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RAYMOND IBRAHIM

RAYMOND IBRAHIM é um autor amplamente publicado, palestrante e expert em Oriente Médio e Islamismo. Seus livros incluem: The Al Qaeda Reader (Doubleday, 2007), Crucified Again: Exposing Islam’s New War on Christians (Regnery, 2013), e Sword and Scimitar: Thirteen Centuries of War between Islam and the West (será lançado pela Da Capo Press em 2018).


Traduzido por: tradutoresdedireita.org
Tradução: Hélio Costa Jr.
Revisão: Luiz Felipe Costa

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O SONHO DO CALIFADO ACABOU, POR ENQUANTO

Fonte/Source: Robert Spencer in FrontPage: ISIS: The Caliphate Dream Is Over


Robert Spencer: ISIS: O Sonho do Califado Acabou

Por ROBERT SPENCER

13 de Dezembro de 2017

Mas a matança não. Meu mais recente artigo no FrontPage:

Primeiro-Ministro Iraquiano, Haider al-Abadi,

O califado está morto.

No Sábado passado, o Primeiro-Ministro Iraquiano, Haider al-Abadi, anunciou que o Estado Islâmico (ISIS) tinha sido expulso do Iraque:

Hoje, nossas tropas conseguiram limpar as ilhas de Nínive e Anbar por completo, e elas (as forças) estão agora controlando completamente as fronteiras Iraquianas-Sírias. Essas vitórias não são apenas para os Iraquianos, embora os próprios Iraquianos tenham alcançado tais vitórias com seus sacrifícios. Mas as vitórias são para todos os Árabes, Muçulmanos e o mundo… Iraquianos honoráveis, sua terra foi completamente liberada … A bandeira do Iraque está tremulando alto hoje em todo o território Iraquiano e no ponto mais distante da fronteira.

Com isso, o principal pedido do Estado Islâmico sobre a fidelidade dos Muçulmanos em todo o mundo e a razão pela qual foi capaz de atrair 30 mil Muçulmanos de 100 países para o Iraque e a Síria para se juntar a ele, desapareceu.

Em 29 de Junho de 2014, o grupo que até então chamou a si mesmo de Estado Islâmico do Iraque e Levante, ou Shams em Árabe (daí os acrônimos sinônimos ISIL e ISIS) anunciou que estava formando um novo califado — o único governo unificado de todos os Muçulmanos, de acordo com o pensamento Muçulmano Sunita — e, em seguida, deixaria cair a segunda metade do seu nome e se chamaria simplesmente o Estado Islâmico.

Essa reivindicação para constituir um novo califado tornou-se a base do seu apelo aos Muçulmanos em todo o mundo, que viajaram em números sem precedentes ao Iraque, a Síria e a Líbia para se juntar ao grupo. Uma vez que declarado o novo califado, o Estado Islâmico rapidamente começou a consolidar seu poder sobre as grandes extensões do Iraque e da Síria que controlava — em seu apogeu, uma área maior do que o Reino Unido, com uma população de oito milhões de pessoas. Desconsiderando alegremente a unanime condenação mundial de suas pretensões para com o mundo, prosseguiu montando os adornos de um estado: moeda, passaportes e similares. O controle dos poços de petróleo no Iraque rapidamente lhe deu uma fonte de riqueza estável e importante. Organizaram uma força policial, montaram um exército de mais de 100 mil guerreiros e se tornaram o grupo terrorista jihadista mais rico do mundo (e o mais bem equipado).

A incapacidade ou a falta de vontade do mundo para esmagar esse estado desonesto em 2014, 2015 e 2016 permitiu a criação do califado. O califado na teologia Islâmica é a nação Islâmica, incorporando a unidade supranacional da comunidade Muçulmana em todo o mundo sob um único líder, o califa ou “sucessor” — ou seja, o sucessor de Muhammad como o líder espiritual, político e militar dos Muçulmanos.

O califa é considerado o símbolo e o centro da unidade dos Muçulmanos em todo o mundo. Na teologia Islâmica tradicional, os Muçulmanos em todo o mundo constituem uma única comunidade (umma), e legitimamente são cidadãos do califado Islâmico. O califa, como sucessor de Muhammad, é a única autoridade terrena a quem os Muçulmanos devem obediência.

Em ‘A Confiança do Viajante’, um manual da lei Islâmica que a prestigiada e influente universidade Islâmica do Cairo, Al-Azhar (onde Barack Obama fez seu discurso de divulgação ao mundo Islâmico em Junho de 2009) certifica como em conformidade com “a prática e a fé da comunidade Sunita ortodoxa” explica ainda por que o califado é tão fundamental para os Muçulmanos em todo o mundo (ou pelo menos para os Sunitas, que representam de oitenta e cinco a noventa por cento dos Muçulmanos do mundo; os Xiitas têm uma idéia muito diferente da autoridade dentro da comunidade Muçulmana ).

O califado, segundo o manual da Sharia, é “obrigatório per se e a pré-condição necessária para centenas de decisões… estabelecidas por Alá, o Altíssimo, para governar e orientar a vida da comunidade Islâmica”. Ele cita o estudioso Islâmico Abul Hasan Mawardi explicando que o papel do califa é “preservar a religião e administrar esses assuntos mundanos”.

O califado é uma “obrigação comunal”, segundo ‘A Confiança do Viajante’, “porque a comunidade Islâmica precisa de um governante para defender a religião, defender a suna, socorrer os oprimidos dos opressores, cumprir os direitos e os recuperar para quem eles pertencem.” A suna “é o que é estabelecido pelo Alcorão e o exemplo de Muhammad como prática aceitável para os Muçulmanos.

E mais, apenas o califa está autorizado a declarar a jihad ofensiva. ‘A Confiança do Viajante’ declara que o califa “faz guerra aos Judeus, aos Cristãos e aos Zoroastrianos… até que se tornem Muçulmanos ou (os não-Muçulmanos) terão que pagar o imposto de proteção”.

Essa jihad é uma obrigação para a comunidade Muçulmana como um todo, da qual os Muçulmanos individuais são perdoados se outros Muçulmanos a estiverem executando. Mas a jihad torna-se uma obrigação para cada Muçulmano quando uma terra Muçulmana é atacada — isso é uma jihad defensiva e não requer califa. Todas as jihads, portanto, desde 1924, até o 11 de Setembro, foram classificadas como defensivas, e seus perpetradores e defensores as justificam referenciando uma longa lista de ressentimentos. Entretanto, uma vez que um califa esteja no poder, nenhuma justificação é necessária: o califa é obrigado a declarar a jihad — e, portanto, os não-Muçulmanos podem esperar que com a chegada do califado do Estado Islâmico, haverá ainda mais jihad do que já houve.

Os jihadistas do Estado Islâmico persuadidos e treinados em batalhas continuarão cometendo assassinatos jihadistas em massa nos países Ocidentais, e estes idiotamente os têm deixado retornar. Mas a reivindicação sobre os Muçulmanos ao redor do mundo foi repudiada sem dúvida pela vitória do Exército Iraquiano. O sonho do califado acabou. Por enquanto.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

“Nós vamos queimar você vivo!” – Perseguição Muçulmana de Cristãos

Fonte/Source: “We Are Going to Burn You Alive!” Muslim Persecution of Christians, June 2017 – Raymond Ibrahim


"Nós vamos queimar você vivo!"
Perseguição Muçulmana de Cristãos

Por Raymond Ibrahim

6 de Novembro de 2017

Gatestone Institute

O Padre Jesuíta Henri Boulad, versado em Islamismo, da Igreja Greco-Melquita Católica do Egito, não poupou palavras numa entrevista sobre os motivos do terrorismo Islâmico e as respostas Ocidentais aos fatos. “O Islamismo é uma declaração de guerra aberta contra os não-Muçulmanos“, declarou o Padre, “e aqueles que realizam atos de violência e intolerância estão apenas fazendo o que credo exige“.

Eis a entrevista:

“Aqueles que não reconhecem a verdadeira ameaça representada pelo Islã são ingênuos e ignorantes, desconhecem a história, disse o Padre, e infelizmente muitos na Igreja se enquadram nessa categoria. Citando uma carta que escreveu em Agosto passado ao Papa Francisco, o Padre Boulad disse que “sob o pretexto de abertura, tolerância e caridade Cristã — a Igreja Católica caiu na armadilha ideológica da esquerda liberal que está destruindo o Ocidente”. “Qualquer ação que não defenda essa ideologia é imediatamente estigmatizada em nome do “politicamente correto”, disse ele. O sacerdote chegou até a castigar o próprio Papa Francisco — um colega Jesuíta — sugerindo que ele também caiu nessa armadilha. “Muitos pensam que um certo número de suas posições estão alinhadas com essa ideologia e que, da complacência, você vai de concessões a concessões e de compromissos em compromissos à custa da verdade”, disse o Padre em carta ao Papa. Cristãos no Ocidente e no Oriente: “estão esperando algo de você, além de declarações vagas e inofensivas que podem obscurecer a realidade”; “É tempo de emergir de um silêncio vergonhoso e embaraçoso diante do Islamismo que ataca o Ocidente e o resto do mundo. Uma atitude sistematicamente conciliatória é interpretada pela maioria dos Muçulmanos como um sinal de medo e fraqueza”, disse o Padre. “Se Jesus nos disse: Bem-aventurados os pacificadores, ele não nos disse: Bem-aventurados os pacifistas. A paz é a paz a qualquer custo, a qualquer preço. Tal atitude é a mais pura e simples traição da verdade”, disse ele. O sacerdote também afirmou sua crença de que o Ocidente está diante de uma catástrofe moral e ética, e que sua defesa do Islã é uma negação da verdade. “Ao defender a todo custo o Islã e procurar exonerá-lo dos horrores cometidos todos os dias em seu nome, acabará traindo a verdade”, disse o Padre em carta ao Papa Francisco.

Nota: Este artigo acompanha o importante relatório mensal de perseguição de Cristãos ao redor do mundo realizado por Raymond Ibrahim, o qual a grande mídia não publica. Para os interessados acesse o link: Muslim Persecution of Christians Report


Tradução: Tião Cazeiro – Muhammad e os Sufis

Raymond Ibrahim: Por Que Islamistas E Fascistas Perseguem Cristãos

sFonte: Why Islamists and Fascists Persecute Christians – Raymond Ibrahim


Por Que Islamistas E Fascistas Perseguem Cristãos

Por Raymond Ibrahim

28 de Abril de 2017

FrontPage Magazine

Um estudo do Centro para Estudos sobre Novas Religiões com sede na Europa, confirmou recentemente que os “Cristãos continuam sendo os fiéis mais perseguidos do mundo, com mais de 90.000 seguidores de Cristo mortos no último ano [2016]”, o que reflete uma morte a cada seis minutos. O estudo também descobriu que cerca de 600 milhões de Cristãos ao redor do mundo foram impedidos de praticar sua fé.

Qual grupo é mais propenso a perseguir Cristãos ao redor do mundo? A resposta foi esclarecida por outro estudo recente, o qual constatou que das dez nações ao redor do mundo, onde os Cristãos sofrem as piores formas de perseguição, nove são Islâmicas, embora a pior delas e absoluta — a Coréia do Norte — não é.

O que há nos Cristãos que traz o pior de algumas pessoas, Muçulmanos em sua maioria? Três razões principais vêm à mente, embora existam mais:

  • O Cristianismo é a maior religião do mundo. Há cristãos praticamente em todo o mundo, inclusive em grande parte do mundo Muçulmano. Além disso, porque grande parte do território que o Islã conquistou ao longo dos séculos era originalmente Cristão — incluindo todo o Oriente Médio, Turquia e África do Norte — e continuando confrontando vestígios do Cristianismo. Somente no Egito, que era o centro intelectual da antiga Cristandade antes das invasões Islâmicas, restam pelo menos 10 milhões de Cristãos. Em suma, somente por conta do seu número absoluto, Cristãos no mundo Muçulmano são muito mais propensos a sofrerem sob o Islã do que outros “infiéis”.
  • O Cristianismo se dedica a “proclamar o Evangelho” (literalmente, “as boas novas”). Nenhuma outra religião maior — nem o Budismo, Hinduísmo, Judaísmo — tem esse aspecto missionário. Essas crenças tendem a ser coextensivas com certas etnias e cultivadas em certos locais. A única outra religião que tem o que pode ser descrito como um elemento missionário é o próprio Islã. Assim, porque o Cristianismo é a única religião que desafia ativamente os Muçulmanos com as verdades de sua própria mensagem, também é a religião principal a ser acusada de proselitismo, o qual é proibido pela lei Islâmica. E, ao proclamar publicamente ensinamentos que contradizem a mensagem central de Muhammad — incluindo a mensagem central do Cristianismo — os Cristãos caem em conflito também com a lei de blasfêmia do Islã. Daí a razão pela qual a maioria dos Muçulmanos que cometem apostasia por outras religiões — e são punidos por isso, às vezes com a morte — apostatam pelo Cristianismo.
  • O Cristianismo é a quintessência do martírio. Desde o início — começando com Jesus e seguido por seus discípulos e inúmeros outros da igreja primitiva — muitos Cristãos se dispuseram a aceitar a morte em vez de parar de espalhar o Evangelho — ou pior, renunciar a fé; isto era evidente nos tempos antigos nas mãos do Império Romano pagão e nos tempos medievais (e modernos) nas mãos dos Muçulmanos e de outros perseguidores. Praticamente nenhuma outra religião incentiva seus adeptos a abraçar a morte em vez de abjurar a fé. Assim, enquanto Cristo diz: “Mas aquele que me negar diante dos homens, eu o negarei diante de meu Pai que está nos céus” (Mateus 10:33, ver também Lucas 14:33), o Islã ensina os Muçulmanos a esconder e até a renunciar publicamente a Muhammad, em vez de morrer. Além disso, outras religiões e seitas aprovam a dissimulação para preservar a vida de seus adeptos. Um missionário do século XIX observou que no Irã “o Bahaísmo aprecia a taqiyya (ocultação da fé) como um dever, mas o Cristianismo exige a declaração pública; e portanto, na Pérsia é muito mais fácil se tornar um Bahai do que se tornar um Cristão. “[I]

É claro que as leis opressivas do Islã têm como alvo pessoas de todas ou nenhuma religião. Muitos apóstatas Muçulmanos sinceros no Ocidente, que não se converteram ao Cristianismo, devem temer a execução caso acabem nas mãos de seus ex-correligionários. No entanto, estão aqui e agora, vivos e bem no Ocidente e nos advertem, precisamente porque não estavam desafiando as verdades espirituais do Islã na ocasião, quando estavam vivendo sob sua sombra — e por que deveriam ter feito? Se a vida está limitada ao agora, como acontece na cosmovisão secular, por que arriscar, especialmente quando simplesmente não balançar o barco, como muitos “Muçulmanos moderados” o fazem, irá salvá-lo?

É de fato uma propensão do Cristianismo de não seguir a linha que, desde os seus primórdios até agora, fez com que fascistas [ii] e supremacistas de todos os tipos — desde o antigo Império Romano (de onde vem a palavra fascista) até a atual Coréia do Norte — perseguissem Cristãos. O último tem uma longa história de recusa ao silêncio, pagando uma falsa propaganda onde todos estão dispostos a compartilhar para sobreviver.

Assim como Jesus irritou Pilatos, recusando-se a proferir algumas palavras para salvar sua vida — “Você não percebe que tenho o poder de te libertar ou crucificar?”, Perguntou o despreocupado procurador (João 19:10) — seus discípulos e incontáveis ​​outros Cristãos antigos desafiaram o Império Romano, levando vários imperadores a lançar o que, pelo menos até agora, eram consideradas as piores perseguições da história dos Cristãos; e hoje, incontáveis ​​Cristãos modernos continuam sofrendo e sendo assim punidos pelos seus senhores totalitários e supremacistas — da Coréia do Norte a todos os cantos do mundo Muçulmano — pelas mesmas razões.

[i]Samuel M. Zwemer, The Law of Apostasy in Islam: Answering the Question Why There are So Few Moslem Converts, and Giving Examples of Their Moral Courage and Martyrdom (London: Marshall Brothers, 1916), 25.

[ii] Uso o termo “fascista (s)” aqui no sentido popular — como num regime não-Cristão que “reprime forçosamente a oposição e a crítica” — e não em referência a qualquer partido ou governo fascista particular história.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis