AS TRÊS PIORES DOUTRINAS DO ISLÃ

Fonte/Source: Islam’s Three Worst Doctrines


AS TRÊS PIORES DOUTRINAS DO ISLÃ

Por Raymond Ibrahim

12 de Dezembro de 2017

FrontPage Magazine

Uma vez que o Islã é criticado por muitas coisas — de hostilidade à modernidade e democracia, os apelos à regra teocrática, ao “patriarcado” radical, à misoginia e às punições draconianas, para citar alguns — é útil dar um passo atrás e distinguir entre essas (muitas) doutrinas que afetam apenas a sociedade Muçulmana, e aquelas que se estendem e afetam os povos Ocidentais ou não-Muçulmanos em geral. Ao fazer isso, três doutrinas inter-relacionadas se aproximam. Vamos a elas:

1) desaprovação total e inimizade para com o “infiel”, isto é, hostilidade espiritual ou metafísica constante contra os não-Muçulmanos (em Árabe isso conhecido como al-wala ‘w’al bara, ou “lealdade e inimizade“);

2) isto se manifesta naturalmente na forma de jihad, isto é, a hostilidade física contra, e sempre que for possível, tentar subjugar os não-Muçulmanos;

3) finalmente, as jihads bem sucedidas levam à dhimmitude, posição degradante de não-Muçulmanos conquistados que se recusam a perder sua liberdade religiosa se convertendo ao credo do vencedor.

Lealdade e inimizade

Não há dúvida de que a maioria dos Muçulmanos defende a separação de Muçulmanos dos não-Muçulmanos, fieis dos infiéis, limpos dos imundos.

Alcorão 5:51 adverte os Muçulmanos da seguinte forma: “Ó fiéis, não tomeis por confidentes os Judeus nem os Cristãos; que sejam confidentes entre si. Porém, quem dentre vós os tomar por confidentes, certamente será um deles; e Alá não encaminha os iníquos.” isto é, ele também se torna um infiel ou kafir, a pior classificação humana no Islã.

Alcorão 3:28, 4:89, 4: 144, 5:54, 6:40, 9:23, todos têm a mesma mensagem; 58:22 simplesmente afirma que os verdadeiros Muçulmanos não fazem amizade com os não-Muçulmanos — “mesmo que sejam seus pais, filhos, irmãos ou parentes”.

Mas os versos do Alcorão convidam ainda mais os Muçulmanos a ter inimizade — ódio —aos não-Muçulmanos: “Nós [Muçulmanos] renunciamos a você [não-Muçulmanos]. A inimizade e o ódio reinarão para sempre entre nós, até que você acredite somente em Alá” (Alcorão 60: 4). Como o Estado Islâmico (ISIS) explicou em um artigo inequivocamente intitulado, “Por que nós o odiamos e por que nós lutamos contra você“, “Nós o odiamos, antes de mais nada, porque vocês são incrédulos”.

O lado B do al-wala ‘walal bara é que os Muçulmanos são obrigados a fazer amizade e ajudar aos outros Muçulmanos — incluindo jihadistas, por exemplo através de fundos (ou zakat). Como resume uma autoridade Muçulmana, o crente “é obrigado a fazer amizade com um crente — mesmo que ele seja opressivo e violento contra você — enquanto ele deve ser hostil ao infiel — mesmo que liberal e gentil com você” (The Al Qaeda Reader, p. 64).

Essa lealdade aos outros Muçulmanos e a inimizade pelos não-Muçulmanos é fundamentalmente responsável pelo choque metafísico ou “espiritual” entre o Islã e o Ocidente. Acrescente à inimizade o fato de que os Muçulmanos podem mentir para os não-Muçulmanos — inclusive fingindo lealdade ou amizade — tornando evidente o quão perigosa é a doutrina de “lealdade e inimizade”: entre outras coisas, deslealdade para com os infiéis (veja aqui, aqui e aqui como exemplos) e uma “mentalidade mafiosa“, segundo a qual todos os Muçulmanos devem trabalhar abertamente ou secretamente, sugere que a hostilidade para os não-Muçulmanos, mesmo que não seja vista, está sempre presente.

Jihad

Jihad — a guerra contra os não-Muçulmanos por nenhuma outra razão a não ser por serem não-Muçulmanos — é a manifestação física ou a realização da inimizade para com os “infiéis”. Não só é natural atacar e procurar subjugar porque foi criado para odiar, exceto a doutrina da jihad, inclusive para espalhar e fazer cumprir a Sharia em todo o mundo, é parte integrante do Islã; não é menos codificado do que os Cinco Pilares do Islã. Como exemplo, a Enciclopédia do Islã registra o verbete “jihad” da seguinte forma: “propagação do Islã pelas armas é um dever religioso sobre os Muçulmanos em geral… A Jihad deve continuar a ser feita até que o mundo inteiro esteja sob o domínio do Islã… O Islã deve estar completamente pronto antes que a doutrina da jihad possa ser eliminada”.

Pode-se continuar citando um número qualquer de autoridades, especialmente Muçulmanas, dizendo que a jihad para subjugar o mundo é um aspecto rígido do Islã. Mesmo o falecido Osama bin Laden — que gostaria de ter feito o Ocidente acreditar que o terror da al-Qaeda é um subproduto das queixas políticas — ao falar em Árabe para os Muçulmanos, deixou perfeitamente claro que a doutrina da jihad é a raiz do problema: “Nossas conversas com o Ocidente infiel e nosso conflito com eles, em última análise, gira em torno de uma questão… O Islã força, ou não força, as pessoas pelo poder da espada a se submeterem a sua autoridade corporalmente senão espiritualmente? Sim. Existem apenas três escolhas no Islã … Converta-se, ou viva sob a soberania do Islã, ou morra”.

Dhimmitude

Mas, como os infiéis devem ser odiados per se e não apenas no contexto da jihad — a capacidade dos mesmos para julgar é muitas vezes reduzida pelas circunstâncias — a hostilidade continua mesmo após a interrupção das jihads bem-sucedidas. Ao contrário de outros conquistadores e conquistas que geralmente permitem que os conquistados continuem sem serem molestados, desde que não desafiem a nova ordem — alguns tentam apaziguar e dominar seus novos assuntos — quando e onde o Islã conquista, de modo que aquela antiga hostilidade metafísica que alimentou a jihad continue a se divertir em triunfo sobre os assuntos dos infiéis. Assim, esse último, não somente deve pagar um imposto especial (jizya), como abraçar uma postura subordinada e seguir uma série de debilitações — e deve também ser lembrado e obrigado a se sentir inferior e desprezado, inclusive para “inspirá-lo” à conversão para a fé “verdadeira”.

Como o Estado Islâmico (ISIS) explicou no artigo acima mencionado, independentemente de qualquer apaziguamento oferecido pelos não-Muçulmanos, “continuaríamos a odiá-lo porque a nossa principal razão para odiar você não deixará de existir até você abraçar o Islã. Mesmo que você pagasse a jizya e vivesse sob a autoridade do Islamismo, em humilhação, continuaríamos a odiá-lo”.

De qualquer forma, o Islã ganha: se os não-Muçulmanos continuarem com sua fé, os Muçulmanos continuarão caçando eles; Se, por outro lado, os não-Muçulmanos acabarem por se “render” ao Islã, a umma ganha um novo recruta (sob pena de morte, caso ele se entretenha com pensamentos secundários e apostatar).

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Esses três ensinamentos inter-relacionados do Islamismo — lealdade e inimizade, jihad e dhimmitude — estão inequivocamente fundamentados na lei Islâmica, ou Sharia. Não são questões abertas à interpretação ou ao debate. Ao eliminar ou diminuir o foco em todos os outros ensinamentos “problemáticos” que afetam apenas os Muçulmanos — mas que tendem a ser confundidos com aqueles (três) ensinamentos que afetam diretamente os não-Muçulmanos — poderemos avaliar melhor e, assim, colocar o foco sobre as verdadeiras raízes do conflito entre o Islã e o Ocidente.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

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