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Confirmado: Os EUA são o Principal Facilitador da Perseguição aos Cristãos

Fonte/Source: Confirmed: U.S. Chief Facilitator of Christian Persecution – Raymond Ibrahim


Este artigo foi traduzido por Dionei Vieira. É uma ótima tradução, fiz alguns ajustes e editei.

O artigo foi escrito em 7 de Agosto de 2014. Estou publicando porque muitos desconhecem o estrago que o governo Obama fez durante o período que esteve no poder. O artigo irá também surpreender aqueles que não estão informados sobre o alcance destrutivo do Islamismo quando maioria.


Confirmado: Os EUA São O Principal Facilitador Da Perseguição Aos Cristãos

Por Raymond Ibrahim

7 de Agosto de 2014

National Review Online

Senador John McCain encontra-se com “rebeldes Sírios”, muitos dos quais não são Sírios, e um dos quais é um sequestrador conhecido (L – Muhammad Nour)

Indicadores proeminentes confirmam que os EUA são o principal facilitador da perseguição aos Cristãos em todo o mundo hoje.

De acordo com a recém-lançada 2014 World Watch List, que classifica os 50 países onde os Cristãos são mais perseguidos, a Síria é o terceiro pior país do mundo para ser um Cristão, o Iraque é o quarto, o Afeganistão é o quinto e a Líbia é o décimo-terceiro. Todos os quatro países recebem a designação mais forte, de “extrema perseguição” (outras designações são perseguição de nível: ‘grave’, ‘moderado’ e ‘escasso’).

Além de estarem tão juntas e serem duramente classificadas, essas quatro nações têm outra coisa em comum: um grande envolvimento dos EUA. Três delas (Iraque, Afeganistão e Líbia) foram “libertadas” graças às forças armadas Americanas, enquanto que na quarta, a Síria, os EUA estão patrocinando ativamente os “guerreiros da liberdade” contra o governo Sírio, muitos dos quais merecem o rótulo de “terroristas”.

Só a situação da Síria é suficiente para incriminar a política externa Americana. De acordo com a agência de notícias Reuters:

A organização Portas Abertas, um grupo não-denominacional que apoia os Cristãos perseguidos em todo o mundo, disse nesta Quarta-feira que documentou 2.123 assassinatos de Cristãos que foram vítimas de martírio, em comparação com 1.201 que ocorreram em 2012. Só na Síria, foram 1.213 desses assassinatos no ano passado. “Essa é uma contagem mínima, com base no que foi divulgado na mídia e nós podemos confirmar”, disse Frans Veerman, chefe de pesquisa de Portas Abertas. Estimativas de outras organizações Cristãs colocam a estatística anual em patamares maiores que chegam a 8.000.

Enquanto a maioria dos Americanos estão protegidos contra a verdadeira natureza da guerra devido à relutância da mídia Americana em noticiar sobre isso, mídia, sites e ativistas de língua Árabe diariamente noticiam e documentam atrocidade após atrocidade, decapitações e ataques de bomba a igrejas, Cristãos sendo massacrados por se recusarem a se converter ao Islamismo e incontáveis sequestros com o propósito de resgate ou estupros, tudo isso pelas mãos daqueles que os EUA apoiam.

É suficiente destacar que “o maior massacre de Cristãos na Síria,” para citar um importante líder religioso, ficou totalmente sem cobertura jornalística de todas as grandes redes de notícias dos EUA.

De qualquer forma, as estatísticas falam por si: a Síria costumava ser tolerante com as religiões, mas depois que os Estados Unidos começaram seus esforços de levar “democracia” a esse país, a Síria é hoje é terceiro pior país do mundo em termos de “extrema perseguição” aos Cristãos.

A agência de notícias Blaze informa que o Dr. David Curry, presidente de Portas Abertas,

acusou o governo Obama por ter, essencialmente, se recusado a fazer da proteção das minorias religiosas uma prioridade… “Há muitos casos em que o vácuo de liderança e representatividade criaram um problema real,” disse o líder dos direitos humanos. “Eu diria que todos os dados significativos apontados neste ano da Lista de Vigilância de 2014 são piores — e eu acho que um fator que contribuiu é a falta de liderança dos governos Ocidentais, incluindo… os EUA em termos de liberdade religiosa.”

Mas é pior que isso. Longe de tomar qualquer ação ou mostrar liderança, ou simplesmente parar de apoiar os terroristas responsáveis — o governo Obama recentemente tentou entrar em guerra com a Síria em favor dos “guerreiros da liberdade” e, pasmem, em nome dos “direitos humanos”. (Ao que tudo indica, o boato infundado de que Assad massacrou pessoas é o suficiente para os EUA irem à guerra, mas os massacres bem documentados de Cristãos e outros civis que estão ocorrendo nas mãos da oposição não é suficiente para que os EUA parem de apoiá-los.)

O que é pior, mesmo os mais desinformados Americanos que assistem ao noticiário da mídia em geral, hoje em dia sabem que a chamada “Primavera Árabe” que foi usada para justificar o apoio dos EUA aos “rebeldes” de todas as espécies — no Egito, a Irmandade Muçulmana (que meses atrás destruiu cerca de 80 igrejas); na Líbia, a al-Qaeda, que se transformou em uma zona de terror em Benghazi; e agora os “guerreiros da liberdade” na Síria — não é exatamente aquilo que estava sendo elogiado.

Em outras palavras, neste momento, sempre que os EUA intervêm em uma nação Islâmica, os Islâmitas chegam ao poder. Isso está muito bem comprovado nas outras três nações em que os EUA trouxeram a “democracia” e onde as minorias Cristãs sofrem “perseguição extrema”:

Certamente um tema comum emerge aqui: Onde os EUA trabalham para derrubar os autocratas seculares, a qualidade de vida dos Cristãos entre outras minorias leva um grande tombo. Sob Saddam, Kadafi e Assad, os Cristãos e suas igrejas eram amplamente protegidos.

Além disso, enquanto George W. Bush foi o responsável pelo Afeganistão e o Iraque, pode-se argumentar que, naquela época (2001 e 2003), esse padrão de radicalização Islâmica que irrompe uma vez que os autocratas caem, era bem menos conhecido do que é hoje. Não havia muitos precedentes.

Por outro lado, o governo de Obama teve o Afeganistão e o Iraque para aprender — e ainda assim ele apoia os Islamistas e jihadistas. Mas agora, o que acontece quando assumem o poder — perseguição religiosa, terror e opressão — já não é um segredo.

A propósito, aqueles que pouco se importam com o destino dos Cristãos ou de outras minorias no mundo Islâmico fariam bem em lembrar de uma simples obviedade: Sempre que elementos anticristãos chegam ao poder, as forças antiamericanas chegam ao poder. Os dois são sinônimos.

Dito de outro modo, a perseguição Muçulmana aos Cristãos é o teste decisivo de quão radical uma sociedade Islâmica pode se tornar. Em todos esses países Muçulmanos que os EUA interferiram — Afeganistão, Iraque, Líbia, Egito (até que os Egípcios se rebelaram, para castigo dos EUA), e agora a Síria — o aumento da intolerância religiosa é um reflexo do fortalecimento das forças hostis à civilização Ocidental.

Muitas vezes me perguntam, “Como podemos ajudar os Cristãos perseguidos?” Neste ponto, deve-se responder:

“Que tal começar fazendo com que o governo dos EUA deixe de ser o principal facilitador da perseguição Cristã?” Deixando o altruísmo de lado, seria do interesse de todos os que prezam a liberdade, religiosos ou não — e, especialmente, seus descendentes.


 

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Cristianismo de Obama: Ferramenta Política Para Silenciar Cristãos

Photo Cover Credit: White House Threatens UN Action Against Israel!

Fonte/Source: Obama’s Christianity: A Political Tool to Silence Christians | Raymond Ibrahim

Cristianismo de Obama: Ferramenta Política Para Silenciar Cristãos

Por Raymond Ibrahim | Middle East and Islam specialist em 15 de abril de 2015

FrontPage Magazine

obama sAqui nos Estados Unidos, os Americanos estão acostumados a ouvir o seu presidente sempre invocando o Cristianismo de forma a silenciar os Cristãos. No entanto, a mensagem de Páscoa do Primeiro Ministro do Reino Unido David Cameron foi moderadamente estimulante

Entre outras coisas, Cameron fez questão de dizer “que nós deveríamos sentir orgulho de dizer:  ‘Este é um país Cristão.’ Sim, nós somos uma nação que abraça, acolhe e aceita todas as crenças e nenhuma, porque nós continuamos a ser um país Cristão.”

O contexto da declaração de Cameron, e deve ser enfatizado, é de um Reino Unido com ampla, intolerante e agressiva população Muçulmana. Uma população que busca cada vez mais tratar os Cristãos nativos do Reino Unido da mesma forma como os Cristãos nativos do mundo Islâmico são habitualmente tratados, ou seja, subjugados, escravizados, estuprados e assassinados.

De fato, Cameron falou sobre o fenômeno da perseguição Cristã na maioria das terras Muçulmanas:

Nós também temos o dever de falar sobre a perseguição dos Cristãos ao redor do mundo. É verdadeiramente chocante que em 2015 ainda existam Cristãos sendo ameaçados, torturados, e mesmo assassinados por causa de sua fé. Do Egito à Nigéria, da Líbia a Coréia do Norte. Em todo o Oriente Médio os Cristãos vêm sendo expulsos de seus lares e obrigados a fugir de cidade em cidade; muitos deles são forçados a renunciar à sua fé ou são brutalmente assassinados. A todos aqueles corajosos Cristãos no Iraque e na Síria que praticam a sua fé e abrigam outros, nós diremos: “Nós estamos com você.”

Enquanto alguém argumenta que David Cameron é pura conversa – afinal, a política externa do Reino Unido e da América só agravou a situação dos Cristãos no Oriente Médio – ainda assim é estimulante ouvir uma conversa honesta, já que aqui nos EUA, raramente se consegue algo assim do presidente Obama.

Considere o Obama – que numa gravação mencionou “não somos mais uma nação Cristã“; nunca menciona a identidade Islâmica dos assassinos ou a identidade Cristã das vítimas deles; ignorou a recente sessão das Nações Unidas sobre a perseguição aos Cristãos – mas, teve que falar sobre os Cristãos no Café da Manhã de Páscoa: “Nesta Páscoa, eu faço uma reflexão sobre o fato de que sendo Cristão, supostamente eu deveria amar. Entretanto eu preciso dizer que, às vezes, quando ouço expressões menos amáveis provenientes de Cristãos, eu fico preocupado.”

Isso foi dito para manter a mesma linha das declarações anteriores quando exortou os Americanos em geral e particularmente os Cristãos para serem imparciais e terem “humildade” e “dúvida” de si mesmos. Por exemplo, durante o Café da Manhã da Oração Nacional em Fevereiro último, após Obama aludir sobre as atrocidades cometidas pelo Estado Islâmico (ISIS) – o qual inclui decapitação, crucificação, estupro, escravidão e imolação – ele disse:

Acredito que haja alguns princípios que possam guiar particularmente aqueles que entre nós professam crer. E, em primeiro lugar, deveríamos começar com um pouco de humildade. Acredito que o ponto de partida da fé é a dúvida – não estar tão cheio de si, tão confiante de estar certo, que Deus fala somente conosco e não com os outros, que de alguma forma nós sozinhos estamos de posse da verdade.

Humildade, é claro, é uma virtude Cristã bem reconhecida. É exatamente o oposto do orgulho, – uma modesta se não humilde opinião de si mesmo – uma das imperfeições. Mas o que isso tem – o exercício da humildade – a ver com a nossa compreensão sobre a violência e o terrorismo Islâmico, que é, afinal, o tema em discussão? Não estamos na condição de julgar e condenar a violência Islâmica – já que aparentemente não somos melhores, como o presidente deixou claro quando disse aos Cristãos para saírem do “pedestal” e lembrarem-se das Cruzadas e da Inquisição?

Além disso, enquanto a humildade Cristã estimula a autodúvida, ela não estimula a dúvida concernente ao certo e errado, ao bem e mal. O mesmo Cristo que repetidamente defendeu a humildade condenou repetidamente o comportamento maligno, conclamava as pessoas a se arrependem de seus pecados e virou mesas em justa ira.

A questão aqui é que, sempre que Obama invoca o Cristianismo e as virtudes Cristãs, é quase sempre no contexto de silenciar os Cristãos: dizendo a eles para “amar” mais – ou seja, para nunca julgar ou condenar, e em vez disso, se tornarem capachos “oferecendo a outra face”; dizendo a eles para que se lembrem dos “crimes” históricos de outros Cristãos – mesmo que esteja há mil anos e sem crime algum – ou seja, dizendo aos Cristãos para não criticar o Islã, porque eles também têm um telhado de vidro.

Este é o “Cristianismo liberal” que Obama e outros aclamam, porque o seu objetivo principal é silenciar os Cristãos, para que não condenem e combatam o que ao contrário já está claro, ou seja, o MAL.

Os Cristãos estão sendo perseguidos por Muçulmanos em todo o mundo? “Tudo bem” parece ser a resposta de Obama; basta oferecer a outra face – tenha um pouco mais de “humildade” e “dúvida”, mostre aos seus perseguidores um pouco mais de “amor” – e tudo se resolverá corretamente.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis