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O “Moderno” Líder Sufi Tabandeh

Fonte/Source: Sufismo Sem Camuflagem (Muito Além de Stephen Schwartz)


O “Moderno” Líder Sufi Tabandeh

Por Tiao Cazeiro

Evitei propositadamente comentar o artigo “Xiismo, Sufismo e Gnosticismo”, traduzido e publicado recentemente neste blog, para que todos pudessem refletir sem nenhuma influência.

A maioria das pessoas tem opinões a respeito de muita coisa, entretanto o que diferencia uma das outras são as camadas sedimentadas de interpretações prévias que atuam sem que a gente se dê conta disso. De qualquer forma, o importante é identificar esses pensamentos sedimentados, e ter coragem de enfrentar os fatos, a dura realidade, como num xeque-mate.

O próprio Sufi Tabandeh, um moderno líder Sufi Iraniano, um homem extremamente culto, — com Ph.D em Direito pela Universidade de Paris (1957), — venerado e chamado de, se estou correto, His Holiness Hajj (Sua Santidade Peregrino), descreve os estágios gnósticos (‘irfani) no artigo “XIISMO, SUFISMO E GNOSTICISMO”. Eis aqui um pequeno trecho:

“Ele só sabe que é um ponto preto, na medida em que sabe apenas que há algo lá. Quando se aproxima mais um pouco, vê que esse ponto preto se torna uma linha reta. Então ele reconhece, isto é, adquire a gnose, de que aquela coisa longe é um corpo longo.”

Em outras palavras, diante da crise atual no Irã, observar a famosa comunidade Dervish Gonabadi, como o ponto preto, — que está mais uma vez sob pressão total do regime opressor Iraniano e literalmente em guerra nas ruas para proteger o seu símbolo maior, o famoso Sufi Tabandeh, com 90 anos, — desperta simpatia pelos Sufis e o desejo sincero de que consigam orientar o povo Iraniano diante de tanta opressão e tristeza.

Por outro lado, como nos estágios gnósticos, quanto mais avançamos e mais próximos ficamos dos Sufis, percebemos que aquele ponto preto é uma linha reta, e que aquela coisa longe nada mais é do que um corpo longo e cheio de ódio contra os não-Muçulmanos, e isto, infelizmente, derruba de vez a ideia de que o Sufismo é a “tradição pluralista e tolerante do Islã”.

Em “O Lado Sinistro do Sufismo” vimos que

“Durante séculos o credo e a música Sufi vêm repercutindo como grandes símbolos de espiritualismo, promoção de paz e harmonia entre os Hindus e os Muçulmanos. O conceito inteligentemente marketeado da espiritualidade Sufi tem sido inquestionavelmente aceito como marca da unidade Hindu-Muçulmana. Mas como acontece com a maioria dos mitos, a história se torna a primeira vítima.” —  Ram Ohri – IndiaFacts (Truth Be Told)

O excerto a seguir, retirado do brilhante artigo escrito por Robert Spencer intitulado “SUFISMO SEM CAMUFLAGEM (MUITO ALÉM DE STEPHEN SCHWARTZ)”, traduzido e publicado neste blog, mostra claramente o lado sinistro da Sua Santidade Peregrino Dr. Nour Ali Tabandeh. Infelizmente, e com todo respeito, o Sufismo está longe da “gnose” que as pessoas imaginam ou gostariam de ver.

É pertinente perceber que enquanto uma revolução acontece no Irã, matando e torturando dezenas de pessoas, podendo chegar a centenas, o mundo apoia o população Iraniana, principalmente as mulheres, enquanto as lideranças Muçulmanas e parte da população despejam ódio contra os não-Muçulmanos.


SUFISMO SEM CAMUFLAGEM
(MUITO ALÉM DE STEPHEN SCHWARTZ)

Por Robert Spencer – Jihad Watch

Tabandeh — His Holiness Hajj Dr Nour Ali Tabandeh (Majzoob Ali Shah)

Este moderno líder Sufi escreveu um tratado inteiro contra vários elementos da Declaração Universal dos Direitos Humanos por estarem em desacordo com a Lei Islâmica: uma “Perspectiva Islâmica“, na Declaração Universal dos Direitos Humanos [3]. Segundo o Professor Eliz Sanasarian da Universidade de Southern California, que analisou a situação das minorias religiosas da República Islâmica, o prospecto de Tabandeh se tornou “o núcleo do trabalho ideológico sobre o qual o governo Iraniano… baseou a sua política aos não-Muçulmanos.” [4] Suas visões sobre os não-Muçulmanos, diz Sanasarian, foram postas em práticas “quase que literalmente na República Islâmica do Irã.” [5]

Tabandeh inicia sua discussão louvando o Shah Ismail I (1502-1524), o fanático, repressor e fundador [6] da dinastia Safavid, como um campeão “dos oprimidos.” [7] Ele reafirma a inferioridade tradicional dos não-Muçulmanos em relação aos Muçulmanos como sacralizada pela Sharia:

Assim, se [um] muçulmano comete adultério, sua punição é: 100 chicotadas, raspar a cabeça, e um ano de exílio. Mas, se o homem não for Muçulmano e comete adultério com uma mulher Muçulmana à grande penalidade é a execução… Da mesma forma, se um Muçulmano deliberadamente assassinar outro Muçulmano ele cai sob a lei de retaliação e deve por lei ser condenado à morte pelo parente mais próximo. Mas, se um não-Muçulmano morrer nas mãos de um Muçulmano e que por hábito, ao longo da vida, foi um não-Muçulmano, a pena de morte não é válida. Em vez disso o assassino Muçulmano deve pagar uma multa e ser punido com o chicote. [8]

Como o Islã considera os não-Muçulmanos em um nível mais baixo de crença e convicção, se um Muçulmano matar um não-muçulmano…  então sua punição não deve ser a morte retaliatória, uma vez que a fé e a convicção de que possui é mais elevada do que a do homem morto…  Mais uma vez, as punições ao culpado não-Muçulmano por adultério com uma mulher Muçulmana são aumentadas porque, além do crime contra a moral, o dever social e religião, ele cometeu um sacrilégio; ele desgraçou um Muçulmano e, assim, lançou desprezo sobre os Muçulmanos em geral, e por isso deve ser executado. [9]

O Islã e os seus seguidores devem estar acima dos infiéis, e nunca permitir que não-Muçulmanos adquiram domínio sobre eles. Desde o casamento de uma mulher Muçulmana com um marido infiel (de acordo com o versículo citado: ‘Os homens são os guardiões das mulheres’) significa que sua subordinação a um infiel, de fato, torna o casamento anulado, porque não obedece às condições previstas para fazer um contrato válido. Como na Sura (. ‘A Mulher para ser Examinada’, LX v 10), afirma: ‘Vire-as, mas não de costas para os infiéis: pois não são lícitas a infiéis nem são os infiéis lícitos a elas (ou seja, no casamento). [10]

Tabandeh não é uma aberração entre os Sufis. Ele segue a tradição dos Sufis Turcos dervixes cujo fanatismo violento contribuiu para a Islamização forçada dos Cristãos nativos da Ásia Menor (consulte a documentação abundante sobre isto no monumental trabalho de pesquisa do Professor Speros Vryonis intitulado The Decline of Medieval Hellenism in Asia Minor and the Process of Islamization from the Eleventh Through the Fifteenth Century”, Berkeley, 1971, pp. 340-43, e especialmente o capítulo 5, pp. 351-402).

Tabandeh deve também, sem dúvida, ter observado com aprovação os prospectos contra os não-Muçulmanos produzidos por proeminentes teólogos Sufis Indianos no séculos 17 e 18, incluindo professores Sufis, tratados como celebridades, como Sirhindi e Shah Walli Allah.


 

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XIISMO, SUFISMO E GNOSTICISMO

Fonte/Source: Shi‘ism, Sufism and Gnosticism


Por Tiao Cazeiro

A comunidade Dervish Gonabadi está mais uma vez sob pressão total do regime Iraniano, literalmente em guerra nas ruas. Ativistas publicaram imagens recentes (3/2/18) mostrando membros da comunidade impedindo a prisão do famoso líder Sufi Dr. Noor Ali Tabandeh, pelas forças de segurança do estado, a IRGC Basij.

Ridicularizando o que ele descreveu como “comportamento provocativo”, o líder de 90 anos dos Dervixes de Gonabadi citou em sua mensagem de voz: “Muito trabalho foi feito para manter a paz no país, embora às custas de ser espancado em nossas cabeças; ainda assim, o país está calmo, mesmo assim. Não o perturbe [a paz] em vão. Não há ninguém que ameace minha vida ou minha casa. Eles querem um show off. Esta é uma abordagem errada.”


XIISMO, SUFISMO E GNOSTICISMO

Por Dr. Hajj Nour Ali Tabandeh

Dr. Hajj Nour Ali Tabandeh

Xiismo, Sufismo E Gnosticismo [1]

“Meu Senhor! Expande meu peito, e facilite o meu trabalho, e afrouxe o nó na minha língua para que possam entender o meu discurso.” [2]

Com relação ao Xiismo e o Sufismo — duas palavras denotando a mesma realidade, entretanto, scholars contemporâneos, especialmente os Ocidentais, têm cometido vários erros.

Esses erros foram cometidos por ignorância ou intencionais. Desde o começo, a missão de alguns era criar corrupção dentro do Xiismo e instigar o sectarismo dentro do Islã, fornecendo informações ao seu próprio aparato colonialista. Muitos chegaram à mesma conclusão com sinceridade, embora fossem explorados por outros.

O primeiro erro que cometeram sobre esse problema foi no que diz respeito à data do surgimento histórico do Xiismo. Alguns dizem que começou após o falecimento do Imam ‘Ali, que a paz esteja com ele. Outros dizem que apareceu após o martírio do Imam Husayn, que a paz esteja com ele. Há outras opiniões desse tipo também. Seu erro é fazer confusão entre a aparência de um nome com a aparência de sua denotação. Enquanto um nome pode aparecer ou ser aceito em qualquer momento, não desempenha nenhum papel na questão principal. Quando uma escola de pensamento está em questão, não se deve prestar atenção a meros rótulos. Da mesma forma como os Xiitas eram às vezes chamados de Xiitas de ‘Ali e às vezes de Shu’ubites [3], porque os Xiitas se apegaram a este verso do Alcorão em que Deus [sic] diz:

[Alcorão 49:13] Ó humanos, em verdade, Nós vos criamos de macho e fêmea e vos dividimos em povos e tribos, para reconhecerdes uns aos outros. Sabei que o mais honrado, dentre vós, ante Deus, é o mais temente.” [4]

Isso porque havia não Árabes que se converteram ao Islã e que esperavam que não houvesse diferença entre eles e os Árabes. Infelizmente no entanto, entre os califas, com exceção do Imam ‘Ali e o Imam Hasan, tais diferenças eram mais ou menos feitas. Em reação a isso, os Xiitas se referiram a esse verso. Havia também uma período durante o qual eram chamados de Rafidi, que significa “aqueles que abandonaram sua religião.” Deste modo, os Xiitas foram chamados por uma variedade de nomes, mas, como foi mencionado, a aparência de um nome não é motivo para a ausência anterior de denotação.

[1] Este artigo foi escrito em resposta a uma carta inquirindo sobre as relações entre Xiismo, Sufismo e Gnosticismo. O autor se explicou em linguagem simples a pedido do correspondente. Foi publicado em Persa no Journal Erfàn-e Iran, (2000) Vol. 2, nº 7, 11-23.

[2] Alcorão (20: 25-28)

[3] Esta palavra vem de sha’b que significa povo, nação ou tribo. [Tr.]

[4] Alcorão (49:13).

Gonabadi Dervishes Celebrando Eid Al-Fitr em Teerã, Capital do Irã.

Temos que observar a diferença entre as visões Xiitas e Sunitas dentro do Islã, e quais são os princípios para que possamos discernir quando o Xiismo se originou, com base no surgimento de seus princípios.

Após o falecimento do Profeta (Muhammad/Maomé), ‘Ali, ‘Abbas, o tio do Profeta, e talvez algum dos outros Hashimites ocuparam-se com o enterro. Enquanto estavam ocupados, um grupo reuniu-se em um lugar conhecido como Saqifah Bani Sa’idah, e nomearam Abu Bakr como califa em um processo narrado na história. Assim Abu Bakr tornou-se o primeiro califa. Depois de Abu Bakr, ‘Umar tornou-se califa e depois dele ‘Uthman. O quarto foi ‘Ali, que a paz esteja com ele.

Desde o início, após o falecimento do Profeta, aqueles que desaprovaram o evento de Saqifah Bani Sa’idah disseram que, assim como o Profeta não foi selecionado por nós, mas escolhido por Deus, da mesma forma, seu sucessor não deveria ser selecionado pelas pessoas, e as pessoas não têm o direito de fazer isso, mas deveria de acordo com a vontade de Deus.

Eles continuaram, pois o nosso Profeta é o último dos profetas, não há mais revelações, mas, porque qualquer coisa que o Profeta disse equivale à revelação, como é explicitamente afirmado pelo verso “Nem fala por capricho. Isso não é senão a inspiração que lhe foi revelada.” [5] aquele nomeado pelo profeta é nomeado pelo próprio Deus. O Profeta nomeou ‘Ali para ser seu sucessor em vários momentos durante sua missão. Portanto, o sucessor do Profeta é ‘Ali, e não alguém nomeado pelo povo.

Aqueles Sunitas que aceitam o evento de Saqifah dizem que, como as pessoas estavam reunidas lá e escolheram o califa, a escolha deles é válida, e ele é o califa (embora, essa posição também tenha sido criticada, já que todas as pessoas ou os chefes e tomadores de decisão não estavam presentes).

Historicamente falando, não há dúvida que depois do Profeta, Abu Bakr, em seguida ‘Umar, em seguida ‘Uthman, em seguida ‘Ali, e em seguida Imam Hasan tornou-se califa.

Mas os Xiitas dizem que a verdadeira sucessão do Profeta, isto é, o seu califado espiritual, é o certo, ou melhor, o dever de ‘Ali. A principal diferença e desacordo ocorrem deste ponto. Os seguidores de Abu Bakr, ‘Umar e ‘Uthman foram nomeados Sunitas, enquanto os seguidores de ‘Ali e Imam Hasan eram chamados de Xiitas.

Então a principal diferença entre Xiitas e Sunitas é que o último permite que as pessoas escolham o califa enquanto o primeiro acredita que o califado deve ser determinado de acordo com a ordem e o decreto do Profeta.

É óbvio que ‘Ali foi nomeado pelo Profeta, e como sempre deve ter um representante divino na face da terra, depois de ‘Ali, quem for nomeado por ele será o califa, e assim por diante. Se tomarmos essa diferença em consideração, veremos que a base do Xiismo apareceu imediatamente após o falecimento do Profeta, mas não se pode dizer que tenha ocorrido. A diferença já estava presente, mas durante a vida do Profeta isso não emergiu porque não havia nenhuma razão para isso. Após o falecimento do Profeta, as diferentes inferências tornaram-se aparentes.

[5] Alcorão (53: 3-4).

Assim, o Xiismo apareceu desde o momento da morte do Profeta. Entretanto, mais tarde, o Islamismo Xiita e Sunita atraiu outros materiais e ideias enquanto avançava no decorrer da história para que cada uma delas se transformasse num sistema de regras e ideias. Os princípios básicos do Xiismo são os mencionados acima. Poderíamos dizer que todo poeta, escritor e Sufi é um Xiita que acredita no walayah de ‘Ali, isto é, que ‘Ali é o sucessor imediato e verdadeiro do Profeta, e que este é o seu direito exclusivo. Considerando este ponto, pessoas como Sa’di, Hafiz e Rumi, e em geral, todos os grandes Sufis eram Xiitas.

Se diferem de acordo com seus preceitos jurisprudenciais, essa diferença é irrelevante à questão básica, assim como existem inúmeras questões na lei Islâmica sobre as quais juristas Xiitas e Sunitas discordam que também circulam entre os próprios juristas Xiitas. No entanto, o ponto básico é que alguém que acredita no walayah de ‘Ali pode ser considerado Xiita. Portanto, como já mencionamos, o Xiismo surgiu logo após o falecimento do Profeta, embora seus ensinamentos já estivessem presente. Isto não era evidente porque não havia oponente para negá-los.

Quando scholars estrangeiros não-Muçulmanos investigam uma ideia, não envolvem a escola de pensamento em si e seus princípios; em vez disso, se concentram nos fenômenos exteriores. Portanto, como ‘Ali às vezes ajudava os califas a cumprirem as regras da lei Islâmica, tais scholars não consideram que esse período seja o da existência ou surgimento do Xiismo. Tomam como critério deles, para o surgimento do Xiismo, o tempo em que surgiram diferenças entre ‘Ali e os califas. Claro, esse erro também persuadiu os pesquisadores Muçulmanos, especialmente aqueles que são ignorantes da espiritualidade básica dos primeiros Muçulmanos. Ao longo da história sempre houve inúmeros desentendimentos entre essas duas idéias — a Ideia Xiita de nomeação do líder, e a ideia Sunita de eleição.

Os califas estavam constantemente ocupados com a destruição da ideia Xiita através de vários meios, e até perseguiram os proponentes dessa ideia, os Xiitas, para que praticassem a dissimulação (taqiyyah) durante todo o período dos Imams, e até mesmo mais tarde. Esta é a causa do encorajamento da dissimulação entre os Xiitas. Com relação a isto, existem histórias famosas, como aquela sobre ‘Ali ibn Yaqtin, que era um ministro de Harun al-Rashid e praticou a dissimulação. Dessa forma, vários Xiitas foram obrigados a se aposentarem para não serem descobertos, e para que pudessem organizar suas ideias e crenças e orientar os outros.

Eles encontraram outro nome na história do Islamismo, esse nome era Sufi, e pouco a pouco o termo tasawwuf (Sufismo) se tornou atual. Não faz diferença o que etimologicamente a palavra Sufismo significa. O que normalmente é dito e no que diz respeito a, é que tasawwuf deriva da raiz suf, que significa lã, e que tasawwuf significa estar usando roupas de lã. Os Sufis geralmente usavam lã e há relatos de que os profetas também vestiam lã. Como a lã é especialmente grosseira, e é desconfortável para o corpo, não se pode dormir muito tempo com isso, e o mantém acordado para orar.

É por isso que uma história do livro Tadhkirah al-Awliyya [6] foi escrita, de acordo com alguém (Sufiyan Thuri) que encontrou o Imam Ja’far Sadiq, que a paz esteja com ele, na estrada. Ele viu que o Imam estava vestindo uma roupa cara feita de seda e lã (khazz), [7] então, foi até ele e depois de cumprimentá-lo disse:

Ó filho do Apóstolo de Alá! Não é apropriado para você, como o filho do Apóstolo de Alá, usar roupas suaves luxuosas.” O Imam pegou sua mão e colocou-a debaixo da manga. Ele viu que o Imam estava usando uma roupa interior de lã grosseira que irritava o seu braços. O Imam disse: “Esta é para Deus,” enquanto mostrava a roupa de lã; “E esta é para as pessoas,” disse, mostrando para a roupa macia.

[6] Sheik Faríd al-Dín ‘AììàrTadhkirah al-Awliyyà, Muåammad Isti’làmí, ed. (Tehran: Zavvàr, 1363/1984), [15].

Dr. Hajj Nour Ali Tabandeh

A ocorrência de tal história e tal encontro, mesmo que não acreditemos que realmente acontecido, na escrita de Sheik ‘Attar, que diz que a peça de lã é para Deus, indica que os grandes Sufis, que na época tinham como chefe Hazrat Ja’far Sadiq, considerava o vestuário de lã áspero como um sinal de adoração e preparação para o culto.

Em qualquer caso, aparentemente, é mais adequado considerar a palavra Sufismo (tasawwuf) como sendo derivada da raiz (lã). Na verdade, existe um outro nome que foi aplicado a este grupo, [isto é, os Xiitas] que ganhou repercussão. Da mesma forma, vemos isso hoje, por exemplo, em um país cujo governo é contra o Islã e que se proclama secular, dissolver um partido Islâmico e destruír seu nome; mas o mesmo grupo sob um nome diferente forma um outro partido, e por um tempo continua suas atividades. O Xiismo procedeu da mesma maneira, isto é, na história do Islamismo, o Xiismo se mostrou sob outro nome, ou seja, Sufismo.

A base do Sufismo desde o início, em relação às doutrinas, foi assim porque o sucessor do Profeta é ‘Ali, e porque entre os companheiros do Profeta, ‘Ali era o mais excelente. No entanto, na prática eles tinham vários estilos de vida, da mesma maneira que os Xiitas acreditam que todas as idades têm seus próprios requisitos. ‘Ali, por exemplo, teve uma vida exteriormente humilde e pobre. Apesar de ter fundado muitas palmeiras através de seu próprio trabalho, recebeu doações de todos e nunca tirou proveito próprio. Em contraste, Imam Ja’far Sadiq teve uma vida externa de luxo e riqueza. Cabe ao Imam, a grande pessoa de seu tempo, decidir de acordo com as demandas dos tempos em que vive. Assim, no decorrer da história, descobrimos que às vezes o Sufismo assume a forma de ascetismo e reclusão, e em outras ocasiões, ou no caso de certas pessoas, aparece como atividade social e luta (struggle).

Do mesmo modo, observamos diferentes estilos de vida ao longo da história, mas nenhum deles é a base do Sufismo. O fundamento do Sufismo é nada mais que um executor (wasayat) [8] e walayat, e não outros assuntos estranhos.

Os outros assuntos surgiram ao longo da história por causa das demandas dos tempos. O mesmo erro que surgiu em relação ao Xiismo e a palavra tashayyu’ também apareceram em relação ao Sufismo. Alguns dizem que pela primeira vez apareceu no segundo/oitavo século. Consequentemente, todo escritor parece ter sua própria teoria, no entanto, o Sufismo é a própria essência e significado de Xiismo.

[7] Existe uma razão para as diferenças nas vidas dos Imams, por exemplo, Hazrat Ja’far Sadiq e Imam Hasan com ‘Ali, e este é outro problema que temos de passar por um momento.

[8] Wasayat significa que o sucessor deve ser nomeado de acordo com o testamento final do antecessor, não pela eleição do povo.

Na história do Xiismo, algumas pessoas prestaram mais atenção às regras da lei Islâmica, e apresentaram suas teorias a respeito disso. São eles os fuqaha (juristas da lei Islâmica).

Outro grupo de Xiitas deu prioridade às questões doutrinárias e ao caminho da perfeição em relação a Deus. Estes são os Sufis. Na verdade, eles são, como a expressão a seguir, como os dois braços de um corpo. No entanto, muitas vezes, sem perceber isso, alguns afirmam que há oposição entre esses dois grupos. Muitos Orientalistas fazem o mesmo, porque quanto mais oposição entre eles, mais os Orientalistas se beneficiam.

A base e o espírito do Islã estão no Xiismo e o espírito do Xiismo está no Sufismo. O Sufismo não é outro senão o Xiismo, e o Xiismo real nada mais é que o Sufismo.

É aqui que os pesquisadores encontraram outro terreno, mas um terreno que também cria cismas. Somente Deus sabe se isso foi deliberado ou não intencional. De qualquer modo, alguns dizem que o Sufismo foi criado para destruir o Xiismo e para estragar o Islã. Eles fizeram alguns pseudo-Sufis a seu critério, e se referiram a alguns pretendentes do Sufismo que não prestaram atenção aos assuntos espirituais ou cujos links de suas fontes estavam partidos. Como no Sufismo, de acordo com os princípios do Xiismo, apenas aqueles que foram explicitamente nomeados pelo guia anterior e um pir (um santo Muçulmano ou um homem santo), merecem liderança e orientação das pessoas, e todos concordam que essa permissão de orientação continuará até o dia da ressurreição.

No entanto, os doze Xiitas acreditam que durante a ocultação do Imam, aquele que for nomeado pelo Imam só tem o direito de fazer bay’at [9] com os fiéis. Ele também tem o direito de nomear seu sucessor, de modo que a corrente continue. Portanto, aquele que a permissão chegar de mão em mão ao Imam tem liderança legal, legítima e orientação, e de outra forma sua corrente estará partida. Quantos tiveram suas correntes quebradas, mas com base em suas próprias opiniões pessoais propuseram questões como Sufismo que não fazem parte do Sufismo. Há um pequeno número de pesquisadores que notaram isso. Por exemplo, em um livro que foi traduzido em Farsi, Místicos e Comissários, [10] os autores, Alexander Bennigsen e S. Enders Wimbush, analisaram o Sufismo na antiga União Soviética e disseram que o Sufismo não é uma seita e nem um movimento de renegados, mas uma parte inseparável do verdadeiro Islã. Os analistas Ocidentais, em particular, são aptos para fecharem os olhos para essa realidade, e se referem repetidamente ao Sufismo como um fenômeno estranho ao Islamismo, e mesmo como um desvio disso. Desde as antigas forças da ex-União Soviética que se opunham à religião estavam no poder do governo, o pesquisador que investigar as condições na União Soviética chegará a esta conclusão [que o Sufismo não é separado do Islamismo].

Outro argumento frequentemente mencionado por alguns Orientalistas é que o Xiismo, e de acordo com outros, o Sufismo, era uma maneira pela qual os Iranianos combatiam a governança dos Árabes depois que os mesmos conquistaram seu país e derrotaram sua dinastia real e governo. Eles argumentam que foi assim que os Iranianos mostraram sua reação, e que a história de grande parte da resistência Sufi deixa claro que foi isso que levou à libertação do Irã das correntes estrangeiras.

No entanto deve-se notar que não foram os Árabes, mas o Islã que conquistou o Irã. Por exemplo, quando os exércitos do Islã vieram ao Irã, conseguiram sua conquista até a cidade de Rayy, e as pessoas se tornaram Muçulmanas. Depois, todos aceitaram o Islã de bom grado.

[9] Com relação ao bay’at, veja o artigo do mesmo autor.

[10] Traduzido em Farsi por Afsaneh Munfarid (Teerã: 1998), p. 214.

A comparação de dois assuntos abrange o caminho para uma compreensão da causa disso. Por um lado, é narrado que Anushiravan convidou os ricos comerciantes do bazar e pediu-lhes que lhe emprestasse dinheiro para realizar a guerra. Depois que terminou seu discurso, um sapateiro disse: “Estou pronto para lhe dar todo valor que você precisa, não como um empréstimo, mas como um presente. Existe apenas uma condição, que você permita que meu filho se alfabetize e estude.” Anushiravan ficou bravo: “Eu deveria permitir que o filho de um sapateiro estude!?” Ele não aceitou. Por outro lado, os comandos do Islã “Procurar o conhecimento é obrigatório para todos os Muçulmanos.” Da mesma forma, após a Batalha de Badr, quando os cativeiros foram trazidos e suas famílias vieram pagar o resgate, o Profeta disse: “Qualquer um desses cativos que ensinar a ler e escrever para sete Muçulmanos será libertado.”

Compare essas duas questões — além do aspecto espiritual, se você apenas olhar para o aspecto externo — quando dois exércitos, um com o primeiro tipo de pensamento e o último, confronte-os, quem sairá vitorioso?

De qualquer forma, é o Islã que conquistou o Irã. Os Iranianos sempre gostaram do Islã e dos Muçulmanos. Todas as suas revoluções contra governos estrangeiros, se fossem realizadas ao mesmo tempo preservando o Islã, alcançariam seus objetivos, como a insurreição de Abu Muslim Khorasani, ou a insurreição de Sarbedaran [contra o Mongóis], ou os Safavids, dos quais os dois últimos eram Sufis, entre outros. Aqueles que fizeram uma revolução apenas pela independência do Irã, mas que estavam realmente contra Islã, não foram vitoriosos. Pessoas como Hashim ibn Hakim (conhecido como al-Muqna’), Maziyar, Babak e Afshin são desse tipo.

Por essa razão, suas dinastias não sobreviveram e muitos deles desapareceram após um curto período de tempo. Não sobrou um traço sequer do seu pensamento. No entanto, os Orientalistas ignoram todos esses fatos e consideram o Sufismo e o Xiismo como revoltas Iranianas contra os Árabes e as interpretam como armas dessa luta, embora o Sufismo seja o mesmo que o Xiismo e o Xiismo é o mesmo que o Islamismo. Evidências históricas disto encontram-se no fato de que a revolta dos Safavids fez com que o Xiismo dominasse o Irã.

Outra questão que causa confusão e erros sobre o problema é que: é dito que o Sufismo é algo diferente de ‘irfan. Verdade, com relação às palavras, elas são duas coisas: nossas expressões diferem, mas Sua beleza é uma. [11] Esta dúvida foi criada há muito tempo; mesmo muitos dos opositores do Sufismo que escreveram refutações sobre isso expressaram sua aprovação do ‘irfan. Eles admitem que alguns estudiosos consideram que o ‘irfan e o Sufismo são os mesmos, mas negam isso.

Agora, vamos ver brevemente o que o termo irfan significa. Literalmente, ‘irfan é conhecer. Conhecer tem estágios diferentes. Por exemplo, Abraão, que a paz esteja com ele, que sabia, isto é, por sua própria natureza inata (fitrat) entendeu que este mundo tem um Deus e esse Deus governa todas as coisas, tinha algum conhecimento. Quando viu uma estrela, ele disse: “Este é o meu Deus.” Era a estrela brilhante, dizem ter sido Sirius. Mas quando a estrela se pôs, ele disse: “Eu não gosto dos que se põem.”

[11] Este é um ditado Árabe, comumente utilizado na cultura Iraniana e Árabe.

[12] Quando a lua apareceu — a qual, como regra, era uma Lua cheia — ele disse: “Este é o meu Deus.” Mas depois que ela se pôs, pensou novamente e disse: “Isto também se põe. Então, também, não é o Deus do mundo.” Isso significa que ele chegou a um estágio em que sabia que existia um Deus, e que esse Deus tem poder e grandeza, mas que, em sua imaginação primitiva, considerou que este Deus era corpóreo. Então o sol nasceu. Ele disse: “Certamente, isso é Deus.” Mas também se pôs, e ele então disse: “Eu viro o meu rosto para Aquele que criou os céus e a terra.”[13]

Nessa momento, em que reconheceu e entendeu que o Deus por Quem procurava não é um corpo e não é corpóreo, e que é Ele quem criou o céu, a estrela, a lua e sol.

Estes são estágios gnósticos (‘irfani). O estágio mais primitivo da gnose (‘irfan) foi este, o primeiro, no qual Abraão não sabia se o Deus que o criou era corpóreo ou não; que tipo de Deus é Ele? Gradualmente, chegou ao ponto em que Deus no Alcorão diz: “Dessa forma, mostramos a Abraão o reino (malakut) dos céus e a terra.” [14] Assim, todos os que conhecem Deus e percebem que existe um Deus tem um grau de gnose, porque a gnose não é uma questão absoluta. Isto é algo que, como dizem os filósofos, é formado (tashkiki), como a luz e a fé, que tem graus. Começa do menor grau, e se Deus o conceder sucesso, atinge graus mais elevados.

Por exemplo, imagine alguém em um deserto em que lá não há habitação. À distância, ele vê um ponto preto no ar limpo (este ar limpo deve ser entendido como a sua pura intenção). Ele só sabe que é um ponto preto, na medida em que sabe apenas que há algo lá. Quando se aproxima mais um pouco, vê que esse ponto preto se torna uma linha reta. Então ele reconhece, isto é, adquire a gnose, de que aquela coisa longe é um corpo longo. Se continua se aproximando e avança um pouco mais, verá que o corpo tem diferentes ramos. Percebe que é uma árvore com ramos. À medida que avança, vê que nos ramos há formas como folhas. Ele percebe que a árvore tem folhas, isto é, está viva. Ele vê que elas se agitam e sussurram. Entende que são afetadas pelo vento. Ao avançar, percebe que há coisas penduradas na árvore. Percebe que a árvore dá frutos. Avançando ainda mais, vê que o a fruta é uma maçã, ou tal e tal fruta. Assim, ele encontra a gnose (‘irfan). Quando chega bem perto e prova a maçã ou qualquer outra fruta, descobre que é doce.

Os mesmos graus de gnose aparecerão para quem segue o caminho do conhecimento de Deus. A gnose e o conhecimento de Deus ocorre da mesma maneira. Portanto, quando alguém é identificado como um gnóstico (‘arif) não significa que tenha algo do qual os outros estão absolutamente privados, e que ele tenha tudo. Ser gnóstico também tem graus. Existe um gnóstico e aquele que é mais que um gnóstico. O caminho para alcançar a perfeita gnose, isto é, a perfeição da gnose, é chamado de Sufismo. Isso significa que o Sufismo é a maneira prática de alcançar a gnose (‘irfan).

[12] Alcorão (6:76). [13]  Alcorão (6:79). [14] Alcorão (6:75).

Assim, o Sufismo e a gnose (‘irfan) são duas palavras que significam a mesma coisa, ou elas podem ser pensadas como os dois lados da mesma moeda, ou podemos dizer que a primeiro mostra o caminho e a último o resultado da caminhada. De qualquer modo, ambas são um e dois.

A oposição que agora volta e meia é reivindicada no Irã, existindo entre a gnose e o Sufismo, pode ser devido à má situação política. Eles não podem dizer coisas ruins sobre a gnose (‘irfan) porque muitas das grandes figuras a apreciaram, e isto é geralmente venerado. Por outro lado, não podem aceitar o Sufismo porque pode danificar sua vida mundana. Por isso, dizem que a gnose (‘irfan) é algo diferente do Sufismo. Há pessoas que anteriormente estavam seguindo o caminho do Sufismo e mais tarde se opuseram a ele e escreveram rejeições a ele. Para fortalecerem suas rejeições e para se desvincularem de seus passados, dizem que a gnose (‘Irfan) é bom, mas que é diferente do Sufismo. Continuam na medida em que muitos da geração mais velha estavam equivocados e pensaram que estes dois eram um. A partir disso é evidente que muitas das grandes figuras do passado atestaram esta verdade.


Tradução: Tiao Cazeiro — Muhammad e os Sufis

A SOLUÇÃO PARA PARAR O ISLAM

Fonte/Source: Iranian-American Human Rights Activist Warns of Devious Islamic Threat That Will Topple the U.S. Constitution.


A SOLUÇÃO PARA PARAR O ISLAM

POR TIAO CAZEIRO

9 de Janeiro de 2017

Aynaz “Anni” Cyrus

Neste artigo, Aynaz “Anni” Cyrus apresenta uma ‘solução para parar o Islam‘ através de um poderoso e humanístico plano.

Este vídeo infelizmente não está legendado em Português.

O artigo está divido em duas partes. Na primeira, — para quem ainda não a conhece, — apresentarei Aynaz, uma pessoa absolutamente bonita, adorável e muito forte. Na segunda, vou mostrar a solução para parar o Islam, sugerida por Aynaz.

O texto a seguir foi retirado do próprio site da Aynaz e inseri apenas o relevante.


Live Up to Freedom

Sobre a autora Aynaz “Anni” Cyrus

Aynaz ficou noiva quando criança em seu país de origem, o Irã. Seu pai é um sheik e sua mãe uma professora de Alcorão.

Foi abusada e presa quando adolescente. Escapou para a América e agora defende mulheres e meninas que sofrem sob a lei Sharia.

Sua missão é trazer esperança e cura para mulheres e meninas que tiveram a infelicidade de serem expostas à praga da ideologia Islâmica. Ela experimentou, in loco, os horrores de viver sob a teocracia Islâmica no Irã.

Aynaz “Anni” Cyrus é uma Iraniana que rejeitou o Islam e fugiu do Irã para a América legalmente na adolescência. Foi para os Estados Unidos após vários anos de perseguição, tortura e prisão.

Aynaz foi chicoteada ao todo 109 vezes em várias ocasiões. Foi também estuprada, espancada, torturada e vítima de vários horrores quando vivia sob a mão pesada do Islam; foi encarcerada 12 vezes antes de chegar aos 14 anos de idade pelo simples motivo de cantar em público, sem perceber, que os cabelos estavam à vista sob o seu hijab.

Aynaz conhece profundamente a séria situação das mulheres Muçulmanas que vivem sob a Lei Sharia. Testemunhou o suicídio de mulheres, desesperadas por não poderem abandonar o Islam, e viu o seu melhor amigo ser selvagemente sodomizado por guardas na prisão; sem dúvida alguma está muito familiarizada com a horrorosa perseguição imposta pela crueldade do Islamismo.

Aynaz foi vendida para casar quando muito jovem e o divórcio foi negado pelo seu marido, um homem violento e abusivo, simplesmente por ser mulher. Ela jurou escapar e se tornar uma voz para aquelas mulheres silenciadas, oprimidas e crianças que vivem num pesadelo diário, coisa que a maioria de nós não tem a mínima noção do que isso representa.

Finalmente, tomou coragem e fugiu da opressão, agora vive como cidadã Americana e faz da sua vida uma missão, para levar a todos a verdade sobre a ameaça do Islamismo, que o politicamente correto e a parcialidade da mídia ignoram.

Aynaz trabalha para proteger e defender os direitos das mulheres e meninas sob a opressão da Lei Sharia em todos os lugares. Luta para aumentar a conscientização sobre sua situação através de vídeos virais informativos, entrevistas de rádio, postagens em blogs e em seu website “Live Up To Freedom”.

A crítica de Aynaz ao Islam e os esforços para conscientizar as pessoas sobre a violenta ideologia Islâmica resultaram em ameaças de morte no exterior e nos Estados Unidos. No entanto, continua trabalhando, com espírito inabalável, sempre franca e corajosa, como uma leoa atravessando o Serengeti.

Com base no conhecimento e na experiência de primeira mão, ela se manifesta contra práticas como mutilações genitais femininas, homicídios de honra e aplicações da Lei da Sharia que justificam o espancamento, o apedrejamento e o estupro.

O intelecto e a astúcia de Aynaz foram ignorados quando jovem no Irã, apesar de serem classificados como “excepcionais” num exame nacional de inteligência e escolástica. Foi negada a ela a oportunidade de cursar o ensino médio. Mas, através da força de vontade e tenacidade, não permitiu que isso a impedisse. Hoje ela é uma especialista em gráficos e desenvolvedora de website, e produtora de rádio digital.

Além de vídeos no Facebook e YouTube, alguns de seus trabalhos mais impressionantes é a produção do programa online The Glazov Gang com Jamie Glazov, além de manter o seu próprio show online “The Unknown“, onde educa e informa sobre a realidade do Islam e as ameaças que os Americanos e defensores da liberdade enfrentam.

Além de manter seu site ‘Live Up to Freedom’, possui um espaço aéreo regular na rede LUTF. Você pode ouvi-la todos os Sábados no show. Visite o site ‘Live Up to Freedom’ para obter mais informações.

Aynay é uma mulher extremamente corajosa; defensora da verdade, que continua trabalhando incansavelmente para ajudar as pessoas oprimidas sob a ameaça da Lei Sharia. — (Cyrus, A., 2016).


A SOLUÇÃO PARA PARAR O ISLAM”

Uma ideia simples e muito bem-vinda, principalmente de alguém que sabe o que está falando. Na verdade não é uma ideia nova, mas a atitude e o incentivo sim.

Em suma, no vídeo, Aynaz pede a todos que leiam o Alcorão, principalmente as quatro suras chamadas de Surah An-Nisa, “A Mulher”.  De acordo com ela, — que tem uma mãe professora de Alcorão — essas suras reduzem a mulher ao absoluto nada. Leia:

Surah An-Nisa 4:3 — “Se temerdes ser injustos no trato com os órfãos, podereis desposar duas, três ou quatro das que vos aprouver, entre as mulheres. Mas, se temerdes não poder ser equitativos para com elas, casai, então, com uma só, ou conformai-vos com o que tender à mão. Isso é o mais adequado, para evitar que cometais injustiças.”

O trecho marcado em vermelho, é conhecido em Inglês como: “those your right hand possesses” traduzido como “aquelas que a sua mão direita possui”. Esta frase é conhecida mundialmente como “as mulheres cativas que você possui”. Em outras palavras, ‘escravas sexuais‘. Isto é dito por todos os scholars como Raymond Ibrahim, Robert Spencer etc.

Eis aqui o texto em Inglês para quem quiser conferir, incluindo o link: Quran.com online.

SAHIH INTERNATIONAL (Surah An-Nisa 4:3)— “And if you fear that you will not deal justly with the orphan girls, then marry those that please you of [other] women, two or three or four. But if you fear that you will not be just, then [marry only] one or those your right hand possesses. That is more suitable that you may not incline [to injustice].”

Aynaz menciona ainda que quando muito jovem questionou porque Alá só se comunicava em Árabe e não em outra língua, “ele deveria saber muitas línguas, já que criou o mundo”; questionou também por que Alá criou a mulher para ser explorada sexualmente, estuprada, espancada, anulada etc. Claro, ela foi punida por isso.

Concluindo, ela tem razão e essa ideia gerou um artigo no site do Robert Spencer, porque é óbvio e simples. Todos precisam ler o Alcorão para ver o que Alá e o seu mensageiro Muhammad(Maomé) obrigam aos seus seguidores.

É um livro que todas as pessoas precisam ter pois só assim compreenderão o que milhares de pessoas estão dizendo ao redor do mundo, que o Islam é uma ideologia extremamente violenta e que prega o ódio e a perseguição aos Judeus, Cristãos e demais religiões. O Islamismo tem como missão dominar o mundo todo, subjugando todos aqueles que não se converterem ao Islam, ou então terão que pagar a Jizya (imposto de proteção) para não morrer.

O Alcorão vendido no Brasil é traduzido como “Deus” ao invés de “Alá”. O correto é “Alá”, pois de acordo com o próprio Alcorão: “Não há Deus senão Alá“.  A sura a seguir pode ser visualizada online aqui. A única alteração que fiz foi inserir ‘Alá’ ao invés de ‘Deus’ para ficar como deve ser.

Este texto rejeita totalmente o Cristianismo. 

Alcorão 4.171  
"Ó adeptos do Livro, 
não exagereis em vossa religião 
e não digais de Alá senão a verdade. 
O Messias, Jesus, filho de Maria, 
foi tão-somente um mensageiro de Alá e Seu Verbo, 
com o qual Ele agraciou Maria por intermédio 
do Seu Espírito. 
Crede, pois, em Alá e em Seus mensageiros 
e não digais: Trindade! 
Abstende-vos disso, que será melhor para vós; 
sabei que Alá é Uno. Glorificado seja! 
Longe está a hipótese de ter tido um filho. 
A Ele pertence tudo quanto há nos céus e na terra, 
e Alá é mais do que suficiente Guardião."

Finalizando, eis aqui três sugestões para você adquirir um Alcorão.  Duas em Português e uma em Inglês do sensacional Dr. Bill Warner, diretor e fundador do Political Islam.

Assim você ajuda o blog a prosseguir produzindo artigos de alta qualidade para conscientizar a sociedade Brasileira.

Clique nas imagens para mais informações.

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Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

Por Que Deixei O Islã: A História De Um Iraniano-Americano

Fonte/Source: Why I Left Islam: An Iranian-American Speaks


Nota do tradutor: Procuro sempre deixar o texto o mais próximo possível do original. Entretanto, em alguns momentos o depoimento do Iraniano-Americano se mostra um pouco caótico, mas o autor preferiu dessa forma.


Por Que Deixei O Islã: A História De Um Iraniano-Americano

Por ANDREW HARROD

26 de Abril de 2017

“Vejo muito amor no Cristianismo, vejo muita raiva e ódio no Islã”, disse o meu anônimo interlocutor Iraniano-Americano, no escritório do condomínio em que mora. Meu parceiro de entrevista relatou uma reveladora viagem pessoal, espiritual e geográfica, longe de sua fé Islâmica de infância e da pátria Iraniana até a sua conversão na fase adulta ao Cristianismo na América.

Filho de Iranianos Muçulmanos devotos, “Martin” viveu no Irã até 1974, quando seus pais o enviaram, aos 16 anos de idade, à Inglaterra para cursar o ensino médio. Sem qualquer coerção de seus pais, sua própria devoção o levou aos 12 anos de idade a frequentar as aulas de Alcorão e a praticar o regime Islâmico das cinco orações diárias. No entanto, a lei Islâmica exige apenas que os meninos comecem as orações aos 14 anos de idade.

Martin terminou suas visitas às classes do Alcorão e as orações diárias pouco antes de partir, após a nona série, para a Inglaterra onde a justaposição de sua fé Islâmica e a vida no Ocidente gerou uma crise pessoal. “Eu vivia na Inglaterra, todas as aulas eram mistas, meninos e meninas”, recorda. “Sendo um Muçulmano não devo apertar a mão das mulheres, não devo sair para namorar, não devo beber, e não poderia fazer isso na Inglaterra”. Violar as restrições Islâmicas num país como o Reino Unido, “sem necessariamente envolver sexo. Mas sua vida normal, diária — você não deve fazer isso.”

Em busca de uma solução para o seu dilema pessoal, Martin lembrou de sua formação religiosa dizendo que “no Islã eles têm diferentes classes de pecados”, alguns menores e perdoáveis ​​(saghira), outros graves e imperdoáveis ​​(kabira). Entre estes últimos, sendo um munafiq ou hipócrita, a “forma como aprendi o Islã, nunca é perdoado por Deus. Suponha que você seja ateu e se arrependa no fim de sua vida, Deus o perdoará.” “Mas se você é Muçulmano munafiq, Deus nunca o perdoará”, de tal forma que Martin não queria se declarar Muçulmano enquanto exibia normas Islâmicas. “Me tornei um ateu por razões egoísticas, porque pelo menos havia uma chance de ser perdoado.

Martin permaneceu ateu durante seus anos de faculdade, estudos de pós-graduação e vida subsequente nos Estados Unidos até 2003, quando se casou com sua segunda esposa. Essa mulher Cristã queria um casamento Cristão, e ele professou seu ateísmo ao pastor durante o aconselhamento pré-nupcial. “Fiquei realmente impressionado com a maneira como ele lidou com isso. Você procura um mulá Muçulmano, para casar e diz que é ateu, ele o expulsará imediatamente”, entretanto o pastor não se opôs e casou Martin com a sua congregante. Depois que começou a frequentar os cultos da esposa, o pastor sugeriu a Martin que frequentasse as aulas de educação Cristã, iniciando um processo que levou ao seu batismo em 2013.

Martin oferece interessantes reflexões sobre sua compreensão pessoal das diferenças entre o Cristianismo e o Islamismo. “No Cristianismo você é amado, não importa o quê, por Deus. O pastor que nos casou, um exemplo perfeito, correto, mesmo eu sendo ateu, foi a pessoa mais respeitosa para mim. “Além disso,” na nossa igreja, por exemplo, quando oramos, oramos por outras religiões, rezamos pelas pessoas que nem sequer acreditam em Deus… Você não vê isso no Islã, rezam apenas para si mesmos”.

Em contraste, Martin lembra das classes do Alcorão Iraniano que “a maior parte do Alcorão é sobre como Deus o punirá”. No Islã, Deus muitas vezes “fica bravo com você. Se você ler o Alcorão, tudo se resume em, se você fizer isso você vai se queimar para sempre, se você fizer isso você vai estar com as cobras”, uma vingança ainda mais aterrorizante dado os numerosos legalismos Islâmicos. “O Cristianismo não é uma religião rígida, enquanto o Islã diz o que comer, o que não comer, o que vestir, o que não usar, como fazer amor, como não fazer amor, como ir ao banheiro, eles têm leis para cada coisa que você faz.” Martin lembrou da etiqueta Islâmica do toalete exigindo que uma pessoa entre num banheiro com a perna esquerda, e não se aliviar em direção a ou oposta a Meca.

A alegria pessoal de Martin ao se tornar Cristão contrasta com o desenvolvimento deprimente de sua pátria desde a revolução Iraniana de 1979, que estabeleceu a República Islâmica do Irã. Lembrando seus pais devotos porém tolerantes, ele observa que “eu tenho um problema com o Islã como política, como ideologia, não como uma religião.” “Existem dois tipos de Muçulmanos. Há Muçulmanos religiosos, isso é um assunto privado, é para si, e há esses Muçulmanos políticos, que é essa nova geração desde a Revolução Iraniana”.

Martin tem boas lembranças da “geração do xá” num Irã, onde o governante Mohammad Reza Shah Pahlavi bebeu champanhe e não forçou as mulheres a uso do véu/hijab. “Sob o xá, você queria ir à mesquita, você poderia; você queria ir à discoteca, você poderia”, e seu pai,” tão religioso como era, nunca forçou ninguém a não beber, era problema deles”. Ele tinha clientes Judeus em sua loja de tapetes em Teerã, indicativo de um passado mais tolerante no Irã, em que Martin fez amizade com pessoas de várias minorias religiosas Iranianas.

A experiência pessoal da primeira esposa de Martin, uma Iraniana Baha’í, a qual conheceu e depois se divorciou nos Estados Unidos, exemplificou a repressão da República Islâmica do Irã após a queda do xá. A doutrina Islâmica considera essa comunidade religiosa fundada no Irã como herética e portanto “najis” ou impura. Sua escolha de esposa não era, portanto, incontroversa, e “houve alguma resistência, mesmo dos meus pais, mas aos poucos acabaram amando ela.”

A avó da esposa de Martin morreu em 1981 e a dura repressão da República Islâmica contra os Baha’ís também se estendeu até a morte. Depressivo para a sua esposa, as leis Islâmicas do Irã proibiram funerais públicos e lápides para os Baha’ís, o que significa que “basicamente você tem que enterrá-los como desconhecidos”. Entre várias discriminações contra os Baha’ís na economia e na educação, a “coisa mais cruel é você não poder nem mesmo enterrar seus mortos com respeito.”

As várias visitas de Martin ao Irã pós-revolucionário dificilmente encontraram um paraíso Islâmico:

“Agora há mais alcoólatras no Irã do que sob o regime do xá, porque as pessoas estão fazendo isso em suas próprias casas. O que está acontecendo no Irã, coisas anti-Islâmicas, como o sexo antes do casamento, o consumo de drogas, e muito mais, é completamente diferente quando sob o regime do xá. Basicamente, suas leis rígidas, as leis da sharia, têm tido um grande desempenho.”

Martin lembra que o Irã do xá estava muito mais desenvolvido do que a Coréia do Sul, mas desde 1979 a Coréia do Sul se tornou uma sociedade moderna, enquanto o Irã estagnou, apesar de sua enorme riqueza de petróleo.

Ele visitou o Irã pela última vez em 2002 para o funeral de sua mãe, mas a visão de mal-estar social, como a vício generalizado por drogas e meninas adolescentes transformadas em prostitutas, o comoveu para nunca mais voltar. Outras preocupações, como a de ser preso e usado como um refém político, igual a outros Iranianos com dupla nacionalidade, como o repórter do Washington Post, Jason Rezaian, só reforçou seu voto de que “não tenho vontade de voltar…  Perdi o Irã, para mim o Irã morreu.”

Duas das irmãs de Martin acrescentaram à sua perda usando a sua apostasia Islâmica contra ele, em processos judiciais Iranianos, para reivindicar sua herança. Como observado por seu advogado, suas irmãs declararam no tribunal que seu irmão é agora um kafir, ou infiel, tornando-o inelegível para a herança sob a lei Islâmica da sharia (sua relutância em retornar ao Irã só piorou seu caso legal). Essas irmãs, uma das quais costumavam dançar em clubes, o deixaram perplexo diante da recém-descoberta religiosidade delas após a revolução, e o forte apoio atual delas ao Líder Supremo do Irã, o Aiatolá Ali Khamenei.

Depois de um prolongado processo legal de 11 anos, após a morte de sua mãe, o advogado de Martin só conseguiu ganhar para ele cerca de um vigésimo de sua herança. Suas irmãs “sentiram-se justificadas me enganando, porque de acordo com elas, sou infiel”. “Seu Deus poderia até mesmo recompensá-las basicamente por trair um Cristão, porque de acordo com elas, agora não sou mais seu irmão, estou acabado. E acredite, se pudessem, elas me matariam.

De volta aos Estados Unidos, Martin tem “medo de que os Muçulmanos se tornem poderosos aqui, como na Europa”, onde ocorreram incidentes de vigilância Islâmica como a “patrulha da sharia” na Alemanha. Ele “tive que chutar alguém para fora da minha casa” quando um Muçulmano o visitou com um grupo de amigos de Martin. O Muçulmano “disse, por que você está servindo álcool? Eu disse que esta é a minha casa; não é da sua conta. Eu disse, você não gosta, saia.”

Martin adverte que, com os Muçulmanos observadores da sharia “é assim que eles começam. Oh, você poderia ser respeitoso, é contra a minha religião.” “Esses Muçulmanos, dizem, oh nós somos uma religião de paz e tudo. A única razão de dizerem isto é porque estão em minoria. Eles querem impor seu modo de vida”. Menciona o antecessor de Khamenei, o Aiatolá Ruhollah Khomeini, cuja fatwa de 1989 pediu a morte do escritor Britânico Salman Rushdie; “onde está a paz nisso?”

Martin comparativamente vê os convertidos Americanos ao Islã com profundo ceticismo e os censura pela ingenuidade em relação a sua nova fé. “Quando tiver uma chance, vou perguntar a todas essas crianças aqui convertidas ao Islã: tudo bem, isso é o seu livre arbítrio, mas o que vai acontecer com você se você mudar de ideia?” Qualquer apostasia deles “estarão assinando sua própria sentença de morte” em qualquer circunstância em que a pena de morte Islâmica tradicional para apostasia seria aplicável, como na República Islâmica do Irã; “Esse é o verdadeiro Islã.” “Isso realmente me parte o coração quando vejo crianças, jovens, aqui se convertendo ao Islã sem saber no que estão se metendo”.

A isolada observação otimista de Martin percebe que, apesar da severa repressão, muitos Iranianos estão se convertendo precisamente na direção oposta e ampliando o ranking de membros Iranianos na igreja subterrânea:

“A razão pela qual estão indo para o Cristianismo é basicamente a minha razão, é o amor… Eles experimentaram 38 anos de rígida lei da sharia, que realmente é puro ódio, nada mais, não há amor envolvido, e as pessoas estão mostrando resistência … Eles têm visto do que o Islã é capaz.”


Nota do blog:

Para os versados na língua Inglesa, segue uma lista imperdível de livros essenciais. 

Acesse os links para mais informações:

The Complete Infidel's Guide to Iran (Complete Infidel's Guides)
The Al Qaeda Reader: The Essential Texts of Osama Bin Laden's Terrorist Organization
The Post-American Presidency: The Obama Administration’s War on America
Stop the Islamization of America: 
A Practical Guide to the Resistance.
Germany and the Middle East, 1871-1945
From Time Immemorial: The Origins of the Arab-Jewish Conflict over Palestine
The Decline of Eastern Christianity Under Islam: 
From Jihad to Dhimmitude: Seventh-Twentieth Century
The Truth about Muhammad: Founder of the World's Most Intolerant Religion
The Complete Infidel's Guide to the Koran (Complete Infidel's Guides)

Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

IRÃ: AUMENTO ALARMANTE DE ATAQUES COM ÁCIDO CONTRA MULHERES QUE NÃO ESTÃO ADEQUADAMENTE VESTIDAS COM VÉU

Fonte/Source Iran: Alarming rise in acid attacks against women who are not properly veiled


IRÃ: AUMENTO ALARMANTE DE ATAQUES COM ÁCIDO CONTRA MULHERES QUE NÃO ESTÃO ADEQUADAMENTE VESTIDAS COM VÉU

Por ROBERT SPENCER

20 de Março de 2017

Mulheres que não estão usando o véu/hijab adequadamente: uma indignação, uma provocação.

Encharcando mulheres com ácido por não estarem usando o véu/hijab devidamente: agradando Alá.


Taxas Alarmantes De Ataques Com Ácido No Irã Estão Em Ascensão”, Al Arabiya, 20 de Março de 2017:

Depois de quase um ano de calma, o encharque de pessoas com ácido abrasivo retornou ao Irã, onde uma família de quatro pessoas foi atacada no Sábado em Sharada, na província de Isfahan, o principal destino turístico do Irã.

No mês passado, pessoas não identificadas também atacaram duas mulheres em Maashour, dentro da província de Ahwaz, de acordo com agências de notícias Iranianas.

O Investigador Chefe de Polícia de Isfahan, Sitar Khasraoui, disse em nota à imprensa que as famílias foram levadas ao hospital para o trato de queimaduras. A família composta por pai, 53, mãe, 48, filho, 23, e a filha, 20. Ambos os pais estão em condição crítica…

Relatos nas redes sociais alegaram que as vítimas foram encharcadas no rosto e no corpo porque não estavam devidamente cobertas com o véu/hijab. Foram alvo de assaltantes em motocicletas.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

REPÚBLICA ISLÂMICA DO IRÃ: CARTAZES AMEAÇAM MULHERES COM FOGO DO INFERNO POR NÃO USAREM HIJAB

Fonte/Source: Islamic Republic of Iran: Posters threaten women with hellfire for not wearing hijab

REPÚBLICA ISLÂMICA DO IRÃ: CARTAZES AMEAÇAM MULHERES COM FOGO DO INFERNO POR NÃO USAREM HIJAB

POR ROBERT SPENCER

5 de Fevereiro de 2017

Onde estão as feministas pra esculhambar essa “vagabunda”?

Atrás dessa ameaça com Fogo do Inferno existe uma outra ameaça, sempre presente, de serem brutalizadas ou mesmo mortas por não usarem o Hijab.

O que as feministas têm a dizer sobre Aqsa Parvez, cujo pai Muçulmano a sufocou com seu Hijab depois que ela recusou-se a usá-lo? Ou Aqsa e Amina Muse Ali, uma mulher Cristã na Somália que Muçulmanos assassinaram porque não estava vestindo um Hijab? Ou as 40 mulheres que foram assassinadas no Iraque em 2007 por não usarem o Hijab; Ou Alya Al-Safar, cuja prima Muçulmana ameaçou matá-la e prejudicar sua família porque parou de usar o Hijab na Grã-Bretanha; Ou Amira Osman Hamid, que enfrentou chicotadas no Sudão por recusar-se a usar o Hijab; Ou a garota Egípcia, também chamada Amira, que se suicidou depois de ter sido brutalizada por sua família por se recusar a usar o Hijab; Ou as professoras Muçulmanas e não-Muçulmanas no Colégio Islâmico do Sul da Austrália que foram informadas de que tinham de usar o Hijab ou seriam demitidas; Ou as mulheres na Chechênia que a polícia disparou com bolas de tinta porque não estavam usando Hijab; Ou as mulheres também na Chechênia que foram ameaçadas por homens com rifles automáticos por não usarem Hijab; Ou as professoras da escola primária na Tunísia que foram ameaçadas de morte por não usarem Hijab; Ou as alunas Sírias que foram proibidas de ir à escola a menos que usassem Hijab; Ou as mulheres em Gaza que o Hamas as forçou a usarem Hijab; Ou as mulheres no Irã que protestaram contra o regime por se atreverem a tirar seu Hijab legalmente exigido; Ou as mulheres em Londres que bandidos Muçulmanos ameaçavam matar se não usassem Hijab; Ou a jovem Muçulmana anônima que tirou seu Hijab fora de casa e começou a viver uma vida dupla com medo de seus pais; Ou as quinze meninas na Arábia Saudita que foram mortas quando a polícia religiosa não as deixava deixar o prédio da escola em chamas porque tinham tirado seus Hijabs em seu ambiente exclusivamente feminino; Ou todas as outras mulheres e meninas que foram mortas ou ameaçadas, ou que vivem com medo de ousar não usar o Hijab?

Quem está prestando solidariedade à elas? Quem está falando por elas? Ninguém. Absolutamente ninguém.

Artigo em Urdu aqui.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis