nossa cultura, nas nossas cidades, nos nossos bairros que está produzindo esses tipos de monstros?”

Boa ideia. Não vamos apenas fazer a pergunta. Vamos respondê-la.

“O que tem na nossa cultura, nas nossas cidades, nos nossos bairros que está produzindo esses tipos de monstros?”

Fácil: são as doutrinas jihadistas (de guerra) do Islã contra os não-Muçulmanos, pregadas nas mesquitas do Reino Unido. Mas os supremacistas Islâmicos e os jihadistas sempre desviam a responsabilidade, alegando que os jihadistas, assassinos em massa, estão apenas reagindo aos males supostamente perpetrados contra os Muçulmanos pelos infiéis. Aqui, Nawaz está alavancando essa percepção e concluindo que os Muçulmanos estão sendo vitimizados, e que a culpa é dos não-Muçulmanos, da “Islamofobia”, contra a qual os pobres coitados estão simplesmente reagindo.

“Nós, o Reino Unido, produzimos o Jihadi John”. Não. Os Muçulmanos no Reino Unido produziram o Jihadi John. Essa não é uma distinção insignificante. Por que Nawaz está omitindo isso? Uma estranha postura para um renomado “moderado” assumir.


A Grã-Bretanha precisa assumir a responsabilidade pelos “The Jihadi Beatles”, insiste Maajid Nawaz”, LBC, 13 de Fevereiro de 2018:

Maajid Nawaz insistiu que os chamados “Jihadi Beatles” deveriam ser testados na Grã-Bretanha em vez da Síria… porque são Britânicos…

Conversando na LBC enquanto esperava por James O’Brien, disse o seguinte:

“Nós, o Reino Unido, produzimos o Jihadi John. Nós, o Reino Unido, produzimos os outros acólitos ao redor dele, os chamados Jihadi Beatles.

“Alguma coisa nas nossas cidades, alguma coisa na atmosfera das comunidades deste país produziu os mais infames terroristas, pelo menos na minha geração.”

“Precisamos começar a fazer esta pergunta: o que tem na nossa cultura, nas nossas cidades, nos nossos bairros que está produzindo esses tipos de monstros?”


Tradução: Tiao Cazeiro — Muhammad e os Sufis

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ROBERTO REQUIÃO — “ALLAHU AKBAR!”

ROBERTO REQUIÃO — “ALLAHU AKBAR!”

Por Tiao Cazeiro

23 de Fevereiro de 2018

O que aconteceria hoje em dia a um Senador Americano, por exemplo, se tuitasse o termo “Allahu Akbar” consecutivamente? Sem dúvida complicaria a vida dele.

Ontem, o senador Roberto Requião tuitou duas vezes o termo “Allahu Akbar” e poucos reagiram ou disseram alguma coisa.

“Allahu Akbar” pode ter outro significado, sem dúvida. Entretanto, no passado, o senador afirmou que “O MST é o movimento Palestino em Gaza” e esta não é uma frase qualquer, não é uma “bobagenzinha“, é uma frase pensada e muito séria.

Poucas pessoas realmente conhecem o significado de “Allahu Akbar”. Será que o senador Requião tem consciência disso?

“O objetivo principal desse clamor (Allahu Akbar) é “infundir terror no coração dos inimigos de Alá.”

Vamos então rever o verdadeiro significado de “Allahu Akbar” no artigo escrito por Robert Spencer, que traduzi em 2015…


Fonte/Source: Robert Spencer at Breitbart: “Allahu akbar” doesn’t mean what media says it means

ROBERT SPENCER: “ALLAHU AKBAR” NÃO SIGNIFICA O QUE A MÍDIA DIVULGA

Por Robert Spencer

25 Dezembro de 2015

REUTERS/Muhammad Hamed, File

Expliquei na Breitbart, hoje,  como a frase “Allahu Akbar” pode significar quase tudo exceto o que a grande mídia divulga:

Os meios de comunicação, rotineiramente, deformam o verdadeiro significado de “Allahu akbar”, o famoso grito de guerra dos jihadistas Islâmicos, quando cometem assassinato em massa.

Esse grito de guerra é erroneamente traduzido pela mídia Ocidental como “Deus é grande”. Quando o significado real é “Alá é Maior”, significando que “Alá é Maior Que o Seu Deus ou Governo.” [ênfase adicionada]

É uma declaração agressiva, para afirmar que Alá e o Islã são dominantes sobre qualquer outra forma de governo, religião, lei ou ética, e é por isso que os jihadistas Islâmicos, em meio à matança de infiéis, com tanta frequência, exclamam dessa forma.

O objetivo principal desse clamor é “infundir terror no coração dos inimigos de Alá“.

Mohammed Atta, que chefiou o ataque terrorista contra as torres gêmeas do World Trade Center, Nova York, explicitou bem, numa carta para si mesmo, antes de realizar sua missão jihadista: “Quando começar o confronto, ataquem como campeões que não querem voltar a este mundo. Grite, ‘Allahu Akbar’, porque isto espalha o medo nos corações dos infiéis.” É por isso que o assassino jihadista do Fort Hood, Nidal Malik Hasan, gritou quando disparou matando treze Americanos em Novembro de 2009, e pela mesma razão outros jihadistas têm usado essencialmente como um anúncio de que não-Muçulmanos estão prestes a morrer.

Mas também é usado com frequência quando nenhum infiel está ao alcance do ouvido. De acordo com o Islã, Alá é soberano e dominante sobre todas as coisas, e controla tudo. Seu controle é tão absoluto que Ele decide se os incrédulos rejeitam o Islã, de acordo com o Alcorão.

E se Nós quiséssemos, Nós teríamos orientado todos os seres”, porém, “Minha sentença foi pronunciada; sabei que encherei o inferno com gênios (do Inglês ‘Jinn’: espírito inteligente de menor hierarquia que os anjos; Mitologia Árabe e Muçulmana) e seres humanos, todos juntos.”

Essa soberania sobre absolutamente tudo, leva os escravos entusiastas desse deus a exclamarem: “Allahu akbar” em uma infinidade de situações aparentemente contraditórias:

“Allahu akbar” pode ser uma declaração de alegria e gratidão à Alá, como neste vídeo, quando os jihadistas gritam após derrubar um helicóptero, com particular vibração, quando o helicóptero explode em chamas. E também pode ser uma expressão de tristeza e raiva, como neste vídeo, onde Sírios gritam quando um ataque aéreo atinge sua aldeia.

Neste vídeo, o lançamento de um foguete que falhou, ilustra a variedade de uso.

Quando o foguete inicia a queima de combustível, e em seguida é lançado, só para viajar alguns metros e explodir em seu próprio composto, jihadistas que assistem ao lançamento gritam “Allahu akbar!” repetidamente, como os personagens do livro de Orwell (1984), que ficam impedidos pela Novilíngua a pensar apenas aquilo que possa ser expresso por algumas palavras permitidas.

Primeiro vem o fervoroso “Por-favor-faça-isso-funcionar“, “Allahu akbars,” e em seguida, o animado “Uau-isso-funciona!“, “Allahu akbars,” seguido pelo, — enquanto o foguete falha, — resignado “Que pena“, “Allahu akbars”, e o apologético “Pedimos-desculpas-por-favor-nos-perdoem” e o reconfortante “Alá ainda está na nossa equipe” “Allahu akbars.”

Em contraste, um grupo Cristão livre ou pós-Cristão Ocidental teria agido com zelo, esforço, sorte e ciência — “Tenha cuidado!”, “Vai!”, “Xi!”, e finalmente, “Voltar à prancheta de desenho.”

No Islã, o resultado derivado da escolha humana, matemática, probabilidade, sorte e máquinas estão todos sob o controle de Alá, e assim a coisa mais apropriada a dizer, não importa o que aconteça é… Allahu akbar.

Quanto à conotação, então, “Allahu akbar” pode significar qualquer coisa —  exceto a frase frequentemente atribuida, ou seja, “Deus é grande.

Apesar de “Alá” significar “o Deus” e ser usada pela maioria dos Cristãos de língua Árabe, para se referir ao Deus do Cristianismo, quando os jihadistas a utilizam, é para mostrar superioridade do Islã e seu deus — portanto, seria mais preciso deixar a palavra não traduzida e substituí-la por “Alá é maior“, em Português.

E, dizer “Deus é grande” em Árabe, exigiria uma palavra diferente , Allahu kabir, porque akbar é o relativo, ou a forma comparativa e superlativa de Kabir.

Assim, um equivalente Cristão de “Allahu akbar” não seria “Jesus é grande” ou, para usar uma frase Cristã real, “Jesus é o Senhor.” A variedade de conotações e usos corresponde aproximadamente ao Evangélico/Pentecostal de “Louvor ao Senhor”; no entanto, essa frase não contém nenhuma das noções de superioridade que são inerentes em “Allahu akbar.”

Se os Cristãos terroristas, um mito da mídia que nunca se tornou realidade, estivessem procurando uma frase, para usar do mesmo modo que os Muçulmanos fazem com “Allahu akbar”, poderiam tentar algo como “In hoc signo vinces.” Esta era a visão de vitória do Imperador Romano Constantino, do século IV, sob a Cruz Cristã  — Por este sinalvencerás — pouco antes de vencer a batalha pela sucessão do Império, na Ponte Mílvio (312).

Em “Allahu Akbar”, a conquista Islâmica é simultaneamente afirmada e assumida — na frase Latina, não há nenhuma compacidade e nem os múltiplos significados de “Allahu akbar.”

Nenhuma frase Cristã carrega qualquer vestígio de ameaça ou perigo, que “Allahu Akbar” possui….


Tradução: Tiao Cazeiro — Muhammad e os Sufis

Sufismo Na Índia

Fonte/Source: Sufism in India


Comentário Sobre o “Sufismo Na Índia”

Por Tiao Cazeiro

O artigo a seguir foi traduzido do website Nematollahi Gonabadi order News.

Eis aqui uma breve história dos Dervixes de Gonabadi no Irã para maior compreensão do artigo.

  • Quem são os Dervixes Gonabadi?

Fontes observam que a ordem Gonabadi [Gunabadi] no Irã é um dos três principais ramos da ordem Sufi Nematollahi [Ni’matullahi]. A ordem Gonabadi deriva do nome da cidade de Gonabad, província de Khorasan, onde nasceu o sultão Ali Shah, um dos grandes mestres da ordem.

A ordem Nematollahi Gonabadi é a maior ordem Sufi do Irã, com membros em todo o país, inclusive em grandes cidades como Teerã e Isfahan. Os números variam de mais de 2 milhões de membros (ibid., 7 de setembro de 2011), para pelo menos 5 milhões de membros no Irã. Fontes indicam que os membros da ordem Gonabadi vivem em todo o Irã. A maioria dos Iranianos são seguidores do Islamismo Xiita. Rezam cinco vezes por dia e jejuam durante o mês do Ramadã. Seus rituais incluem a leitura de poesia espiritual.

Os dervixes Gonabadi veem o Sufismo como um meio de vida através do qual se pode encontrar Deus (Alá). Eles se opõem fortemente ao uso de drogas e pregam a tolerância. Talvez mais crucialmente no contexto atual, acreditam que a religião e a política devem ser separadas.

  • Por que Teerã os veem como uma ameaça?

O establishment clerical do Irã se opôs por muito tempo a qualquer grupo que considere uma ameaça ao seu monopólio religioso. Nesta semana, sérios conflitos destacaram tensões entre dervixes e o establishment Iraniano.

Os confrontos entre as forças de segurança Iranianas e os dervixes Gonabadi seguem anos de tensões e perseguições aos dervixes, cujas casas de culto foram destruídas e vários membros detidos. Os dervixes Gonabadi estão no centro dos protestos atuais no Irã.

O líder é o advogado Nurali Tabandeh, de 90 anos de idade, que defendeu vários prisioneiros políticos antes e depois da revolução de 1979. Derviches disseram que a segurança de Tabandeh é a “linha vermelha” deles.

Nota: Para mais informações sobre o líder dos dervixes Gonabadi leia este artigo:  XIISMO, SUFISMO E GNOSTICISMO 

  • Por que traduzi o artigo em questão? E por que sugeri essa breve história dos dervixes Gonabadi?

Simples. O fato deste artigo ter sido publicado no site da Nematollahi Gonabadi order News não deixa dúvidas sobre a veracidade do que você irá ler; portanto, sem uma breve apresentação dos dervixes Gonabadi a coisa toda poderia ficar sem sentido.

  • O que este artigo tem de tão importante?

Ele mostra claramente como o Islã e os Sufis interpretam a invasão da Índia, o maior genocídio da história. Através desse “olhar”, você vai compreender como a história foi e ainda é deturpada; como a supremacia Islâmica funciona e o modo como varrem — toda a monstruosidade que foi a invasão Islâmica da Índia, feita em nome do Islã,  com total intolerância aos não-Muçulmanos e com a descarada cumplicidade dos Sufis, — para debaixo do tapete (mágico) da hipocrisia e do extremo sadismo.

“Os invasores Islâmicos derrubaram inúmeros templos Hindus e inúmeras esculturas e ídolos foram destruídos para sempre; saquearam incontáveis fortalezas e palácios dos reis Hindus; mataram um grande número de homens Hindus e levaram as mulheres Hindus… mas muitos Indianos parecem não reconhecer que os alienígenas Muçulmanos destruíram a evolução histórica da civilização mais avançada mentalmente, da cultura mais ricamente imaginativa e da sociedade mais vigorosamente criativa.”(citado em Khan, p. 179)

Como diz Dr. Bill Warner: “Então, lembra-se do que eu lhe falei sobre a casa do Sufismo, que era um palácio com um cheiro vindo do porão?”

Não perca a oportunidade de ler também o artigo “QUANDO OS MONGÓIS PAGÃOS QUASE EXTERMINARAM O ISLÔ. Você vai entender de uma vez por todas o que realmente aconteceu na Índia e como a verdade é constantemente deturpada em prol de uma agenda globalista psicótica.

Milhões de pessoas foram assassinadas para uma ideologia se sobrepor sobre todas as religiões. O número de vítimas é algo absolutamente monstruoso. E tenha em mente, ao ler o artigo, de que nunca houve uma invasão por parte dos Mongóis na Índia.

E caso você ainda tenha alguma dúvida sobre tudo isso, basta olhar para o que está acontecendo principalmente na Europa, e verá como a jihad está evoluindo para a destruição total de tudo aquilo que não é Muçulmano. Pense nisso!

Nota: O artigo foi traduzido ipsis litteris. Em alguns poucos momentos utilizei o Itálico.


SUFISMO NA ÍNDIA

Fonte: Sufism in India

O Sufismo tem uma história na Índia evoluindo por mais de 1000 anos. [1] A presença do Sufismo tem sido a principal entidade ampliando o alcance do Islã em todo o Sul da Ásia. [2] Após a entrada do Islã no início do século VIII, as tradições místicas Sufis tornaram-se mais visíveis durante os séculos 10 e 11 do Sultanato de Déli. [3] Um conglomerado de quatro dinastias cronologicamente separadas, o início do Sultanato de Déli consistiu de governantes da região Turca e Afegã. [4] Essa influência Persa inundou o Sul da Ásia com o Islã, pensamento Sufi, valores sincréticos, literatura, educação e entretenimento, os quais criaram um impacto duradouro sobre a presença do Islã na Índia até hoje. [5] Pregadores Sufis, comerciantes e missionários estabeleceram-se também no litoral da Bengala e Gujarat através de viagens marítimas e o comércio.

Vários líderes das ordens Sufis, Tariqa, fretaram as primeiras atividades organizadas para introduzir os territórios ao Islã através do Sufismo. Figuras de santo e histórias míticas proporcionaram consolo e inspiração para as comunidades de castas Hindus, frequentemente em aldeias rurais da Índia. [5] Os ensinamentos Sufis sobre a espiritualidade divina, harmonia cósmica, amor e humanidade ressoaram entre as pessoas comuns até os dias de hoje. [6] [7] O seguinte conteúdo fará uma abordagem temática para discutir uma miríade de influências que ajudaram a espalhar o Sufismo e uma compreensão mística do Islã, tornando a Índia em um epicentro contemporâneo para a cultura Sufi atual.

A INFLUÊNCIA DO ISLÃ

Muçulmanos entraram na Índia em 711 sob o comando do Árabe Muhammad bin Qasim, conquistando as regiões de Sindh e Multan. Essa conquista histórica conectou o Sul da Ásia ao império Muçulmano. [8] [9] Simultaneamente, Muçulmanos Árabes foram recebidos ao longo dos portos marítimos Hindustani (Índia) para o comércio e empreendimentos comerciais. A cultura Muçulmana do califado começou a permear a Índia. [10]

Os Muçulmanos conquistaram Multan, a capital de Sindh, e assim expandiram o império Islâmico por toda a Índia.

Essa rota comercial que liga a Índia ao mundo Mediterrâneo e mesmo ao Sudeste Asiático durou pacificamente até 900. [11] Durante este período, o califa Abássida (750-1258) tinha se estabelecido em Bagdá; esta cidade também é o local de nascimento do Sufismo com figuras notáveis ​​como Ali ibn Abu Talib, Hasan al Basri e Rabiah. [12] [13]

A tradição mística do Islã ganhou terreno significativo espalhando-se de Bagdá (Iraque) para a Pérsia, comumente conhecida hoje em dia como Irã e Afeganistão. Em 901, um líder militar Turco, Sabuktigin, estabeleceu um reino Afegão na cidade de Ghaznah. Seu filho, Mahmud, expandiu seus territórios na região do Punjab Indiano em 1027 [14]. Os recursos e as riquezas anexados de Punjab entraram nos cofres Ghazni para expandir ainda mais por todo o Noroeste da Índia. [15] Durante o início do século 11, os Ghaznavids trouxeram estudiosos brilhantes para as fronteiras da Índia, estabelecendo a primeira cultura Muçulmana de inspiração Persa, sucedendo as influências Árabes anteriores. [16]

Em 1151, outro grupo da Ásia Central, conhecido como Ghurids, conquistou as terras dos Ghaznavids — os quais muito pouco fizeram para monitorar suas terras na Índia. [17] Mu’izz al-Din Ghuri, um governador de origem Turca, iniciou uma grande invasão da Índia, estendendo os territórios Ghazni anteriores a Déli e Ajmer. Em 1186, o norte da Índia era indistinguível; uma combinação da cultura cosmopolita de Bagdá, misturada com as tradições Persa-Turcas do tribunal de Ghazná, acelerou o intelectualismo Sufi na Índia. [18] Estudiosos, poetas e místicos da Ásia Central e do Irã se integraram na Índia. Em 1204, os Ghurids estabeleceram governos nas seguintes cidades: Benaras (Varanasi), Kanaug, Rajasthan e Bihar, introduzindo o domínio Muçulmano na região de Bengala. [15]

Uma ênfase na tradução de textos Árabes e Persas (Quran, Hadith corpus, literatura Sufi) em línguas vernáculas ajudou a impulsionar a Islamização na Índia. [19] Particularmente nas áreas rurais, os Sufis ajudaram o Islã a se espalhar generosamente entre as populações politeístas anteriores. Subsequentemente, o consenso geral entre os estudiosos é de que nunca houve conversões forçadas em massa registradas durante esse período de tempo da história inicial. [20] Entre o final do século 12 e o século 13, as irmandades Sufis se consolidaram firmemente no Norte da Índia. [21] O Sufismo chegou à Caxemira quando o Sufi Santo Shai Karman, da cidade Iraniana de Karman, residiu em uma pequena aldeia chamada Sharakawara (baramulla). De Sharakawara, a religião se espalhou para outras aldeias como Pangipora e daí por diante tomaram a iniciativa de difundir o ensino Islâmico entre as pessoas comuns.

SULTANATO DE DÉLI

O período de 1206-1526 é rotulado como o Sultanato de Déli de Raftaar. [17] [22] Este período de tempo consiste em cinco dinastias separadas que governaram as partes territoriais da Índia: o Mamluk ou escravo, Khaljis, Tughlaq, Sayyid e dinastia Lodi. Na história, o Sultanato de Deli geralmente recebe pouca atenção em comparação à Dinastía Mughal. [23] No seu auge, o Sultanato de Déli controlou todo o Norte da Índia, a fronteira Afegã e Bengala. A segurança de suas terras protegeu a Índia das conquistas Mongóis que aterrorizavam o resto da Ásia entre 1206 e 1294. [24] Os Mongóis também conseguiram destruir Bagdá, a capital do califa Abássida, provando que esse reinado de violência não era uma façanha menor. [De acordo com quem?] Quando a invasão Mongol penetrou na Ásia Central, os refugiados escolheram a Índia como um destino seguro. 25] Este movimento histórico pode ser considerado [por quem?] um catalisador significativo do pensamento Sufi na Índia. Scholars, estudantes, artesãos e pessoas comuns chegaram sob a proteção dos governantes Mamelucos, a primeira dinastia no Sultanato de Deli. Em breve, o tribunal teve um influxo imenso de diversas culturas, religiosidades e literatura da Pérsia e da Ásia Central; O Sufismo foi o principal ingrediente em todos os meios. Durante esse período medieval, o Sufismo se espalhou por várias regiões, expandindo-se para o planalto Deccan com a sucessão da dinastia Tughlaq de 1290 a 1388. [17] [26]. Durante esse tempo, os governantes Muçulmanos das dinastias do Sultanato não eram necessariamente do Islã ortodoxo; ainda assim eram considerados poderosos. Os conselheiros dos sultões dinásticos incluindo estudiosos religiosos Muçulmanos (ulemá) e, notavelmente os místicos Muçulmanos (mashai’kh). [27] Embora a prática Sufis raramente tivesse aspirações políticas, o reinado ético decadente da dinastia Sayyid e Lodi (1414 – 1517) exigiu uma liderança renovada. [28]

CULTURA TRADICIONAL

Durante 901-1151, os Ghaznawids começaram a construir numerosas escolas chamadas de madrasa que estavam ligadas e afiliadas às masjids (mesquita). Este movimento em massa estabeleceu a estabilidade nos sistemas educacionais da Índia. [20] Scholars da época promoveram o estudo do Alcorão e hadith, começando pelo Noroeste da Índia. [29] Durante o Sultanato de Déli, o calibre intelectual dos residentes da Índia aumentou várias vezes devido às invasões Mongóis. Vários intelectuais provenientes de regiões como o Irã, o Afeganistão e a Ásia Central começaram a enriquecer a vida cultural e literária da capital de Déli. [30] Entre as elites religiosas existentes durante o período de Sultanato, existiam duas principais classificações. Os ulemás eram conhecidos como estudiosos exclusivamente religiosos que dominaram certos ramos legais Islâmicos de estudo. Orientavam-se pela Sharia e tendiam a ser mais ortodoxos quanto às práticas Muçulmanas. O outro grupo de elites religiosas eram os místicos Sufis, ou fakir. Este era um grupo mais inclusivo que costumava ser mais tolerante às tradições não-Muçulmanas. Embora o compromisso de praticar a Sharia permaneça um fundamento Sufi, os primeiros Sufis na Índia concentraram-se no proselitismo através do serviço e ajuda aos pobres. Durante o Sultanato de Deli, a abordagem mística predominante do Islã não era um substituto da educação nas madrasa nem da escolaridade tradicional. [31] Os ensinamentos do Sufismo só se formou sobre os alicerces da educação nas madrasa. A orientação espiritual do Sufismo apenas procurou refinar a “consciência do divino, intensificando a piedade e inculcando uma atitude humanista.” [31]

SUFI KHANQAH

Uma das razões pelas quais o Islã tornou-se mais favorável na Índia foi devido ao estabelecimento de khanqah (Táriqa). Uma khanqah é comumente definida como um hospício, alojamento, centro comunitário ou dormitório administrado por Sufis. [15] [24] As Khanqahs também eram conhecidas como Jama’at Khana, grandes salões de coleta. [23] Estruturalmente, uma khanqah poderia ser uma grande sala ou ter espaço de habitação adicional. [21] Embora alguns estabelecimentos de khanqahs fossem independentes do financiamento real ou do patrocínio, muitos receberam subsídios fiscais (waqf) e doações de benfeitores para serviços contínuos. [15] [32] Ao longo do tempo, a função das tradicionais khanqahs Sufis evoluiu com o Sufismo solidificado na Índia.

Inicialmente, a vida Sufi nas khanqahs enfatizou um relacionamento próximo e fecundo entre o mestre-professor (sheik) e seus alunos. [31] Por exemplo, os estudantes nas khanqahs oravam, adoravam, estudavam e liam obras juntos. [33] A literatura Sufi tinha mais preocupações acadêmicas do que as obras de jurisprudência e teologia vistas nas madrasas. [31] Havia três categorias principais de trabalhos místicos estudados no sul da Ásia: escrita hagiográfica, discursos do professor e cartas do mestre. [31] Sufis também estudavam vários outros manuais descrevendo o código de conduta, adab (Islã). De fato, o texto (trad.) “O Caminho dos Escravos de Deus da Origem ao Retorno“, escrito por um santo Sufi Persa, Najm al-Din Razi, espalhou-se por toda a Índia durante a vida dos autores. [24] Compartilhando que o pensamento Sufi estava se tornando cada vez mais favorável ao estudo na Índia. Ainda hoje, a literatura mística preservada provou ser inestimável como fonte de história religiosa e social dos Muçulmanos Sufis na Índia. [31]

A outra função principal de uma khanqah era de servir como abrigo comunitário. Muitas dessas instalações foram construídas em vizinhanças Hindus de baixa casta. [23] A Ordem Chishti Sufi na Índia, especialmente, cristalizou as khanqahs como a mais alta forma modesta de hospitalidade e generosidade. [34] Mantendo uma política de “visitantes são bem-vindos”, as khanqahs na Índia ofereceram orientação espiritual, apoio psicológico e aconselhamento gratuito e aberto para todas as pessoas. [15] [21] Os membros das castas espiritualmente famintas e deprimidas foram alimentadas com um serviço de cozinha gratuito e forneceram educação básica. [23] Ao criar comunidades igualitárias dentro dos sistemas de castas estratificadas, os Sufis distribuíram com sucesso seus ensinamentos de amor, espiritualidade e harmonia. Foi este exemplo de fraternidade e equidade Sufi que atraiu as pessoas para a religião do Islã. [23] Logo essas khanqahs se tornaram epicentros sociais, culturais e teológicos para pessoas de todas as origens étnicas e religiosas de ambos os sexos. [15] [35] Através dos humildes serviços de uma khanqah, Sufis apresentaram a verdadeira forma do Islã e forjaram um caminho para conversões voluntárias em grande escala dos Hindustanis de classe baixa. [36]


Source: wikipedia

1-Jafri, Saiyid Zaheer Husain (2006). The Islamic Path: Sufism, Politics, and society in India. New Delhi: Konrad Adenauer Foundation.

2-Schimmel, p.346

3-Schimmel, Anniemarie (1975). “Sufism in Indo-Pakistan”. Mystical Dimensions of Islam. Chapel Hill: University of North Carolina Press. p. 345.

4-Walsh, Judith E. (2006). A Brief History of India. Old Westbury: State University of New York. p. 58.

5-Jafri, Saiyid Zaheer Husain (2006). The Islamic Path: Sufism, Politics, and Society in India. New Delhi: Konrad Adenauer Foundation. p. 4.

6-Zargar, Cyrus Ali. “Introduction to Islamic Mysticism”.

7-Holt, Peter Malcolm; Ann K. S. Lambton; Bernard Lewis (1977). The Cambridge History of Islam. 2. UK: Cambridge University Press. p. 2303. ISBN 978-0-521-29135-4.

8-Schimmel, Anniemarie (1975). “Sufism in Indo-Pakistan”. Mystical Dimensions of Islam. Chapel Hill: University of North Carolina. p. 344.

9-Alvi, Sajida Sultana (2012). Perspectives on Mughal India: Rulers, Historians, Ulama, and Sufis. Karachi: Oxford University Press.

10-Morgan, Michael Hamilton (2007). Lost History: The Enduring Legacy of Muslim Scientists, Thinkers, Artists. Washington D.C.: National Geographic. p. 76.

11-Walsh, Judith E. (2006). A Brief History of India. Old Westbury: State University of New York.

12-Dr. Cyrus Ali Zargar

13-Walsh, Judith E. (2006). A Brief History of India. Old Wesbury: State University of New York. p. 59.

14-Walsh p. 56

15-Alvi

16-Schimmel p. 344

17-Walsh

18-Alvi 46

19-Alvi 10

20-Alvi 9

21-Schimmel 345

22-Morgan 78

23-Aquil

24-Zargar

25-morgan77

26-Aquil 9

27-Aquil 11

28-Aquil 13

29-Alvi 11

30-Alvi 12

31-Alvi 14

32-Schimmel

33-Schimmel 347

34-Schimmel 232

35-Schimmel 231

36-Aquil 16


Tradução: Tiao Cazeiro — Muhammad e os Sufis

Raymond Ibrahim: A Jihad “Bebê Muhammad”

Fonte/Source: Raymond Ibrahim: The “Baby Muhammad” Jihad (or Europe’s Future Nightmare)


Raymond Ibrahim: A Jihad “Bebê Muhammad” (ou o Futuro Pesadelo da Europa)

POR RAYMOND IBRAHIM

21 de Fevereiro de 2018

Frontpage Magazine

Se Muhammad não puder vencer os infiéis no campo de batalha, forçará o outbreeding (acasalamento entre diversas populações) — literalmente: “Mohammed é o nome mais popular entre meninos recém-nascidos na Holanda pelo segundo ano consecutivo” é o título de um relatório recente. Muhammad, aparentemente, é o nome mais popular na Inglaterra. Na verdade, Muhammad é um dos nomes mais populares em todo o Noroeste da Europa.

Embora isso possa parecer bastante inócuo (o que há em um nome?), o fato é que muitos Muçulmanos veem sua prole como sua contribuição à jihad — a “luta” para tornar o Islã supremo — uma vez que quanto maior o número maior a influência e o poder. Chamar alguém de “Muhammad” não é ​​mera coincidência, mas sim um lembrete críptico dos pais (geralmente o pai) a quem eles mais reverenciam e esperam que seus filhos imitem — ou seja, o fundador do Islã/jihad.

Apesar da origem, a história da jihad tem sido de guerra direta ao infiel para tornar o Islã supremo, o ulemá articulou uma variedade de outras jihads, que funcionam visando o mesmo objetivo: como com a jihad al-lisan (literalmente língua, que significa propaganda, apologias, polêmicas, etc.) e jihad al-mal (apoiando monetariamente ou materialmente os jihadistas, inclusive através do zakat), assim também jihad al-wilada (ou parto) é vista como uma forma de contribuir com a “luta” para tornar o Islã supremo.

Isso pode ser alcançado com mulheres infiéis ou Muçulmanas. Como um exemplo para a primeira, um imã Muçulmano foi gravado dizendo que, porque os homens Europeus não têm virilidade, suas mulheres buscam fertilidade entre homens Muçulmanos. Assim, “Nós lhes daremos fertilidade! Nós criaremos as crianças com elas, porque iremos conquistar seus países! Gostem ou não, vocês, Alemães, Americanos, Franceses e Italianos e todos aqueles parecidos com você [povo Ocidental] — assimilem os refugiados, pois em breve nós os chamaremos [seus filhos nascidos na Europa] em nome do próximo califado! E nós diremos a você: ‘Esses são nossos filhos.'”

Que alguns homens Muçulmanos operam na linha dessa lógica é evidente. O diário de Patrick Kabele, um homem Muçulmano Africano que vivia na Grã-Bretanha e foi preso por tentar se juntar ao Estado Islâmico — seu principal motivo era comprar uma escrava sexual de nove anos — tinha referências de que apenas os Muçulmanos de mentalidade semelhante entenderiam isso: se esforçando, como disse o imã acima mencionado, para usar as mulheres Europeias como incubadoras e “procriar crianças com elas”, Kabele observou que ele estava “semeando algumas mulheres aqui, brancas do Reino Unido”, acrescentando, “Eu não [sic] beijo mais.” Ao contrário do acasalamento comum, beijar é considerado um ato íntimo, e os Muçulmanos, de acordo com a doutrina de al-wala ‘wa al-bara, nunca devem ter intimidade, e certamente nenhum romance, com não-Muçulmanos — mesmo quando casado ​​com elas — embora possam ter relações carnais com elas.)

Mesmo assim, mulheres Muçulmanas continuam servindo como principais incubadoras da jihad — e muitas delas consideram isso como uma obrigação. Uma voluntária e tradutora Cristã da Eritréia que trabalhou em centros de migrantes na Alemanha e era frequentemente considerado Muçulmano pelos migrantes, confessou no ano passado que “os migrantes Muçulmanos frequentemente confiam nela e falam sobre sua aversão pelos Cristãos” e que “um número dos migrantes Muçulmanos com que ela falou revelaram ódio pelos Cristãos e estão determinadas a destruir a religião deles.” Como planejam fazer isso diz muito: “Algumas mulheres me disseram: “Vamos multiplicar nossos números. Devemos ter mais filhos do que os Cristãos porque é a única maneira de destruí-los aqui.”

A noção de que mais nascimentos Muçulmanos significa mais poder Muçulmano é tão arraigada entre os Muçulmanos que as recomendações de “planejamento familiar” na África Ocidental —  que apesar da escassez de recursos, tem a maior taxa de natalidade no mundo — é visto regularmente pelos Muçulmanos como uma conspiração Ocidental. “A política do Ocidente é reduzir nossos números”, disse Hassane Seck, um imã do Senegal. “Por causa de sua promoção perversa de contracepção, as mulheres na Europa não são mais férteis, mas as nossas são. Haverá muitos de nós, e eles têm medo.” O relatório acrescenta que ele e outros “imãs citam uma passagem no Alcorão implorando aos Muçulmanos para “avançarem e se multiplicarem”, e o planejamento familiar é visto por muitos na região como um argumento Ocidental para conter a propagação do Islã. “Não é de admirar que uma entre cada três pessoas na Terra deverá ser Muçulmana até 2070.

“Temos 50 milhões de Muçulmanos na Europa”, afirmou Muammar Gaddafi em 2006, acrescentando de forma mais realista: “Há sinais de que Alá vai conceder a vitória ao Islã na Europa — sem espadas, sem armas, sem conquista — o transformará num continente Muçulmano dentro de algumas décadas.” Pesquisas e relatórios em andamento sugerem que esse longo sonho Muçulmano pode não ser tão improvável.

Um relatório recente de Pew diz que a população Muçulmana da Europa pode triplicar até 2050 — exatamente quando todos os bebês Muhammads atingirão a maioridade e quando os imãs irão “convocá-los”. Somente na Alemanha, cerca de 20% da população poderá ser Muçulmana até 2050; considerando que o homem Muçulmano médio é mais zeloso quanto ao seu caminho e propósito na vida (Islâmica) do que o Alemão médio, 20 por cento não é muito pouco para a conquista Islâmica — ou, pelo menos para uma destruição em massa — da Alemanha. No entanto, o relatório também conclui que mesmo “se toda a migração para a Europa parar de forma imediata e permanente” devido a taxas de natalidade Muçulmanas significativamente maiores, a população Muçulmana da Europa continuará a crescer significativamente, para cerca de 36 milhões, quase o dobro da população atual.

Não são muitos, os Europeus Ocidentais preocupados com isso; alguns ficam até contentes de ver seu próprio tipo morrer e ser substituído por Muçulmanos — como a Dra. Stefanie von Berg, que exultou diante do parlamento Alemão: “Sra. Presidente, senhoras e senhores. Nossa sociedade mudará. Nossa cidade mudará radicalmente. Eu acredito que entre 20, 30 anos, não haverá mais uma maioria [Alemã] em nossa cidade… E eu quero deixar muito claro, especialmente para aqueles líderes de direita: Isso é coisa boa!” Enquanto isso, “o chefe da agência de inteligência nacional da Alemanha está pressionando por uma revogação das leis que restringem a vigilância de segurança para menores de 14 anos, argumentando que o país está enfrentando graves riscos, sobre os quais os meios de comunicação Alemães apelidaram de ‘jihadistas do jardim de infância.’”

A partir daqui, compreende-se de imediato, a verdadeira raiz do problema — e, como de costume, Muçulmanos não são tão perversos quanto os Ocidentais. Afinal, os Muçulmanos, por serem férteis e procriadores — tradicionalmente visto no Ocidente como uma “bênção” — não são intrinsecamente culpados. Por outro lado, os Ocidentais que promovem o “multiculturalismo”, encorajando a população feminina a incubar futuros jihadistas domésticos, assimilando e apoiando um grande número de homens Muçulmanos, suas muitas esposas e ainda mais crianças a reboque, são culpados. O Islã não está invadindo e assumindo pela ponta da espada como fez no passado; os Ocidentais estão fazendo tudo para habilitá-lo, em seu próprio detrimento.

Tais são os sinais dos tempos: uma cultura moribunda — tipificada pelo niilismo, hedonismo, cinismo e, talvez, o mais significativo, deixando cair as taxas de natalidade — simplesmente tem pouco para viver e cede o lugar ao mais zeloso, como previu o historiador Anglo-Francês Hilaire Belloc (b.1870) há quase um século:

“O recrudescimento do Islã, a possibilidade desse terror sob o qual vivemos durante séculos reaparecer, e de nossa civilização novamente lutar por sua vida contra o que era seu principal inimigo por mil anos, parece fantástico”, escreveu, antes de explicar:

“As culturas brotam das religiões; em última análise, a força vital que mantém qualquer cultura é a sua filosofia, sua atitude em relação ao universo; a decadência de uma religião envolve a decadência da cultura que lhe corresponde — vemos isso mais claramente no colapso atual da Cristandade. […] No Islã não houve tal dissolução da doutrina ancestral — ou, pelo menos, nada correspondente à ruptura universal da religião na Europa. Toda a força espiritual do Islã ainda está presente nas massas da Síria e Anatólia, das montanhas da Ásia Oriental, Arábia, Egito e África do Norte. O fruto final dessa tenacidade, o segundo período do poder Islâmico, pode ser adiado — mas duvido que possa ser postergado permanentemente.”


Tradução: Tiao Cazeiro — Muhammad e os Sufis

Quando Os Mongóis Pagãos Quase Exterminaram O Islã

Fonte/Source: Wrecking Machine: When the Pagan Mongols Nearly Wiped Out Islam | IndiaFacts


 A Máquina De Destruição: Quando Os Mongóis Pagãos Quase Exterminaram O Islã

Se os Mongóis tivessem invadido a Índia, teriam realizado um ataque cirúrgico, eliminando as elites Muçulmanas e poupando os Hindus que receberiam os Mongóis politeístas como libertadores.

Por Rakesh Krishnan Simha @ByRakeshSimha

15 de Fevereiro de 2018

Existe uma clara polarização entre Hindus e Muçulmanos quando se trata da história do domínio Muçulmano na Índia. Não importa o quão bárbaro fosse um governante Muçulmano, aos olhos Muçulmanos ele tinha algumas qualidades redentoras. Muçulmanos argumentarão que os Hindus não foram escolhidos durante a brutalidade porque até os Muçulmanos sofreram naquele dia e época. Seguindo essa linha lógica, um Muçulmano Indiano mencionará um exemplo isolado — historicamente não comprovado — de heroísmo para redimir tiranos brutais como Aurangzeb, Tipu Sultan e mais recentemente Alauddin Khilji.

Enquanto os Hindus mencionarão o saqueamento de Khilji em inúmeras cidades Hindus e a escravização de suas populações, Muçulmanos argumentarão: “Bem, derrotou os Mongóis e defendeu a Índia, portanto salvou os Hindus de um grande desastre.” Esquerdistas e liberais, os quais são os idiotas úteis do Islã, apoiarão essa visão, incentivando os Muçulmanos Indianos a manterem o refrão de que os governantes Muçulmanos eram indivíduos cultos que não cometiam genocídio. Esse tipo de negacionismo persiste apesar das amplas evidências literárias, incluindo as crônicas dos sultões e imperadores Muçulmanos, bem como os poetas e companheiros da corte que fielmente — e triunfantemente — registraram todos os atos bárbaros com detalhes repugnantes. A atitude de muitos Muçulmanos é a de ter prazer com o discurso de ódio desses textos em particular, mas os rotulando em público como exagerados .

Não é a primeira vez — em relação ao episódio de Khilji — que a coalizão esquerda-liberal-Muçulmana usa os Mongóis como argumento para glorificar o Islã. Enquanto no caso de Khilji os Mongóis são mostrados como inimigos, em 1946 quando o Movimento do Paquistão estava em sua fase mais virulenta, foram vistos como o orgulho do Islã. Nos comícios que exigiam uma pátria Muçulmana separada, líderes da Liga Muçulmana ameaçavam reviver os dias de “Changez Khan” (Genghis Khan) e “Halaku Khan” (Hulagu Khan). (1)

Aplaudidos por dezenas de milhares de Muçulmanos e motivados por demagogos como Maulana Maududi do Jamaat-e-Islami, a Liga Muçulmana ameaçaria os Hindus com um destino semelhante ao que encontraram nas mãos dos Mongóis. Seu ódio era compatível apenas com a ignorância. Primeiro, acreditavam erroneamente que os Mongóis eram os antepassados ​​da Dinastia Mogol da Índia. Babar, o fundador da Dinastia Mogol, era o grande bisneto do governante bárbaro de Samarcanda, Timur, que havia matado centenas de milhares de Hindus (e milhões de Muçulmanos na Ásia Central) no século XIV. Os Mogóis eram Turcos do Uzbequistão e falavam uma língua Turca, que continuou a ser a língua da família Mogol até os dias moribundos desta dinastia maldita. Este pedigree dos Mogóis [sic] é muitas vezes omitido nos livros de história Indianos e, em vez disso, é mencionado uma ligação tênue com os Mongóis. Na verdade, historiadores Europeus têm geralmente se referido à Dinastia Mogol como a Casa de Timur — uma denominação mais precisa.

Em segundo lugar, Muçulmanos Indianos acreditam que Genghis Khan era Muçulmano. Essa confusão vem do nome de Khan, que não tem nada de Islâmico e significa “líder” ou “chefe” na Mongólia. Carrega a mesma conotação como ‘sardar’ na Índia.

E finalmente, Muçulmanos Indianos exultam o massacre de Hindus por Genghis Khan, o que é impossível porque isso nunca aconteceu. Na verdade, os Muçulmano é que foram massacrados na Índia. Em 1221, depois de destruir o Império Corásmio, Genghis perseguiu o príncipe Jalal ad-Din até o rio Indus, enviando tremores pela espinha do sultão Iltutmish de Deli. Jalal pediu ajuda a Iltutmish, mas o sultão declinou — talvez esta seja a ‘primeira vez na história que um governante Muçulmano se recusa a socorrer um colega fiel contra um não-Muçulmano. Os Mongóis e os Persas colidiram na Batalha do Indus, quando o exército Muçulmano foi exterminado; Jalal mergulhou no rio e escapou para Delhi. O Grande Khan — indiscutivelmente o maior gênio militar da história — decidiu que Jalal não era mais uma ameaça e retornou, para nunca mais voltar a essa parte do mundo. Em 1231, Jalal foi assassinado na Índia.

A verdade é que os Mongóis eram um flagelo para os Muçulmanos, o maior inimigo do Islã. Onda após a onda de ataques Mongóis aplainaram muitas fortalezas Islâmicas na Ásia Central, Pérsia e Arábia, matando milhões de Muçulmanos. Genghis Khan era um adorador do céu Xamanista que queria conquistar terras Islâmicas e acabar com todos os vestígios do Islamismo no mundo. O número de Muçulmanos que ele matou é estimado em seis milhões.

Seu neto Hulagu Khan quase completou o que Genghis começou a fazer. Sob o seu comando, a grande Horda Mongol atravessou as estepes, entrou na Pérsia e depois na Arábia, destruindo cidades prósperas. Foi apenas a morte inesperada de seu líder Mongke Khan na Mongólia que impediu que essa máquina de guerra rolasse em direção ao Egito, Meca e Medina. Sua presença obrigatória no funeral impediu que os Mongóis exterminassem o Islã para sempre.

Para ilustrar o quão profundamente as invasões Mongóis estão impressas na consciência coletiva dos Muçulmanos do Oriente Médio, em uma de suas transmissões para o mundo, Osama bin Laden afirmou que o bombardeio Americano de Bagdá durante a Segunda Guerra do Golfo causou mais destruição do que o ataque de Hulagu em 1258. O líder terrorista nem sequer se preocupou em explicar quem era Hulagu porque o destruidor de Bagdá ainda é lembrado no Oriente Médio. Um provérbio Árabe surgiu para expressar que se alguém lhe disser que os Mongóis sofreram uma derrota, não acredite nele. É apenas o Muçulmano Indiano que ignora a história.

GENGHIS KHAN: RETALIAÇÃO DESPROPORCIONAL

Em 1218 CE, Genghis Khan, o governante da Mongólia, enviou uma delegação comercial ao Xá Ala ad-Din Mohammad, governante vizinho do Império Corásmio do Irã. A caravana era composta de 100 escoltas Mongóis, 450 mercadores e 500 camelos carregados com seda, peles, ouro, prata e outros bens luxuosos, incluindo presentes para os Persas. A caravana estava a caminho do palácio do xá em Bucara, mas foi parada na cidade fronteiriça de Otrar, onde o governador, Inalchuq, sob as ordens de Mohammad, massacrou cada um deles e enterrou seus corpos para esconder o ato covarde e cruel.

Uma caravana medindo uma milha (1600 m) de comprimento aparentemente desaparecendo no ar deixou os Mongóis confusos. No entanto, Genghis não suspeitou que Mohammad tivesse alguma coisa com o desaparecimento da delegação. Uma vez que a lei Mongol tratava os embaixadores como invioláveis, deu o benefício da dúvida ao xá.

Genghis enviou outra embaixada composta por dois Mongóis e um Muçulmano. Eles chegaram em Bucara e apresentaram uma carta do Grande Khan, perguntando educadamente sobre o destino de sua caravana. Mohammed executou o embaixador Muçulmano, marcando-o como traidor, e enviou a cabeça de volta com os dois companheiros Mongóis com a cabeça raspada. Foi o maior erro diplomático da história.

Chris Peers (2) escreve em ‘Genghis Khan e The Mongol War Machine’: “Genghis, obviamente, não podia ignorar tal insulto, e imediatamente fez preparativos para a guerra…. o Khan não fez segredo sobre seus planos e até enviou mensageiros ao Mohammad para avisá-lo de que ele estava a caminho, tão determinado estava a ponto de querer que fosse visto para ter a justiça ao seu lado.”

Com um exército que totalizava mais de 150 mil, aríetes, armas de cerco, morteiros Chineses e máquinas que poderiam lançar flechas de fogo e bombas de nafta incendiárias, Genghis entrou no Império Corásmio para vingar seus embaixadores.

Mohammad se refugiou em Samarcanda com uma força estimada em 110 mil homens, incluindo 60 mil Turcos Qangli de elite e 20 elefantes de guerra fornecidos por seus aliados Ghurid da Índia. Genghis dividiu seus exércitos e enviou uma força unicamente para encontrar e executar o xá — de modo que ele foi obrigado a correr para salvar sua vida em seu próprio país. As forças Mongóis divididas destruíram pouco a pouco as forças do xá e iniciaram a devastação total do país. (3)

Em Março de 1220, Genghis desceu sobre Bucara, pegando a população de Corásmio completamente de surpresa. Depois de derrotar e matar 20 mil soldados, Genghis convocou os principais cidadãos de Bucara, 280 em número, e procedeu com um discurso sobre os motivos de sua vinda: “Saiba que você cometeu grandes pecados e que os grandes entre vocês cometeram esses pecados. Se você me pergunta qual a prova que tenho para essas palavras, digo que é porque eu sou o castigo de Deus. Se você não tivesse cometido grandes pecados, Deus não teria enviado um castigo como eu sobre vocês.”

De acordo com Chris Peers, os cidadãos de Bucara parecem ter aceitado a teoria do castigo divino quando viram “os recipientes de madeira que mantinham as cópias do Alcorão na grande mesquita serem esvaziados e depois preenchidos com grãos para alimentar os cavalos Mongóis”.

Genghis então avançou em direção a Samarcanda, mas Mohammad fugiu com seu exército. Dando perseguição, os Mongóis atravessaram o rio Oxus (Amu Dária) e avançaram em Balkh (Bactro), os quais submeteram-se imediatamente. “No entanto, as pessoas foram expulsas para a planície, aparentemente para um censo, depois massacradas, enquanto sua cidade era queimada…. Muitos corpos foram deixados para que leões, lobos, abutres e águias pudessem se alimentar sem brigas.” (2) A cidade nunca recuperou sua importância como um centro da Rota da Seda.

Em Abril, os Mongóis realizaram outro massacre em Nixapur, supostamente em vingança pela morte de Toquchar, o genro favorito de Genghis, que havia sido morto durante um assalto mal sucedido no Outono anterior enquanto perseguia o xá. Nessa ocasião, a cidade foi completamente destruída, até mesmo gatos e cães foram mortos.

Em Bamiyan, o site dos famosos Budas de pedra, agora destruídos, no norte do Afeganistão, o neto favorito de Genghis, Metiken, foi morto por um projétil perdido e, em retaliação, todos os seres vivos da cidade foram abatidos, assim como aconteceu em Nixapur.

E o cara que começou tudo [sic], Inalchuq, o assassino da caravana, foi executado da maneira que os Mongóis acreditavam que ser apropriada — com prata fundida sendo derramada pela boca, ouvidos e olhos. Otrar foi completamente destruído.

O número de civis e combatentes mortos nas cidades do mundo Muçulmano é verdadeiramente surpreendente e os historiadores há muito se perguntam se as contas dos cronistas Muçulmanos são altamente exageradas.

Em Samarcanda mataram 1.2 milhão; Em Nixapur estima-se 1.7 milhão (demoraram 12 dias para contar os mortos); 70 mil pessoas morreram em Sabzevar; o mesmo número em Nisa. Em Herat, no Afeganistão, o primeiro cerco deixou 12 mil das forças do xá mortos, mas as pessoas da cidade foram poupadas. Em Junho de 1222, depois de uma revolta, os Mongóis cercaram novamente a cidade e cerca de 1.6 milhão foram massacrados, deixando 40 para chorar seu país. (5) Genghis reservou o pior para a cidade de Gurganj, o lugar de nascimento do Xá. O estudioso Persa Juvayni afirma que 50 mil soldados Mongóis receberam a tarefa de cada um executar 24 cidadãos de Gurganj, significando que 1.2 milhão de pessoas foram mortas. Uma vez que a cidade estava desprovida de vida humana, Genghis demoliu as barragens ao redor da cidade que retinha o rio Oxus (Amu Dária), eliminando a cidade da face da terra.

Genghis agora voltou sua atenção para Merv, uma cidade oásis com mesquitas e mansões. Suas dez bibliotecas continham 150 mil volumes, a maior coleção da Ásia Central. Os Mongóis entraram na cidade e depois de separar 400 artesãos e uma multidão de crianças para atuarem como escravos, dirigiram a população restante em direção à planície.  E aí o assassinato começou. O lugar foi saqueado, os edifícios minados, os livros queimados ou enterrados. Merv perdeu quase tudo e quase todos. Os Mongóis ordenaram que nenhuma mulher, homem ou criança fosse poupada… A maioria tinha a garganta cortada. Outros foram conduzidos, 20 de cada vez, para serem afogados em uma calha de sangue. (John Man, ‘The Mongol Empire’) Mohammad foi caçado por traição. Os comandantes Mongóis Subedei e Jebei foram ordenados a matar o xá e o perseguiram até as margens ocidentais do Mar Cáspio. “O Xá Corásmio foi eventualmente perseguido até Astara nas margens do Mar Cáspio, onde descartou suas roupas finas, pegou os trapos de um mendigo e com um pequeno grupo de seguidores tentou escapar da cidade sem ser notado. Pobre e anônimo, embarcou em um pequeno barco de pesca justamente quando uma tropa Mongol correu até as margens disparando suas flechas em vão sobre o pequeno barco. O poderoso Xá do Império Corásmio chegou à pequena ilha de Abeskim, onde finalmente morreu de pleurisia em Janeiro de 1221. Ele tinha caído das maiores alturas para a pobreza total e foi enterrado usando uma camisa rasgada emprestada de um de seus servos.”

Logo depois, uma patrulha Mongol capturou a mãe do xá, Terken Khatun, e enviou-a de volta a Mongólia, onde permaneceu prisioneira pelo resto da vida.

Governantes Muçulmanos finalmente estavam saboreando o tratamento que haviam dado a nações não-Muçulmanas desde que irromperam da Arábia no século VII.

Em suma, as seguintes cidades apresentaram as maiores baixas em termos do número total de mortes.

Nixapur – 1.747.000

Herat – 1.600.000

Merv – 1.300.000 (ou 2.100.000)

Samarcanda – 1.200.000

Gurganj – 1.200.000

Sabzivar – 70,000

Nisa – 70,000

HULAGU KHAN: O PESADELO DO ISLÃ

O maior ataque Mongol no Oriente Médio foi a invasão de 1252-1260. Hulagu, que mais tarde iria estabelecer o Mongol Il-Khanate (ou khanate subalterno), liderou o ataque. O motivo oficial da invasão foi que os Nisari Ismailis, Xiitas Assassins [ref.: A Ordem dos Assassinos] baseados em castelos nas montanhas, estavam criando muitos problemas para os Mongóis, e o Califado de Bagdá, o chefe oficial do mundo Muçulmano, recusou-se a ajudar.

No século 13, os Mongóis enfrentaram uma série de provocações dos Assassins. Esta seita Muçulmana se escondia em centenas de fortalezas nas montanhas não conquistadas que se estendiam do Afeganistão até a Síria, a mais importante foi Alamut, o Ninho da Águia, ao norte da Pérsia. Cada fortaleza era uma “célula” e as instruções sobre quem assassinar eram comunicadas às células a partir de Alamut.

Durante 200 anos, os Assassins desencadearam o terror no Oriente Médio, matando numerosos governantes e dois califas. Mas de repente cometeram um erro fatal — enviaram uma delegação de paz com 300 membros à Mongólia, mas na verdade muitos membros dessa delegação eram matadores encarregados de eliminar os principais khans Mongóis. Quando os astutos Mongóis descobriram a tramoia, os obituários dos Ismailis foram rapidamente escritos. Hulagu Khan buscara a solução final.

Edwin Black escreve em “Banking on Baghdad” que a invasão de Hulagu não aconteceu por causa de um sentimento pessoal equivocado. “Hulagu não odiava o Islã. Ele simplesmente recusou a se curvar ao Islã ou a qualquer sistema de crença diferente do seu. Hulagu sentiu que o Islamismo era uma afronta às crenças monoteístas dos Mongóis sobre um deus onipotente da natureza que estava presente em todas as coisas.”

O exército de Hulagu era uma incrível máquina militar. Era composto de soldados, espiões, conspiradores, astrólogos, mil engenheiros Chineses, agentes para construir pontes e estradas limpas, e era reforçado por contingentes Cristãos e Sunitas (Muçulmanos). Suas catapultas podiam lançar pedras enormes e pedras menores cobertas com nafta flamejante, e seus artilheiros podiam atirar flechas incandescentes a uma distância de vinte a quinhentos passos. (8)

Um a um, Hulagu invadiu os 100 supostamente impenetráveis ​​castelos dos Assassins, matando implacavelmente os mestres, soldados, recrutas e até mesmo bebês em seus berços. O próprio Imam foi autorizado a pedir piedade, mas foi negada e as escoltas Mongóis do Imam o chutaram sem piedade até a morte. Os historiadores concordam unanimemente que os Mongóis fizeram um favor ao mundo, eliminando o flagelo Assassin.

Os Mongóis entraram em Bagdá — a cidade que representava a ascensão Islâmica. O califa — líder espiritual do Islã, comparável ao Papa — fundou Bagdá em 762 e terminou sua construção em 766. Seu nome era Jaffar al-Mansour e pertencia à linha dos califas Abbassid, que descendiam do tio paterno do Profeta, Abbas. (8)

Quase todo mundo em Bagdá, no século IX, podia ler e escrever. Enquanto a Europa sofria na sua Era das Trevas, Bagdá era uma cidade cheia de livrarias, casas de banho, jardins, parques de jogos, bibliotecas… Os palácios dos califas eram de mármore, madeiras raras, jade e alabastro, com fontes e jardins interiores e tapeçarias aos milhares. Os servos borrifavam os convidados com spray de água de rosas e almíscar em pó e ambergris… Arte e ciência floresciam: literatura, música, caligrafia, filosofia, matemática, química, história. (8)

Precedendo a maioria do exército Mongol, batedores foram em frente e quebraram os diques do rio Tigris, inundando o campo Muçulmano. Mais de 20 mil soldados que saíram para combater foram afogados ou cortados pelas flechas Mongóis. Apenas o comandante conseguiu voltar para a cidade.

O Tigris foi bloqueado com pontos de verificação e pontes flutuantes sobre as quais foram colocadas máquinas de cerco. Por todos os lados, auxiliares Chineses e especialistas em artilharia, procederam batendo nas paredes antigas com pedras pesadas e balistas. Nenhuma cidade no mundo poderia ter sobrevivido a esse feroz bombardeio. Seção por seção, rua por rua, a antiga cidade foi reivindicada pelo invasor tenaz .

Uma vez que os Mongóis controlaram a cidade, começaram uma orgia de violência que durou sete dias. O historiador Persa Abdullah Wassaf narra: “Eles varreram a cidade como falcões famintos atacando o voo das pombas ou como lobos furiosos atacando ovelhas, com rédeas soltas e caras sem vergonha assassinando e espalhando terror… camas e almofadas feitas de ouro e incrustadas com joias foram cortadas em pedaços com facas e rasgadas. Aqueles que se esconderam atrás dos véus do grande Harém foram arrastados… pelas ruas e becos, cada um deles tornando-se um brinquedo… enquanto a população morria nas mãos dos invasores.” (Mortimer Rush, ‘Loot’).

O califa Mustasim foi capturado e forçado a assistir quando seus cidadãos foram assassinados e seu tesouro saqueado. Os Mongóis saquearam e destruíram mesquitas, palácios e hospitais. Os grandes edifícios, um trabalho de gerações, foram completamente queimados. A enorme biblioteca que abrigava três milhões de livros foi arruinada. Há rumores de que quando todos os livros foram jogados no rio Tigris, as águas correram pretas durante dias por causa da tinta.

Dependendo da fonte, os guerreiros Mongóis mataram de 200 mil a um milhão de pessoas. O que os Muçulmanos tinham feito aos locais Hindus como Sindh, Mathura, Somnath e Nalanda (e mais tarde, Vijayanagara), os Mongóis fizeram em Bagdá.

Quando Mustasim foi trazido diante dele, Hulagu enrolou o califa em um tapete e depois o pisoteou com cavalos até a morte. E também matou todos os membros família do califa, exceto seu filho mais novo e uma filha. A filha foi enviada à Mongólia para ser escrava no harém de Mongke Khan.

No final, demorou menos de dois meses para a poderosa capital do califado Abássida cair sob o ataque Mongol.

ESCAPOU POR POUCO

Com a Mesopotâmia derrotada, tudo o que restava do domínio Islâmico no Oriente Médio era a Síria e o Egito. A Síria foi rapidamente superada e os Mongóis planejaram seguir em direção aos Mamelucos no Egito. Mas, quando parecia que o Islamismo estava em perigo mortal, chegou a notícia de que Mongke Khan havia morrido.

Tão rapidamente como chegaram, em meados de 1260, Hulagu e a maioria do exército Mongol retirou-se para a Mongólia para eleger um novo khan. A força restante envolveu os Mamelucos em Ayn Jalut, Israel. Os Mongóis foram decisivamente derrotados. Se os Mongóis tivessem vencido, estariam em posição para ir ao Egito e depois controlar Meca e Medina. Se os Mongóis tivessem controlado as duas mais importantes cidades religiosas do Islamismo, teria encaixotado a resistência Muçulmana.

DESASTRE ÉPICO 

Para o mundo Islâmico, as invasões Mongóis provaram ser um desastre em uma escala sem paralelo. Quebrou o espírito dos Muçulmanos. Apesar de, finalmente, não terem tido sucesso em sua tentativa de destruir o Islã, os Mongóis deixaram uma profunda cicatriz política, econômica e militar no coração do mundo Muçulmano. As instituições políticas, como o califado, que mantinha o mundo Muçulmano unido durante séculos, foram abolidas.

Os exércitos Mongóis devastaram a agricultura da Pérsia e da Ásia Central, dependente do qanat, um sistema de gestão da água no qual a mesma é trazida de uma fonte de água da montanha para depois fluir e alimentar múltiplos poços usando apenas a gravidade. Sem o qanat, a Ásia Central e grande parte da Pérsia reverteriam ao seu estado natural de clima desértico, inóspito para a agricultura. Muitas áreas não se recuperaram até hoje. (6) Alguns sistemas de irrigação que o exército Mongol destruiu não foram reparados até o Iraque começar a receber dinheiro do seu petróleo no século XX.

Um cronista Persa descreveu o estado do país com estas palavras: “Como resultado da erupção dos Mongóis e do massacre geral de pessoas que viveram naqueles dias, não há dúvida de que se nos próximos mil anos nenhum mal acontecer ao país, ainda assim não será possível reparar o dano e voltar ao estado anterior.” (Robert Marshall, ‘Tempestade do Oriente: De Ghengis Khan a Khubilai Khan’, página 66)

Segundo Steven Dutch da Universidade de Wisconsin, “a destruição Mongol de Bagdá foi um golpe psicológico do qual o Islã nunca se recuperou. Com o saque de Bagdá, a floração intelectual do Islã foi apagada. Imaginar a Atenas de Péricles e Aristóteles obliterada por uma arma nuclear começa a sugerir a enormidade do golpe. Os Mongóis preencheram os canais de irrigação e deixaram o Iraque também despovoado para restaurá-los.”(7)

Os Muçulmanos tradicionalistas da época, incluindo o polêmico Ibn al-Nafis, acreditavam que as invasões Mongóis podem ter sido uma punição divina de Deus contra os Muçulmanos que se desviam da Suna. Os Mongóis, portanto, podem ter contribuído para o surgimento de radicais Islâmicos, mas isso é discutível porque o fundamentalismo religioso sempre foi um elemento integral da vida no Oriente Médio.

COMBATENDO FOGO COM FOGO 

Na imaginação e na literatura Ocidental e Muçulmana, os Mongóis — e em particular Genghis Khan — são representados como bárbaros, como a máquina mais mortal, como um flagelo de Deus. Sem dúvida, os Mongóis eram ferozes e brutais, e seu modo de luta era a guerra total. Ao mesmo tempo, ao contrário de Timur, Mahmud Ghazni, Feroz Shah Tughlak, os Conquistadores Espanhóis, os colonos Britânicos da América ou Adolf Hitler, nenhum de seus governantes mataram por diversão. Os Mongóis sabiam que, para derrotar o Islã, tinham que combater fogo com fogo. Acima de tudo, lutaram pela honra.

Marshall escreve em “Tempestade do Oriente” que é muito simples descartar o enorme grau de carnificina como barbárie desenfreada. “A seu favor, deve-se dizer que Genghis nunca empregou o assassinato como arma política, como Timur e outros tiranos recentes, e a pena de morte foi usada em poucos crimes. Durante o reinado de Genghis, os assuntos conquistados eram imediatamente emancipados, e nunca houve nenhuma forma de tirania política ou racial. Os Mongóis eram extraordinariamente tolerantes com outras religiões e essa era uma tradição que mantiveram durante a maior parte da história do império — uma qualidade rara em um mundo onde Cristãos e Muçulmanos tinham estado em guerra um com o outro por quase 500 anos.”

Nas palavras do historiador David Morgan, “Supondo que você tenha sobrevivido ao seu primeiro encontro com os exércitos Mongóis, era altamente improvável que você fosse posteriormente perseguido por suas crenças religiosas.”

Os Mongóis eram, de certa forma, o oposto polar dos Hindus, que ignoravam a ameaça Islâmica por sua conta e risco máximo. Genghis e Hulagu teriam ficado escandalizados com o perdão dado ao Mohammad Ghori pelo governante Rajput Prithviraj Chauhan em 1191 (apenas para Ghori retornar em 1192 e matar Chauhan). Nenhum Mongol khan teria aceitado uma trégua enquanto estivesse ganhando como fez Lal Bahadur Shastri na guerra de 1965 com o Paquistão. Nenhum líder Mongol faria o que o primeiro ministro Indiano fez após a Guerra de 1971, quando Indira Gandhi alimentou, abrigou e garantiu 97 mil prisioneiros de guerra Paquistaneses em campos Indianos e depois os deixou ir sem julgá-los pelos crimes de guerra em Bangladesh.

Mesmo as mulheres Mongóis tinham um instinto assassino notável que faria Maratha ou Rajput sentir inveja. Em Nixapur, quando o genro favorito de Genghis, Toquchar, foi morto por uma flecha disparada por um soldado inimigo, a filha do Grande Khan ficou com o coração partido pela notícia da morte de seu marido e pediu que todas as pessoas de Nixapur fossem mortas. As tropas de Khan, lideradas por seu filho mais novo, Tolui, assumiram a tarefa horripilante. Mulheres, crianças, infantes e até cães e gatos foram todos massacrados. Preocupado com o fato de alguns dos habitantes estarem feridos, mas ainda vivos, a filha do Khan pediu que cada habitante de Nixapur fosse decapitado, seus crânios esmagados em pirâmides. Dez dias depois, as pirâmides estavam completas.

O fato mais notável sobre a invasão Mongol do Oriente Médio foi que toda a população da Mongólia não passava de 1 milhão. E, no entanto, destruíram o poder político de seus dois principais inimigos — Chineses e Muçulmanos.

DANDO EXEMPLO

A invasão Mongol do Oriente Médio foi conduzida como uma espécie de política de avanço. Os líderes Mongóis decidiram que era melhor lutar contra o Islã no Oriente Médio e não na Mongólia. Neste aspecto, eles novamente oferecem um forte contraste com os reinos Indianos, cuja grande maioria não se incomodou em destruir o inimigo em sua própria guarida. Por exemplo, a primeira invasão Árabe da Índia foi contra Sindh em 653 CE, que foi repelida. Durante as próximas seis décadas, os Árabes lançaram uma série de ataques, mas sofreram grandes perdas antes de provar o sucesso contra Raja Dahir em 712 CE, abrindo as comportas para a conquista Islâmica da Índia. Se os poderosos reis Hindus tivessem se unido e destruído os Árabes no Iraque e na Síria, califas como o tirano Hajjaj mal poderiam ter montado as invasões sucessivas contra a Índia.

Novamente, os assassinatos em grande escala foram um mecanismo de defesa para a autopreservação Mongol. Eles não tinham os números necessários para guarnecer as cidades conquistadas. Se seus oponentes não fossem suficientemente subjugados, poderiam se levantar novamente e atacar os Mongóis quando os Mongóis saíssem para lidar com outra cidade. Isso teria feito com que os Mongóis retornassem sem parar para reprimir rebeliões, impedindo-os de perseguirem seus objetivos finais.

ATITUDE MONGOL EM RELAÇÃO AOS HINDUS 

E, finalmente, poderiam os Mongóis ter infligido o mesmo nível de destruição na Índia? Os “se” e “mas” da história são meramente um exercício acadêmico, mas a realidade é que isso nunca aconteceu. Genghis e Hulagu não invadiram a Índia porque não tinham motivos para isso. Eles lançaram guerras com objetivos políticos claros e, certamente, não com o fervor iconoclasta dos Muçulmanos. Árabes, Afegãos e Turcos invadiram a Índia principalmente por suas riquezas — muitas das quais estavam em templos não protegidos, — mas matar Hindus infiéis para ganhar um favor de Deus também foi um dos benefícios extras (junto com estupro e escravos). Entretanto, os Mongóis adoradores do céu compartilhavam um código religioso da mesma forma que os Hindus.

Em Bagdá, os Mongóis pediram aos Cristãos Nestorianos que permanecessem dentro de uma igreja enquanto realizavam o massacre. A disciplina dos soldados da Mongólia é verificada pelo fato de que mesmo durante o frenesi da pilhagem, nenhum Cristão foi prejudicado. Da mesma forma, os Xiitas de Bagdá também não foram tocados porque ajudaram os Mongóis.

No prelúdio do avanço em Bagdá, no primeiro ataque a Merv, os Mongóis haviam matado 1.3 milhão de pessoas. Em poucos meses, com o repovoamento, a revolta cresceu e os Mongóis voltaram a matar 100 mil, deixando apenas quatro sobreviventes. Vários meses depois, a revolta novamente cresceu em Merv. Desta vez, os Mongóis voltaram com uma força maciça de 100 mil homens e usaram tortura generalizada durante 40 dias. Eis aqui o que Charles P. Melville da Universidade de Cambridge diz: “No final de tudo, apenas 10 ou uma dúzia de Indianos foram deixados para residirem na cidade, não sei como conseguiram escapar disso.”

Os 10 Indianos de Merv podem ter sido os comerciantes Khatri Hindus que conduziam o comércio entre a Índia, Ásia Central, China e Rússia.

Claramente, a ira dos Mongóis era dirigida aos Muçulmanos, especialmente àqueles que consideravam perigosos e que provavelmente os apunhalariam pelas costas. Da mesma forma que os Nestorianos da Ásia Central, os Hindus não representavam nenhuma ameaça. Se os Mongóis tivessem invadido a Índia, teriam realizado um ataque cirúrgico, eliminando as elites Muçulmanas e poupando os Hindus que receberiam os Mongóis politeístas como libertadores.

Fontes:

  1. Amiya Chatterji e Amiya Cattopadhyay, “Desenvolvimento Constitucional da Índia” (página 141)
  2. Chris Peers, “Genghis Khan e a máquina de guerra mongol”
  3. J. Saunders, “A história das conquistas Mongóis”
  4. Robert Marshall, “Tempestade do Oriente: de Ghengis Khan a Khubilai Khan” (página 56)
  5. Charles P. Melville, Universidade de Cambridge, “O Impacto das invasões Mongóis no Irã, no Iraque e na Ásia Central; Uma reavaliação”
  6. Peter Jackson, Mongóis e o Ocidente
  7. Steven Dutch, University of Wisconsin
  8. Ian Frazier
  9. John Man

Sobre Rakesh Krishnan Simha

Rakesh é jornalista na principal mídia da Nova Zelândia. Ele escreve principalmente sobre defesa e assuntos externos.

Seus artigos foram citados extensivamente por universidades e em livros sobre diplomacia, contra terrorismo, guerra e desenvolvimento do hemisfério sul; e por revistas internacionais de defesa.

O trabalho de Rakesh foi citado pelos principais grupos de pesquisa e organizações que incluem a Escola Naval de Pós-Graduação, Califórnia; US Army War College, Pensilvânia; Carnegie Endowment for International Peace, Washington DC; Universidade Estadual de Nova Jersey; Instituto de Relações Internacionais e Estratégicas, Paris; BBC Vietnam; Universidade Federal da Sibéria, Krasnoyarsk; Centro de Estudos de Energia Aérea, Nova Deli; Instituto de Análises de Defesa, Virgínia; Centro Internacional de Direito Sem Fins Lucrativos, Washington DC; Stimson Center, Washington DC; Foreign Policy Research Institute, Filadélfia; e Instituto de Consultoria Estratégica, Política, Segurança e Econômica de Berlim.

Seus artigos foram publicados pelo Centro de Estudos de Guerra Terrestre, Nova Deli; Instituto de Fundação para Estudos Orientais, Varsóvia; e o Instituto de Pesquisa para Estudos Europeus e Americanos, Grécia, entre outros.


Tradução: Tiao Cazeiro — Muhammad e os Sufis

Jeremy Corbyn: “Islamofobia É Um Problema Real Em Nossa Sociedade”

Fonte/Source: UK: At mosque, Jeremy Corbyn says “Islamophobia is a real problem in our society”


Por Tiao Cazeiro

No meu artigo “A Onda e o Peixe“, escrito em Novembro de 2017, apresentei uma lista criada por Guido Fawkes, um site de Londres, com 100 artigos expondo o apoio de Jeremy Corbyn ao terrorismo Islâmico. Eis aqui alguns exemplos:

Para quem nunca conheceu um canalha na vida, apresento Jeremy Corbyn, um grande canalha, que se alcançar o cargo de Primeiro Ministro dará o golpe de misericórdia com apoio do prefeitinho, outro canalha e califa wannabe, Sadiq Khan

Como disse Peter Hitchens:

“O que eles estão ensinando aos seus filhos? Estão ensinando a pensar — ou o que pensar?

A Revolução Marxista está viva e muito bem — na escola do seu filho. Você sabia? Você pode pensar que as ideias loucas da extrema-esquerda estão guardadas em segurança no Partido Trabalhista de Jeremy Corbyn ou no jornal The Guardian.  Mas algumas cartas perturbadoras recentes, de pais de crianças em idade escolar, embrulharam meu estômago. Eu vi nesses relatos um formato gradual solidificando uma nova intolerância sórdida, financiada pelo Estado e mais ou menos inevitável para qualquer um com idade escolar.”


Reino Unido: Jeremy Corbyn Diz Numa Mesquita Que “Islamofobia É Um Problema Real Em Nossa Sociedade”

 Por ROBERT SPENCER

18 de Fevereiro de 2018

Jeremy Bernard Corbyn é um político Britânico, atual líder do Partido Trabalhista e líder da oposição na Câmara dos Comuns.

“Islamofobia é um problema real em nossa sociedade”. Não, digamos, o terror da jihad. “Islamofobia”. Quantas pessoas foram mortas pelo terror da jihad na Grã-Bretanha? E quantas pela “Islamofobia”? Qual delas representa um movimento global determinado a desestabilizar e destruir as sociedades não-Muçulmanas e, em última análise, conquistá-las? E qual desses termos é usado frequentemente como resistência a esse objetivo?

É difícil imaginar que a Grã-Bretanha possa ter um Primeiro Ministro ainda pior do que Theresa May, mas aqui está, esperando pela hora do voo.

O termo “Islamofobia” é a fusão viciada de ataques contra Muçulmanos inocentes, que nunca são comprovados, e uma análise honesta das formas pelas quais os jihadistas usam os textos e os ensinamentos do Islã para justificar a violência e recrutar. A ideia é inibir essa análise, comparando-a com ataques contra Muçulmanos, ou mesmo afirmando que isso desencadeará ataques contra Muçulmanos. O resultado final será, a jihad vai avançar sem oposição e sem obstáculos, enquanto todos os seus inimigos foram silenciados.

Corbyn diz mais:

“Eu fiz reuniões com mulheres Muçulmanas que me contaram histórias horríveis de abuso racista rotineiro em nossas ruas. Se as mulheres são abusadas porque estão vestindo um lenço de cabeça, então é um erro contra elas e é um erro contra todos nós.”

Sim, nenhuma mulher deve ser abusada simplesmente por usar um lenço de cabeça. Mas Corbyn não diz uma palavra sobre as muitas mulheres que são abusadas por não usarem um lenço de cabeça. Elas têm algum direito? Alguém fala por elas? E como Corbyn sabe que esse abuso está realmente acontecendo, quando há tantos incidentes onde os “crimes de ódio anti-Muçulmanos” revelaram-se totalmente falsificados por Muçulmanos?

Corbyn mais uma vez:

“O surgimento de grupos extremistas de direita é uma ameaça muito séria, não somente aos Muçulmanos, mas a todas as minorias e, de fato, a todos os Britânicos e ao tecido entrelaçado que mantém este país unido.”

“Grupos de extrema-direita.” Sobre os grupos de terror jihadistas ele ficou em silêncio.


Tradução: Tiao Cazeiro — Muhammad e os Sufis

PARIS: Zona de Recrutamento Para o Estado Islâmico (ISIS) 

Fonte/Source: Paris suburb becomes jihadi breeding ground and recruitment zone for the Islamic State


Por Tiao Cazeiro

Em Julho de 2015, Robert Spencer publicou o artigo “ESTADO ISLÂMICO (ISIS) PROMETE “ENCHER AS RUAS DE PARIS COM CADÁVERES” dizendo o seguinte:

“Eles amam a morte “como você ama a vida.” Eles são os inimigos da vida, da criação e da criatividade, do amor, da arte e da civilização. Tudo o que eles adoram é a morte, a dor e destruição. Eles são a quintessência da força do mal.”

Os violentíssimos ataques que sucederam em seguida na França  deixaram claro que o ISIS cumpre o que promete.

Agora, vemos em Trappes, uma comuna Francesa na região administrativa da Île-de-France, no departamento de Yvelines, a existência de “no-go zones” Islâmicas, utilizadas pelo ISIS para recrutamento e criação de ações jihadistas.

Claro, nada a ver com o “povo das necessidades especiais,” só um Islamofóbico, racista, fanático de extrema-direita poderia imaginar esse tipo de coisa.

Alcorão 8.12  
"E de quando o teu Senhor revelou aos anjos: 
Estou convosco; firmeza, pois, aos fiéis! Logo infundirei o terror nos corações dos incrédulos; decapitai-os e decepai-lhes os dedos!"
Subúrbio De Paris Virou Terreno De Criação De Jihad E Zona De Recrutamento Para O Estado Islâmico 

POR CHRISTINE DOUGLASS-WILLIAMS

16 de Fevereiro de 2018

“Marcada como “no-go zone” pelas autoridades”, Trappes, um subúrbio de Paris, foi além e se tornou “um terreno de recrutamento para o Estado Islâmico (ISIS)…  terreno fértil para os jihadistas… imensamente imune às leis Francesas… onde a linha dura do Salafismo e do Wahhabismo são amplamente praticados.”

A integração é um empreendimento inútil para os supremacistas Islâmicos que vêem a França (e outras nações Ocidentais) como uma Casa da Guerra para ser subvertida em Casa do Islã. Isso tornou-se mais evidente quando o líder Francês, Emmanuel Macron, afirmou que “tentaria definir as relações entre o Islã e o Estado.” Suas palavras foram confrontadas com espantoso desrespeito e repreensão por parte do líder representante dos Muçulmanos na França, Ahmet Ogras, presidente do Conselho Francês da Fé Muçulmana. Com plena insolência supremacista Islâmica, ordenou ao líder Francês para “não se intrometer na organização do Islã.”

O Islamismo certamente “interferiu na organização da França”, aterrorizando sua população com ataques jihadistas e ameaças por mais.

Como um homem que rendeu continuamente aos Muçulmanos, Macron aceitou a repreensão humilhante de Ogras; declarou em Outubro de 2016 que “nenhuma religião é hoje um problema na França”. A fraqueza e o apaziguamento diante dos supremacistas Islâmicos apenas os encoraja, como Macron está descobrindo.

Agora, a situação no subúrbio de Trappes é sombria. As condições irão se deteriorar ainda mais e a ameaça jihadista se espalhará, a menos que as autoridades reprimam rapidamente, apesar das ameaças jihadistas e das repreensões da supremacia Islâmica.


Tradução: Tiao Cazeiro — Muhammad e os Sufis

SERÁ QUE “SUFI ISLÔ CURA TUDO?

Fonte/Source:  Could Sufi Islam be the cure-all?  — Qantara.de


Por Tiao Cazeiro

O artigo “Será Que “Sufi Islã” Cura Tudo?” a seguir, foi escrito por Syed Qamar Afzal Rizvi, um pesquisador independente com base no Paquistão. Sua pesquisa centra-se na prevenção de conflitos, no direito internacional, nos estudos de guerra e em outras questões importantes relacionadas ao sul da Ásia, Oriente Médio, União Europeia, Nações Unidas e política externa dos EUA.

É uma excelente oportunidade para que percebam a mentalidade Muçulmana do ponto de vista Sufi. O autor com certeza não é uma pessoa desinformada e provavelmente pertence a alguma Ordem Sufi.

Lembro bem que quando comecei a escrever e traduzir artigos sobre o Islã eu disse o seguinte:

A princípio, rezar para o mesmo Alá (e o seu Mensageiro Muhammad) e ser diferente, soa como se um galho de árvore pudesse dizer à própria árvore: “Não sou como você!”

Alguns dos artigos que traduzi sobre os Sufis, listados a seguir, mostram claramente que a ‘Tradição Sufi’ não conseguirá se desprender do Islã Político com facilidade, mesmo que porventura tenha surgido, como é dito, muito antes de Jesus Cristo etc.

Eis a lista de artigos para quem quiser ler…

1 – XIISMO, SUFISMO E GNOSTICISMO
2 – O Moderno Líder Sufi Tabandeh
3 – O Lado Sinistro do Sufismo
4 – JIHAD E DEPREDAÇÃO — A MISSÃO DOS SUFIS EM KASHMIR
5 – Sufismo Na Índia — Uma História Sangrenta
6 – Sufismo Sem Camuflagem (Muito Além de Stephen Schwartz) 
7 – A INVASÃO ISLÂMICA DA ÍNDIA: O MAIOR GENOCÍDIO DA HISTÓRIA

Mas interessante mesmo é ouvir que Muhammad (ou Maomé) foi o primeiro Sufi…

“Assim sendo, o primeiro Sufita ou Sufi foi Al-Mustafa (o Escolhido [Profeta Muhammad (Maomé)]), visto ter sido este o primeiro a entrar em retiro, o que aconteceu no Ghar (Monte) de Hira, onde tinha por hábito deslocar-se para meditar (yatahannath) e adorar a Deus, isto de acordo com a religião do nosso Mestre Abraão…” — O Sufismo (Tasawwuf) (YA)

Veja, mesmo que a tradição tenha surgido antes de Cristo não altera o fato, como por exemplo, do estrago que os Sufis e os exércitos Muçulmanos fizeram na Índia.

Brasileiros envolvidos com o Sufismo precisam perceber que estão refletindo 1400 anos de história, onde a escravidão e o massacre de milhões de infiéis deixou uma mancha monstruosa no Islã, envolvendo os Sufis de alguma forma.

Existe uma correlação direta entre a ignorância Ocidental da história e a ignorância Ocidental das doutrinas “problemáticas” do Islã. É essa conexão que permite aos apologistas do Islã escaparem com tantas distorções e mentiras definitivas destinadas a proteger o Islã.” — Raymond Ibrahim

Com relação ao artigo a seguir, vou fazer apenas dois comentários que considero centrais, para orientar a leitura do artigo:

  1. Diz o autor…

1 -“Todas as organizações Islâmicas terroristas existentes hoje em dia estão baseadas nessa interpretação política do Islamismo. Existe uma dimensão cultural na globalização, sobre a qual muitos Muçulmanos têm uma consciência aguda.”

2 – “Duas grandes tendências surgiram como resultado: domínio e submissão [Ênfase adicionada] 

O primeiro caso soa mais ou menos assim: ‘Olha, é verdade que os terroristas se baseiam nos textos sagrados, mas sabe, não é bem assim não, calma lá, “existe uma dimensão cultural na globalização“, ela sim é  a culpada de tudo e está invadindo o Islã, pervertendo a juventude, e está atrapalhando a missão Islâmica de dominar o mundo.

No segundo caso, domínio e submissão, não é e nunca foi uma “tendência“, é simplesmente obrigatório, mandatório, imperioso, imposto e prescrito por Muhammad aos seus seguidores.  Não preciso citar algum verso do Alcorão, preciso?

Embora o autor mencione os textos sagrados no artigo, dizer que “parece não haver uma justificativa válida” é demais. Os Sufis falam de “paz e amor”, mas não mencionam o grau de violência contra os infiéis (não-Muçulmanos) que vemos no Alcorão, Sira e Hadith ou na própria história.

  1. Diz o autor…

De qualquer forma, os esforços iniciais por parte dos principais teólogos Muçulmanos ao responderem às interpretações literais das escrituras, aceitaram implicitamente a insistência dos extremistas [sic] de reduzir a tradição religiosa a um único conjunto de textos.”

Louváveis ​​e necessárias como tais respostas são, há algo desconcertante sobre o Grande Mufti do Egito rejeitando interpretações extremistas [sic] dos versos Corânicos porque não representam o “verdadeiro” Islã — como se realmente houvesse apenas um modo autêntico de ser “verdadeiramente” Muçulmano.”

Eis aqui o que realmente disse o Grande Mufti de Al Azhar, Egito:

Quando eles [os reformadores] dizem que Al Azhar deve mudar o discurso religioso, mudar o discurso religioso, isso também é, quero dizer, eu não sei — um novo moinho de vento que acabou de aparecer, este “mudar o discurso religioso” — o que muda um discurso religioso? Al Azhar não muda o discurso religioso — Al Azhar proclama o verdadeiro discurso religioso, que aprendemos com os nossos anciãos.” — Al Azhar Rejeita Reforma do “Discurso Religioso” 

Robert Spencer ainda diz mais sobre o Grande Mufti de Al Azhar:

Esta é outra afirmação estranha: é o Estado Islâmico (ISIS) que mais critica o uso livre do cérebro e insiste em seguir servilmente os ensinamentos desses livros auxiliares — que ensinam qualquer coisa, desde comer carne de cativos infiéis até vender mulheres e crianças em mercados de escravos.

Ou seja,  um grupo (que o autor chama de ‘extremistas’) quer reformar os textos sagrados, e o autor apoia.  O tal do Grande Mufti do Egito rejeita qualquer alteração nos textos, e Robert Spencer aproveita para mostrar que o ISIS atua apoiado nos textos que o Mufti não quer alterar. Então, pela lógica, Al Azhar apoia o ISIS, consequentemente o ISIS representa o verdadeiro Islã.  E agora? Como dizem por aí, durma com um barulho desse!

Não se iludam com a conversinha Sufi (me refiro aqui aos Mestres Sufis e não aos seguidores pelos quais tenho respeito porque a grande maioria não conhece a história), não existe ingenuidade nessa narrativa e os Sufis não conseguirão se deslocar disso tudo com facilidade. Quando o autor cita “Jimmy Hendrix”, você verá isso no artigo a seguir, mostra claramente ao que veio. Quando cita famosos como Winston Churchill, Sir Richard Burton, não irá mencionar que Churchill bateu feio no Islã.

Os Sufis como sempre buscam o privilégio, a alta sociedade, o luxo, a alta cultura para alavancar a causa Islâmica, para Islamizar, abrir as portas para o Islã como fizeram na Índia e como estão fazendo em Londres, vide Príncipe Charles etc.. A Wikipédia mostra os dervishes assim: “os dervixes são similares às ordens mendicantes dos monges cristãos e dos sadhus hindus, …” o que não é falso dizer, mas estamos falando das lideranças, dos espertos.

Tudo que envolve os Sufis é o melhor dos mundos, o mais que perfeito, a grande luz da humanidade, os únicos que sabem o que realmente  “estar com Deus”. Quando falam em música então, consideram a música Sufi a mais profunda, a melhor coisa deste mundo. Rumi, o maior de todos etc., o amor que só os Sufis conseguem sentir… o amor divino etc., o resto é o resto.

É o “povo das necessidades especiais” e agora, de acordo com o autor do artigo a seguir, “eles (os Sufis, ou melhor os Dervishes) precisam ser divulgados nas escolas e nos púlpitos das mesquitas, e ter acesso privilegiado às redes de televisão em todo o mundo.” Pura sandice, beirando a infantilidade, e ainda por cima mostra desespero, pois o barco está afundando. [Ênfase adicionada]

Sim, lembrei neste exato momento, muito obrigado!

Dr. Bill Warner: “Então, lembra-se do que eu lhe falei sobre a casa do Sufismo, que era um palácio com um cheiro vindo do porão?


SERÁ QUE “SUFI ISLÔ CURA TUDO?

Por Syed Qamar Afzal Rizvi

6 de Fevereiro de 2018 (Publicado originalmente em 29/04/2016)

Estudantes e pesquisadores Islâmicos concordam que o Sufismo tem o potencial de curar aqueles cujas mentes foram pervertidas pelo terrorismo. Sufis famosos das gerações anteriores inclui Rumi, Omar Khayyam, Fariduddin Attar — cujas histórias foram usadas mais tarde por Chaucer — e o Espanhol Averroes, o “excelente comentarista” de Aristóteles.

Muitas de suas ideias chegaram à Europa através do contato entre os mundos Islâmico e Cristão nos estados cruzados, Normando da Sicília e a Península Ibérica.

Desde o início, o Sufismo tem se preocupado em construir pontes entre as comunidades, promovendo o contato em benefício mútuo dos envolvidos. No Ocidente, pessoas tão diversas como Dag Hammarskjold, São Francisco de Assis, Sir Richard Burton, Cervantes e Winston Churchill foram todas influenciadas pelo Sufismo.

A interpretação Sufista do Islamismo é considerada moderada porque, em vez de se concentrar no estado, concentra-se nas dimensões internas do Islamismo e na purificação da alma. Nas últimas décadas, no entanto, os seminários Sufis começaram a ensinar uma interpretação mais política do Islã, alimentando o atual domínio do último.

Jalal ad-Din Muhammad Rumi (fonte: Wikipedia)
Pioneiros do Sufismo acadêmico: muitas das ideias promulgadas pelos grandes místicos como Jalal ad-Din Rumi, Omar Khayyam ou Fariduddin Attar chegaram à Europa através do contato entre os mundos Islâmico e Cristão nos estados cruzados, Normando da Sicília e Península Ibérica, influenciando muitas das grandes figuras históricas do Ocidente.

ISLAMISMO POLÍTICO E AS RAÍZES DO RADICALISMO

Todas as organizações Islâmicas terroristas existentes hoje em dia se baseiam nessa interpretação política do Islamismo. Existe uma dimensão cultural na globalização, sobre a qual muitos Muçulmanos têm uma consciência aguda. Eles sentem que os tipos de valores e ideias, as noções de viver — que emanam do Ocidente e que começam a penetrar em suas sociedades, influenciando sua juventude em particular — são prejudiciais. Alguns dos aspectos mais óbvios ligados à música, formas de dança e filmes etc. são vistos como prejudiciais à sua própria cultura e identidade.

Duas grandes tendências surgiram como resultado: domínio e submissão.

Em geral, o domínio tem conotações negativas. Os Muçulmanos desenvolveram uma consciência aguda da dominância e são altamente sensíveis a isso, às vezes reagindo com agressão. Embora podemos apreciar as circunstâncias históricas que possam ter dado origem a algumas dessas tendências, parece não haver uma justificativa válida, nem do ponto de vista Islâmico nem da perspectiva das relações interculturais.

Atualmente, a tendência à submissão, no sentido de submeter-se a Deus [sic], permanece muito fraca. Esses Muçulmanos acreditam que, no meio da globalização, é necessário reafirmar a essência do Islamismo. E este é o seu universalismo, a inclusão, a atitude de acomodação, a capacidade de mudar e de se adaptar, mantendo a essência da fé.

Em outras palavras, a fé é algo verdadeiramente ecumênico e/ou universal. Você encontrará adeptos dessa tendência em quase todos os países Muçulmanos, embora continue à margem.

DESARMANDO A BOMBA

Todos falamos sobre o desarmamento nuclear, mas se alguém nos dissesse que existe uma bomba mais forte que a nuclear, tiquetaqueando, ameaçando a cada segundo, essa é a bomba da total depravação. Quando os indivíduos se inclinam para os degraus mais baixos da natureza humana, tornam-se mais perigosos que os animais mais selvagens. E quando o vírus da “contumácia egoísta” [sic] (rebelião teimosa contra a autoridade) infecta o seu ser, tornam-se mais voláteis do que o dispositivo mais explosivo.

A abordagem mística nos convida a considerar o desarmamento da humanidade. Somente por meio de um compromisso ativo, podemos neutralizar todas as armas à disposição dos terroristas. Como disse Jimi Hendrix com sabedoria:

“Quando o poder do amor superar o amor pelo poder, o mundo conhecerá a paz”.

É hora dos Muçulmanos de todo o mundo tomarem uma posição unida contra as interpretações políticas do Islamismo e iniciarem um processo de reforma. Do mesmo modo, o sistema de educação religiosa também precisa de uma revisão profunda, uma vez que fornece terreno fértil para todas as organizações terroristas.

Lendo o Alcorão na Mesquita Sehitlik em Berlim (foto: dpa / aliança de fotos)
O terrorismo não tem religião: “Os Muçulmanos precisam combater a ideologia Islâmica com uma interpretação pacífica e tolerante do Islã. Juntamente com a comunidade internacional, é imperativo que os Muçulmanos lutem contra essa ideologia política, que tem causado danos sem precedentes a muitos dos seus semelhantes fiéis”, escreve Syed Qamar Afzal Rizvi

Muçulmanos precisam combater a ideologia Islâmica com uma interpretação pacífica e tolerante do Islamismo. Juntamente com a comunidade internacional, é imperativo que os Muçulmanos lutem contra essa ideologia política, que tem causado danos sem precedentes a muitos dos seus semelhantes fiéis.

DISCURSO ORIENTE-OCIDENTE

A prevenção do extremismo não é algo que conseguiremos realizar durante a noite. Temos que construir uma estratégia que transcende gerações. A segurança é o primeiro dever de todos os governos, entretanto um poder coercitivo por si só jamais será uma resposta completa.

Nos debates em curso sobre como responder ao Islamismo extremista, foi dado pouca atenção ao vasto e profundo repertório da filosofia Sufi, dos rituais e até mesmo das obras artísticas, que acompanhou os séculos mais iluminados da “civilização Muçulmana”.

De qualquer forma, os esforços iniciais por parte dos principais teólogos Muçulmanos ao responderem às interpretações literárias das escrituras, aceitaram implicitamente a insistência dos radicais em reduzir a tradição religiosa a um único conjunto de textos.

Louváveis ​​e necessárias como tais respostas são, há algo desconcertante sobre o Grande Mufti do Egito rejeitando interpretações radicais dos versos Corânicos porque não representam o “verdadeiro” Islã — como se realmente houvesse apenas um modo autêntico de ser “verdadeiramente” Muçulmano.

A potência do Sufismo pode estar na sua capacidade de lembrar aos Muçulmanos (e aos não-Muçulmanos) que, mais do que as palavras literais de um texto sagrado, o Islã tem sido durante mil e quinhentos anos uma experiência de vida, com toda a variação cultural e intelectual que isso implica. Há 15 milhões de Sufis em todo o mundo, com Damasco e a sua Grande Mesquita Umayyad como sua capital. Eles precisam ser divulgados nas escolas e nos púlpitos das mesquitas, e ter acesso privilegiado às redes de televisão em todo o mundo.

Protestos em Lahore contra o ataque terrorista na Universidade Bacha Khan em Charsadda (foto: Reuters / M. Raza)
É tempo para uma ação conjunta: eventos na França, Turquia e na Bélgica, para não mencionar os recentes ataques terroristas em Lahore e no Paquistão, são certamente um despertar. Oriente ou Ocidente, a verdade é que combater o terrorismo continua sendo uma tarefa gigantesca.

SINERGIAS NECESSÁRIAS

Existem três modalidades importantes. Em primeiro lugar, não podemos ignorar o fato de que é uma luta sobre ideias que se baseiam em uma perversão da religião. Nesta batalha, a única solução duradoura pode ser uma que compreenda, aborde e levante as próprias ideias. Em segundo lugar, compreendendo que este é um desafio geracional, precisamos implementar a reforma já, para que a próxima geração tenha entendimento e habilidade necessária para criar resiliência perante ideias extremistas.

Finalmente, não devemos subestimar a necessidade de combater os problemas juntos.

As decisões difíceis e necessárias abordadas aqui, e as opções políticas associadas a elas, não são irrealistas e levam em consideração o espectro completo dos desafios. Devemos reconhecer o que funciona, e sempre que houver um impacto positivo, devemos procurar replicá-las.

É necessário uma ação estratégica que possibilite a implementação das soluções que são tanto de longo prazo quanto caracterizadas pela continuidade e consenso. O terrorismo não tem religião. Os sistemas educacionais Ocidentais e Orientais precisam ser atualizados com o credo do ‘Sufi Islã’, que defende o ensino universal sobre a humanidade.

Os governos de leste a oeste terão que trabalhar arduamente para construir coalizões para este trabalho, não apenas dentro da sociedade, mas também no âmbito transgovernamental. Prevenção do extremismo é um dos maiores desafios que enfrenta esta geração e a próxima. Se não o enfrentarmos juntos, com urgência, nosso futuro como uma comunidade global será muito sombrio.


Syed Qamar Afzal Rizvi –  © MPC Journal 2016

Syed Qamar Afzal Rizvi é um pesquisador independente com base no Paquistão. Sua pesquisa centra-se na prevenção de conflitos, no direito internacional, nos estudos de guerra e em outras questões importantes relacionadas ao sul da Ásia, Oriente Médio, União Europeia, Nações Unidas e política externa dos EUA.


Tradução: Tiao Cazeiro — Muhammad e os Sufis

GEERT WILDERS: LIÇÕES DO ORIENTE PARA O OCIDENTE

Fonte/Source: GEERT WILDERS: Lessons from the East for the West


GEERT WILDERS: LIÇÕES DO ORIENTE PARA O OCIDENTE

Por GEERT WILDERS

Via Breitbart London

2 de Fevereiro de 2018

Wilders
Vit Simanek/CTK via AP

No último fim de semana estive na Hungria apresentando a tradução Húngara do meu livro Marked for Death: Islam’s War Against the West and Me [trad., ‘Marcado para Morrer; A Guerra do Islã Contra Mim e o Ocidente’]. Falei em salas de reuniões  e centros de conferências totalmente lotados em Budapeste, Nyíregyháza, Debrecen, Gyór e Sopron. Dei dezenas de entrevistas. Almocei com o Primeiro-Ministro Húngaro, Viktor Orbán.

Visitar a Hungria é uma experiência fantástica para qualquer político Ocidental que resista à invasão Islâmica do Ocidente. Na Hungria, quase não há sinais de Islamização. Os Húngaros não fazem nenhum segredo de sua determinação para mantê-la assim. A atitude na Hungria e, nesse sentido, na Europa Central em geral, é inteiramente diferente da do Ocidente. Na Europa Central, as pessoas não hesitam em expressar seu apego à sua própria identidade nacional, enraizada nos princípios Judaico-Cristãos da civilização Ocidental. Eles também deixam bem claro que estão dispostos a defender seu patrimônio.

Também tive uma sensação estranha ao ver meu livro, que adverte contra os perigos do Islã, expostos tão abertamente nas livrarias Húngaras. Originalmente publiquei meu livro em Inglês nos Estados Unidos. Fiz isso porque a América tem uma Primeira Emenda, que permite que as pessoas falem, mesmo quando uma mensagem é politicamente incorreta. A tradução Húngara é a primeira tradução do livro. No meu país, nenhum editor tem a coragem de publicá-lo.

Do tuite acima: “A Batalha pelo Ocidente: Viktor Orbán da Hungria acredita que a “maioria silenciosa” — que valoriza a identidade familiar, nacional e o país — prevalecerá sobre os globalistas do “Império Soros”, que procuram transformar os Ocidentais em consumidores de massa multiculturais e sem raízes.”


Uma editora Alemã, que estava interessada, recuou quando se tornou impossível traduzi-lo para o Alemão sem transgredir as rígidas leis do discurso na Alemanha. Por isso, a editora me pediu para que o termo “Islã” fosse substituído sistematicamente pelo termo Weasel que significa “Islamismo”. Recusei porque a mensagem do meu livro é exatamente a de que o próprio Islã é o problema.

O Islã — não o Islamismo, mas o próprio Islã — prega a submissão política do mundo inteiro a Alá. Muhammad não deixou dúvidas sobre isso: “Fui ordenado a lutar contra todos os homens até dizerem: “Não há deus senão Alá“, disse Wilders.

O Alcorão é igualmente inequívoco sobre isso. “Combatei-os até terminar a intriga, e prevalecer totalmente a religião de Alá.” diz o versículo 8:39. O Alcorão também contém a permissão para matar Judeus e Cristãos no versículo 9:29, o comando para aterrorizar os não-Muçulmanos no versículo 8:12, a obrigação de fazer guerra aos infiéis no versículo 9: 123 e a ordem para subjugar o mundo inteiro a Alá no versículo 9:33.

Do tuite acima: “O Primeiro-Ministro da Hungria adverte que os “conspiradores dos Estados Unidos da Europa” estão usando a imigração em massa para construir um superestado “pós-nacional, pós-Cristão”.”


Na Hungria e na Europa Central em geral, pode-se falar muito mais livremente sobre o Islã do que na Europa Ocidental. Lá, as pessoas percebem muito mais sobre o que está em jogo. A Hungria até construiu uma cerca de fronteira para impedir o fluxo de imigrantes de países predominantemente Islâmicos. Viktor Orbán está sozinho e fazendo muito mais pela segurança de todo o continente Europeu do que a Chanceler Alemã Merkel, o Presidente Francês Macron, a Primeira-Ministra Britânica May, meu próprio Primeiro-Ministro Holandês, Mark Rutte, e todos os outros líderes da Europa Ocidental combinados.

Como os líderes Poloneses, Checos e Eslovacos, Orbán repete constantemente que seu país é Cristão e que ele quer que assim permaneça. Ele não quer repetir o erro que a Europa Ocidental fez, abrindo suas portas à imigração Islâmica massiva. Recentemente, o Pew Research Center advertiu que, se as tendências atuais continuarem, a França, Alemanha, Bélgica e Áustria, serão quase 20% Islâmicas até 2050. A Grã-Bretanha e os Países Baixos estão muito atrás, enquanto a Suécia será até mais de 30% Islâmica na virada do século.

Isto é extremamente perigoso. Porque, embora a maioria dos Muçulmanos seja moderada e não violenta, a ideologia Islâmica não é. E dessa forma vem doutrinando muitos dos seguidores do Islã, que levam muito a sério os comandos beligerantes de Muhammad e do Alcorão. Apenas no mês passado, foi revelado na Alemanha que 30% dos estudantes Muçulmanos no Estado da Baixa Saxônia podem imaginar-se lutando e morrendo por causa do Islã. No meu país, a Holanda, pesquisas da Universidade de Amsterdã mostraram que 11% dos Muçulmanos acham aceitável usar a violência em nome do Islamismo. São mais de 100 mil pessoas, o que representa o dobro do número de soldados do nosso exército.

Do tuite acima: “Novos números do Office for National Statistics (NOS) mostram que as mães nascidas fora do Reino Unido representaram 28,2% dos nascidos vivos na Inglaterra e no País de Gales em 2016.”


Por que razão podemos falar muito mais livremente sobre os perigos do Islã na Hungria e em os outros países de Visegrad do que no Ocidente? Por que nossas elites na política, na academia e nos meios de comunicação se comportam de uma forma tão covarde e apaziguadora para com o Islã?

Talvez tenha a ver com a mentalidade de refém, que permeou o Ocidente. Devido à presença já significativa do Islã em seus países, muitos cidadãos da Europa Ocidental parecem ter medo de expressar o desejo de que esses países permaneçam enraizados em sua herança Judeu-Cristã. Nossas elites são certamente muito covardes para insistir nisso. Mas também há outra grande diferença entre a metade Ocidental e Oriental do continente Europeu.

Há cinquenta anos, em todos os lugares do Ocidente, a mentalidade dos “Protestos Contra o Ocidente” dos autoproclamados “progressistas” tomou forma. Isto levou à violência nas ruas via revoltas estudantis em Berkeley, Paris e outros lugares. O auto-ódio Ocidental tornou-se a nova moda. Não fomos autorizados a dizer que a nossa civilização foi a melhor, disseram-nos que foi a pior. O relativismo cultural tornou-se a tendência dominante entre as classes dominantes no Ocidente.

Do tuite acima: Orbán: “Nossa maior ameaça é o silêncio indiferente de uma elite Europeia que renuncia às raízes Cristãs”


Essas classes foram os facilitadores do processo de Islamização. Em primeiro lugar, negando que os imigrantes deveriam assimilar, uma vez que isso defenderia a cultura Europeia sobre as culturas nativas dos imigrantes. Em segundo lugar, atacando as críticas ao Islã e os defensores do Ocidente. E, em terceiro lugar, pela chamada “lawfare” — um processo no qual os simpatizantes Islâmicos, Muçulmanos e não-Muçulmanos, exploram a lei Ocidental e os sistemas legais para suprimir e silenciar seus críticos.

Nota: Lawfare” é uma palavra inglesa que representa o uso indevido dos recursos jurídicos para fins de perseguição política.”

Nenhuma dessas coisas aconteceu em países como a Hungria, a Polônia ou a República Tcheca. Seus cidadãos não são doutrinados dia após dia com a mensagem de que são culpados de todas as injustiças do mundo. Sua herança cultural não está sendo sistematicamente subvertida pelas elites. Seu passado não é caluniado por ativistas profissionais. Eles ainda podem se orgulhar de sua nação. Enquanto nós, no Ocidente, somos informados de que devemos ter vergonha disso.

Essa vergonha e auto-ódio nos sufoca. É hora de acabar com isso. Quanto mais nossas elites criticam países como a Hungria, a Polônia e a República Tcheca, mais devemos apoiá-los e seguir seu exemplo. Se nós, no Ocidente, queremos sobreviver, se queremos superar a crise existencial que enfrentamos, precisamos desislamizar nossas sociedades. Isso só seremos capazes de fazer se começarmos a orgulhar-nos de nós mesmos, da nossa cultura, do nosso passado e da nossa herança nacional. Essa é a lição mais importante que a Europa Central pode nos ensinar. Um povo que tem vergonha do passado não tem futuro. O futuro pertence ao povo orgulhoso, consciente da sua identidade cultural e nacional e disposto a defendê-lo.

Geert Wilders is leader of the Party for Freedom in the Netherlands and author of Marked for Death; Islam’s War Against the West and Me (Regnery)


Tradução: Tiao Cazeiro — Muhammad e os Sufis

Jurista Muçulmano: “A Ocupação Do Ocidente Será Feita Sem Guerra, De Forma Silenciosa, Com Infiltração E Subversão” 

Fonte/Source: Muslim jurist: “The occupation of the West will be done without war but quietly, with infiltration and subversion”


Jurista Muçulmano: “A Ocupação Do Ocidente Será Feita Sem Guerra, De Forma Silenciosa, Com Infiltração E Subversão” 

POR ROBERT SPENCER

1 de Fevereiro de 2018

“Yehezkeli observa que uma decisão da década de 1990 por um jurista Muçulmano sênior afirma: “A ocupação do Ocidente será feita sem guerra, de forma silenciosa, com infiltração e subversão.”

Isso certamente parece ser o que está acontecendo.

O jornalista Judeu Ortodoxo entra disfarçado na “jihad silenciosa”, de Yoni Kempinski e Mordechai Sones, Arutz Sheva, 29 de Janeiro de 2018:

“ …intitulado ‘Identidade Falsa’, a série é apresentada por Yehezkeli, que personificou um simpatizante da Irmandade Muçulmana que procurava contribuir e se juntar à organização.

Yehezkeli recebeu consulta secreta de empresas de inteligência, bem como da agência de segurança interna Shin Bet e o Mossad. Para aperfeiçoar sua identidade, obteve um passaporte Sírio genuíno, um passaporte da Autoridade Palestina como reserva e uma assinatura na Internet de um negócio ativo na Jordânia com website e endereço de verificação.

Sob o nome “Sheikh Abu Hamza”, Yehezkeli penetrou equipado — equipamentos fotográficos de qualidade disfarçados num botão de roupa e óculos com câmera — no estado de coisas que ele chama de “jihad silenciosa.”

Yehezkeli, que se tornou observador da Torá nos últimos anos, percebe valor agregado no fato de que examinou o campo e encontrou o Islã como pessoa religiosa. “Uma vez que uma pessoa serve ao Criador, se torna mais sensível às falsificações. Por um lado, me ajuda a conhecer o material e a me identificar com os crentes, embora eu não concorde com o caminho deles. O fato de eu ser religioso permite abrir meus olhos ainda mais, não posso ser influenciado por esse aspecto.” Yehezkeli também acrescenta que parte de sua aproximação com o mundo religioso pode ter sido devido à sua preocupação com sua cobertura: “Eles abriram uma porta para eu entrar num lado mais real.”

“Mas o Islã precisa de uma profunda compreensão de si mesmo”, diz Yehezkeli, e espera que haja uma reforma no Islã, como está acontecendo na Arábia Saudita.

Em uma conversa com Arutz Sheva, Yehezkeli explica que o mundo já entende o terror do Estado Islâmico (ISIS) e resiste a isso, mas agora enfrenta uma nova e tranquila jihad, que de acordo com o Islã é a última Jihad, a Jihad Apocalíptica, onde o Islã assume o controle do Ocidente não pela guerra, mas penetrando silenciosamente nas sociedades Ocidentais.

Yehezkeli observa que uma decisão da década de 1990 feita por um jurista Muçulmano sênior afirma que: “A ocupação do Ocidente será feita sem guerra, de forma silenciosa, com infiltração e subversão.”

A série de cinco episódios ‘Jihad Apocalíptica, Jihad silenciosa’ examina a Turquia, a Alemanha, a França e os Estados Unidos.


Tradução: Tiao Cazeiro — Muhammad e os Sufis