Canadá: Relatório M-103 Promete Ação Do Governo Contra “Islamofobia”

Fonte/Source: Canada: M-103 Heritage Committee report promises government action against “Islamophobia”


Canadá: Relatório M-103 Promete Ação Do Governo Contra “Islamofobia”

 Por CHRISTINE DOUGLASS-WILLIAMS

2 de Fevereiro de 2018

Primeiro-ministro do Canadá Justin Trudeau

O Comitê Permanente do Governo Canadense no Patrimônio do Canadá, completou o relatório preliminar sobre a Moção-103 “anti-Islamofobia”, e está pronto para “tomar medidas.”

A Moção M-103, apresentado pelo Deputado Liberal Iqra Khalid há pouco mais de um ano, reconheceu

“A necessidade de reprimir o crescente clima público de ódio e medo… condenar a Islamofobia e todas as formas de racismo sistêmico e discriminação religiosa, tomar nota da petição e-411 da Câmara dos Comuns e as questões levantadas por ela… e solicitar que o Comitê Permanente do Patrimônio Canadense empreenda um estudo.”

Após a aprovação da M-103 no Parlamento, o Comitê Permanente do Patrimônio Canadense prosseguiu com seu estudo, conduzindo várias audiências com grupos selecionados e membros do público, tanto a favor como contra a moção.

O custo desse extenso projeto, de quase um ano de duração, do Comitê do Patrimônio foi pago pelos contribuintes. O objetivo real e a metodologia do estudo ficaram indefinidos.

Agora que se tornou público de que o governo está se preparando para “tomar medidas” contra aqueles considerados “Islamofóbicos”, os Canadenses estão no escuro quanto à natureza das ações que serão tomadas (ou o alcance das mesmas), pelos padrões de quem e a definição do que é considerado “Islamofóbico.”

“O Comitê Permanente do Patrimônio do Canadá tem o prazer de disponibilizar o relatório intitulado “‘Adotando medidas‘ contra o racismo sistêmico e a discriminação religiosa, incluindo a Islamofobia.”

No relatório do Comitê de Patrimônio, a seção sobre “Islamofobia” é estranhamente curta: menos de duas páginas. A definição da Comissão de Direitos Humanos do Ontário (CCRD) do termo “Islamofobia” foi incluída, da seguinte forma:

“A Islamofobia pode ser descrita como estereótipos, preconceitos ou atos de hostilidade em relação aos Muçulmanos ou seguidores do Islamismo em geral. Além dos atos individuais de intolerância e perfil racial, a Islamofobia induz a enxergar os Muçulmanos como a maior ameaça em relação à segurança institucional, sistêmica e social.

A definição de “Islamofobia” fornecida pela Comissão de Direitos Humanos de Ontário (OHRC) é nebulosa. Perguntas para reflexão: o que significa a jihad global e qual é a doutrina por trás disso?

Se o relatório de abusos globais cometidos em nome do Islã induz inadvertidamente a “enxergar os Muçulmanos como a maior ameaça à segurança”, então estaria a OHRC afirmando que não se deve informar sobre esses abusos (como perseguição Cristã, ataques jihadistas, ataques às mulheres na Europa, crime de honra, apedrejamentos, mutilação genital feminina (MGF), assassinatos de apóstatas e gays, as rigorosas leis de blasfêmia do Paquistão, etc.), uma vez que tais relatórios podem potencialmente afetar a forma como os Muçulmanos são vistos?

O relatório do Comitê do Patrimônio emitiu um documento passivo-agressivo que ameaça com “medidas” todos os que praticarem “Islamofobia”, enquanto não fornece uma definição concisa do que significa a “Islamofobia”. Também não apresenta conclusões minuciosas, apesar das exaustivas audiências, e fracassa ao não compreender a importância da Petição e-411, que constituiu a base da M-103 e estabeleceu: “Nós, que assinamos, cidadãos e residentes do Canadá, pedimos que a Câmara dos Comuns se junte a nós reconhecendo que indivíduos extremistas não representam a religião do Islamismo, e condenando todas as formas de Islamofobia.

Indivíduos e grupos ligados à Irmandade Muçulmana estiveram no comando de uma campanha extremista em todo o Canadá para impulsionar a “Islamofobia”, uma agenda sobre “vitimologia”, que tenta proibir qualquer crítica ao Islã — colocando assim uma única religião sobre todas as outras, como todas as outras doutrinas religiosas estão e devem estar sujeitas ao escrutínio.

Numerosas sugestões dos Canadenses para substituir a palavra “Islamofobia” por “fanatismo anti-Muçulmano” foram rejeitadas.

Apesar das muitas acusações da mídia de que a direita alternativa ou “alt-right” tinha gerado paranóia sobre a palavra “Islamofobia” como sendo uma ameaça à liberdade de expressão e a implementação de leis tácitas de blasfêmia da Sharia, a ameaça representada pela palavra foi exibida em público quando o termo “Islamofobia” foi definido concretamente por escrito no  curriculum “Guide Book” do Conselho Escolar Distrital de Toronto. “A Islamofobia” foi definida como “medo, preconceito, ódio ou antipatia dirigido contra o Islã ou Muçulmanos, ou contra a política ou a cultura Islâmica“, sustentando preocupações generalizadas de que o Islã político está de fato em jogo no uso da palavra “Islamofobia”, e que existe um esforço concertado para excluir quaisquer discussões sobre isso. (As seções do Guide Book foram alteradas após as reclamações.)

É significativo que a Organização de Cooperação Islâmica (OIC) tenha estabelecido um “Observatório” que se dedica a combater a “Islamofobia” global e tenha deixado claro que a “Islamofobia” engloba não só o fanatismo anti-Muçulmano, mas também a crítica ao Islamismo e qualquer discurso que seja considerado ofensivo aos Muçulmanos; daí a existência de leis de blasfêmia nos estados Islâmicos.

O que os Canadenses pensam sobre a direção do Canadá não preocupa Justin Trudeau e seus acólitos. O Canadá não pode mais ser considerado um país diverso e livre, quando meramente ofender o Islã tornou-se uma ofensa punível, enquanto o governo desconta a pregação de ódio de rotina no Dia de Al Quds, nos campi e nas mesquitas, inclusive o ódio e incitamento contra a comunidade LGBTQ, que Justin Trudeau afirma defender. A imprecisão do Relatório do Comitê do Patrimônio deve aumentar nível de alarme. Um serviço básico que as audiências exaustivas proporcionaram foi uma oportunidade para calcular o fervor e a força da oposição ao M-103, o que dá uma clara visão sobre até que ponto o governo Trudeau consegue empurrar o envelope com os Canadenses.

Alguns pontos sobre o sentimento Canadense em relação às questões impostas por Trudeau:

Trudeau também é o primeiro líder a quebrar a lei federal de ética, já que passou férias com sua família numa ilha das Bahamas, pertencente à Aga Khan. Ele também, convenientemente, doou US$ 15 milhões, dinheiro suado do contribuinte, para o fundo de doação de Aga Khan. Troca de favores?

Alguns outros problemas com Trudeau:

  • Acusou o partido conservador de “Islamofóbico” por perguntar sobre o terrorismo jihadista;
  • Encontrou-se em particular com Joshua Boyle, um suspeito ex-membro do grupo terrorista Talibã e envolvido em 15 acusações criminais;
  • Seu governo tem tentado reabrir as relações com o regime Islâmico Iraniano, depois que o governo conservador anterior encerrou a embaixada Iraniana em Ottawa por causa de suas operações clandestinas — incluindo espionagem e infiltração. O deputado Liberal Iraniano, Majid Jowhari, iniciou uma petição para restabelecer os laços diplomáticos com o Irã.
  • O deputado que apoia a Sharia, Omar Alghabra, representou o Canadá na 44ª sessão do Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiros da Organização de Cooperação Islâmica. Desde quando o Canadá é um estado da OIC?
  • Documentos de inteligência vazados agora revelam uma ameaça muito maior de terrorismo Islâmico do que o governo Trudeau admitirá.

Enquanto Trudeau continua gastando dinheiro dos contribuintes em políticas e projetos indesejáveis ​​à maioria dos Canadenses, os mesmos podem esperar por mais surpresas. O governo Trudeau considerou oportuno considerar os Canadenses como “fóbicos” em relação aos Muçulmanos e agirá contra os cidadãos por conta dessa tal “fobia”. Um em cada três países do mundo possui leis de blasfêmia que “criminalizam o sentimento anti-religioso” e o Canadá está nesse caminho. Apesar da natureza longa e aparentemente benigna do relatório do Comitê do Patrimônio, promete ação contra a “Islamofobia”, um termo que não conseguiu definir adequadamente, dando ao governo muita margem de manobra.

“O Relatório Preliminar anti-Islamofobia está pronto”, de Robert Tuomi, Windsor Square, 1 de Fevereiro de 2018:

(OTTAWA, ON) — O Comitê permanente do governo federal, um membro do Patrimônio Canadense completou o relatório preliminar sobre o racismo sistêmico e a discriminação religiosa, incluindo a Islamofobia, no Canadá. Embora sua última reunião, na Quarta-feira, estivesse na câmera, o comitê, liderado pela deputada liberal Hedy Fry, divulgou suas atas.

De acordo com as atas, o comitê, com membros dos três principais partidos políticos, concordou em adotar um relatório preliminar para ser intitulado “Adotando Medidas” contra o racismo sistêmico e a discriminação religiosa, incluindo a Islamofobia.

O documento será agora revisto por Fry e pelos funcionários públicos cujo papel será fazer “mudanças gramaticais e editoriais que sejam necessárias sem alterar o conteúdo do relatório.” Foi acordado pelo comitê que o governo apresentasse uma resposta abrangente seguindo a apresentação de Fry à Câmara dos Comuns.

Uma vez que Fry apresente as descobertas da comissão, numa data ainda a ser anunciada, os funcionários públicos que trabalham no documento divulgarão e colocarão as informações relacionadas no site do comitê.

O comitê teve a tarefa de examinar a Islamofobia e a discriminação religiosa na sequência da aprovação do Motion-103 em Abril do ano passado. Como parte de seu trabalho, o comitê realizou 93 reuniões e contou com 78 testemunhas.

Apresentado ao Parlamento por Iqra Khalid, deputado liberal que representa Mississauga-Erin Mills, a então moção não vinculativa pediu ao Governo que condene a Islamofobia no Canadá…..


Tradução: Tiao Cazeiro — Muhammad e os Sufis

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