Trump Abole Mito Venerado: “Ressentimento Contra Israel”

Fonte/Source: Trump Scraps Cherished “Israel Grievance” Myth – Raymond Ibrahim


Trump Abole Mito Venerado: “Ressentimento Contra Israel”

Por Raymond Ibrahim

27 de Dezembro de 2017

ÓDIO À AMÉRICA; ESMAGUE ISRAEL

Frontpage Magazine

A nova estratégia de segurança nacional do Presidente Trump não é apenas notável por trazer de volta ao paradigma — palavras como “jihadismo” e “sharia” — mas por abolir, a saber, a longa e muito enraizada noção de que Israel é a raiz de toda a turbulência que afligi o Oriente Médio. De acordo com o novo documento estratégico,

“Por gerações, o conflito entre Israel e Palestinos tem sido visto como o prime irritant impedindo a paz e a prosperidade na região. Hoje, as ameaças das organizações terroristas jihadistas e do Irã estão constatando que Israel não é a causa dos problemas da região. Países têm cada vez mais encontrado interesses comuns com Israel no enfrentamento das ameaças comuns.

A importância disso não pode ser minimizada. Durante décadas, a posição oficial do establishment defendida por políticos, acadêmicos e jornalistas de todas as estirpes buscando desculpas para toda raiva, violência e terror jihadista que assola a região foi a criação de Israel. Uma vez que o estado Judeu é mais forte do que seus vizinhos Muçulmanos, estes sempre foram apresentados como frustrados e “oprimidos” fazendo o que podem para alcançar a “justiça”. Não importa quantos foguetes foram lançados em Tel Aviv pelo Hamas e Hezbollah, e não importa como a sede de sangue anti-Israelense foi articulada em termos distintamente jihadistas, isso sempre foi apresentado como prova óbvia de que os Palestinos sob Israel são tão oprimidos que Muçulmanos não têm outra escolha senão recorrer ao terrorismo.

E assim, como em todas as falsas narrativas, a sobrevivência nesse caso baseou-se em ocultar a maior e mais completa imagem, como capturada pela seguinte questão: se os Muçulmanos recebem passe livre quando sua violência é dirigida contra os mais fortes, como podemos racionalizar a violência quando é dirigida contra os mais fracos — por exemplo, os milhões de Cristãos nativos que vivem no mundo Muçulmano? De acordo com estatísticas confiáveis ​​publicadas anualmente, cerca de 40 das 50 piores nações para alguém ser Cristão são de maioria Muçulmana. Das 21 nações absolutamente piores— 18 das quais são Muçulmanas — “100 por cento dos Cristãos experimentam perseguição.”

As racionalizações usadas para minimizar a violência Muçulmana contra Israel simplesmente não podem funcionar aqui, porque agora os Muçulmanos são maioria — e são violentos e opressivos para com suas minorias, de tal forma que o tratamento Israelense dos Palestinos parece invejável. Em outras palavras, a perseguição Cristã é talvez o exemplo mais óbvio de um fenômeno o qual a mídia dominante quer ignorar a existência — o supremacismo Islâmico, a verdadeira fonte do conflito Árabe-Israelense.

Numericamente superados e politicamente marginalizados no mundo Islâmico, Cristãos simplesmente desejam rezar em paz, e ainda assim são perseguidos e atacados; suas igrejas são queimadas e destruídas; suas mulheres e crianças são sequestradas, estupradas e escravizadas. Esses Cristãos são muitas vezes idênticos aos seus concidadãos Muçulmanos em raça, etnia, identidade nacional, cultura e linguagem; geralmente não há disputa política ou de propriedade sobre os quais a violência poderia ser responsabilizada. O único problema é que são Cristãos — são não-Muçulmanos — da mesma categoria que os Israelenses se enquadram.

A partir desse ponto, entende-se também por que o que foi descrito por algumas autoridades como “genocídio” de Cristãos nas mãos de Muçulmanos no Iraque, Síria, Nigéria, Somália, Paquistão e Egito — Muçulmanos que pouco se importam com Israel e Palestinos — é uma das histórias mais dramáticas, mas também menos conhecidas do nosso tempo. A mídia simplesmente não pode retratar a perseguição Muçulmana aos Cristãos — que em essência e forma equivale a massacres não provocados — como uma “disputa de terra” ou um produto do “ressentimento” (de qualquer jeito, são as ostracizadas e perseguidas minorias Cristãs nativas que devem estar ressentidas). E sendo assim a mídia não pode articular tais ataques Islâmicos contra os Cristãos através do paradigma do “ressentimento” que funciona tão bem na explicação do conflito Árabe-Israelense, seu principal recurso é omitir qualquer informação.

Semelhante é o caminho de todos os apologistas do Islã: ignorar ou acalmar a agressão Muçulmana — e, nesse vácuo, distorcem e apresentam respostas não-Muçulmanas como as origens do conflito. Isto é especialmente prevalente no representação da história. Assim, John Esposito da universidade de Georgetown afirma que “cinco séculos de convivência pacífica [entre o Islã e a Europa] decorreram antes que eventos políticos e um jogo de poder papal imperial levassem a uma série de séculos conhecidos como guerras santas [as Cruzadas] que a Europa enfrentou contra o Islã e deixou um legado persistente de mal-entendidos e desconfiança”. Na realidade, esses “cinco séculos de convivência pacífica” viram os Muçulmanos aterrorizando e conquistando mais de três quartos da Cristandade; mas este fato inconveniente raramente é mencionado, pois o conhecimento dele arruína a narrativa do “Ressentimento-Muçulmano”, assim como da mesma forma o conhecimento da perseguição Muçulmana moderna de Cristãos o arruína.

De qualquer forma, é revigorante ver que o sol está atravessando a escuridão da fraude que tem por muito tempo nublado a realidade do Oriente Médio, inclusive apresentando vítimas como agressores e agressores como vítimas. Mesmo assim, com o retorno de palavras como “jihadista” no discurso formal no caso do Trump, alguém duvidará se o establishment seguirá o exemplo, já que a polarização da América continua ininterrupta.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

Anúncios

Deixe um Comentário...

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s