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Canadá: Relatório M-103 Promete Ação Do Governo Contra “Islamofobia”

Fonte/Source: Canada: M-103 Heritage Committee report promises government action against “Islamophobia”


Canadá: Relatório M-103 Promete Ação Do Governo Contra “Islamofobia”

 Por CHRISTINE DOUGLASS-WILLIAMS

2 de Fevereiro de 2018

Primeiro-ministro do Canadá Justin Trudeau

O Comitê Permanente do Governo Canadense no Patrimônio do Canadá, completou o relatório preliminar sobre a Moção-103 “anti-Islamofobia”, e está pronto para “tomar medidas.”

A Moção M-103, apresentado pelo Deputado Liberal Iqra Khalid há pouco mais de um ano, reconheceu

“A necessidade de reprimir o crescente clima público de ódio e medo… condenar a Islamofobia e todas as formas de racismo sistêmico e discriminação religiosa, tomar nota da petição e-411 da Câmara dos Comuns e as questões levantadas por ela… e solicitar que o Comitê Permanente do Patrimônio Canadense empreenda um estudo.”

Após a aprovação da M-103 no Parlamento, o Comitê Permanente do Patrimônio Canadense prosseguiu com seu estudo, conduzindo várias audiências com grupos selecionados e membros do público, tanto a favor como contra a moção.

O custo desse extenso projeto, de quase um ano de duração, do Comitê do Patrimônio foi pago pelos contribuintes. O objetivo real e a metodologia do estudo ficaram indefinidos.

Agora que se tornou público de que o governo está se preparando para “tomar medidas” contra aqueles considerados “Islamofóbicos”, os Canadenses estão no escuro quanto à natureza das ações que serão tomadas (ou o alcance das mesmas), pelos padrões de quem e a definição do que é considerado “Islamofóbico.”

“O Comitê Permanente do Patrimônio do Canadá tem o prazer de disponibilizar o relatório intitulado “‘Adotando medidas‘ contra o racismo sistêmico e a discriminação religiosa, incluindo a Islamofobia.”

No relatório do Comitê de Patrimônio, a seção sobre “Islamofobia” é estranhamente curta: menos de duas páginas. A definição da Comissão de Direitos Humanos do Ontário (CCRD) do termo “Islamofobia” foi incluída, da seguinte forma:

“A Islamofobia pode ser descrita como estereótipos, preconceitos ou atos de hostilidade em relação aos Muçulmanos ou seguidores do Islamismo em geral. Além dos atos individuais de intolerância e perfil racial, a Islamofobia induz a enxergar os Muçulmanos como a maior ameaça em relação à segurança institucional, sistêmica e social.

A definição de “Islamofobia” fornecida pela Comissão de Direitos Humanos de Ontário (OHRC) é nebulosa. Perguntas para reflexão: o que significa a jihad global e qual é a doutrina por trás disso?

Se o relatório de abusos globais cometidos em nome do Islã induz inadvertidamente a “enxergar os Muçulmanos como a maior ameaça à segurança”, então estaria a OHRC afirmando que não se deve informar sobre esses abusos (como perseguição Cristã, ataques jihadistas, ataques às mulheres na Europa, crime de honra, apedrejamentos, mutilação genital feminina (MGF), assassinatos de apóstatas e gays, as rigorosas leis de blasfêmia do Paquistão, etc.), uma vez que tais relatórios podem potencialmente afetar a forma como os Muçulmanos são vistos?

O relatório do Comitê do Patrimônio emitiu um documento passivo-agressivo que ameaça com “medidas” todos os que praticarem “Islamofobia”, enquanto não fornece uma definição concisa do que significa a “Islamofobia”. Também não apresenta conclusões minuciosas, apesar das exaustivas audiências, e fracassa ao não compreender a importância da Petição e-411, que constituiu a base da M-103 e estabeleceu: “Nós, que assinamos, cidadãos e residentes do Canadá, pedimos que a Câmara dos Comuns se junte a nós reconhecendo que indivíduos extremistas não representam a religião do Islamismo, e condenando todas as formas de Islamofobia.

Indivíduos e grupos ligados à Irmandade Muçulmana estiveram no comando de uma campanha extremista em todo o Canadá para impulsionar a “Islamofobia”, uma agenda sobre “vitimologia”, que tenta proibir qualquer crítica ao Islã — colocando assim uma única religião sobre todas as outras, como todas as outras doutrinas religiosas estão e devem estar sujeitas ao escrutínio.

Numerosas sugestões dos Canadenses para substituir a palavra “Islamofobia” por “fanatismo anti-Muçulmano” foram rejeitadas.

Apesar das muitas acusações da mídia de que a direita alternativa ou “alt-right” tinha gerado paranóia sobre a palavra “Islamofobia” como sendo uma ameaça à liberdade de expressão e a implementação de leis tácitas de blasfêmia da Sharia, a ameaça representada pela palavra foi exibida em público quando o termo “Islamofobia” foi definido concretamente por escrito no  curriculum “Guide Book” do Conselho Escolar Distrital de Toronto. “A Islamofobia” foi definida como “medo, preconceito, ódio ou antipatia dirigido contra o Islã ou Muçulmanos, ou contra a política ou a cultura Islâmica“, sustentando preocupações generalizadas de que o Islã político está de fato em jogo no uso da palavra “Islamofobia”, e que existe um esforço concertado para excluir quaisquer discussões sobre isso. (As seções do Guide Book foram alteradas após as reclamações.)

É significativo que a Organização de Cooperação Islâmica (OIC) tenha estabelecido um “Observatório” que se dedica a combater a “Islamofobia” global e tenha deixado claro que a “Islamofobia” engloba não só o fanatismo anti-Muçulmano, mas também a crítica ao Islamismo e qualquer discurso que seja considerado ofensivo aos Muçulmanos; daí a existência de leis de blasfêmia nos estados Islâmicos.

O que os Canadenses pensam sobre a direção do Canadá não preocupa Justin Trudeau e seus acólitos. O Canadá não pode mais ser considerado um país diverso e livre, quando meramente ofender o Islã tornou-se uma ofensa punível, enquanto o governo desconta a pregação de ódio de rotina no Dia de Al Quds, nos campi e nas mesquitas, inclusive o ódio e incitamento contra a comunidade LGBTQ, que Justin Trudeau afirma defender. A imprecisão do Relatório do Comitê do Patrimônio deve aumentar nível de alarme. Um serviço básico que as audiências exaustivas proporcionaram foi uma oportunidade para calcular o fervor e a força da oposição ao M-103, o que dá uma clara visão sobre até que ponto o governo Trudeau consegue empurrar o envelope com os Canadenses.

Alguns pontos sobre o sentimento Canadense em relação às questões impostas por Trudeau:

Trudeau também é o primeiro líder a quebrar a lei federal de ética, já que passou férias com sua família numa ilha das Bahamas, pertencente à Aga Khan. Ele também, convenientemente, doou US$ 15 milhões, dinheiro suado do contribuinte, para o fundo de doação de Aga Khan. Troca de favores?

Alguns outros problemas com Trudeau:

  • Acusou o partido conservador de “Islamofóbico” por perguntar sobre o terrorismo jihadista;
  • Encontrou-se em particular com Joshua Boyle, um suspeito ex-membro do grupo terrorista Talibã e envolvido em 15 acusações criminais;
  • Seu governo tem tentado reabrir as relações com o regime Islâmico Iraniano, depois que o governo conservador anterior encerrou a embaixada Iraniana em Ottawa por causa de suas operações clandestinas — incluindo espionagem e infiltração. O deputado Liberal Iraniano, Majid Jowhari, iniciou uma petição para restabelecer os laços diplomáticos com o Irã.
  • O deputado que apoia a Sharia, Omar Alghabra, representou o Canadá na 44ª sessão do Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiros da Organização de Cooperação Islâmica. Desde quando o Canadá é um estado da OIC?
  • Documentos de inteligência vazados agora revelam uma ameaça muito maior de terrorismo Islâmico do que o governo Trudeau admitirá.

Enquanto Trudeau continua gastando dinheiro dos contribuintes em políticas e projetos indesejáveis ​​à maioria dos Canadenses, os mesmos podem esperar por mais surpresas. O governo Trudeau considerou oportuno considerar os Canadenses como “fóbicos” em relação aos Muçulmanos e agirá contra os cidadãos por conta dessa tal “fobia”. Um em cada três países do mundo possui leis de blasfêmia que “criminalizam o sentimento anti-religioso” e o Canadá está nesse caminho. Apesar da natureza longa e aparentemente benigna do relatório do Comitê do Patrimônio, promete ação contra a “Islamofobia”, um termo que não conseguiu definir adequadamente, dando ao governo muita margem de manobra.

“O Relatório Preliminar anti-Islamofobia está pronto”, de Robert Tuomi, Windsor Square, 1 de Fevereiro de 2018:

(OTTAWA, ON) — O Comitê permanente do governo federal, um membro do Patrimônio Canadense completou o relatório preliminar sobre o racismo sistêmico e a discriminação religiosa, incluindo a Islamofobia, no Canadá. Embora sua última reunião, na Quarta-feira, estivesse na câmera, o comitê, liderado pela deputada liberal Hedy Fry, divulgou suas atas.

De acordo com as atas, o comitê, com membros dos três principais partidos políticos, concordou em adotar um relatório preliminar para ser intitulado “Adotando Medidas” contra o racismo sistêmico e a discriminação religiosa, incluindo a Islamofobia.

O documento será agora revisto por Fry e pelos funcionários públicos cujo papel será fazer “mudanças gramaticais e editoriais que sejam necessárias sem alterar o conteúdo do relatório.” Foi acordado pelo comitê que o governo apresentasse uma resposta abrangente seguindo a apresentação de Fry à Câmara dos Comuns.

Uma vez que Fry apresente as descobertas da comissão, numa data ainda a ser anunciada, os funcionários públicos que trabalham no documento divulgarão e colocarão as informações relacionadas no site do comitê.

O comitê teve a tarefa de examinar a Islamofobia e a discriminação religiosa na sequência da aprovação do Motion-103 em Abril do ano passado. Como parte de seu trabalho, o comitê realizou 93 reuniões e contou com 78 testemunhas.

Apresentado ao Parlamento por Iqra Khalid, deputado liberal que representa Mississauga-Erin Mills, a então moção não vinculativa pediu ao Governo que condene a Islamofobia no Canadá…..


Tradução: Tiao Cazeiro — Muhammad e os Sufis

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Canadá: Tenha Menos Filhos; Importe Migrantes

Fonte/Source: MSM: People Who Have Big Families Should Be Publicly Shamed, Import Migrants Instead


Depois que Trudeau reiterou que os Canadenses deveriam se comportar “além da tolerância e em direção à aceitação e a amizade“, se referindo aos Muçulmana no Canadá, tudo é possível daqui em diante.

“Trudeau também apoia fortemente a imigração muçulmana, bem como as movimentos “anti-Islamofobia”. Seu escritório declarou que “os muçulmanos são as maiores vítimas do terror em todo o mundo”. Na verdade, de acordo com a CIJ News, “Trudeau dá preferência ao islamismo sobre todas as outras religiões no Canadá”. Pior: um top íman Canadense revelou como os muçulmanos ajudaram Trudeau vencer as eleições. Mesmo o Estado Islâmico celebrou sua vitória eleitoral.” — Robert Spencer


Broadcaster Estatal: Famílias Numerosas Deveriam Se Envergonhar Publicamente; Importe Migrantes Como Alternativa

Por JACK MONTGOMERY

15 de Janeiro de 2018

A Canadian Broadcasting Corporation (CBC) financiada com dinheiro público, publicou um peça argumentando que Canadenses com famílias numerosas deveriam sentir vergonha e que o país deveria importar migrantes. 

Uma corporação da coroa, que é aproximadamente análoga à BBC Britânica, publicou um artigo em resposta ao anúncio do ‘Fixer Upper stars Chip’ e Joanna Gaine, de que estavam esperando um quinto filho.

Kristen Pyszczyk, escritora com sede em Toronto, cujos interesses incluem “feminismo, saúde mental, vícios, cultura pop e mídia digital”, afirmou que ter um filho não era apenas uma escolha pessoal, mas “uma escolha que afeta a todos que habitam nosso planeta.”

Ela argumentou que a reação da rede social que os Gaineses receberam representa “uma conversa que precisamos ter para desafiar nossa aceitação acrítica da história de realização da vida através da procriação.”

No tuite acima: ‘Mídia de esquerda, escolha um.’ A peça com as crianças diz o seguinte: “Quer lutar contra as mudanças climáticas? Tenha menos filhos.” — As próximas melhores opções são vender o seu carro, evitar aviões e virar vegetariano, de acordo com o estudo sobre impactos em diferentes escolhas de estilos de vida verde.”

A peça com o gráfico diz: “Por que a Europa precisa de mais migrantes? Sem eles a população do continente irá diminuir.”


O principal impulso da peça de Pyszczyk é que os Ocidentais não deveriam ter filhos porque eles são ruins para o meio ambiente.

“O controle da população é um tópico árduo”, ela admite, aludindo vagamente a “eventos históricos desagradáveis” — mas afirma que não é “um exagero dizer que a sobrevivência de nossa espécie depende disso.”

Ela não chega a sugerir políticas para um ou dois filhos, do tipo que levaram meninas a serem abortadas ou deixadas na rua para morrer na China comunista, mas sugere que a difamação pública da família tradicional poderia também ser um truque.

“A vergonha é uma ferramenta poderosa para mudar o comportamento”, diz ela, sugerindo que as meninas que são “preparadas para a maternidade desde uma idade muito precoce” devem ser submetidas a “argumentos alternativos.”

No entanto, ela parece contrariar todos os seus argumentos sobre as mudanças climáticas e as pegadas de carbono individuais na conclusão de seu artigo, no qual o impacto potencial da queda nas taxas de natalidade Canadenses é delicadamente descartado com um apelo à migração em massa.

No tuite acima: Está na hora de questionar o que se passa na mente desses editores…


“A procriação está se tornando uma preocupação global de saúde pública, ao invés de uma decisão pessoal. Então, quando as pessoas fazem coisas irresponsáveis como ter cinco filhos, nós absolutamente precisamos responsabilizá-las.”

“E se a taxa de natalidade no Canadá diminuir, qual é o problema? Enquanto o [Presidente Donald Trump] corta a ajuda para organizações sem fins lucrativos que educam sobre o aborto, restringe a imigração e deixa de enviar dinheiro aos países que precisam, teremos um estoque constante de migrantes inteligentes e talentosos.”

O que ninguém explica é como a substituição das crianças Canadenses por migrantes, poderia de alguma forma, mitigar o impacto das pessoas no meio ambiente?


Tradução: Tiao Cazeiro — Muhammad e os Sufis

Assessor Do Partido Conservador Ajudou A Criar Uma Organização Anti-Islã

Fonte/Source: Conservative party leadership advisor helped create anti-Islam organization


Por Tião Cazeiro

Este é um artigo especial. Traduzi apenas o que considerei importante devido a complexidade. Este artigo vai mostrar o tamanho do problema e as ações que estão sendo tomadas principalmente pelo Centro de Políticas de Segurança dos Estados Unidos, através de uma pessoa que admiro muito, Clare Lopez, vice presidente do CPS. Isto já está acontecendo aqui no Brasil.  Boa leitura!

Assessor Do Partido Conservador Ajudou A Criar Uma Organização Anti-Islã

 Por Steven Zhou e Evan Balgord

6 de Dezembro de 2017

Menos Islã gera Menos Terror — Sem Islã, Sem Terror

“Um membro sênior da equipe de Andrew Scheer ajudou a criar uma organização anti-Islã durante sua campanha para liderar o Partido Conservador. Agora, essa organização está realizando eventos para protestar contra a petição (Motion 103 ou M103) anti-Islamofobia e está reunindo os especialistas anti-Islamismo do Canadá e os grupos anti-Muçulmanos.

Georganne Burke, presidente da campanha Scheer, participou da criação da Carta Canadense dos Direitos e das Liberdades (C3RF). O grupo adverte que o governo liberal está criminalizando as críticas ao Islamismo e abrindo as portas para a Sharia (Lei Islâmica) assumir o controle da lei Canadense. C3RF planeja realizar eventos em todo o país para advogar contra a M103 e o governo Trudeau.

Georganne Burke é uma dos três membros sênior da equipe de Scheer que agora é afiliada aos chamados grupos alt-rights (direita alternativa) ou anti-Islâmicos. O gerente da campanha de Scheer, Hamish Marshall, foi diretor da Rebel Media, uma mídia alt-right que impulsiona narrativas de genocídio branco e hospeda figuras proeminentes da alt-right, e organizou os escritórios da Rebel durante a campanha. Agora foi nomeado presidente da campanha para as eleições gerais de 2019.

Burke é vice-presidente sênior do Pathway Group, que trabalha nas relações governamentais e presta serviços para campanhas políticas, e tem mais de 10 anos de experiência como agente político para o Partido Conservador do Canadá. Ela é uma grande fã de Donald Trump, de acordo com as postagens das redes sociais e uma entrevista em Outubro de 2016 com a CBC.

INDÚSTRIA ANTI-ISLÃ

A indústria anti-Islã nos Estados Unidos e no Canadá é composta por dezenas de especialistas individuais, think tanks e meios de comunicação que hospedam eventos juntos e ampliam as vozes influentes. Algumas organizações são mais cuidadosas em suas críticas ao Islamismo do que outras, mas tendem a ver o Islã e a comunidade Muçulmana como uma entidade monolítica com uma agenda antiocidental perigosa.

Em 10 de Setembro, o C3RF realizou uma conferência anti-M103 (petição para condenar a Islamofobia) em Toronto, que reuniu vários palestrantes e organizações da indústria anti-Islamismo.

C3RF trabalhou com o ACT! For Canada [trad., Ato! Pelo Canadá], filial Canadense do ACT! For America e o Centro de Política de Segurança, baseado em Washington DC, que fazem parte da indústria de Islamofobia nos Estados Unidos, de acordo com o Fear, Inc., um relatório publicado pelo Centro para o Progresso Americano.

De acordo com o relatório, o Centro de Política de Segurança é uma “fonte chave de informação para a rede Islamofobia”. Clare Lopez, vice-presidente de Pesquisa e Análise da CPS, foi a principal oradora na conferência do C3RF, da qual o Ato! Pelo Canadá também foi co-parceiro, junto com o conservador think-tank The Mackenzie Institute e a pro-Israel Hasbara Fellowships.

O Ato! Pelo Canadá, compartilhou artigos em apoio ao PEGIDA — um grupo anti-Muçulmano da Europa com uma filial Canadense — que frequentemente é linkado pelo Robert Spencer e seu site, Jihad Watch. O Dr. Gad Saad, outro orador do C3RF na conferência de Setembro, também hospedou Spencer em seu canal no Youtube. O Southern Poverty Law Center descreve Spencer como um “propagandista anti-Muçulmano”.

Vários membros da página do Facebook do C3RF também são membros de grupos anti-Muçulmanos no Facebook, incluindo a Aliança de tempestade, uma ramificação dos Soldados de Odin, Sangue e Honra, um grupo neonazista violento e os III%ers [sic], um grupo armado de milícias. O grupo Facebook do C3RF promoveu o dia de ação em 30 de Setembro organizado pela Aliança Storm e outros grupos de extrema direita para protestar contra as políticas de imigração do Partido Liberal.

Além disso, o coordenador do satélite C3RF Calgary é Stephen Garvey, presidente do National Advancement Party (NAP) e membro da Coligação Mundial Contra o Islã, um grupo da supremacia branca. A Liga de Defesa Judaica, que atuou como segurança para várias manifestações anti-Muçulmanas, também forneceu segurança para a conferência de 10 de Setembro do C3RF.

“AGRESSIVO E INTOLERANTE”

Os palestrantes no evento caracterizaram o M103 como uma ameaça à liberdade de expressão apoiada por extremistas Muçulmanos cujo objetivo final é criminalizar as críticas ao Islamismo.

“O aumento do Islamismo Político que estamos vendo em todo o mundo é talvez a maior ameaça ao Canadá”, disse Anthony Furey, um colunista de Toronto Sun que falou na conferência. Furey diz que as audiências do comitê sobre Racismo Sistêmico e Discriminação Religiosa desencadeadas pelo M103 podem “levar a recomendações” que possam sugerir a proibição de críticas ao Islã.

Outra colunista de Toronto Sun, Sue-Ann Levy, deu um passo adiante ao sugerir que os centristas liberais e os extremistas Islâmicos têm uma ampla sobreposição de interesse. “Eu tive problemas para dizer que Barack Obama tem vínculos com a ideologia Islâmica radical”, disse ela. “Não há dúvida em mim sobre o que ele faz, e também acho que ele é Muçulmano”.

Oradores como Benjamin Dichter, fundador da LGBTory, também sugeriram que uma cultura excessivamente liberal e politicamente correta está ajudando a abrir a porta para que os Islamistas radicais assumam a sociedade Canadense.

“Alguns líderes liberais Ocidentais estão impedindo as pessoas de fazerem perguntas importantes”, disse Dichter, “a questão de saber se um Canadá mais Islâmico se tornará mais tolerante ou mais agressivo e intolerante com algo além de si mesmo”.

Os pontos de discussão compartilhados pelo C3RF, seus oradores e organizações parceiras são quase idênticos aos cargos de grupos anti-Muçulmanos extremos e os chamados alt-right. Eles alertam amplamente sobre uma massa não especificada de Muçulmanos no Ocidente que querem a lei da Sharia e uma “teocracia Islâmica”.

“Os princípios e as liberdades que sustentam ambas as constituições nos Estados Unidos e no Canadá se baseam na cultura Judaico-Cristã”, disse a oradora principal Clare Lopez. “O Islamismo não possui tais liberdades, como a liberdade de expressão; tem a “lei da calúnia”, que se entende como qualquer coisa que um Muçulmano não goste”.

A brochura do C3RF adverte sobre os Muçulmanos que “querem implementar pelo menos alguns aspectos da lei da Sharia” e que estão usando ou parceria com Iqra Khalid para implementar a “normalização da lei da Sharia como uma forma respeitável de expressão multicultural”.

Eles também criticam amplamente as políticas de imigração e refugiados do Canadá. Em suas mentes, o Islã e o Ocidente estão em conflito, tanto no exterior como aqui no Canadá, e eles estão lutando por valores Ocidentais e Judaico-Cristãos.

Uma das organizações parceiras do C3RF, ATO! Pelo Canadá, recentemente foi negado espaço numa biblioteca de Ottawa para hospedar uma exibição do Killing Europe [tr., Matando a Europa], um vídeo Islamofóbico. A exibição do vídeo seguiu em frente no Domingo passado, organizada pela Liga de Defesa Judaica no Toronto Sionist Center.

Burke também havia planejado um “Rali para transformar Khadr Settlement Over To Speer e Morris Families” no final de julho, que foi cancelado depois que foi relatado que mais da metade das pessoas que confirmaram presença via Facebook estavam conectadas com grupos e páginas anti-Muçulmanas.”


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

Clérigo Canadense: Mesmo Que A Esposa Lamba as Feridas De Pus Do Marido, Não Pode Igualar-se a Magnitude Dele

Fonte/Source: Canadian cleric: Even if wife licks husband’s pus wounds she cannot equal his magnitude

Clérigo Canadense: Mesmo Que A Esposa Lamba as Feridas De Pus Do Marido, Não Pode Igualar-se a Magnitude Dele

Por ADMIN — The Muslim Issue

12 de Março de 2017

Tradução: “Não estou dizendo que ela deva lamber isso”.

Ele soa como um grande furúnculo na bunda da esposa. (sic)

Assista ao vídeo — legendado em InglêsMuhammad Claim´s

O Imam Wael Al-Ghitawi De Montreal: Uma Mulher Não Deve Recusar Seu Marido Quando A Convoca Para A Cama; Não Deve Deixar A Casa Sem Sua Permissão

Em uma conferência publicada no canal YouTube do Centro Islâmico Al-Andalous de Montreal em 17 de Junho de 2016, o Imam Canadense Wael Al-Ghitawi falou sobre as obrigações da esposa em relação ao marido de acordo com o Islã. Al-Ghitawi disse que a mulher não deve recusar os direitos conjugais do marido e não deve sair de casa sem sua permissão. Cita um hadith segundo o qual o profeta Muhammad diz que “se [um marido] tem um furúnculo que escorre pus, em qualquer lugar da cabeça aos pés, a esposa não lhe estará fazendo  justiça plena mesmo que o lamba até deixar tudo limpo”.

Wael Al-Ghitawi: “Na compilação do hadith pelo Imam Ahmad (ibn Hanbal) diz que: Nenhum ser humano deve curvar-se diante de outro ser humano, mas se isto fosse permitido, eu teria ordenado às mulheres a curvar-se perante seus maridos, Devido à magnitude dos direitos do marido sobre sua esposa. Por Alá, se (um marido) tem um tumor escorrendo pus, em qualquer lugar da cabeça aos pés, a esposa não fará justiça plena, mesmo se ela o lamber até deixar tudo limpo. Estas são as palavras do Profeta Muhammad. Algumas pessoas podem ficar com o estômago embrulhado com esse hadith. Quer dizer, se um homem tem um tumor, sua esposa realmente precisa lamber? Eu não estou dizendo que ela o deva lamber. Mas o Profeta Muhammad demonstrou a magnitude dos direitos do marido sobre sua esposa, dizendo que mesmo que ela lamba o furúnculo, ela não estaria fazendo justiça plena.”

[…]

Um outro direito do marido que não deve ser recusado é quando convoca sua esposa para a cama. Se o marido a quer, ela deve consentir, a fim de proteger a fé do marido das tentações que se escondem por toda parte.”

[…]

A esposa não deve recusar seu marido quando a convoca para a cama, enquanto ela for capaz, e não sofrer de qualquer condição mental ou física que a impeça, como menstruação ou sangramento pós-parto, caso em que ela pode se abster de fazê-lo. Mas, mesmo nesses casos, o marido pode desfrutar dela, evitando a vagina. Para que marido e mulher evitem as maldições de Alá, a esposa deve obedecer a seu marido e satisfazer suas necessidades, ou então os anjos a amaldiçoarão e a ira do Senhor estará sobre ela.”

[…]

O (marido) tem outro direito sobre sua esposa: Ela não deve sair de casa sem sua permissão. Este é o direito do marido de acordo com a Sharia. E quanto a lei estadual? Eu não estou falando sobre isso agora. Você é uma mulher que se casou de acordo com a Sharia, então se seu marido lhe disser para não sair de casa — não saia de casa! “Como pode estar autorizado a me impedir?” você pergunta… Apenas não saia de casa! Esse é um dos seus direitos. Alá concedeu-lhe este direito. Portanto, não saia da casa sem a permissão dele!


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

MANTENHA A RELIGIÃO FORA DAS ESCOLAS CANADENSES

Fonte/Source: Keep religion out of Canadian schools

MANTENHA A RELIGIÃO FORA DAS ESCOLAS CANADENSES

Por Vikas Thusoo

10 de fevereiro de 2017

 "A mente é o seu próprio lugar, e dentro de si
pode fazer um inferno do céu, do céu um inferno." 
(John Milton - Paradise Lost)

Nos últimos anos, a acomodação religiosa nas escolas Canadenses tem sido objeto de muita controvérsia. Pais, escolas e moradores têm discutido sobre o papel da religião em nosso sistema de escolas públicas, com cada lado pesando com fortes opiniões pessoais e legais. No início deste ano, a Peel District School Board permitiu que estudantes Muçulmanos fizessem as orações de Sexta-feira na escola, com algumas restrições. Os estudantes Muçulmanos veem essas restrições como violação à sua liberdade fundamental de religião, enquanto outros veem esse gesto de acomodação como uma “genuflexão da comunidade e uma bofetada na cara de todos os outros Canadenses”. Claramente, estas são palavras sérias e fortes e um reflexo da ruptura social que a acomodação de práticas religiosas no sistema escolar público está causando.

Um rápido olhar no cronograma recente de alguns eventos sobre isso revela uma tendência preocupante:

  • Em 2011, vários grupos religiosos protestaram em frente a Toronto District School Board, contra a permissão de deixarem que estudantes Muçulmanos rezassem numa escola de Toronto, com um Imã de uma Mesquita local presidindo. Eles o chamaram de discriminatório, perturbador e chegaram a chamá-lo de “islamização da sociedade”. Curiosamente, foram os grupos religiosos que pediram uma completa eliminação da religião do sistema escolar público.
  • Em 2015, principalmente Muçulmanos conservadores do sul da Ásia e do Oriente Médio, encenaram uma greve na Escola Secundária Thorncliffe Park contra o currículo da educação sexual de Ontário, por entenderem isso como algo que está fortemente contra suas crenças religiosas e culturais. Como resultado, centenas de alunos foram retirados das sala de aulas para protestarem com eles. No mesmo ano, uma escola de Calgary tomou uma bofetada (sic) com uma multa de US$26.000 por proibir que estudantes Muçulmanos orassem no campus.
  • Em 2016, uma mãe em Port Alberni apresentou uma petição à Suprema Corte, contestando que seus filhos participem de uma cerimônia de limpeza indígena na escola, citando a liberdade religiosa.

E agora o Peel Board. Estes são alguns eventos que destacam um discurso público polêmico que ameaça alterar fundamentalmente a sociedade Canadense.

O último mês de Setembro marcou 28 anos desde que um grupo de pais de Sudbury teve a Oração do Senhor removida das escolas públicas de Ontário. Em 1988, criou-se muita controvérsia, pois muitos na época consideravam a religião uma parte inseparável da vida pública. Enquanto o debate sobre a separação entre religião e Estado continua, as escolas Canadenses, ao longo do tempo, removeram quase todas as referências às orações Cristãs e símbolos, uma conquista notável desde que o Canadá permaneceu predominantemente Cristão. No entanto, ao mesmo tempo, a acomodação de outras religiões minoritárias ganhou força no sistema escolar, uma política bem intencionada, mas complicada, e que pode ser desastrosa para o tecido multicultural da sociedade Canadense.

O Canadá é um mosaico de diversidade cultural, étnica e religiosa, onde pessoas de todas as religiões gozam de liberdade religiosa garantida pela Carta dos Direitos e Liberdades. Com o multiculturalismo e a liberdade religiosa, porém, surge o desafio de uma definição, interpretação e de uma política mais pragmática com relação integração religiosa e seu lugar na sociedade Canadense, e nas escolas em particular. A religião é parte integrante da história humana e continua a desempenhar um papel significativo na definição do código moral e espiritual de um grande número de pessoas. Todas as religiões têm algo grande e positivo, mas, sem banalizar qualquer religião, pode-se facilmente argumentar que muitas crenças em todas as religiões são incompatíveis e, às vezes, em flagrante conflito com o compromisso do Canadá, com os princípios democráticos liberais de justiça e igualdade e, francamente, até mesmo o pensamento científico. A lei Canadense dá às pessoas a liberdade para praticarem suas crenças, e a sociedade e as empresas em geral são educadas, aceitando as sensibilidades religiosas. No entanto, é imperativo que a religião permaneça no domínio pessoal e que nossas políticas não façam qualquer exclusão para ela no nosso sistema de educação pública. Qualquer isenção que privilegie as crenças religiosas, tem o potencial de fomentar a intolerância, a segregação e a confusão e, acabará por ser insustentável. Não há racionalidade inteligentemente coerente para acomodar a religião na esfera pública além do que seria considerado razoável e de acordo com as leis canadenses.

Independentemente das posições morais, políticas ou espirituais que possamos tomar, a história mostra que a introdução e o reconhecimento da religião na vida pública cria descontentamento e, eventualmente, conflitos. A acomodação religiosa no sistema educacional, em particular, apresenta um problema complexo com resultados não intencionais, tal como um flagrante conflito com os valores Canadenses, o potencial de fomentar a intolerância, a injustiça para com aqueles que não são religiosos e, finalmente, a questão de seu lugar num sistema escolar público.

Conflito com valores e leis Canadenses

A questão sobre quais são os valores Canadenses e quais posições morais, políticas ou espirituais que assumimos coletivamente — tem sido um problema, em grande parte devido à composição multicultural de nossa sociedade. A maioria dos Canadenses, no entanto, concorda que entre os extremos paradoxais da unidade e da pluralidade, somos uma sociedade coesa, com uma profunda diversidade e acreditamos em valores de liberdade, igualdade, tolerância e respeito mútuo.

Nosso sistema de educação inclusivo não só transfere conhecimento para as crianças, mas também as ajudam a navegar nas interações sociais com colegas de diferentes identidades étnicas, culturais e sexuais. É, portanto, a pedra angular da criação de uma sociedade tolerante, criativa e sustentável. Infelizmente, existem várias crenças religiosas que não encorajam isso. Por exemplo, existem crenças religiosas que não oferecem o estatuto de igualdade para as mulheres ou consideram a sexualidade alternativa como um pecado e, portanto, uma criança sujeita às mensagens contraditórias do sistema escolar e religião acaba confusa ou com um sistema de valores diferentes. As crenças religiosas também chegam, às vezes, no caminho da compreensão científica, como a rejeição da razão e da evidência ao abraçar o criacionismo, um mito desacreditado pela evidência científica e que é ensinado no currículo de ciência. O que isso significa para o nosso futuro, se uma porção significativa de nossos alunos rejeitar fatos e aceitar uma fábula? Algumas religiões também ensinam a repulsa às atividades artísticas, como música e pintura. Recentemente, um pai de Toronto retirou seus três filhos pequenos para fora da classe de música porque batia de frente com a sua fé Muçulmana, e pediu uma isenção para eles sob as leis da liberdade religiosa. Embora isso tenha desencadeado um debate público, a realidade é que uma isenção nesse caso sinalizaria que o sistema reconhece que somos inerentemente incapazes de viver e aprender juntos e que é correto que nossas crenças religiosas nos impeçam de uma assimilação educacional e artística. Essa é uma mensagem muito forte e perigosa.

Apesar das limitações, a educação moderna procura incentivar a criatividade, o pensamento analítico, crítico e a investigação científica, e os resultados estão lá para todos verem. Pelo contrário, muitas religiões desencorajam o pensamento livre e preferem a subjugação completa e inquestionável, geralmente por meio da memorização devocional e do repetindo mecanicamente as passagens religiosas das escrituras. Existem crenças como as que defendem a poligamia e pregam contra a vacinação, por exemplo. Não só essas crenças estão contra a lei Canadense, mas também podem colocar a vida das crianças em risco. Há também a questão das mensagens conflitantes em várias religiões e cada asserção de superioridade espiritual e moral, podem levar ao isolamento, discriminação e conflito entre os alunos. Esse é um forte contraste com a natureza inclusiva da educação pública que ensina a aceitação de todas as fés e identidades. Portanto, ao permitir a prática religiosa ou as exceções nas escolas, o sistema aprova inadvertidamente as mensagens contrastantes e o fluxo dicotômico na aprendizagem.

Injusto para com os outros

O sistema escolar público tem um conjunto de regras universais que proporcionam oportunidades iguais e opções que os estudantes são livres para escolherem, dependendo de suas preferências. Em contraste, ter regras diferentes para diferentes alunos no mesmo sistema é claramente injusto e desigual. Assim, quando um estudante está isento de um crédito artístico na escola secundária porque está em conflito com suas crenças religiosas, é grosseiramente injusto com outros estudantes que têm que trabalhar duro durante todo o ano acadêmico para obter o crédito, sem o qual não podem obter o sua diploma. Os professores não podem agendar exames, laboratórios ou novos conceitos nas Sextas-feiras, porque alguns alunos podem estar fazendo orações, deixando injustamente os outros alunos basicamente de braços cruzados, enquanto os outros retornam. Isso só vai piorar e complicar mais à medida que o sistema escolar fica sobrecarregado com potenciais pedidos de acomodação religiosa vindo de mais de uma dúzia de religiões do Canadá, que podem achar injusto que o sistema apenas aceite o pedido de um determinado grupo. Os Hindus, por exemplo, podem pedir uma sala de oração às Terças e Quintas-feiras, de acordo com suas crenças, e suas orações são frequentemente acompanhadas por sopros em conchas e toques altos de sinos, algo que as escolas podem não ser capazes de lidarem. Por um lado, num país predominantemente Cristão, as expressões Cristãs, os símbolos e as orações nas escolas públicas foram removidos, enquanto, por outro lado, o sistema é forçado a abrir espaço para outras religiões. Quão justo é isso? Se o Cristianismo não é aceitável nas escolas públicas, então nenhuma religião deve ser permitida. Nem o Islamismo, Judaísmo, Hinduísmo, Budismo, Sikhismo ou qualquer outro sistema religioso.

Muitas vezes as diretrizes religiosas são rígidas e os seguidores rejeitam tudo aquilo que, mesmo remotamente, representa qualquer coisa proibida por sua religião. A questão não é da diferença entre crenças, mas a divisão irônica cria acomodações. Os Muçulmanos não comem carne de porco, por exemplo, e isso deveria ser uma questão de escolha pessoal. Quando as escolas proíbem completamente todos os produtos de porco para acomodá-los, tornam-se injustas com todos os outros alunos que querem saboreá-la ou para quem faz parte de uma dieta regular. O mesmo se aplica à carne bovina ou produtos kosher para Hindus e Judeus, respectivamente. Isso cria uma divisão subconsciente e ressentimento entre os alunos. A desigualdade explícita criada pelas isenções religiosas é muito mais prejudicial do que a desigualdade não intencional causada pelo sistema escolar regular. Os alunos que saem do sistema escolar podem assim escolher uma identidade principalmente religiosa e não a Canadense. Como um exemplo, quando um MP Muçulmano ganhou a eleição de Mississauga, foi aclamado como uma vitória para o Islã, um desprezo flagrante e desrespeito para todos que votaram nele, e ironicamente para o escritório democrático que ele ganhou. Primeiro precisamos ser Canadenses, o resto é secundário, e a escolha é sua.

Se as crianças saírem do sistema escolar com um sentido primordial de identidade religiosa e não Canadense, será o fracasso de nossos valores sociais coletivos. Ninguém quer ver estudantes de diferentes religiões gastando mais tempo em atividades religiosas e discursos do que aprendendo coisas que os ligam com os fios de tolerância, aceitação e respeito mútuo. O interesse mais amplo e mais profundo em outras religiões e na religião comparada é um desenvolvimento significativo da educação moderna e deve ser encorajado na escola. Mas não podemos competir com outras economias globais se nossas crianças estiverem focadas no discurso religioso ao invés de matemática, ciência, artes e esportes. Conceder exclusões e isenções, — aos crentes religiosos, — das políticas escolares, métodos e currículos com os quais discordam, derrota o nosso compromisso com a justiça e igualdade. As crianças são livres para aprender a sua religião e identidade étnica em casa e o sistema escolar tem uma obrigação fundamental de tratar a todos igualmente.

Para onde devemos ir?

Os principais argumentos utilizados pelos grupos religiosos que buscam acomodação no sistema de escolas públicas são a lei da liberdade de religião e o financiamento público das escolas Católicas.

No que se refere à liberdade religiosa, as leis precisam definir explicitamente o reino da liberdade religiosa. Enquanto todas as religiões precisam ser tratadas igualmente e de forma justa, a religião deve continuar a ser uma questão de domínio pessoal e nenhuma isenção ou acomodação deve ser permitida em qualquer instituição pública de ensino. Os alunos devem ser livres para vestir o que quiserem, comer e acreditar no que quiserem e praticar qualquer religião que queiram, mas de forma alguma deve significar uma acomodação sistêmica. Se os alunos querem educação religiosa, têm a liberdade de ir a uma Igreja, Mesquita, Sinagoga ou templo, e até mesmo para sua própria casa, mas as escolas devem permanecer instituições não religiosas. Isso não seria uma decisão contra pessoas de fé, mas simplesmente uma regra que mantém a sociedade e os valores Canadenses equitativos e acima de tudo.

Junto com isso, porém, inevitavelmente vem o argumento do financiamento público das escolas Católicas. Muitos argumentam que o patrocínio de uma religião pelo Estado é uma violação do seu dever de neutralidade e equivale a discriminação contra todas as outras religiões. Portanto, uma decisão para remover qualquer acomodação religiosa nas escolas não pode ser aplicada (nem provavelmente seria legal) enquanto as escolas Católicas permanecerem financiadas publicamente. Isto é um anacronismo à espera de ser encerrado por uma parte corajosa da legislatura. Provavelmente haveria resistência substancial a isso, considerando que o Canadá ainda é predominantemente Católico, e os políticos talvez considerem politicamente oportuno deixar o status quo do jeito que está. No entanto, se a derrota da eleição de John Tory em 2007 é alguma indicação, as pessoas podem muito bem ser a favor disso. Escolas Católicas teriam a opção de permanecerem financiadas, mas removendo o seu currículo religioso, ou optarem pelo seu próprio financiamento. Seria bastante lamentável ver o sistema Católico, que tem uma longa história no Canadá, ser demitido, mas isso certamente enviaria uma forte mensagem a todos aqueles que buscam complicar a educação pública com a religião.

Todos os estudantes devem aprender “sobre” as religiões e seu lugar na história e na sociedade da humanidade, na medida em que lhes ensinem a aceitação, a igualdade e o respeito, mas num sistema público escolar não deve ser feito acomodações religiosas. Mantenha a religião fora das escolas Canadenses.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

Orador Muçulmano em Toronto: “Devemos celebrar o nosso modo de vida… Até que o modo de vida deles se dissipe sob nossos pés”

Fonte/Source: Toronto Muslim speaker: “We must celebrate our way of life…until their way of life dissipates under our feet”

Orador Muçulmano em Toronto: “Devemos celebrar o nosso modo de vida… Até que o modo de vida deles se dissipe sob nossos pés”

POR ROBERT SPENCER

6 de Fevereiro de 2017

Syed Hussan em Toronto

A Lei de Tolerância Zero para Práticas Culturais Bárbaras do Canadá proíbe o casamento infantil, a poligamia e o casamento forçado. Agora, está sendo ridicularizada como “anti-Muçulmana”, provavelmente pelas mesmas pessoas que na semana passada estavam nos dizendo que tais práticas não tinham nada a ver com o Islã. Essa lei tem sido inclusive culpada pela derrota do Governo Harper. Provavelmente logo será uma relíquia da história, e os imigrantes poderão entrar no Canadá e praticarem o casamento infantil, o casamento forçado e a poligamia e tudo mais que os corações exigirem. Aqui, mais uma vez, vemos que de acordo com a Esquerda, todas as culturas devem ser defendidas e preservadas, exceto a Judaico-Cristã Ocidental.

Enquanto isso, esse tal de Syed Hussan está pregando abertamente a sedição. Mas isso, aparentemente nos dias de hoje, é sensacional, contanto que você seja de Esquerda.

Observe como ele expressa de forma escancarada a supremacia Islâmica, a Sharia, convocando à conquista do Canadá: “Devemos celebrar o nosso modo de vida, o que eles chamam de práticas culturais bárbaras, em nossas ruas e em nossas casas, até que o modo de vida deles se dissipe sob nossos pés“.

Protesto de Toronto: ‘Celebre nossas práticas culturais bárbaras’, torne-se ‘inimigo’ do Liberalismo”, por Jonathan D. Halevi, CIJ News, 6 de fevereiro de 2017:

“Milhares se reuniram no Sábado, 4 de fevereiro de 2017 em frente ao Consulado Americano em Toronto para protestar contra a política do Presidente dos EUA, Donald Trump. A manifestação foi organizada pelo Black Lives Matter — Toronto (BLM TO) — uma auto proclamada “coalizão formada por Torontonianos Negros resistindo ao racismo anti-negro, a violência patrocinada pelo Estado e a brutalidade policial” — e que lançou uma campanha nacional intitulada “Dias Nacionais da Ação Contra Islamofobia e Deportações “.

Um dos palestrantes foi Syed Hussan, que representou a organização Ninguém é Ilegal—Toronto e é afiliado à Toronto Mobilização Comunitária Network e a Aliança de Trabalhadores Migrantes pela Mudança.

No discurso, Syed Hussan retratou a supremacia branca, o capitalismo e o liberalismo como o inimigo, descrevendo Donald Trump e o Primeiro-Ministro do Canadá, Justin Trudeau, como os dois lados da mesma moeda.

Eis aqui a transcrição do discurso de Syed Hussan:

“Eu quero que você repita esses nomes comigo Mamadou [Abdulazim], Abdelkrim [Hassane], Khaled [Belkacemi], Aboubaker [Thabti], Azzeddine [Soufiane], Ibrahima [Barry] baleado, morto, executado, massacrado enquanto rezava, por estar rezando, nunca se esqueça disso. Vidas extinguidas, famílias despedaçadas, crianças feitas sem pai, um rio de lágrimas.

Um rio de lágrimas pelos tiros de um único homem [Alexandre Bissonnette] ou assim nos dizem. Um ato de ódio que alguém tem que acreditar.

Mas esse ato, esse ataque, esse tiro não foi nenhum ato de ódio. É um ato estratégico, um ato intencional, um ato pensado.

Mamadou [Tanou Barry], Abdelkrim Hassane] e Khaled [Belkacemi] foram mortos porque eram vistos como inimigos. Aboubaker [Thabti], Azzeddine [Soufiane], Ibrahima [Barry] foram mortos não por um lobo solitário, mas porque eram ameaças.

Veja você, nós, você e eu, empurrados pelas fronteiras, espancados pela polícia e empobrecidos em nossas comunidades. Somos ameaças. Somos um desafio fundamental para o nosso sistema de opressão, esse modo de vida destrutivo que preza os poucos sobre os muitos.

Esse modo de vida foi que os matou. Medem o petróleo para espalhar suas asas malignas. E para roubarem esse óleo precisam nos declarar, precisam declarar os lugares de onde viemos com o óleo, anti-humanitário. Precisam nos transformar em inimigos. (sic)

Esse modo de vida é Islamofobia. É Capitalismo. Esse modo de vida perpetua a guerra, enfurece a guerra de Mosul (Iraque) Mogadishu (Somália), de Chiapas (México) até Chernobyl (Ucrânia), de Aleppo (Síria) até a Argélia.

Enquanto houver história, preto, marrom, nós somos os outros. É sobre nossas mortes que esse sistema, este modo de vida, dança. E esse modo de vida é o que matou esses seis homens.

Este modo de vida precisa de fronteiras. Precisa dividir alguns de nós em cidadãos e o resto de nós em indocumentados, enxaquecas, outros.

Precisam roubar crianças indígenas, destruir linguagem, desaparecer mulheres. Somos transformados em inimigos, descartáveis, trancados em prisões, forçados a fazer trabalhos perigosos, dentro das fábricas. Empurrados de nossas terras, gravados, pesados e medidos pela nossa pele.

Esse modo de vida assassino é a supremacia branca. Essa forma de vida precisa ser cuidada, seus filhos alimentados, seus alimentos cozidos, suas casas mantidas quentes e para isso deve ter sexo, mulheres. Mulheres que são feitas para servirem, mas observa atentamente. Essa forma de vida é patriarcal.

E esse modo de vida, aquele que matou nossos seis entes queridos, precisa de forças armadas cujo trabalho é a morte. E precisa de burocratas, precisa de administradores para sustentá-lo. Precisa de tribunais como este [The Toronto Courthouse]. E precisa de um público, um público que é você e eu para manter essas leis, aplicando-as nas menores coisas como professores que verificam cartões de identificação, como enfermeiros que verificam cartões de saúde.

Esse modo de vida é o Liberalismo. E esse modo de vida vem em todas as cores. Vem no vermelho, no azul e na laranja de seus partidos políticos. Ele vem em muitos sabores. Vem na bílis cáustica do Presidente dos EUA Donald Trump e também vem na doçura saturada de [Justin] Trudeau, que defende os Muçulmanos, mas vai armar o bombardeio [Árabe] do Iêmen, que defende os Muçulmanos, mas vai sucatear tipos como Barrick Gold [empresa de mineração] e não vai limpar as cinco décadas de envenenamento por mercúrio em Grassy [Reserva Narrows em Ontário] ….

Temos de quebrar as fronteiras que impedem os migrantes e os refugiados. Devemos derrubar as prisões e os centros de detenção.

Vamos confiscar as fazendas e as fábricas. Devemos nos tornar inimigos, para que nesta cidade todos possam viver com comida, abrigo, dignidade.

Devemos nos tornar os inimigos que semeiam o terror em seus corações para que leis como a C-51 sejam rasgadas.

Devemos celebrar o nosso modo de vida, o que eles chamaram de práticas culturais bárbaras em nossas ruas e em nossas casas, até que seu modo de vida se dissipe sob nossos pés.

Vamos ser inimigos. Vamos organizar. Vamos ganhar. Nós não podemos esperar mais. A liberdade está chamando. Essas são as nossas exigências, que exigem de nós, sejamos inimigos[Ênfase original].


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis