Arquivo da categoria: Egito

Antigo Mosteiro Egípcio Fechado 

Fonte/Source: Ancient Egyptian Monastery Closed and Christmas Canceled – Raymond Ibrahim


Este artigo é mais uma contribuição ao movimento de Solidariedade Coptae também para deixar registrado mais um excelente artigo do meu amigo Raymond Ibrahim.


Antigo Mosteiro Egípcio Fechado 

Por Raymond Ibrahim

6 de Janeiro de 2018

Solidariedade Copta

As autoridades locais decidiram fechar o Mosteiro de Santa Catarina na Península do Sinai, um Património Mundial da UNESCO, entre 5 de Janeiro e 6 de Janeiro quando os serviços de Natal da igreja são realizados de acordo com o calendário Ortodoxo. [I] A diretoria geral da polícia turística ordenou que todas as empresas de turismo interrompessem o envio de visitantes ao monastério histórico.

Embora o motivo oficial do fechamento temporário do monastério e o cancelamento do Natal esteja relacionado com a execução de um plano para o desenvolvimento da área circundante, considerado como Patrimônio da Humanidade (World Heritage Site), acredita-se que o pedido veio como proteção preventiva contra terroristas Islâmicos visando o local e os turistas estrangeiros que o visitam durante as férias de Natal.

Construído em meados do século VI, o Mosteiro de Santa Catarina é um dos mosteiros mais antigos do mundo; além disso, possui a mais antiga biblioteca continuamente ativa em existência, com muitos manuscritos preciosos.

Embora cercado por paredes altas e grossas, o local Cristão tem recebido cada vez ameaças terroristas, principalmente porque a Península do Sinai é um viveiro de atividades jihadistas, onde os Cristãos Coptas são abertamente perseguidos e às vezes massacrados.

O mosteiro foi alvo em Abril do ano passado, quando homens armados desconhecidos abriram fogo contra um posto de controle da polícia Egípcia, matando um policial e ferindo quatro. O Estado Islâmico mais tarde reivindicou o ataque.

Nota:

[i] Como a maioria das Igrejas Ortodoxas, incluindo a Igreja Copta, observa o Natal em 7 de Janeiro, os serviços da igreja são realizados na noite anterior, em 6 de Janeiro, até a meia-noite de 7 de Janeiro.


Tomei a liberdade de mostrar este comentário enviando por um leitor para esse artigo do Raymond Ibrahim:

“O Oriente Médio é uma zona de guerra onde os não-Muçulmanos tiveram alvos em suas costas nos últimos 1400 anos. Os Cristãos que permanecem em países de maioria Muçulmana hoje, com a possível exceção da Síria, devem esperar tratamento injusto, se não uma agressão definitiva em cada passo, e a curto prazo, as coisas provavelmente irão piorar antes de melhorar. No passado, os Cristãos podiam esperar um mínimo de segurança dos ditadores seculares, como Saddam Hussein, Hosni Mubarak e Muammar Gaddaffi, que mantiveram uma paz áspera usando a força bruta e métodos totalitários, mas agora que esses governantes foram removidos do poder no Iraque, Egito e Líbia, há muito pouco para proteger os Cristãos da violência da máfia nas mãos das maiorias Muçulmanas em todos esses três países.”


Tradução: Tiao Cazeiro —Muhammad e os Sufis

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Centenas De Muçulmanos Invadem Igreja Copta no Egito

Fonte/Source: Hundreds of Muslims Storm ‘Unlicensed Church’, Smashing Contents and Assaulting Christians


Raymond Ibrahim faz a seguinte pergunta — “O que levou os não-Muçulmanos a se converterem ao Islã, levando à criação do mundo Islâmico” — no artigo que traduzi para este blog intitulado ‘Como o Mundo Islâmico foi Forjado: Um Exercício de Senso Comum‘.

Dois excertos do artigo:

“E para demonstrar, usarei o Egito,  uma das mais importantes nações Muçulmanas e minha terra ancestral — como paradigma. Vou demonstrar como um fato histórico, do qual apologistas Islâmicos habitualmente se gabam  de que ainda existem milhões de Cristãos no Egito (aproximadamente 10% da população)  não é prova de tolerância Islâmica, mas sim de intolerância.

“No século VII, no tempo em que o Islã estava sendo formulado, o Egito já era Cristão há séculos, [1] bem antes da Europa ter sido convertida. A Alexandria era um dos mais importantes centros eclesiásticos da antiga aprendizagem Cristã e junto com Roma e Antioquia, uma das três (Santa Sé) originais. [2]  Muitas evidências literárias e arqueológicas em andamento atestam para o fato de que o Cristianismo permeou todo o Egito.


Centenas De Muçulmanos Invadem ‘Igreja sem licença’, Devastando Objetos E Agredindo Cristãos

Por BREITBART LONDON

23 de Dezembro 2017

Coptic

CAIRO (AP) — Centenas de manifestantes Muçulmanos invadiram uma igreja sem licença ao sul do Cairo, disse uma diocese Egípcia Copta Cristã no Sábado, no último ataque a membros da minoria Copta do país.

O incidente ocorreu após as preces de Sexta-feira quando manifestantes se reuniram fora do prédio e o invadiram. Os manifestantes cantaram slogans hostis e pediram a demolição da igreja, disse a diocese em Atfih. Destruíram os objetos da igreja e agrediram os Cristãos antes que a segurança privada chegasse e dispersasse os agressores.

Os feridos foram transferidos para um hospital próximo, mas não avisaram a polícia.

A igreja em Gizé, a sudoeste do centro de Cairo, ainda não foi sancionada pelo estado, mas há 15 anos vem conduzindo orações. A diocese afirmou que tinha oficialmente procurado legalizar o status do edifício de acordo com uma lei de 2016 que estabelece as regras para a construção de igrejas.

As autoridades locais muitas vezes se recusam a emitir licenças para construção de novas igrejas, temendo protestos dos conservadores Muçulmanos. Isso faz com que os Cristãos construam igrejas ilegalmente ou criem igrejas em outros edifícios. Por outro lado, construir uma mesquita resulta em poucas restrições.

Os Cristãos constituem 10 por cento da população maioritariamente Muçulmana do Egito. A violência sectária ocasionalmente entra em erupção, principalmente nas comunidades rurais do sul.

A minoria Cristã do Egito tem sido frequentemente alvo de militantes Islâmicos numa série de ataques desde Dezembro de 2016, que deixaram mais de 100 mortos e feridos. O país está sob o estado de emergência desde Abril, depois que atentados suicidas atingiram duas igrejas Cristãs Coptas no Domingo de Ramos num ataque reivindicado pelo afiliado Egípcio do grupo do Estado Islâmico.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

JIHAD ATINGE SUFIS

Fonte/Source: The Jihad on Sufism


JIHAD ATINGE SUFIS

Por Raymond Ibrahim

27 de Novembro de 2017

FrontPage Magazine

Na Sexta-feira, 24 de Novembro, cerca de 30 homens armados empunhando a bandeira do Estado Islâmico (ISIS ou ISIL) bombardearam e invadiram uma mesquita Sufi no Sinai do Norte, Egito, a cerca de 125 quilômetros a nordeste do Cairo. Eles conseguiram massacrar pelo menos 305 pessoas, das quais 27 eram crianças. “A cena foi horrível,” disse Ibrahim Sheteewi, uma testemunha ocular. “Os corpos estavam espalhados pelo chão do lado de fora mesquita. Espero que Deus os castigue por isso”. Continuar lendo JIHAD ATINGE SUFIS

A ONDA E O PEIXE

Fonte/Source: 235 massacred in mosque terror attack in North Sinai


A ONDA E O PEIXE

Por Tião Cazeiro

24 de Novembro de 2017

(Photo: MCT)

O ataque brutal à mesquita de Al Rawdah em Bir al-Abed no Sinai do Norte nesta sexta-feira, 24 de novembro, contabilizou 235 mortos, 109 feridos, em sua maioria civis.

Relatos Egípcios dizem que os terroristas detonaram uma carga explosiva na mesquita, antes de abrir fogo contra os fiéis religiosos; o ataque aparentemente visava prejudicar os membros das forças de segurança que estavam na mesquita. Um outro comentário relata que o ataque foi direcionado à tribo beduína Sawarka pelo apoio às forças armadas Egípcias contra o terrorismo.

O canal de notícias Arabiya e algumas fontes locais disseram que algumas vítimas eram Sufis, os quais o Estado Islâmico considera como apóstatas porque reverenciam santos e santuários, o que para os Islâmicos equivale a idolatria.

O Presidente Abdel Fattah al-Sisi, ex-comandante das forças armadas que se apresenta como um baluarte contra militantes Islâmicos na região, convocou uma reunião de segurança de emergência logo após o ataque, disse a televisão estatal.

Entretanto, na onda terrorista de hoje foi possível ver um peixe, chamado Jeremy Corbyn, um político Britânico, atual líder do Partido Trabalhista e líder da oposição na Câmara dos Comuns.

Este tuíte da Soraya Bahgat mencionando o atentado de hoje e o político Jeremy Corbyn, compartilhado por Tommy Robinson,  oportunamente traz à tona mais uma vez o passado sinistro desse político hard-left. No tuíte, “Corbyn diz que os planos de David Cameron (ex-ministro Inglês) para convidar o Presidente do Egito al Sisi a Londres é uma ameaça à segurança nacional.”

Tommy Robinson acrescenta que Jeremy Corbyn odeia o Presidente al Sisi por ter removido o regime terrorista da Irmandade Muçulmana, e diz que “a valente tribo beduína Sawarka do Egito está combatendo os jihadistas ao lado do presidente secular al Sisi.

Existe uma lista que mostra Jeremy Corbyn, ao longo do tempo, acompanhado por mais de 100 terroristas.

O passado de Corbyn revela muito mais, como mostra este artigo:  Jeremy Corbyn amigo dos Hamas, Irã e extremistas

Este outro artigo publicado em 2015, menciona Jeremy Corbyn ajudando Sayyed Hassan al-Sadr a comemorar a “revolução abrangente”, o 35º aniversário da posse dos aiatolás no Irã. Em sua palestra, intitulada “The Case for Iran“, pediu o desmantelamento imediato das sanções ao país que até então (e continua até hoje) não tinha prometido restringir seu programa nuclear, atacou sua exploração colonial pelos negócios Britânicos e pediu o fim de sua “demonização” pelo Ocidente.

Esse é o Partido Trabalhista Inglês, trabalhando para destruir o Reino Unido da mesma forma que o PT e seus satélites no Brasil. Um partido que abriu as portas para tudo aquilo que é nocivo e nefasto.


 

“Nós vamos queimar você vivo!” – Perseguição Muçulmana de Cristãos

Fonte/Source: “We Are Going to Burn You Alive!” Muslim Persecution of Christians, June 2017 – Raymond Ibrahim


"Nós vamos queimar você vivo!"
Perseguição Muçulmana de Cristãos

Por Raymond Ibrahim

6 de Novembro de 2017

Gatestone Institute

O Padre Jesuíta Henri Boulad, versado em Islamismo, da Igreja Greco-Melquita Católica do Egito, não poupou palavras numa entrevista sobre os motivos do terrorismo Islâmico e as respostas Ocidentais aos fatos. “O Islamismo é uma declaração de guerra aberta contra os não-Muçulmanos“, declarou o Padre, “e aqueles que realizam atos de violência e intolerância estão apenas fazendo o que credo exige“.

Eis a entrevista:

“Aqueles que não reconhecem a verdadeira ameaça representada pelo Islã são ingênuos e ignorantes, desconhecem a história, disse o Padre, e infelizmente muitos na Igreja se enquadram nessa categoria. Citando uma carta que escreveu em Agosto passado ao Papa Francisco, o Padre Boulad disse que “sob o pretexto de abertura, tolerância e caridade Cristã — a Igreja Católica caiu na armadilha ideológica da esquerda liberal que está destruindo o Ocidente”. “Qualquer ação que não defenda essa ideologia é imediatamente estigmatizada em nome do “politicamente correto”, disse ele. O sacerdote chegou até a castigar o próprio Papa Francisco — um colega Jesuíta — sugerindo que ele também caiu nessa armadilha. “Muitos pensam que um certo número de suas posições estão alinhadas com essa ideologia e que, da complacência, você vai de concessões a concessões e de compromissos em compromissos à custa da verdade”, disse o Padre em carta ao Papa. Cristãos no Ocidente e no Oriente: “estão esperando algo de você, além de declarações vagas e inofensivas que podem obscurecer a realidade”; “É tempo de emergir de um silêncio vergonhoso e embaraçoso diante do Islamismo que ataca o Ocidente e o resto do mundo. Uma atitude sistematicamente conciliatória é interpretada pela maioria dos Muçulmanos como um sinal de medo e fraqueza”, disse o Padre. “Se Jesus nos disse: Bem-aventurados os pacificadores, ele não nos disse: Bem-aventurados os pacifistas. A paz é a paz a qualquer custo, a qualquer preço. Tal atitude é a mais pura e simples traição da verdade”, disse ele. O sacerdote também afirmou sua crença de que o Ocidente está diante de uma catástrofe moral e ética, e que sua defesa do Islã é uma negação da verdade. “Ao defender a todo custo o Islã e procurar exonerá-lo dos horrores cometidos todos os dias em seu nome, acabará traindo a verdade”, disse o Padre em carta ao Papa Francisco.

Nota: Este artigo acompanha o importante relatório mensal de perseguição de Cristãos ao redor do mundo realizado por Raymond Ibrahim, o qual a grande mídia não publica. Para os interessados acesse o link: Muslim Persecution of Christians Report


Tradução: Tião Cazeiro – Muhammad e os Sufis

Raymond Ibrahim: O Problema Não É O Estado Islâmico, Mas O Ódio Islâmico

Fonte: The Problem Is Not the Islamic State but Islamic Hate – Raymond Ibrahim


O PROBLEMA NÃO É O ESTADO ISLÂMICO, MAS O ÓDIO ISLÂMICO

Por Raymond Ibrahim

10 de Maio de 2017

FrontPage Magazine

Uma mentira esconde a verdade. E as verdades desagradáveis quando camufladas nunca têm a chance de serem reconhecidas, enfrentadas e aprimoradas. Por causa deste simples truísmo, uma das maiores mentiras da nossa época, — que a violência cometida em nome do Islã nada tem a ver com o Islã — tem feito de um Islã intrinsecamente fraco o flagelo do mundo moderno, sem sinais de alívio no horizonte.

É, portanto, útil expor a principal estratégia usada pelos mentirosos do governo, mídia e meio acadêmico: 1) ignorar os relatórios diários genéricos, mas crônicos, da violência Muçulmana contra não-Muçulmanos em todo o mundo; 2) para abordar apenas a violência Muçulmana espetacular, que por ser quase sempre cometida por grupos jihadistas profissionais, pode ser retratada como um problema finito, temporal e localizado: derrote esse “grupo terrorista” e o problema desaparece.

A título de exemplo, considere o enfoque Islâmico das igrejas Cristãs. No mês passado, depois que duas igrejas Egípcias foram bombardeadas, deixando 51 fiéis mortos, todos se apressaram em apontar que algo chamado “ISIS” — que, claro, “tem nada a ver com o Islã” — foi o responsável.

No domingo de Páscoa, 2016, a mais de 3.000 milhas de distância do Egito, no Paquistão, aproximadamente 70 Cristãos foram mortos num ataque a bomba, também visando especificamente as celebrações da Páscoa. Então nos disseram que algo chamado “Talibã” — e que também “tem nada a ver com o Islã” — assumiu a responsabilidade.

Enquanto isso, cerca de 3.000 milhas a oeste do Egito, na Nigéria, os Cristãos também estão sob ataque. , 11.500 Cristãos foram mortos e 13.000 igrejas destruídas. De acordo com a narrativa oficial, algo chamado “Boko Haram” foi o responsável. Este é outro grupo que bombardeia habitualmente igrejas durante o Natal e a Páscoa; outro grupo que, nos foi dito, “tem nada a ver com o Islã”, mas é um problema finito, temporal, localizado: derrote-o e o problema desaparece.

Cerca de 5.000 milhas a oeste da Nigéria, nos Estados Unidos, os Americanos foram informados de que algo chamado “al-Qaeda” atacou e matou 3.000 de seus compatriotas em 11 de Setembro; derrotando aquele grupo finito cessaria o terror. Seu líder, Osama bin Laden, foi morto e a vitória proclamada em alta voz — até que uma manifestação ainda mais selvagem chamada “Estado Islâmico (ISIS)” entrou em cena e foi mais longe do que a Al Qaeda poderia ter sonhado.

O problema não é apenas os mentirosos da mídia, do governo e do meio acadêmico que se recusam a ligar os pontos, e ainda insistem em tratar cada um dos grupos acima mencionados como grupos díspares e finitos com diferentes motivações “políticas” ou “territoriais” — e que nenhum deles tem a ver com o Islã. A questão mais importante é que os Muçulmanos comuns, que não são chamados de “ISIS”, “Taliban”, “Boko Haram” ou “Al-Qaeda” cometem atos semelhantes — e muito mais frequentemente —, embora raramente sejam mencionados pela grande mídia para que as pessoas comecem a conectar os pontos.

Assim, embora o ISIS tenha reivindicado o bombardeio da igreja Egípcia antes da Páscoa, são os imams Egípcios que todos os dias “pregam o ódio e a violência contra os Cristãos em público via alto-falantes”; são os Muçulmanos comuns que perseguem os Cristãos “a cada dois ou três dias“; todos os dias Muçulmanos tumultuam e matam sempre que um rumor surge de que uma igreja que será construída, ou que um menino Copta “blasfemou” contra Muhammad, ou que um homem Cristão está namorando uma mulher Muçulmana. Em suma, todos os dias, e são os Muçulmanos comuns — e não o “ISIS” — que fazem com que o Egito seja a 21ª pior nação do mundo para os Cristãos.

Da mesma forma, embora o Talibã tenha assumido o bombardeio da Páscoa de 2016, são Muçulmanos do cotidiano que discriminam, perseguem, escravizam, violam e assassinam os Cristãos quase todos os dias no Paquistão, tornando-o a quarta pior nação do mundo para um Cristão. E, embora Boko Haram seja sempre culpado pelos ataques mais espetaculares contra os Cristãos e suas igrejas, são os Muçulmanos comuns, incluindo os pastores Muçulmanos Fulani, que fazem da Nigéria a 12ª pior nação do mundo para os Cristãos.

Esta é a verdadeira questão. Embora os meios de comunicação possam nomear os grupos terroristas responsáveis ​​por ataques especialmente espetaculares, poucos ousam reconhecer que os Muçulmanos em geral se envolvem em atos de violência e intolerância semelhantes contra os não-Muçulmanos em todo o mundo. De fato, os Muçulmanos — de todas as raças, nacionalidades, línguas e circunstâncias sócio-políticas e econômicas, dificilmente apenas “grupos terroristas” — são os responsáveis ​​pela perseguição de Cristãos em 40 das 50 nações mais pobres do mundo. Consequentemente, o que os grupos “terroristas” e “militantes” extremistas estão fazendo é apenas a ponta notável do iceberg do que os Muçulmanos estão fazendo em todo o mundo. (Veja “Perseguição Muçulmana de Cristãos“, relatórios que venho compilando todos os meses desde Julho de 2011 e testemunhando a discriminação ininterrupta, a perseguição e carnificina cometidas “todos os dias” pelos Muçulmanos contra os Cristãos. Cada relatório mensal contém dezenas de atrocidades, a maioria das quais se tivesse sido cometidas pelos Cristãos contra os Muçulmanos teriam recebido cobertura da mídia 24 horas por dia durante 7 dias.

É preciso repetir: Os meios de comunicação além de não estarem cobrindo a realidade sobre o Islã, fingem que os ataques espetaculares cometidos por grupos Islâmicos contra não-Muçulmanos são finitos, localizados, e o mais importante, “têm nada a ver com o Islã”. Eles estão camuflando o Islã ao não relatar a perseguição diária que os não-Muçulmanos sofrem nas mãos de Muçulmanos comuns — indivíduos Muçulmanos, multidão de Muçulmanos, polícia Muçulmana e governos Muçulmanos (incluindo os “amigos e aliados” mais próximos da América) — e dificilmente apenas de “terroristas” Muçulmanos. Eles não se atrevem a conectar os pontos e muito menos oferecer um quadro holístico que não envolva apenas esse ou aquele grupo, mas o Islã como um todo.

Por consequência, o mundo continuará sofrendo com a agressão Islâmica. Não somente essas mentiras permitiram que inúmeros inocentes fossem perseguidos e esquecidos no mundo Muçulmano, mas permitiram que as mesmas perseguições penetrassem na América e na Europa, mais recentemente através da imigração em massa.

O fato permanece: uma verdade desagradável deve ser reconhecida antes que ela possa ser aprimorada. Pode ser difícil reconhecer uma verdade repugnante — que o Islã, e não o “Islã radical”, promove o ódio e a violência contra os não-Muçulmanos, — mas qualquer coisa a menos continuará a alimentar a mentira, isto é, continuará em suma, a alimentar a jihad e o terror.

Resumindo, o problema não é tanto o “Estado Islâmico”; é o ódio Islâmico. A primeira é apenas uma das muitas manifestações temporais e históricas da segunda, que, como parte integrante do Islã, transcende o tempo e o espaço.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

Egito: Líder Do Estado Islâmico Adverte aos Muçulmanos para “Ficarem Longe Das Aglomerações De Cristãos”

Fonte: Egypt: Islamic State top dog warns Muslims to “stay away from Christian gatherings”


Egito: Líder Do Estado Islâmico Adverte aos Muçulmanos para “Ficarem Longe Das Aglomerações De Cristãos”

Por ROBERT SPENCER

5 de Maio de 2017

Porque Planejam Assassinar Mais Cristãos.

Alcorão 9:29
"Combatei aqueles que não crêem em Alá
 e no Último Dia, e nem abstêm do que Alá e Seu Mensageiro proibiram, nem tampouco reconheça a religião da Verdade, do Povo do Livro, até que submissos paguem a Jizya com submissão voluntária, e sentindo-se subjugados."

“O Líder do Estado Islâmico (ISIS) no Egito alerta aos Muçulmanos para que evitem as aglomerações de Cristãos”, de Jack Moore, Newsweek, 5 de maio de 2017 (Agradecimentos a Lookmann):

O líder do grupo Estado Islâmico (ISIS) no Egito alertou aos Muçulmanos para que evitem as aglomerações de Cristãos, apontando a possibilidade de novos ataques contra Cristãos no país após os dois atentados suicidas que mataram dezenas no mês passado.

Uma entrevista com o líder anônimo apareceu na última edição do grupo jihadista em seu jornal semanal Al Naba, publicado na plataforma Telegram de mensagens criptografadas. Ele também advertiu aos Muçulmanos para manterem-se longe de potenciais alvos do exército e da polícia.

“Estamos alertando você para ficar longe das aglomerações de Cristãos, bem como as reuniões do exército e da polícia, e as áreas que têm instalações políticas do governo”, disse o líder.

No Domingo de Ramos, feriado Cristão, os combatentes do ISIS no Egito detonaram duas bombas suicidas separadas em igrejas na segunda cidade do país, Alexandria, e na cidade de Tanta, no Delta do Nilo, matando 45. Foi o ataque mais mortal contra os Cristãos Coptas do Egito em anos.

A entrevista sugere que o grupo continuará visando o grupo minoritário. Em Fevereiro, o ISIS lançou um vídeo que dizia que os Cristãos eram a sua “presa favorita”.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

Raymond Ibrahim: “A Verdadeira Bomba Está Nos Livros Do Islã”

Fonte: ‘The Real Bomb Is in Islam’s Books’ – Raymond Ibrahim


“A Verdadeira Bomba Está Nos Livros Do Islã”

Por Raymond Ibrahim

3 de Maio de 2017

FrontPage Magazine

Durante sua visita ao Egito na semana passada, “o Papa Francisco visitou a Universidade de al-Azhar, a instituição de ensino Islâmico Sunita mundialmente respeitada”, e “se encontrou com o sheik Ahmed al-Tayeb, imam da mesquita de Al-Azhar e professor de filosofia Islâmica”. Isso tem sido divulgado por vários meios de comunicação, frequentemente com muita fanfarra.

Infelizmente, porém, Sheik Tayeb, uma vez eleito “Muçulmano mais influente do mundo“, e Al Azhar, a importante madrassa (escola) da qual ele é chefe, são partes do problema, não a solução. Tayeb é um renomado mestre em exibir uma face aos companheiros Muçulmanos no Egito — uma que apóia a pena de morte aos “apóstatas”; apela à totalidade da regra da Sharia; se recusa a denunciar o ISIS como anti-Islâmico; denuncia toda a arte como imoral, e rejeita o próprio conceito de reformar o Islã — e uma outra face aos não-Muçulmanos.

Considere, por exemplo, as palavras do Islâmico al-Behery — um reformista popular Muçulmano Egípcio que frequentemente se choca com os Islamistas no Egito, os quais o acusam de blasfêmia e apostasia. No dia seguinte ao atentado suicida de duas igrejas Cristãs Coptas no Egito no mês passado, esse scholar Muçulmano foi entrevistado via telefone num programa popular da televisão Egípcia (Amr Adib kul youm, ou “Todo os dias“). Passou a maior parte de seu tempo no ar explodindo Al Azhar e Ahmed al-Tayeb — a ponto de dizer que “70-80% de todo o terror nos últimos cinco anos é um produto da Al Azhar”.

O reformador sabe o que está falando; em 2015, telefonemas televisados ​​de Behery visando a reforma do Islã irritaram tanto Al Azhar que a venerável instituição Islâmica o acusou de “blasfêmia” contra o Islã, o que o levou à prisão.

Agora Behery diz que, desde que o Presidente Sisi implorou à Al Azhar para realizar reformas sobre como o Islã está sendo ensinado no Egito há três anos, a madrassa autoritária “não reformou sequer uma única coisa”, só ofereceu palavras. “Se fossem sinceros sobre alguma coisa, teriam protegido centenas, ou certamente evitado milhares de assassinatos no Egito”, disse al-Behery.

A título de exemplo, o reformador Muçulmano apontou que Al Azhar ainda faz uso de livros em seu currículo que ensinam coisas como “quem mata um infiel, seu sangue é salvaguardado, porque o sangue de um infiel não é igual ao de um fiel [Muçulmano]”. Da mesma forma, mostrou como o sheik Ahmed al-Tayeb afirma que os membros do ISIS não são infiéis, apenas Muçulmanos iludidos; mas as suas vítimas — como os Cristãos bombardeados — são infiéis, o pior rótulo no léxico do Islã.

Um porta-voz de Al Azhar naturalmente rejeitou as acusações do reformador Behery contra a madrassa Islâmica. Disse que a fonte dos problemas no Egito não é a instituição medieval, mas sim as “novas” ideias que chegaram ao Egito provenientes dos “radicais” do século XX como Hasan al-Bana e Sayyid Qutb, líderes fundadores/ideólogos da Irmandade Muçulmana.

A resposta de Behery foi revitalizante; esses muitos analistas Ocidentais que seguem a mesma linha de pensamento — a de que o “radicalismo” só veio depois que pensadores como Bana, Qutb, Mawdudi (no Paquistão) ou Wahhab (na Arábia) entraram em cena — fariam muito bem em ouvir. Depois de dizer que “culpar radicalmente esses homens é puro delírio”, o reformador corretamente acrescentou:

“O homem que se mata hoje em dia, não se mata por causa das palavras de Hassan al-Bana ou Sayyid al-Qutb, ou qualquer outra pessoa. Ele se mata por causa do consenso entre os ulemás (juízes), e as quatro escolas de jurisprudência, com o qual todos concordaram. Hassan al-Bana não criou essas ideias [de jihad contra infiéis e apóstatas, destruindo igrejas, etc.]; Elas estão por aí há muitos, e muitos séculos…. Estou falando sobre o Islã [agora], e não como vem sendo ensinado nas escolas.”

A título de exemplo, Behery disse que se alguém hoje em dia entrar em qualquer mesquita Egípcia ou livraria, e pedir um livro que contenha as decisões das quatro escolas de jurisprudência Islâmica, “tudo o que está acontecendo hoje será encontrado neles; assassinar o Povo do Livro [Cristãos e Judeus] é obrigatório. Não vamos começar a brincar uns com os outros e culpar tais pensamentos sobre Hassan al-Bana!” Behery disse mais:

“Há uma curta distância entre o que está escrito em todos esses livros antigos e o que aconteceu ontem [bombardeios das igrejas Coptas] — a verdadeira bomba está nos livros, que repetidamente chamam os Povos do Livro de “infiéis”, que ensinam que todo o mundo é infiel… Hassan al-Bana e Sayyid al-Qutb não são a fonte do terror, mas são seguidores desses livros. Poupem-me com o termo Qutbism, que fez a nação sofrer com o terrorismo por 50 anos.”

Behery não culpa Al Azhar pela existência desses livros; ao contrário, ele, assim como muitos reformadores, querem que a instituição Islâmica quebre a tradição, que denuncie as decisões das quatro escolas de direito [Islâmico] como produtos de mortais falíveis e a reformem de forma compatível com o mundo moderno. E disse que, considerando que o ex-imam do Egito, Sheikh Muhammad Sayyid Tantawi (d. 2010), tinha “mesmo sem ter sido requisitado, removido todos os livros antigos e colocado apenas um livro introdutório, e quando al-Tayeb” — que dias atrás abraçou o Papa Francisco — retornou, se livrou desse livro e trouxe de volta todos os livros antigos, os quais estão cheios de matança e derramamento de sangue.”

A conclusão final, de acordo com Behery, é que o governo Egípcio — e aqui o Vaticano faria especialmente bem em ouvir — não pode confiar na Al Azhar para realizar qualquer reforma, pois é a mesma que impulsiona o Egito para trás.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

Papa No Egito: “Vamos dizer… ‘Não!’ a todas as formas de violência… perpetradas em nome da religião”

Fonte: Pope in Egypt: “Let us say… ‘No!’ to every form of violence…carried out in the name of religion”


Papa No Egito: “Vamos dizer… ‘Não!’ a todas as formas de violência… perpetradas em nome da religião”

Por Robert Spencer

28 de Abril de 2017

É difícil ser Egípcio: água virando sangue, rãs, piolhos, animais selvagens, criatório doente, furúnculos, granizo, gafanhotos, escuridão, morte do primogênito e agora o Papa Francisco.

Sério, Francisco observa a “incompatibilidade da violência e da fé” e diz: “Vamos dizer mais uma vez, um firme e claro ‘Não!’ a todas as formas de violência, vingança e ódio perpetrados em nome da religião ou em nome de Deus.”

Tudo isso soa bem, mas este é o homem que disse que “o Islã autêntico e a leitura adequada do Alcorão se opõem a toda forma de violência”.

É claro que ele não revisou essa visão catastroficamente contrafactual, pois em vez de, se afastar de sua declaração, sobre a rejeição da violência em nome da religião, e apelar à Al-Azhar para reformar os ensinamentos do Islã que exigem violência contra os incrédulos, Francis partiu para o controle de armas e uma denúncia oblíqua a Donald Trump e líderes Europeus que querem deter o ataque de migrantes Muçulmanos: “Francisco pediu o fim da ‘proliferação de armas’ e ridicularizou as “formas demagógicas de populismo”. Comentou sobre as armas: “se forem produzidas e vendidas, mais cedo ou mais tarde serão usadas. Somente trazendo à luz do dia, as obscuras manobras que alimentam o câncer de guerra, é que suas causas reais poderão ser impedidas. Os líderes nacionais, as instituições e os meios de comunicação são obrigados a empreender essa tarefa urgente e grave.” Como se pudesse dar um fim à jihad simplesmente confiscando as armas, coisa que só alguém que acredita que o Alcorão se opõe a qualquer forma de violência poderia pensar.

Em saudação ao sinistro Ahmed al-Tayeb de Al-Azhar, Francis foi mais uma vez fotografado sorrindo alegremente enquanto Tayeb olhava para trás friamente. Cada foto deles capta as mesmas expressões, e eles são uma parábola para o embuste do “diálogo inter-religioso” e para a atitude dos líderes Ocidentais em comparação com a dos líderes dos países Muçulmanos: o Ocidental ingênuo e ignorante buscando uma amizade sincera, feliz em provar-se “tolerante” e não “Islamofóbico”, enquanto seu homólogo Muçulmano, muito mais consciente do que está acontecendo, reage friamente e não revela o que está pensando.

Mas aqueles que estão conscientes do desprezo pelos Cristãos que está no Alcorão e na Suna, e a natureza e magnitude da jihad global, terão uma boa ideia do que está passando pela mente de al-Tayeb.

Papa Francis No Egito:” Não A Todas As Formas De Violência“, por Sarah Sirgany e Joe Sterling, CNN, 28 de abril de 2017:

Cairo (CNN) — O Papa Francisco, falando no coração da erudição Islâmica Sunita, destacou a importância da unidade entre Muçulmanos e Cristãos para moldar a paz mundial e enfatizou a “incompatibilidade da violência e da fé”.

“Vamos dizer mais uma vez, um firme e claro, ‘Não!’ a todas as formas de violência, vingança e ódio perpetrados em nome da religião ou em nome de Deus”, disse o Papa em Italiano no discurso da Conferência de Paz na Universidade Al-Azhar, o principal centro de ensino superior dos Muçulmanos Sunitas.

O Papa chegou ao Egito na Sexta-feira, dando início a uma viagem de dois dias destinada a forjar a fraternidade Muçulmano-Cristã e mostrar solidariedade com a perseguida minoria Cristã Copta.

Francisco se encontrou com o sheik Ahmed el-Tayeb e se tornou o primeiro pontífice a visitar a instituição desde o Papa João Paulo II em 2000.

O Papa e o Grande Imam falaram no encerramento da Conferência Internacional pela Paz, organizada por Al-Azhar. Quando cumprimentou o Grand Imam, o Papa o chamou de “meu irmão”. Os homens sentaram-se lado a lado na conferência….

Francis abriu seu discurso com “As-Salaam Alaikum”, a tradicional saudação Muçulmana em Árabe que significa “Que a paz esteja sobre vós”, após o discurso do Imam. ” A fim de evitar conflitos e construir a paz, é essencial que não esqueçamos os esforços para eliminar as situações de pobreza e exploração onde o extremismo se arraiga mais facilmente e para bloquear o fluxo de dinheiro e armas destinados àqueles que provocam a violência”, disse. Francisco pediu o fim da “proliferação de armas” e as “formas demagógicas de populismo”.

“Se forem produzidas e vendidas, mais cedo ou mais tarde serão usadas”, disse. “Somente trazendo à luz do dia, as obscuras manobras que alimentam o câncer de guerra, é que suas causas reais poderão ser impedidas. Os líderes nacionais, as instituições e os meios de comunicação são obrigados a empreender esta tarefa urgente e grave.”…

O Papa, novamente falando em Italiano, concentrou-se no papel do Egito na luta contra o terrorismo na região, evocando incidentes de sua história Bíblica e moderna. Saudou cerimonialmente todos os povos Egípcios, incluindo os Cristãos minoritários — os Ortodoxos Coptas, os Bizantinos Gregos, os Ortodoxos Armênios, os Protestantes e os Católicos. “Sua presença neste país não é nova ou acidental, mas antiga e uma parte inseparável da história do Egito” disse o Papa. “Você é parte integrante deste país, e ao longo dos séculos desenvolveu uma espécie de relação única, uma simbiose particular, que pode servir de exemplo para outras nações”.

Francis destacou o sacrifício de membros do exército e da polícia, o êxodo forçado de Cristãos do Sinai e os últimos bombardeios da igreja. Enfatizou também o respeito aos direitos humanos e às liberdades religiosas…

O Papa Tawadros II, chefe da Igreja Ortodoxa Copta do Egito, cumprimentou Francisco na Catedral Copta Ortodoxa de São Marcos, no distrito de Abbassiya, no Cairo, informou a TV estatal. Caminharam juntos em procissão e participaram de orações ecumênicas na igreja adjacente de São Pedro, o local de uma explosão mortal em Dezembro que deixou pelo menos 23 pessoas mortas….


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

POR QUE A PÁSCOA REVELA O PIOR DO ISLÃ

Fonte/Source: Why Easter Brings Out the Worst in Islam – Raymond Ibrahim


POR QUE A PÁSCOA REVELA O PIOR DO ISLÃ

Por Raymond Ibrahim

17 de Abril de 2017

FrontPage Magazine

Por que alguns Cristãos são assassinados e muitos aterrorizados em nome do Islã nos feriados da Páscoa?

O ataque mais notável deste ano ocorreu no Egito, onde duas igrejas Cristãs Coptas foram bombardeadas durante a missa do Domingo de Ramos, deixando 50 mortos e 120 feridos.

Embora este incidente tenha recebido alguma cobertura da mídia Ocidental, os ataques às igrejas do Egito na Páscoa, ou em torno dela, não são incomuns. Por exemplo, neste último dia 12 de Abril, apenas dois dias após os ataques do Domingo de Ramos, as autoridades frustraram outro ataque terrorista Islâmico visando um monastério Copta no Alto Egito. Da mesma forma, no dia 12 de Abril de 2015, Domingo de Páscoa, duas explosões dirigidas a duas igrejas separadas ocorreram no Egito. Apesar de nenhuma ocorrência fatal— e por esta razão não houve relatos na mídia Ocidental —poderia facilmente ter resultado num grande número, baseado em precedentes (por exemplo, em 1 de Janeiro de 2011, quando os Cristãos do Egito inauguravam o Ano Novo — outro feriado Cristão para as comunidades Ortodoxas — carrosbomba explodiram perto da Igreja dos Dois Santos em Alexandria, resultando em 23 mortos e dezenas de feridos em estado crítico).

Menos espetacular, mas não menos contundente, depois de 45 anos de espera, os Cristãos de Nag Shenouda, no Egito, finalmente conseguiram uma autorização para construir uma igreja; os Muçulmanos locais responderam com tumultos e até queimaram a tenda temporária que os Coptas tinham erguido para o culto (um incidente diferente deste aqui). Rejeitados, os Cristãos de Nag Shenouda comemoraram a Páscoa na rua, para zombaria e escárnio (foto aqui)

Enquanto quase tudo pode provocar os Muçulmanos a atacar as igrejas em todo o mundo, há uma razão para que o acirramento de ânimos possa atingir um pico febril durante a Páscoa: mais do que qualquer outra festa Cristã, o Domingo da Ressurreição comemora e celebra três doutrinas centrais Cristãs que o Islã manifestamente rejeita: que Cristo foi crucificado e morreu; que ressuscitou; e que por virtude especial do último, é o Filho de Deus. Como disse o Dr. Abdul Rahman al-Bir, mufti da Irmandade Muçulmana do Egito em 2013, os Muçulmanos não devem elogiar os Cristãos durante a Páscoa, pois esse feriado “contradiz e colide com a doutrina Islâmica, ao contrário do Natal”.

Daqui por diante a carnificina faz sentido. Assim, no Domingo de Páscoa de 2016, outro atentado suicida com bombas Islâmicas ocorreu perto de um parque público infantil no Paquistão, onde os Cristãos eram conhecidos por estarem congregados e celebrando. Cerca de 70 pessoas — em sua maioria mulheres e crianças — foram mortas e quase 400 feridas. Algo semelhante estava reservado ao Paquistão este ano, em 2017, quando os funcionários frustraram um “grande ataque terrorista” dirigido aos Cristãos no Domingo de Páscoa.

Celebrar a Páscoa é um assunto especialmente perigoso nas regiões de maioria Muçulmana na Nigéria: uma igreja foi incendiada no Domingo de Páscoa de 2014, deixando 150 mortos; outra igreja foi bombardeada no Domingo de Páscoa de 2012, deixando cerca de 50 fiéis mortos; os pastores Muçulmanos lançaram uma série de ataques durante a semana da Páscoa, em 2013, matando pelo menos 80 Cristãos — principalmente crianças e idosos; além disso, mais de 200 casas Cristãs foram destruídas, oito igrejas queimadas e 4.500 Cristãos removidos.

Como a presença do Islã continua crescendo na Europa, e de acordo com a regra de números do Islã, os ataques relacionados com a Páscoa também estão crescendo. De acordo com um relatório, “a célula terrorista que atingiu Bruxelas [em Março de 2016, matando 34] estava planejando massacrar os fiéis nos cultos da Páscoa em toda a Europa, incluindo a Grã-Bretanha”. Na Escócia, em 2016, um homem Muçulmano apunhalou outro Muçulmano até a morte por desejar aos Cristãos uma Sexta-Feira Santa e uma Feliz Páscoa. E se um plano terrorista da al-Qaeda visando os consumidores durante a Páscoa no Reino Unido não fosse frustrado “certamente teria sido o pior ataque terrorista da Grã-Bretanha, com o potencial de causar mais mortes do que os ataques suicidas de 7 de Julho de 2005, quando 52 pessoas foram assassinadas”.

Episódio atrás de episódio…

É claro que, embora o Domingo da Ressurreição tenha a capacidade de ofender — e, assim, revelar o pior em alguns Muçulmanos mais do que em qualquer outro dia santo Cristão, deve-se ter cuidado para não atribuir muito dano doutrinário aos agressores. Afinal, os Muçulmanos bombardearam e queimaram igrejas Cristãs em outros feriados — uma igreja do Cairo foi bombardeada deixando 27 mortos antes do último Natal — e sem feriados. (Veja aqui o Natal de 2016, aqui o Natal de 2015, e aqui o Natal de 2014 para ver dezenas de episódios de violência Muçulmana contra e assassinato de Cristãos no contexto do Natal.)

Em suma, qualquer que seja o feriado, um número crescente de Muçulmanos parece concordar com a opinião de um clérigo Egípcio de que “o culto Cristão é pior do que assassinato e derramamento de sangue” —significando, derramando o sangue dos Cristãos e os assassinando é preferível do que permitir que exibam sua oposição aos ensinamentos de Muhammad/Maomé, como fazem naturalmente todos os Domingos na igreja. Somente os Muçulmanos doutrinariamente sintonizados, e que estão em minoria, salvam seus ataques para aquele dia especial do ano que tão flagrantemente desafia o Islã: Domingo da Ressureição.


Tradução: Tião Cazeiro —Muhammad e os Sufis