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Cristãos “Abatidos Como Frangos”

Fonte/Source: Christians ‘Slaughtered Like Chicken’: Muslim Persecution of Christians, July 2017 – Raymond Ibrahim


Cristãos “Abatidos Como Frangos”: Perseguição Muçulmana aos Cristãos

Por Raymond Ibrahim

18 de Dezembro de 2017

Gatestone Institute

Luc Ravel, o Arcebispo Católico Romano de Estrasburgo “foi contra o caráter dos líderes da Igreja na França, que permaneceram em grande parte politicamente corretos”, diz um relatório, porque criticou “a mudança demográfica na França, dizendo que os Muçulmanos estão tendo muito mais filhos que os nativos Franceses e criticou a “promoção” generalizada do aborto.” E disse mais: “Os fiéis Muçulmanos sabem muito bem que a sua natalidade é tal que hoje em dia, chamam isso de… a Grande Reposição, e falam de uma maneira muito calma e muito positiva, “um dia tudo isso, será nosso”.

Outro líder Cristão, enquanto discutia sobre o Sudão em particular, mencionou o que os Cristãos em todo o mundo Muçulmano estão enfrentando, e o motivo. “O governo no Sudão quer Islamizar toda a população e quer acabar com o Cristianismo e outras religiões no Sudão”, diz o Pastor Strong. “Nós temos que pressionar o governo para que os direitos das pessoas de praticarem a sua fé abertamente sejam dados a eles.” Para conseguir isso, precisam do apoio da “Igreja global”, acrescentou, porque “estão envolvidos em provações, perseguição, fome — um monte de problemas. E, no entanto, no meio de tudo isso, eles se alegram. Estão sempre prontos para morrer, e testemunhar sua fé em todas as circunstâncias. Estão dispostos a servir, não importa o que tenham ou possam vir a perder.”

A reunião de Julho sobre a perseguição Muçulmana aos Cristãos em todo o mundo inclui, mas não se limita às seguintes informações:

Massacre Muçulmano de Cristãos

Paquistão: Em dia 24 de Julho, um homem-bomba Islâmico se explodiu numa área fortemente povoada por Cristãos. Pelo menos 26 pessoas foram mortas. De acordo com Bruce Allen, um ativista de direitos humanos, “O que a mainstream mídia não relata é que essa é a segunda maior colônia Cristã no Paquistão, onde a explosão ocorreu”, apenas dois quilômetros e meio aproximadamente de onde os “pastores do Paquistão se reúnem mensalmente, onde recebem apoio financeiro mensal, onde se reúnem para compartilhar os pedidos de oração, onde tem alguns centros de treinamento contínuos e coisas assim. “Depois de explicar quantos ataques terroristas suicidas atingem os Cristãos, contou como essa atividade constante de terror “coloca os Cristãos nesse estado de alerta elevado, e já vem acontecendo há algum tempo. Nós lembramos da última Páscoa, uma época de grande celebração, e aí acontece um ataque contra os Cristãos nos parques. E é com isso que vivem constantemente… Nós conversamos sobre o transtorno de estresse pós-traumático com pessoas em combate. Bem, aqui você tem uma população inteira de pessoas que tem a sua vida constituída disso: combate. E assim você tem o desgaste psicológico, espiritual e emocional.”

Separadamente, um “mestre” Muçulmano atormentou e depois matou seu “escravo” Cristão. Javed Masih, 32, o Cristão estava, de acordo com o relatório, “reembolsando uma dívida que sua família havia contraído há três anos…” Na realidade, ele era um escravo. “Depois que foi acusado de roubar uma bicicleta motorizada”, o Cristão foi repetidamente espancado com bastões e outros objetos. Ele foi levado ao hospital e morreu por conta da tortura. “A família procurou a justiça abriu um processo na polícia, mas como de costume, a polícia se recusou a aceitar o caso e o culpado e seus aliados ameaçaram a família Cristã para retirar a acusação. Como o irmão mais velho do morto explica: “Queremos justiça. Somos pobres e, portanto a polícia se recusa a nos ouvir e a registrar a queixa. Os grandes proprietários de terras estão ameaçando sérias consequências porque nos opomos a qualquer compromisso. Tudo isso é porque somos Cristãos e pobres. “O assassino disse que o morto cometeu suicídio, uma reivindicação que a família rejeita fortemente.

Egito: outro soldado Cristão foi morto por soldados (Muçulmanos) quando souberam que ele era Cristão. Joseph Reda Helmy acabara de completar seu treinamento militar quando foi transferido para Al-Salaam (“paz”), uma unidade de forças especiais, onde três oficiais o mataram. Ele é pelo menos o sexto soldado Cristão morto por sua fé nos últimos anos. De acordo com o pai do morto, “seu grande e forte filho chegou ao acampamento às 14 horas e às 20 horas já estava morto. “Seu primo, que buscou o corpo, disse que seu primo morto” tinha hematomas na cabeça, ombros, pescoço, costas e genitais, com as piores feridas ocorrendo em suas costas.” Ele também aprendeu com as testemunhas oculares que “os três oficiais começaram a assediar Helmy por causa de sua fé Cristã e que as marcas em seu corpo indicam que o chutaram com as botas e o bateram com instrumentos pesados.” Como em todos os casos anteriores em que soldados Cristãos foram mortos por seus colegas Islâmicos, o exército Egípcio disse aos parentes que os mortos haviam morrido de outra coisa, neste caso, de “ataque epiléptico”. Mas mesmo o “médico que examinou o corpo recusou-se a se curvar à pressão daqueles que o trouxeram e relataram que o a causa mortis não era natural.”

Além disso, sobre a matança jihadista de Cristãos viajando para um mosteiro do deserto no final de Maio de 2017, surgiram mais detalhes. Falando da cama do hospital, um dos sobreviventes do massacre, Mariam Adel, uma jovem mãe cujo marido e nove de seus parentes foram mortos no ataque, disseram que depois que os jihadistas abriram fogo no ônibus, foram a bordo e “ordenaram que saíssem do ônibus e disseram a todos para se converterem ao Islã.” “Renunciar a nossa fé? Claro que não”, Mariam falou sobre a reação coletiva das mulheres. “Se tivéssemos, poderiam ter nos deixado fora do ônibus e nos tratado bem. Mas nós só queremos Jesus e estamos confiantes de que ele não nos deixará.” Os militantes responderam roubando as mulheres da posse deles, o que justificaram como “espólios de guerra” devidamente recebido. Um menino de 10 anos cujo pai foi assassinado disse que “eles pediram ao meu pai para se identificar e depois lhe pediram que recitasse a profissão de fé Muçulmana. Ele recusou, disse que era Cristão. Eles atiraram nele e em todos os outros que estavam no carro. Toda vez que atiravam em alguém, gritavam: “Deus é grande”, ou mais, literalmente, “Alá é maior.”


Para mais informações (em Inglês) sobre os países envolvidos com a perseguição Muçulmana aos Cristãos acesse este link: Raymond Ibrahim.  O site disponibiliza um relatório sobre os casos de perseguição mundial desde Julho de 2011.

A perseguição aos Cristãos no mundo Islâmico tornou-se endêmica. Por conseguinte, o relatório sobre a “perseguição Muçulmana aos Cristãos” foi desenvolvido para reunir alguns — de modo algum todos — os casos de perseguição que se emergem a cada mês, cem dois propósitos:

  1. Documentar o que a grande mídia não faz: a perseguição habitual, senão crônica, aos Cristãos.
  2. Mostrar que tal perseguição não é “aleatória”, mas sistemática e inter-relacionada — e  que está enraizada em uma visão de mundo inspirada na Sharia Islâmica.

Para mais informações (em Inglês) sobre os países envolvidos com a perseguição Muçulmana aos Cristãos acesse este link: Raymond Ibrahim.  O site disponibiliza um relatório sobre os casos de perseguição mundial desde Julho de 2011.

A perseguição aos Cristãos no mundo Islâmico tornou-se endêmica. Por conseguinte, o relatório sobre a “perseguição Muçulmana aos Cristãos” foi desenvolvido para reunir alguns — de modo algum todos — os casos de perseguição que se emergem a cada mês, cem dois propósitos:

  1. Documentar o que a grande mídia não faz: a perseguição habitual, senão crônica, aos Cristãos.
  2. Mostrar que tal perseguição não é “aleatória”, mas sistemática e inter-relacionada — e  que está enraizada em uma visão de mundo inspirada na Sharia Islâmica.

    Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

 

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“LIMPE O NOSSO EXCREMENTO TODOS OS DIAS OU MORRA”

“LIMPE O NOSSO EXCREMENTO TODOS OS DIAS OU MORRA”: PERSEGUIÇÃO MUÇULMANA AOS CRISTÃOS — AGOSTO DE 2017”

Por Raymond Ibrahim

16 de Janeiro de 2018

Gatestone Institute

Um documento elaborado por membros da comunidade Cristã global que se reuniu no 3º Fórum Internacional Cristão realizado em Moscou, detalhou como nos últimos 10 anos a população Cristã do Oriente Médio diminuiu em 80% e advertiu que, a menos que as tendências atuais sejam revertidas, o Cristianismo “desaparecerá” de suas antigas terras em alguns anos. Por volta do ano 2000, havia 1,5 milhão de Cristãos no Iraque, enquanto hoje há apenas 100 mil, aproximadamente uma queda de 93%, observa o documento. Na Síria, as maiores cidades “perderam quase toda a população Cristã.”

Outros ativistas e especialistas ofereceram estatísticas igualmente sombrias. O Centro para o Estudo do Cristianismo Global no Seminário Teológico de Gordon-Conwell em Hamilton, Massachusetts, já tinha previsto anteriormente que, até 2025, a porcentagem de Cristãos no Oriente Médio — que em 1910 era 13,6 por cento — poderia diminuir em torno de três por cento.

Os Cristãos que procuram retornar às áreas do Iraque e da Síria liberadas do Estado Islâmico (ISIS) continuam enfrentando desafios e discriminação das comunidades locais Muçulmanas e Curdas. Andrew White, também conhecido como o “pastor de Bagdá”, disse anteriormente que “A hora derradeira chegou, não sobrará nenhum Cristão. Alguns dizem que os Cristãos devem permanecer para manter sua presença histórica, mas tornou-se muito difícil. O futuro da comunidade é muito limitado.”

Outros, como o ex-Republicado Frank Wolf (R-Va.), são mais otimistas: “Agora é a hora. Temos uma administração que está aberta para fazer alguma coisa”, disse em referência ao governo Trump.

Enquanto isso, o ISIS continuou alimentando grandes esperanças. Em um vídeo lançado pela organização terrorista em Agosto, um extremista destruiu uma foto do Papa Francisco e do Papa Emérito Papa Bento XVI, enquanto dizia: “Lembre-se disso, você é um kuffar (“infiéis” ou “não-Muçulmanos”) — nós chegaremos à Roma, inshallah [se Alá quiser].” O narrador do vídeo também prometeu que “Depois de todos os seus esforços, a religião da cruz será destruída. A inimizade dos cruzados em relação aos Muçulmanos só serviu para encorajar uma geração de jovens”. Quando indagado sobre isso, o alto assessor de Francisco disse: “O Papa Francisco não alterou nada em sua agenda, nem irá mudar. Além disso, continuará a fomentar o diálogo, criando pontes, defendendo a paz. Com Muçulmanos e Cristãos.”

O levantamento de Agosto sobre a perseguição Muçulmana aos Cristãos em todo o mundo inclui, mas não está limitado, às seguintes informações:

Massacre Muçulmano de Cristãos 

PAQUISTÃO: Javid Masih, um Cristão que se vendeu à escravidão para uma família Muçulmana por dois anos porque queria comprar uma casa para a sua família, foi regularmente abusado, impedido de ir à igreja e finalmente assassinado em Agosto. Quando o contrato de dois anos estava prestes a acabar e Javid já havia dito a um parente que estava ansioso para se casar, foi informado que: “Não há como você ser ver livre de nós e deixar este lugar.” Quando seu mandato terminou e ele pediu por sua liberdade, foi severamente reprimido pelos filhos da família:

“Você é um Chura imundo [palavra depreciativa que significa coisa sem valor], como ousa pedir sua liberdade. Sua vida é nossa. Você vai limpar nossos excrementos todos os dias de sua vida a partir de agora ou você e sua família irão morrer.”

Em seguida, “foi agarrado pelos irmãos, amarrado, espancado e cuspido por um dia inteiro. Ele nunca contou a sua família sobre isso, porque estava com vergonha e tinha medo das repercussões sobre sua família caso se envolvessem. Outros funcionários tiverem que assistir a tortura brutal de Javed para inculcar a sensação de medo entre eles.

“Continuou escravizado, mas sua produtividade caiu, e a família Muçulmana decidiu acabar com ele. Envenenaram e o deixaram na frente da casa de sua família; quando sua mãe viúva implorou para que o levassem ao hospital, cuspiram nela. Ele morreu; e a polícia relatou a morte como “suicídio”.

Wilson Chowdhry, Presidente da Associação Cristã Paquistanesa Britânica, disse: “Apesar das leis contra a escravidão no Paquistão, o trabalho servido prolifera e está destruindo a vida de muitos Cristãos. A Lei do Trabalho Forçado (Abolição) Decreto 1992 não vale a pena o papel em que está escrito e a apatia dos governos para impor a lei ilustra o baixo valor atribuído aos Cristãos e outras minorias… Há uma taxa de suicídio muito pequena no Paquistão de cerca de 300 vítimas ao longo de dois anos, os Paquistaneses são resistentes. É inconcebível que Javed tenha cometido suicídio quando não expressou tal desejo a qualquer um que conhecesse e permaneceu estóico por dois anos, apesar da dor que lhe foi infligida.”

Outro homem Cristão, um prisioneiro que tentaram convertê-lo, mas rejeitou o Islã, foi encontrado morto “sob circunstâncias misteriosas sob custódia policial”, diz um relatório. Indaryas Ghulam, 38, estava entre os 42 Cristãos presos pelo linchamento de dois Muçulmanos associados a um ataque na igreja em 2015 que matou quase 20 Cristãos e feriu 70. Indaryas negou envolvimento no linchamento e era um dos prisioneiros prometidos de “liberação em troca da renúncia ao Cristo. Ele poderia ter salvado sua vida, mas decidiu testemunhar sua fé até a morte… A administração da prisão atribuiu sua morte à má saúde; tinha tuberculose. Mas sua esposa Shabana e sua filha Shumir, que viram o corpo, disseram que tinha queimaduras e cortes em todos os lugares, sinais claros de tortura e da brutalidade a que havia sido submetido. Além disso, acrescentam que, embora estivesse gravemente doente, nunca recebeu cuidados médicos adequados atrás das grades.”

Ataques Muçulmanos À Liberdade Cristã

IRÃ: Cerca de quinhentos Muçulmanos convertidos ao Cristianismo enfrentaram perseguição e fugiram do Irã para a Turquia em busca de asilo, revela o relatório de Agosto. Um jovem converso que disse que não poderia ser quem ele queria ser se permanecesse Muçulmano, acrescentou que agora está se sentindo “confortável” como um Cristão. Outro disse: “Eu mudei de religião porque não vi nada no Islã. Tudo que vi estava errado. É fato que o governo do Irã é Islâmico, contudo nossa juventude está sendo executada. No Iraque, a mesma coisa… Lá está o ISIS matando pessoas em nome do Islã, e as pessoas vulneráveis ​​estão sendo decapitadas. Fugiram para a Turquia e nós viemos para a Turquia. É por isso que não vi nada de bom no Islã. “A Open Doors USA, que monitora a perseguição Cristã em todo o mundo, confirma que “os convertidos ao Cristianismo vindo do Islã constituem o maior grupo de Cristãos e experimentam a maior perseguição.”


Para mais informações (em Inglês) sobre os países envolvidos com a perseguição Muçulmana aos Cristãos acesse este link: Raymond Ibrahim.  O site disponibiliza um relatório sobre os casos de perseguição mundial desde Julho de 2011.

A perseguição aos Cristãos no mundo Islâmico tornou-se endêmica. Por conseguinte, o relatório sobre a “perseguição Muçulmana aos Cristãos” foi desenvolvido para reunir alguns — de modo algum todos — os casos de perseguição que se emergem a cada mês, cem dois propósitos:

  1. Documentar o que a grande mídia não faz: a perseguição habitual, senão crônica, aos Cristãos.
  2. Mostrar que tal perseguição não é “aleatória”, mas sistemática e inter-relacionada — e  que está enraizada em uma visão de mundo inspirada na Sharia Islâmica.

Tradução: Tiao Cazeiro — Muhammad e os Sufis

POR QUE PROFESSAR CRISTO ESTÁ SE TORNANDO UM “CRIME DE ODIO” NO OCIDENTE

Fonte/Source: Why Professing Christ Is Becoming a ‘Hate Crime’ in the West – Raymond Ibrahim


POR QUE PROFESSAR CRISTO ESTÁ SE TORNANDO “CRIME DE ODIO” NO OCIDENTE

Por Raymond Ibrahim

12 de Janeiro de 2018

FrontPage Magazine

Qual é a fonte do dhimmitude — que em muitos aspectos paralisa as respostas ao Islam — no Ocidente?

Primeira definição: “dhimmitude”, que foi cunhada pelo falecido presidente Cristão do Líbano, Bashir Gemayel, e popularizada pela escritora Bat Ye’or, é um neologismo baseado na palavra Árabe, dhimmi, ou seja, um não-Muçulmano (geralmente um Cristão ou Judeu) que cai sob o domínio Islâmico e, como um preço para manter sua religião, aceita uma posição social inferior. Simplificando, o dhimmi deve conhecer seu lugar e nunca balançar o barco, inclusive buscando direitos iguais aos Muçulmanos.

Embora isto seja a manifestação clássica e original da dhimmitude, uma nova forma e sem precedentes surgiu no Ocidente: no mundo Muçulmano, onde o poder faz o que quer sem ser contestado, as maiorias Muçulmanas impõem um status inferior às minorias não-Muçulmanas; mas no Ocidente, é o próprio Ocidente — ou pelo menos elementos domésticos — que, em determinadas áreas, impõe um status inferior a uma maioria não-Muçulmana.

Eis a questão, por quê? Por que uma civilização mais forte impõe estipulações injustas e supremacistas de uma civilização mais fraca e hostil sobre si mesma e desse modo paralisa a si mesma diante dessa mesma civilização hostil?

A resposta é evidente nas palavras de uma estratégia antiga: “O inimigo do meu inimigo é meu amigo”. Os elementos Ocidentais que protegem e fortalecem incessantemente o Islam e que operam sob vários nomes — “Liberais”, “Esquerdistas”, “Marxistas”, “Progressistas”, “Guerreiros da Justiça Social”, etc. — fundamentalmente, pouco se importa com o Islamismo; em vez disso, o Islã é para eles uma ferramenta para combater seu inimigo real e muito mais próximo: o Cristianismo, os costumes e a civilização nascida dele e culminando no Ocidente.

Isto é evidente em todos os lugares e em uma miríade de formas. Mais recentemente, o governo Britânico se recusou a responder se alguém contar às pessoas sobre a fé Cristã poderia ser considerado um crime de ódio.” Lord Pearson de Rannoch, um colega do UKIP, perguntou à Câmara dos Lordes se poderiam “confirmar inequivocamente que um Cristão que diz que Jesus é o único filho do único e verdadeiro Deus não pode ser preso por crime de ódio ou qualquer outra ofensa, por mais que possa ofender um Muçulmano ou qualquer outra religião? “A porta-voz do governo Baronesa Vere de Norbiton respondeu equivocadamente, dizendo que a definição legal de “crime de ódio” tem sido a mesma durante os últimos 10 anos.

Entretanto, como Pearson explicou em uma entrevista posterior, a definição atual de “crime de ódio” é subjetiva e depende se a “vítima” se sente ofendida — deixando assim a porta aberta para acusar aqueles que proclamam Cristo e a Trindade de cometerem crime de ódio, especialmente vis-à-vis Muçulmanos, que se opõem veementemente à reivindicação, como o próprio Pearson reconheceu: “Certamente, os Muçulmanos mais estritos se sentem ofendidos pelo Cristianismo e a nossa crença em Jesus sendo o único Filho do único verdadeiro Deus.”

Pearson também apontou um duplo padrão em como os “crimes de ódio” são aplicados: “Você pode dizer o que você quiser sobre o nascimento da Virgem, os milagres e a ressurreição de Jesus Cristo, mas assim que você disser ‘vamos lá, será que o Islam é realmente a religião de paz que afirma ser’, o inferno se explode.”

De fato, e há uma razão para isso: ao contrário do Islam — do qual muitas elites Ocidentais não sentem nenhuma conexão (direta) e, portanto, nenhuma ameaça proveniente dele — o Cristianismo é a fé de seus antepassados; está sempre presente em suas sociedades, julgando-os e eles o odeiam por isso. Mas ao invés de procurar suprimir abertamente, operam indiretamente, inclusive apoiando os sempre bravos e facilmente “ofendidos” Muçulmanos contra o Cristianismo, enquanto desempenham o papel de pessoa “imparcial” secularista ou progressista — pessoas se obrigarão (ou seja, os outros, notadamente os Cristãos) a caminhar sobre cascas de ovos com medo de que os “sentimentos” do “outro” seja ferido.

A partir desse ponto, entende-se por que liberais e progressistas que sempre reclamam contra qualquer vestígio do Cristianismo tradicional (“opressivo”) habitualmente se alinham com o Islam — apesar das qualidades verdadeiramente opressivas do último. As feministas denunciam o “patriarcado” Cristão — mas dizem pouco contra o tratamento Muçulmano às mulheres como uma possessão pessoal; homossexuais denunciam padarias Cristãs — mas dizem pouco contra a execução Muçulmana de homossexuais; multiculturalistas denunciam Cristãos que se recusam a reprimir sua fé, inclusive proibindo frases e imagens de Natal, para acomodar a sensibilidade religiosa das minorias Muçulmanas —, mas dizem pouco contra a perseguição Muçulmana entrincheirada e aberta aos Cristãos.

Desse ponto, entende-se a razão última pela qual os elementos dominantes do Ocidente estão impondo os efeitos injustos e sufocantes da dhimmitude e tornando o Oeste fraco e vulnerável: “O inimigo [Islam] do meu inimigo [Cristianismo] é meu amigo.” Como este exemplo recente no Reino Unido mostra, Muçulmanos agora estão até mesmo sendo usados ​​para fazer a reivindicação central do Cristianismo — que a elite progressiva especialmente despreza ouvir porque condena o seu estilo de vida sem Deus — um “crime de ódio”.


Tradução: Tiao Cazeiro  — Muhammad e os Sufis

Confirmado: Os EUA são o Principal Facilitador da Perseguição aos Cristãos

Fonte/Source: Confirmed: U.S. Chief Facilitator of Christian Persecution – Raymond Ibrahim


Este artigo foi traduzido por Dionei Vieira. É uma ótima tradução, fiz alguns ajustes e editei.

O artigo foi escrito em 7 de Agosto de 2014. Estou publicando porque muitos desconhecem o estrago que o governo Obama fez durante o período que esteve no poder. O artigo irá também surpreender aqueles que não estão informados sobre o alcance destrutivo do Islamismo quando maioria.


Confirmado: Os EUA São O Principal Facilitador Da Perseguição Aos Cristãos

Por Raymond Ibrahim

7 de Agosto de 2014

National Review Online

Senador John McCain encontra-se com “rebeldes Sírios”, muitos dos quais não são Sírios, e um dos quais é um sequestrador conhecido (L – Muhammad Nour)

Indicadores proeminentes confirmam que os EUA são o principal facilitador da perseguição aos Cristãos em todo o mundo hoje.

De acordo com a recém-lançada 2014 World Watch List, que classifica os 50 países onde os Cristãos são mais perseguidos, a Síria é o terceiro pior país do mundo para ser um Cristão, o Iraque é o quarto, o Afeganistão é o quinto e a Líbia é o décimo-terceiro. Todos os quatro países recebem a designação mais forte, de “extrema perseguição” (outras designações são perseguição de nível: ‘grave’, ‘moderado’ e ‘escasso’).

Além de estarem tão juntas e serem duramente classificadas, essas quatro nações têm outra coisa em comum: um grande envolvimento dos EUA. Três delas (Iraque, Afeganistão e Líbia) foram “libertadas” graças às forças armadas Americanas, enquanto que na quarta, a Síria, os EUA estão patrocinando ativamente os “guerreiros da liberdade” contra o governo Sírio, muitos dos quais merecem o rótulo de “terroristas”.

Só a situação da Síria é suficiente para incriminar a política externa Americana. De acordo com a agência de notícias Reuters:

A organização Portas Abertas, um grupo não-denominacional que apoia os Cristãos perseguidos em todo o mundo, disse nesta Quarta-feira que documentou 2.123 assassinatos de Cristãos que foram vítimas de martírio, em comparação com 1.201 que ocorreram em 2012. Só na Síria, foram 1.213 desses assassinatos no ano passado. “Essa é uma contagem mínima, com base no que foi divulgado na mídia e nós podemos confirmar”, disse Frans Veerman, chefe de pesquisa de Portas Abertas. Estimativas de outras organizações Cristãs colocam a estatística anual em patamares maiores que chegam a 8.000.

Enquanto a maioria dos Americanos estão protegidos contra a verdadeira natureza da guerra devido à relutância da mídia Americana em noticiar sobre isso, mídia, sites e ativistas de língua Árabe diariamente noticiam e documentam atrocidade após atrocidade, decapitações e ataques de bomba a igrejas, Cristãos sendo massacrados por se recusarem a se converter ao Islamismo e incontáveis sequestros com o propósito de resgate ou estupros, tudo isso pelas mãos daqueles que os EUA apoiam.

É suficiente destacar que “o maior massacre de Cristãos na Síria,” para citar um importante líder religioso, ficou totalmente sem cobertura jornalística de todas as grandes redes de notícias dos EUA.

De qualquer forma, as estatísticas falam por si: a Síria costumava ser tolerante com as religiões, mas depois que os Estados Unidos começaram seus esforços de levar “democracia” a esse país, a Síria é hoje é terceiro pior país do mundo em termos de “extrema perseguição” aos Cristãos.

A agência de notícias Blaze informa que o Dr. David Curry, presidente de Portas Abertas,

acusou o governo Obama por ter, essencialmente, se recusado a fazer da proteção das minorias religiosas uma prioridade… “Há muitos casos em que o vácuo de liderança e representatividade criaram um problema real,” disse o líder dos direitos humanos. “Eu diria que todos os dados significativos apontados neste ano da Lista de Vigilância de 2014 são piores — e eu acho que um fator que contribuiu é a falta de liderança dos governos Ocidentais, incluindo… os EUA em termos de liberdade religiosa.”

Mas é pior que isso. Longe de tomar qualquer ação ou mostrar liderança, ou simplesmente parar de apoiar os terroristas responsáveis — o governo Obama recentemente tentou entrar em guerra com a Síria em favor dos “guerreiros da liberdade” e, pasmem, em nome dos “direitos humanos”. (Ao que tudo indica, o boato infundado de que Assad massacrou pessoas é o suficiente para os EUA irem à guerra, mas os massacres bem documentados de Cristãos e outros civis que estão ocorrendo nas mãos da oposição não é suficiente para que os EUA parem de apoiá-los.)

O que é pior, mesmo os mais desinformados Americanos que assistem ao noticiário da mídia em geral, hoje em dia sabem que a chamada “Primavera Árabe” que foi usada para justificar o apoio dos EUA aos “rebeldes” de todas as espécies — no Egito, a Irmandade Muçulmana (que meses atrás destruiu cerca de 80 igrejas); na Líbia, a al-Qaeda, que se transformou em uma zona de terror em Benghazi; e agora os “guerreiros da liberdade” na Síria — não é exatamente aquilo que estava sendo elogiado.

Em outras palavras, neste momento, sempre que os EUA intervêm em uma nação Islâmica, os Islâmitas chegam ao poder. Isso está muito bem comprovado nas outras três nações em que os EUA trouxeram a “democracia” e onde as minorias Cristãs sofrem “perseguição extrema”:

Certamente um tema comum emerge aqui: Onde os EUA trabalham para derrubar os autocratas seculares, a qualidade de vida dos Cristãos entre outras minorias leva um grande tombo. Sob Saddam, Kadafi e Assad, os Cristãos e suas igrejas eram amplamente protegidos.

Além disso, enquanto George W. Bush foi o responsável pelo Afeganistão e o Iraque, pode-se argumentar que, naquela época (2001 e 2003), esse padrão de radicalização Islâmica que irrompe uma vez que os autocratas caem, era bem menos conhecido do que é hoje. Não havia muitos precedentes.

Por outro lado, o governo de Obama teve o Afeganistão e o Iraque para aprender — e ainda assim ele apoia os Islamistas e jihadistas. Mas agora, o que acontece quando assumem o poder — perseguição religiosa, terror e opressão — já não é um segredo.

A propósito, aqueles que pouco se importam com o destino dos Cristãos ou de outras minorias no mundo Islâmico fariam bem em lembrar de uma simples obviedade: Sempre que elementos anticristãos chegam ao poder, as forças antiamericanas chegam ao poder. Os dois são sinônimos.

Dito de outro modo, a perseguição Muçulmana aos Cristãos é o teste decisivo de quão radical uma sociedade Islâmica pode se tornar. Em todos esses países Muçulmanos que os EUA interferiram — Afeganistão, Iraque, Líbia, Egito (até que os Egípcios se rebelaram, para castigo dos EUA), e agora a Síria — o aumento da intolerância religiosa é um reflexo do fortalecimento das forças hostis à civilização Ocidental.

Muitas vezes me perguntam, “Como podemos ajudar os Cristãos perseguidos?” Neste ponto, deve-se responder:

“Que tal começar fazendo com que o governo dos EUA deixe de ser o principal facilitador da perseguição Cristã?” Deixando o altruísmo de lado, seria do interesse de todos os que prezam a liberdade, religiosos ou não — e, especialmente, seus descendentes.


 

Antigo Mosteiro Egípcio Fechado 

Fonte/Source: Ancient Egyptian Monastery Closed and Christmas Canceled – Raymond Ibrahim


Este artigo é mais uma contribuição ao movimento de Solidariedade Coptae também para deixar registrado mais um excelente artigo do meu amigo Raymond Ibrahim.


Antigo Mosteiro Egípcio Fechado 

Por Raymond Ibrahim

6 de Janeiro de 2018

Solidariedade Copta

As autoridades locais decidiram fechar o Mosteiro de Santa Catarina na Península do Sinai, um Património Mundial da UNESCO, entre 5 de Janeiro e 6 de Janeiro quando os serviços de Natal da igreja são realizados de acordo com o calendário Ortodoxo. [I] A diretoria geral da polícia turística ordenou que todas as empresas de turismo interrompessem o envio de visitantes ao monastério histórico.

Embora o motivo oficial do fechamento temporário do monastério e o cancelamento do Natal esteja relacionado com a execução de um plano para o desenvolvimento da área circundante, considerado como Patrimônio da Humanidade (World Heritage Site), acredita-se que o pedido veio como proteção preventiva contra terroristas Islâmicos visando o local e os turistas estrangeiros que o visitam durante as férias de Natal.

Construído em meados do século VI, o Mosteiro de Santa Catarina é um dos mosteiros mais antigos do mundo; além disso, possui a mais antiga biblioteca continuamente ativa em existência, com muitos manuscritos preciosos.

Embora cercado por paredes altas e grossas, o local Cristão tem recebido cada vez ameaças terroristas, principalmente porque a Península do Sinai é um viveiro de atividades jihadistas, onde os Cristãos Coptas são abertamente perseguidos e às vezes massacrados.

O mosteiro foi alvo em Abril do ano passado, quando homens armados desconhecidos abriram fogo contra um posto de controle da polícia Egípcia, matando um policial e ferindo quatro. O Estado Islâmico mais tarde reivindicou o ataque.

Nota:

[i] Como a maioria das Igrejas Ortodoxas, incluindo a Igreja Copta, observa o Natal em 7 de Janeiro, os serviços da igreja são realizados na noite anterior, em 6 de Janeiro, até a meia-noite de 7 de Janeiro.


Tomei a liberdade de mostrar este comentário enviando por um leitor para esse artigo do Raymond Ibrahim:

“O Oriente Médio é uma zona de guerra onde os não-Muçulmanos tiveram alvos em suas costas nos últimos 1400 anos. Os Cristãos que permanecem em países de maioria Muçulmana hoje, com a possível exceção da Síria, devem esperar tratamento injusto, se não uma agressão definitiva em cada passo, e a curto prazo, as coisas provavelmente irão piorar antes de melhorar. No passado, os Cristãos podiam esperar um mínimo de segurança dos ditadores seculares, como Saddam Hussein, Hosni Mubarak e Muammar Gaddaffi, que mantiveram uma paz áspera usando a força bruta e métodos totalitários, mas agora que esses governantes foram removidos do poder no Iraque, Egito e Líbia, há muito pouco para proteger os Cristãos da violência da máfia nas mãos das maiorias Muçulmanas em todos esses três países.”


Tradução: Tiao Cazeiro —Muhammad e os Sufis

Por Que Os Iranianos Estão Finalmente Protestando Contra O Islam

Fonte/Source: Why Iranians Are Ultimately Protesting Against Islam – Raymond Ibrahim


Por Que Os Iranianos Estão Finalmente Protestando Contra O Islam

Por Raymond Ibrahim

4 de Janeiro de 2018

FrontPage Magazine

O que deu início em 28 de Dezembro, via protestos locais contra os altos preços dos alimentos em uma cidade ao norte de Mashhad, no Iran, se transformou em um protesto em massa mobilizando algumas centenas de milhares de Iranianos em cerca de duas dúzias de cidades, inclusive, e especialmente, Teerã, a sede do governo. Até agora, mais de 20 manifestantes foram mortos e muitas centenas foram presas no que foi amplamente descrito como “a crise interna mais grave que o país enfrentou nesta década.”

Os protestos evoluíram de tópicos mundanos sobre a economia a tópicos mais existenciais relacionados à liderança Islâmica. Dizem que centenas de milhares de manifestantes foram ouvidos gritando: “Nós não queremos uma República Islâmica”, e invocando bênçãos sobre o Reza Shah, o fiel reformador secularista e político que muito fez para Ocidentalizar o Iran até seu filho e sucessor, Muhammad Reza Shah ser deposto durante a Revolução Islâmica de 1979. Segundo a mídia do Oriente Médio, mulheres — como Maryam Rajavi — estão liderando os protestos atuais (e simbolicamente rejeitando as imposições Islâmicas removendo os seus hijabs publicamente).

Até o regime Iraniano percebe a inquietação atual como uma revolta contra o Islam. Em suas declarações iniciais depois que as primeiras manifestações entraram em erupção, o líder supremo, Aiatolá Khamenei, disse: “Todos os que estão contra a República Islâmica… juntaram forças para criar problemas para a República Islâmica e a Revolução Islâmica” (observe o adjetivo recorrente e revelador “Islâmica”).

Mesmo assim, “a mídia tradicional” vê a crescente pobreza e a frustração pela falta de liberdades sociais como os únicos motivos por trás da agitação atual. O que não percebem é que, se o Islam não se destina a ser “algo espiritual” praticado em privacidade, mas sim um sistema completo de governança, permeando toda a vida privada e social, os protestos em curso no Iran, enquanto giram ostensivamente em torno de questões econômicas, sociais e políticas, são em última análise protestos contra os ensinamentos Islâmicos com relação a questões econômicas, sociais e políticas, que a República Islâmica do Iran impôs à população desde que chegou ao poder em 1979.

Isso é evidente mesmo no novo grito de guerra dos manifestantes — “Morte ao Ditador” — em referência ao próprio líder supremo, Ayatollah Ali Khamenei. Por sua própria natureza, a lei Islâmica — tanto Sunita quanto Xiita — exige um governo ditatorial. Contanto que um califa, sultão ou emir governe a sociedade de acordo com a Sharia, Muçulmanos devem obedecer a ele — mesmo que seja um personagem desprezível e cruel.

Depois de examinar uma série de regras Islâmicas de exegetas competentes, bem como uma série de declarações atribuídas ao profeta Muçulmano Muhammad e no Alcorão, sobre a importância dos Muçulmanos seguirem a lei Islâmica — que é a única questão relevante quando os Muçulmanos devem ou não procurar derrubar seu governante —Ayman al-Zawahiri escreve,

“Em suma: É proibido derrubar um tirano, mas é um dever derrubar um infiel. Se o governante é despótico, torna-se ilegal que um Muçulmano reúna outros Muçulmanos para condená-lo, porque se o fizerem, se tornarão em agressores e o sultão terá a incumbência de lutar contra eles (The Al Qaeda Reader, p. 122).

Como acontece, a opressão social em questão no Irã via protestos — desde o status de segunda classe para mulheres até a proibição de todas as formas de expressão crítica ao Islã, seu profeta e seu representante na terra — é obrigatório pela lei islâmica, consequentemente tornando os manifestantes em “agressores”.

Mas até mesmo os aspectos econômicos dos protestos são em grande parte subprodutos das aspirações Islâmicas. Como disse Donald Trump na sexta-feira passada, finalmente o povo Iraniano está esperto e entendendo como o dinheiro e a riqueza estão sendo roubados e desperdiçados pelo terrorismo. De fato, o sofrimento econômico das pessoas chegou em um momento em que o regime se tornou rico — especialmente através de Barack Obama, dando-lhes mais de US$ 100 bilhões como parte de um acordo nuclear. O motivo da disparidade é que o regime tem e continua gastando grande parte de sua riqueza na tentativa de realizar seus ideais Islâmicos declarados; isto é, prefere apoiar o Hezbollah (atualmente a organização terrorista mais rica de acordo com a Forbes) e o Hamas (terceiro mais rico), contra o inimigo “infiel” do Islan, Israel, em nome e para a maior glória de Alá, em vez de alimentar seu povo.

Aliás, porque o direito de protesto é um dado no Ocidente e, portanto, ocorre com frequência — inclusive em questões triviais e/ou até absurdas, como quando estudantes universitários planejaram um “sh*t-in“, ocupando banheiros como forma de exigir mais “instalações neutras no que se refere ao gênero” — as graves consequências dos atuais protestos no Iran podem ser facilmente subestimadas. Objetivamente falando, são indicativos de quão fartos os Iranianos estão — e os riscos fatais que estão dispostos a correr — o que, sem surpresa, também remonta ao Islam:

“Manifestantes também podem enfrentar a pena de morte quando os casos forem julgados, de acordo com o chefe do Tribunal Revolucionário de Teerã, informou a AP. A agência de notícias semioficial de Tasnim do Iran citou Mousa Ghazanfarabadi dizendo: “Obviamente, uma de suas acusações pode ser Moharebeh”, ou travar uma guerra contra Deus [Alá], o qual é uma ofensa com pena de morte no Irã.

Moharebeh é precisamente o que al-Zawahiri se refere no trecho acima: a única razão legítima para derrubar um governante Islâmico é o fracasso de governar de acordo com o Islan —do qual Khamenei e seu regime dificilmente poderão ser acusados (visto pelo prisma Xiita, que é o caso). Procurar destituí-lo porque é pessoalmente corrupto, despótico, cruel ou gastando mais dinheiro na jihad do que em alimentação é proibido e transforma os manifestantes em agressores contra Alá, um crime digno de punição, incluindo a morte.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

Trump Abole Mito Venerado: “Ressentimento Contra Israel”

Fonte/Source: Trump Scraps Cherished “Israel Grievance” Myth – Raymond Ibrahim


Trump Abole Mito Venerado: “Ressentimento Contra Israel”

Por Raymond Ibrahim

27 de Dezembro de 2017

ÓDIO À AMÉRICA; ESMAGUE ISRAEL

Frontpage Magazine

A nova estratégia de segurança nacional do Presidente Trump não é apenas notável por trazer de volta ao paradigma — palavras como “jihadismo” e “sharia” — mas por abolir, a saber, a longa e muito enraizada noção de que Israel é a raiz de toda a turbulência que afligi o Oriente Médio. De acordo com o novo documento estratégico,

“Por gerações, o conflito entre Israel e Palestinos tem sido visto como o prime irritant impedindo a paz e a prosperidade na região. Hoje, as ameaças das organizações terroristas jihadistas e do Irã estão constatando que Israel não é a causa dos problemas da região. Países têm cada vez mais encontrado interesses comuns com Israel no enfrentamento das ameaças comuns.

A importância disso não pode ser minimizada. Durante décadas, a posição oficial do establishment defendida por políticos, acadêmicos e jornalistas de todas as estirpes buscando desculpas para toda raiva, violência e terror jihadista que assola a região foi a criação de Israel. Uma vez que o estado Judeu é mais forte do que seus vizinhos Muçulmanos, estes sempre foram apresentados como frustrados e “oprimidos” fazendo o que podem para alcançar a “justiça”. Não importa quantos foguetes foram lançados em Tel Aviv pelo Hamas e Hezbollah, e não importa como a sede de sangue anti-Israelense foi articulada em termos distintamente jihadistas, isso sempre foi apresentado como prova óbvia de que os Palestinos sob Israel são tão oprimidos que Muçulmanos não têm outra escolha senão recorrer ao terrorismo.

E assim, como em todas as falsas narrativas, a sobrevivência nesse caso baseou-se em ocultar a maior e mais completa imagem, como capturada pela seguinte questão: se os Muçulmanos recebem passe livre quando sua violência é dirigida contra os mais fortes, como podemos racionalizar a violência quando é dirigida contra os mais fracos — por exemplo, os milhões de Cristãos nativos que vivem no mundo Muçulmano? De acordo com estatísticas confiáveis ​​publicadas anualmente, cerca de 40 das 50 piores nações para alguém ser Cristão são de maioria Muçulmana. Das 21 nações absolutamente piores— 18 das quais são Muçulmanas — “100 por cento dos Cristãos experimentam perseguição.”

As racionalizações usadas para minimizar a violência Muçulmana contra Israel simplesmente não podem funcionar aqui, porque agora os Muçulmanos são maioria — e são violentos e opressivos para com suas minorias, de tal forma que o tratamento Israelense dos Palestinos parece invejável. Em outras palavras, a perseguição Cristã é talvez o exemplo mais óbvio de um fenômeno o qual a mídia dominante quer ignorar a existência — o supremacismo Islâmico, a verdadeira fonte do conflito Árabe-Israelense.

Numericamente superados e politicamente marginalizados no mundo Islâmico, Cristãos simplesmente desejam rezar em paz, e ainda assim são perseguidos e atacados; suas igrejas são queimadas e destruídas; suas mulheres e crianças são sequestradas, estupradas e escravizadas. Esses Cristãos são muitas vezes idênticos aos seus concidadãos Muçulmanos em raça, etnia, identidade nacional, cultura e linguagem; geralmente não há disputa política ou de propriedade sobre os quais a violência poderia ser responsabilizada. O único problema é que são Cristãos — são não-Muçulmanos — da mesma categoria que os Israelenses se enquadram.

A partir desse ponto, entende-se também por que o que foi descrito por algumas autoridades como “genocídio” de Cristãos nas mãos de Muçulmanos no Iraque, Síria, Nigéria, Somália, Paquistão e Egito — Muçulmanos que pouco se importam com Israel e Palestinos — é uma das histórias mais dramáticas, mas também menos conhecidas do nosso tempo. A mídia simplesmente não pode retratar a perseguição Muçulmana aos Cristãos — que em essência e forma equivale a massacres não provocados — como uma “disputa de terra” ou um produto do “ressentimento” (de qualquer jeito, são as ostracizadas e perseguidas minorias Cristãs nativas que devem estar ressentidas). E sendo assim a mídia não pode articular tais ataques Islâmicos contra os Cristãos através do paradigma do “ressentimento” que funciona tão bem na explicação do conflito Árabe-Israelense, seu principal recurso é omitir qualquer informação.

Semelhante é o caminho de todos os apologistas do Islã: ignorar ou acalmar a agressão Muçulmana — e, nesse vácuo, distorcem e apresentam respostas não-Muçulmanas como as origens do conflito. Isto é especialmente prevalente no representação da história. Assim, John Esposito da universidade de Georgetown afirma que “cinco séculos de convivência pacífica [entre o Islã e a Europa] decorreram antes que eventos políticos e um jogo de poder papal imperial levassem a uma série de séculos conhecidos como guerras santas [as Cruzadas] que a Europa enfrentou contra o Islã e deixou um legado persistente de mal-entendidos e desconfiança”. Na realidade, esses “cinco séculos de convivência pacífica” viram os Muçulmanos aterrorizando e conquistando mais de três quartos da Cristandade; mas este fato inconveniente raramente é mencionado, pois o conhecimento dele arruína a narrativa do “Ressentimento-Muçulmano”, assim como da mesma forma o conhecimento da perseguição Muçulmana moderna de Cristãos o arruína.

De qualquer forma, é revigorante ver que o sol está atravessando a escuridão da fraude que tem por muito tempo nublado a realidade do Oriente Médio, inclusive apresentando vítimas como agressores e agressores como vítimas. Mesmo assim, com o retorno de palavras como “jihadista” no discurso formal no caso do Trump, alguém duvidará se o establishment seguirá o exemplo, já que a polarização da América continua ininterrupta.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

QUANDO E POR QUE O OCIDENTE COMEÇOU A ‘DEMONIZAR’ MUHAMMAD

Fonte/Source: When and Why the West Began to ‘Demonize’ Muhammad


QUANDO E POR QUE O OCIDENTE COMEÇOU A ‘DEMONIZAR’ MUHAMMAD

Por Raymond Ibrahim

22 de Janeiro de 2017

PJ Media

Para entender qualquer fenômeno, deve-se primeiro compreender suas raízes. Infelizmente, não só todas as discussões sobre o conflito entre o Islã e o Ocidente tendem a limitar-se à era moderna, como também quando o passado e as origens são aludidas a antítese da realidade é apresentada: ouvimos que o Ocidente — um anacronismo para a Europa, ou melhor ainda, a Cristandade — começou o conflito, demonizando intencionalmente os Muçulmanos pacíficos e tolerantes e seu profeta para justificar suas aspirações “coloniais” no Oriente, que supostamente começaram com as Cruzadas.

O autor mais vendido sobre o Islam e o Cristianismo, Karen Armstrong, resume a visão padrão:

“Desde as Cruzadas, as pessoas no Ocidente veem o profeta Muhammad como uma figura sinistra… Os monges eruditos da Europa estigmatizaram Muhammad como um líder guerreiro cruel que estabeleceu a falsa religião do Islã pela espada. Eles também, com inveja mal disfarçada, o repreendeu como ganancioso e pervertido sexual numa época em que os papas tentavam impor celibato ao clero relutante.”

Que nada poderia estar mais longe da verdade é um eufemismo. Desde as primeiras referências Cristãs aos Muçulmanos no século VII, ao apelo do Papa Urbano à Primeira Cruzada, mais de quatro séculos depois, os “Sarracenos” e seu profeta foram consistentemente abominados.

Assim, escrevendo por volta de 650, John de Nikiu, Egito, disse que os “Muçulmanos” — o Copta é, aparentemente, o primeiro não-Muçulmano a registrar essa palavra — não eram apenas “inimigos de Deus”, mas adeptos da “detestável doutrina da besta”, isto é, Mohammad [sic]”[i] O pergaminho mais antigo que alude a um profeta guerreiro foi escrito em 634 — apenas dois anos após a morte de Muhammad. Ele descreve um homem perguntando a um culto escriba Judeu o que ele sabe sobre “o profeta que apareceu entre os Sarracenos”. O homem idoso, “com muitos gemidos”, respondeu: “Ele está iludindo. Para que os profetas chegam com espadas e carruagens? De fato, esses eventos de hoje são obras da confusão… Você encontrará nada de verdadeiro no dito profeta, exceto o derramamento de sangue humano.”[ii] Outros confirmaram que “não havia verdade para ser encontrada no profeta, apenas o derramamento do sangue dos homens. Ele diz também que tem as chaves do paraíso, o que é incrível.”[iii]

Muhammad é pela primeira vez mencionado pelo nome em um fragmento Siríaco, também escrito em torno de 634; embora apenas as frases dispersas são inteligíveis, todas giram em torno do derramamento de sangue: “muitas aldeias [em Homs] foram devastadas pela matança [dos seguidores] de Muhammad e muitas pessoas foram assassinadas e [levadas] como prisioneiras de Galiléia a Beth… “Cerca de dez mil” pessoas foram massacradas nas “proximidades de Damasco…”[iv] Escrevendo por volta de 640, Thomas Presbyter menciona Muhammad:

“houve uma batalha [Adjnadyn?] entre os Romanos e os Árabes de Muhammad na Palestina, doze milhas a leste de Gaza. Os Romanos fugiram… Cerca de 4.000 aldeões pobres da Palestina foram mortos no local… Os Árabes devastaram toda a região”; eles até “escalaram a montanha de Mardin e mataram muitos monges lá nos mosteiros de Qedar e Bnata”.

Uma homilia Copta, também escrita por volta de 640, aparentemente é o primeiro registro associando os invasores com uma (embora hipócrita) religiosidade. Ela aconselha aos Cristãos a jejuarem, mas não “como os opressores Sarracenos, que se entregam à prostituição, ao massacre e levam ao cativeiro os filhos dos homens, dizendo: “nós dois jejuamos e rezamos”. [V]

Ao final do sétimo e início do século VIII, Cristãos cultos começaram a examinar as reivindicações teológicas do Islamismo. A imagem dos Muçulmanos foi de mal a pior. O Alcorão — aquele “pequeno livro mais desprezível e mais inepto do Árabe Muhammad” — visto como “cheio de blasfêmias contra o Altíssimo, com toda a sua feia e vulgar imundície”, particularmente a pretensão de que o céu equivale a um “bordel sexual” [sic], citando Nicetas Byzantinos, do século VIII, que possuía e estudou de perto uma cópia dele. Alá foi denunciado como uma divindade impostora, para ser específico, Satanás: “Eu anatematizo (excomungo) o Deus de Muhammad”, observa um rito canônico bizantino. [Vi]

Porém foi o próprio Muhammad — a fonte do Islam — que especialmente escandalizou os Cristãos: “O caráter e a história do Profeta genuinamente chocou a todos; ficaram indignados por ser aceito como uma figura venerada.”[vii] De tempos em tempos, nada é tão condenado, Muhammad aos olhos dos Cristãos, quanto a sua própria biografia, escrita e venerada pelos Muçulmanos. Por exemplo, depois de proclamar que Alá permitiu aos Muçulmanos quatro esposas e concubinas ilimitadas (Alcorão 4:3), declarou mais tarde que Alá tinha entregado uma nova revelação (Alcorão 33: 50-52) oferecendo a ele, apenas ao profeta, uma dispensa para dormir e se casar com tantas mulheres quanto quisesse. Em resposta, ninguém menos que sua esposa favorita, Aisha, a “Mãe dos Fiéis”, fez um comentário espirituoso: “Eu sinto que o teu Senhor se apressa em cumprir suas vontades e desejos.” [Viii]

Com base, nessa época, em fontes Muçulmanas, os primeiros escritores Cristãos de origem Semítica — entre eles principalmente São João de Damasco (c. 676) — articulou vários argumentos contra Muhammad que permanecem no cerne de todas as polêmicas Cristãs contra o Islam até hoje. [ix] O único milagre que Muhammad realizou, argumentaram, foi invadir, matar e escravizar aqueles que se recusaram a submeter-se a ele — um “milagre que até assaltantes comuns e bandidos da estrada podem realizar”. O profeta claramente colocou qualquer palavra que melhor lhe servisse na boca de Deus, assim “simulando uma revelação para justificar sua própria indulgência sexual” [x]; tornou sua religião atraente e justificou seu próprio comportamento, aliviando os códigos sexuais e morais dos Árabes e fundindo a noção de obediência a Deus com a guerra para engrandecer a si mesmo com saque e escravos.

Talvez o mais importante seja a negação e a guerra de Muhammad sobre todas as coisas distintamente Cristãs — a Trindade, a ressurreição e a “cruz, que eles abominam” — provou aos Cristãos que ele era o agente de Satanás. Em suma, “o falso profeta”, “o hipócrita”, “o mentiroso”, “o adúltero”, “o precursor do Anticristo” e “a Besta”, tornaram-se epítetos tradicionais para Muhammad entre os Cristãos por mais de mil anos, começando no final do século VII. [xi] Na verdade, para pessoas politicamente corretas ou excessivamente sensíveis que consideram qualquer crítica ao Islamismo “Islamofobia”, a grande quantidade e o conteúdo cáustico de mais de um milênio de escritos Ocidentais sobre Muhammad pode ser muito extraordinário para ser acreditado.

Até os historiadores modernos beneficentes, como o Norman Daniel de Oxford — que de forma cavalheira deixa as palavras mais severas contra Muhammad em seu latim original na sua pesquisa sobre as atitudes Cristãs primitivas para com o Islã — deixa isso claro: “Os dois aspectos mais importantes da vida de Muhammad, acreditavam os Cristãos, eram sua licença sexual e o uso da força para estabelecer sua religião”; para os Cristãos, a fraude foi o montante da vida de Muhammad… Muhammad foi o grande blasfemo, porque fez a religião justificar o pecado e a fraqueza”; devido a tudo isso, “não pode haver dúvida sobre a extensão do ódio Cristão e a desconfiança de Muçulmanos.”

Mesmo as reivindicações teológicas por trás da jihad foram examinadas e ridicularizadas. Em sua entrada por volta de 629/630, Theophanes o Confessor, escreveu:

“Ele [Muhammad] ensinou aos seus súditos que aquele que mata um inimigo ou é morto por um inimigo vai para o Paraíso [Alcorão 9:111]; e disse que nesse paraíso era permitido comer e beber e ter relações sexuais com mulheres, e tinha um rio de vinho, mel e leite e que as mulheres não eram como as daqui, mas diferentes, e que a relação sexual era de longa duração e o prazer contínuo; e outras coisas cheias de libertinagem e estupidez”. [xii]

Da mesma forma, em uma correspondência com um associado Muçulmano, o Bispo Theodore Abu Qurra (c.750), um Cristão Árabe, ironizou:

“Já que você diz que todos aqueles que morrem na guerra santa [jihad] contra os infiéis vão para o céu, você deve agradecer aos Romanos por matarem tantos de seus irmãos”. [xiii]

Em suma, a narrativa generalizada de que as visões Europeias de Muhammad como uma “figura sinistra”, um “cruel senhor da guerra” e um “ganancioso e pervertido sexual” começaram como pretexto para justificar a cruzada do século XI, que é a fonte de todas as desgraças entre o Islam e o Ocidente — é uma absoluta mentira. Quanto mais cedo, mais pessoas no Ocidente entenderem isso — compreenderão as raízes da animosidade — mais cedo a verdadeira natureza do conflito atual (ou melhor, em andamento) se tornará clara.

———————–

[i] Donner, Fred (ed), The Expansion of the Early Islamic State, 2008, 122.

[ii] Ibid., 115

[iii] Hoyland, Robert G, Seeing Islam as Others Saw It, 1997, 57.

[iv] Ibid., 117.

[v] Ibid., 119-121.

[vi] Bonner, Michael (ed), Arab-Byzantine Relations in Early Islamic Times, 2004, 217-226; see also John Tolan, Saracens, 2002, 44.

[vii] Daniel, Norman,  Islam and the West: The Making of an Image, 1962, 67.

[viii] Sahih Bukhari 6:60:311.

[ix] Muitos acadêmicos modernos retratam esse fato — que as polêmicas feitas pela primeira vez contra o Islam continuaram sendo feitas com pouca variação séculos mais tarde — como prova de que os Cristãos medievais copiaram e imitaram os primeiros argumentos contra o Islam sem muita reflexão. Pelo contrário, porque essas polêmicas anteriores eram tão abrangentes e bem pensadas, continuam a ser citadas até hoje por ex-Muçulmanos como motivo para apostatar. [Daniel, 4.

[xi] All quotes from John of Damascus, in Bonner, 217-226.

[xii] The Chronicle of Theophanes, trans. Cyril Mango, 1997, 465.

[xiii] Bonner, 223


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

Raymond Ibrahim: TRUMP, JIHAD E DÉCADAS DE DOUTRINAÇÃO

Fonte/Source: Will the Return of “Jihad” to Intelligence Trump Decades of Indoctrination?


TRUMP, JIHAD E DÉCADAS DE DOUTRINAÇÃO

Por Raymond Ibrahim

20 de Dezembro de 2017

Raymond Ibrahim é um Shillman Fellow no David Horowitz Freedom Center.

FrontPage Magazine 

Será que o retorno da “Jihad” ao serviço de Inteligência do EUA irá superar décadas de doutrinação?

A nova estratégia de segurança nacional do Presidente Trump está pronta para retornar às discussões relevantes para a compreensão do terrorismo Islâmico — como a “jihad” — que foi expurgada do léxico das comunidades de Inteligência e Defesa, principalmente sob a administração Obama. De acordo com o novo documento de estratégia, “As principais ameaças transnacionais que os Americanos enfrentam são as dos terroristas jihadistas e organizações criminosas transnacionais”; o documento também promete “investigar as ameaças até a fonte, para que os terroristas jihadistas sejam impedidos antes de chegarem às nossas fronteiras”.

Isso é significativo em vários níveis — o primeiro, tão básico como “conhecer o inimigo”, foi recusado pelo ex-presidente Obama. Em 2011, foi relatado que “o governo Obama estava retirando todos os materiais de treinamento utilizados pelas comunidades de segurança pública e segurança nacional, a fim de eliminar todas as referências ao Islam que alguns grupos Muçulmanos alegavam serem ofensivas”. Um funcionário de Obama explicou a lógica: “Eu quero que isso fique perfeitamente claro: os materiais de treinamento que retratam o Islam como uma religião violenta ou com tendência à violência estão errados, são ofensivos e são contrários a tudo que este presidente, este procurador-geral e o Departamento de Justiça representa. Eles não serão tolerados.”

Nota-se, no entanto, que a paralisia politicamente correta induzida que Obama defendeu já estava bem entrincheirada antes dele. Falando em 2006 durante a administração de George W. Bush, William Gawthrop, um ex-funcionário do Pentágono, disse que “o grupo de Serviço sênior do Departamento de Defesa não incorporou em seu currículo um estudo sistemático sobre Muhammad como líder militar ou político. Como consequência, ainda não temos uma compreensão aprofundada da doutrina de guerra estabelecida por Muhammad, como isso pode ser aplicado hoje por um número crescente de grupos Islâmicos, ou como isso pode ser combatido.”

Da mesma forma, um memorando do governo de 2008 que também surgiu na era Bush advertiu contra “ofender”, “insultar” ou ser “conflituoso” para com os Muçulmanos: “Nunca use o termo “jihadista” ou “mujahideen” na conversa para descrever terroristas. Um mujahed, um guerreiro sagrado, é uma caracterização positiva no contexto de uma guerra justa. Em Árabe, jihad significa “esforçar-se no caminho de Deus” e é usada em muitos contextos além da guerra. Chamar os nossos inimigos jihadistas e seu movimento de jihad global involuntariamente legitima suas ações“.

É desnecessário dizer que tais instruções estavam e estão erradas em vários níveis. Jihad é a antítese da Guerra Justa; o primeiro por natureza é agressivo, o último defensivo. A afirmação de que a jihad significa literalmente “esforçar-se… e é usada em muitos contextos além das atividades de guerra” é tão falso como alegar que as palavras “namorado” e “namorada” literalmente indicam um amigo de um gênero ou outro e nada mais: uma vez que como “namorado/namorada” implica um tipo muito específico de amizade aos ouvidos Ocidentais, e da mesma forma a “jihad” implica um tipo de esforço muito específico aos ouvidos Muçulmanos — guerra armada contra o infiel para tornar o Islam supremo. Finalmente, a afirmação de que “chamar nossos inimigos de jihadistas… legitima suas ações” é absolutamente tolo: Muçulmanos raramente esperam pelos Americanos — “infiéis” — para conferir ou recusar a legitimidade Islâmica em qualquer coisa. Eles têm suas próprias escrituras Islâmicas, leis e clérigos para isso.

Despidos de todas as palavras ao lidarem com o Islam, como podem os analistas entenderem as motivações, as táticas, as estratégias, os objetivos e uma infinidade de outras considerações jihadistas? Longe de absorver os conselhos mais básicos sobre a guerra, — como o velho dictum de Sun Tzu, “Conheça o seu inimigo” — o governo dos EUA não conseguiu sequer reconhecer o inimigo.

E parece que nada mudou, pelo menos no Legislativo. Há cinco meses, com o placar de 208-217, a Câmara dos Deputados derrubou uma emenda que exigiria que o Departamento de Defesa realizasse “avaliações estratégicas sobre o uso da doutrina religiosa Islâmica violenta ou não-ortodoxa para investigar a comunicação extremista ou terrorista e sua justificativa”. A justificativa racional dada por aqueles que votaram contra é familiar: Jamie Raskin (D-MD) disse que” os assassinos terroristas usaram doutrinas e conceitos religiosos de todas as principais religiões da terra… Concentrar-se no (Islam) exacerba o problema ao fomentar o mito de que o fanatismo religioso e o terrorismo pertence unicamente aos charlatães e os predadores do Islam”. Pramila Jayapal (D-WA) denunciou a incapacidade da emenda de “aplicar sua fiscalização arbitrária igualmente”, e por “inclu[indo] avaliações de terrorismo supremacista Branco ou terrorismo cometido contra clínicas de aborto e médicos.”

Mas como Clifford Smith observa: “Enquanto provavelmente poucas pessoas do exército dos EUA irão se deparar com um ativista racista ou antiaborto irritado e armado durante a missão, os Islamistas radicais fazem disso o seu negócio para matar os Americanos em quase todos os cantos do mundo… É insustentável dizer que todas as religiões são iguais ou que todas as religiões têm tendências ideológicas igualmente ameaçadoras em todos os pontos na história.”

Seja como for; o fato de que a maioria da Câmara dos Deputados rejeitou uma emenda realista e de bom senso, é um lembrete de que continuar ignorando a ideologia jihadista enxergando apenas o terrorismo genérico continua transcendendo as atividades do Obama e permeando uma parcela significativa da sociedade Americana — incluindo, sem dúvida, a comunidade de Inteligência.

O retorno de uma terminologia relevante para a questão do terrorismo Islâmico é certamente um passo na direção certa; sobre isso não há dúvida. No entanto, assim como Obama foi um homem que não criou, mas defendeu a abordagem politicamente correta do Islam, o futuro dirá se o esforço solitário do Presidente irá superar décadas de doutrinação.


Tadução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

RAYMOND IBRAHIM

RAYMOND IBRAHIM é um autor amplamente publicado, palestrante e expert em Oriente Médio e Islamismo. Seus livros incluem: The Al Qaeda Reader (Doubleday, 2007), Crucified Again: Exposing Islam’s New War on Christians (Regnery, 2013), e Sword and Scimitar: Thirteen Centuries of War between Islam and the West (será lançado pela Da Capo Press em 2018).


Traduzido por: tradutoresdedireita.org
Tradução: Hélio Costa Jr.
Revisão: Luiz Felipe Costa

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