Sufismo Na Índia — Uma História Sangrenta

Fonte/Source: Sufism in India – Sufism in India – A bloodied History


Sufismo Na Índia — Uma História Sangrenta

Por Radha Arya 

IndiaFacts

18 de Julho de 2017


A arrogante percepção erudita que sugere que os Sufis recorreram apenas ao maneirismo pacífico e humilde para promover o Islã na Índia precisa ser contestada.

O advento do Islamismo na Índia foi geralmente considerado como um processo pacífico e principalmente não violento sob o qual vários Santos Sufis chegaram à Índia a partir de várias partes da Ásia Ocidental e se estabeleceram aqui. Sua interação com as pessoas locais, que em vários momentos se mostraram dispostas e em outros como discípulos relutantes, retransmite uma história de abordagem mista por esses Sufis e outros influenciadores, que ajudaram na disseminação do Islamismo na região. Existe um conceito de tempo homogêneo e vazio, como sugerido por Benedict Anderson (1), que diz que esse tempo vazio está disponível para ser preenchido com informações, e a cor dada a esse período de tempo depende dos aspectos culturais predominantes, apoiando-se sobre os historiadores e os estudiosos da época.

Anderson menciona em seus trabalhos (2) que, quando o negócio de impressão tornou-se grande na Europa por volta de 1500, um dos principais objetivos dos editores era ganhar dinheiro. Então, publicaram livros em língua Latina, já que a classe monetária era bem versada nessa linguagem. Portanto, os leitores permaneceram limitados naqueles que podiam ler o Latim. De forma semelhante, uma das maiores obras de história do subcontinente chamada de ‘Chachnama’, uma compilação de acontecimentos históricos, e que fornece detalhes sobre a chegada do Islã na Índia. O livro foi escrito em Árabe durante o século VIII, foi traduzido para o Persa em 1226 por Ali Kufi, e depois por Mirza Kalichbeg Fredunbeg (1853-1929) em 1900 (3).

De acordo com Mannan Ahmed Asif, autor de “A book of Conquest“, os primeiros historiadores e estudiosos pós-colonial como H. T. Lambrick, Peter Hardy e Yohanan Friedmann retrataram o conteúdo do livro de tal maneira que

“A noção de Chachnama como um mensageiro de textos (carrier text) virou consenso geral na área”. (4)

Manann também afirma que Romila Thapar, Gyanendra Pandey, Uma Chakravarti, Richard Eaton, Cynthia Talbot e Shahid Amin são algumas das principais figuras-chave, que com toda a probabilidade, também usaram a descrição reduzida de Chachnama, conforme descrito por Kufi, além de outras obras importantes da época, em suas obras históricas que são amplamente seguidas e consideradas como pioneiras no mundo acadêmico (5).

O advento dos Árabes na Índia começou a ocorrer antes do início do Islã na Arábia, que emergiu como o primeiro Estado Islâmico no início do século VII. O regime Muçulmano tornou sua presença conhecida em Sindh no século VIII. Mas antes disso, havia muitas famílias Árabes que estavam instaladas em Aden, Muscat, Diu e Thana (6). No entanto, não há muitos registros disponíveis de Hindus e outras religiões se convertendo ao Islã nos primeiros dias da religião. Pode-se dizer que, naquele momento, a religião ainda estava em sua infância e não tinha a maquinaria através da qual pudesse propagar a sua mensagem. Vários estudiosos, viajantes e comerciantes Muçulmanos, que visitaram a Índia durante os primeiros séculos do Islã, não conseguiram encontrar nada em si mesmos que pudesse influenciar os habitantes locais com sua fé.

O legado do Rei Chach realizado por seu filho Raja Dahir em Sindh, Multam e Uch, foi desafiado por Hajjaj Bin Yousuf, que enviou seu jovem tenente Muhammad Bin Qasim para espalhar as conquistas do Islã na Índia. Em 712, o governo Islâmico chegou à Índia pela primeira vez, quando Qasim derrotou Raja Dahir e prendeu suas filhas. Depois que Qasim foi preso sob as ordens de Hajjaj Bin Yousuf e mais tarde, quando morreu na prisão, os Muçulmanos começaram rapidamente a perder território.

Um aspecto importante e que esclarece o motivo pelo qual não-Muçulmanos se converteram ao Islã em muitas áreas, é dito,  que se deve ao impacto do pagamento da Jizya (imposto de proteção – per capita – cobrado a uma parte dos cidadãos não-Muçulmanos de um estado Islâmico), e o transtorno que isso causou nos assuntos econômicos dessas pessoas. Existem diferentes opiniões se durante o mandato de Muhammad Bin Qasim ele impôs ou não a Jizya aos não-Muçulmanos, e qual o impacto total disso. No entanto, somente mais tarde no século 13 é que surgiu forte evidência e repercussão do pagamento da Jizya, e do costume ainda mais esmagador de pagar o kharaj (Imposto imobiliário sobre a posse de terras, inicialmente aplicado às terras que os dhimmis detinham). O propósito de Jizyah (sic) era humilhar os não-Muçulmanos e lembrá-los de seu lugar na sociedade como Dhimmis, mas de acordo com M A Khan, ainda não pesava no bolso.

No entanto, ele narra:

“Os camponeses literalmente se tornaram escravos hipotecados do governo, já que de 50 a 75% dos produtos eram retirados em impostos, principalmente como kharaj.” (7).

A condição era tão ruim que os Hindus fugiam das áreas povoadas e se escondiam nas florestas para escapar do exército de cobrança de impostos do Rei. Durante esse tempo, foi mais fácil para os não-Muçulmanos se converterem ao Islã e serem salvos do fardo econômico. Essa tática trabalhou na disseminação do Islã em grande medida, como é compartilhado por Feroze Shah Tughlaq, que governou em meados do século XV. Fatuhat-i-Firoz Shahi escreve em suas memórias:

“Eu encorajei o meu infiel com assuntos, para abraçar a religião do profeta, e proclamei que todos aqueles que repetirem o credo e se tornarem um Musalman (Muçulmano) estarão isentos da Jiizyah, Essa informação atingiu as pessoas em geral, e um grande número de Hindus se apresentou e foram admitidos para a honra do Islã. Assim foram chegando, dia após dia, vindo de todos os cantos e adotando a fé, foram exonerados da Jizyah e favorecidos com presentes e honra”. (8)

Auragzeb infligiu muitas táticas regressivas aos não-Muçulmanos e foi ativamente responsável pelas conversões forçadas em sua era. Muitas de suas táticas estavam economicamente privando. Ordenou que todos os Hindus que trabalhavam na corte real fossem expulsos, dando-lhes, assim, a opção de se converterem ao Islã para salvar seus meios de subsistência (9). Ele também ofereceu dinheiro aos não-Muçulmanos para se converterem ao Islamismo, sendo Rs. 4, aos homens e Rs. 2, às mulheres. Isso era equivalente a um salário mensal naquela época (10).

Após o desaparecimento de Muhammad Bin Qasim, durante muitos séculos não houve conversões significativas ao Islã. Durante o século 10 e 11, o Imperador Turco Subuktageen e, em seguida, seu filho Mehmood de Ghazna eram conhecidos por governar parte da Índia. Mehmood de forma extraordinária atacou o templo de Somnath e seu exército pilhou e saqueou muito durante esse período, e é dito que cada vez que atacava a área, destruía templos, e converteu dezenas de pessoas ao Islã (11). Só mais tarde no século XIII é que a evidência de maiores conversões ao Islã emergiu.

O renomado pregador Indiano e fundador da Fundação de Pesquisa Islâmica, Zakir Naik, sempre sustentou que o Islã se espalhou na Índia de forma pacífica, e os Sufis desempenharam um papel positivo ao trazer todas as grandes virtudes e moralidades do Islã através da prática e da pregação. Naik escreve:

“No geral, Muçulmanos governaram a Arábia por 1400 anos. No entanto, hoje, há 14 milhões de Árabes Cristãos Coptas, isto é, Cristãos desde as gerações. Se os Muçulmanos tivessem usado a espada, não haveria um único Árabe Cristão. Os Muçulmanos governaram a Índia há cerca de mil anos. Se quisessem, tinham o poder para converter todos os não-Muçulmano da India ao Islã. Hoje, mais de 80% das pessoas da Índia são não-Muçulmanas. Todos esses Indianos não-Muçulmanos hoje testemunham que o Islã não foi espalhado pela espada.”

Sheik Yusuf al-Qaradawi, um teólogo Islâmico Egípcio baseado em Doha, Catar e presidente da União Internacional de Acadêmicos Muçulmanos, tem algo a dizer sobre o assunto

“…a espada pode conquistar terras e ocupar estados, nunca será capaz de abrir corações e inculcar a fé nas pessoas. A propagação do Islã só ocorreu após um tempo, depois que as barreiras entre as pessoas comuns desses países e o Islã foram removidas. Nesse ponto, eles foram capazes de considerar o Islã dentro de uma atmosfera pacífica, longe do distúrbio da guerra e dos campos de batalha. Assim, os não-Muçulmanos foram capazes de testemunhar a excelente moral dos Muçulmanos… “

O Dr. Fazlur Rahman é um Pregador Paquistanês moderado que teve que deixar o Paquistão por conta das suas opiniões não ortodoxas. Ele oferece aqui uma explicação através da qual um link pode ser criado entre o comentário do Dr. Naik e o de Al Qardawi. Ele afirma:

“…o que era espalhado pela espada não era a religião do Islã, mas o domínio político do Islã para que o Islã pudesse trabalhar para produzir a ordem na terra que o Alcorão procura… Por isso nunca se pode dizer que o Islamismo foi espalhado pela espada”(12)

Aqui, pode-se deduzir que a ideia do Islamismo se espalhando de forma pacífica através do Sufismo está problematizado em parte, e é sabido que o Sufismo quase sempre seguiu, ou foi acompanhado do uso da espada e da autoridade forçada

Khwaja Muinuddin Chishti de Ajmer, Rajhastan era considerado um prolífico Santo Sufi que veio para a Índia (Lahore, Delhi, Ajmer) em ou ao redor de 1192. Ajmer era governada na época por Prithviraj Chauhan. Esse é o mesmo período de tempo em que Shahabuddin Ghori atacou o reino de Prithviraj pela segunda vez, e desta vez com sucesso. Ghori também seguiu a mesma rota que Khwaja Moinuddin Chishti. Chegou pela primeira vez a Lahore e enviou uma mensagem a Prithviraj para aceitar o Islã. Quando ele recusou, uma batalha foi travada e desta vez Ajmer foi conquistada por Shahabuddin Muhammad Ghori.

Diz-se que Khwaja Muinuddin Chishti entrou em Ajmer com as tropas conquistadoras de Ghori, que então prosseguiu destruindo muitos templos e construíram Khanqahs (construção projetada especificamente para encontros de uma fraternidade Sufi ou Tariqa) e mesquitas em seu lugar (13). Hasan Nizami, um dos cronistas que têm debatido a regra dos Reis Muçulmanos na Índia, escreve em seu livro chamado Taj ul Maasir sobre a conquista de Ajmer:

‘O exército vitorioso, à direita e à esquerda, partiu para Ajmer’ Quando os Hindus com cara de corvo começaram a soar suas conchas brancas nas costas dos elefantes, você teria dito que um rio de sons escorria impetuosamente pelo rosto de uma montanha de azul’ O exército do Islã foi completamente vitorioso, e cem mil Hindus rastejando partiram rapidamente para o fogo do inferno’ Ele destruiu (em Ajmer) os pilares e fundamentos dos templos de ídolos e construíram em seu lugar mesquitas e faculdades, e os preceitos do Islã e os costumes da lei foram divulgados e estabelecidos.’ (14)

Hoje, não há dúvida de fato que Khwaja Moinuddin Chishti é reverenciado no subcontinente como Gharib Nawaz e Nabi-ul-Hind. Ele disse ter convertido milhares de não-Muçulmanos ao Islã através de seus caminhos de caridade. Conduziu sua vida em total pobreza abjeta com apenas roupas suficientes para cobrir o corpo. No entanto terras foram concedidas a ele, as quais aceitou em nome de seus filhos, que possuíam essas terras por gerações. Após o assassinato de Prithviraj Chauhan, Ajmer foi entregue ao filho Pithviraj III para legislar como uma artimanha diplomática. É narrado que Khwaja Moinuddin também se preocupou com a política, tanto que, em um ponto, Prithviraj III pediu a Ramdeva que o expulsasse de Ajmer. Além disso, é interessante notar que os três cronistas contemporâneos da época, Hasan Nizami, Fakhr-i-Mudabbir e Minhaj não se referiram a ele em seus livros

Os primeiros registros místicos, o Favaid-ul-Fuad e Khair-ul-Majalis não fornecem nenhuma informação sobre ele. Barani não faz nenhuma referência a ele. Isami nos diz apenas isso, que Muhammad bin Tughlaq tinha visitado uma vez a sua tumba”(15)

Durante uma visita pessoal ao Dargah de Khwaja Moinuddin Chishti, tive uma conversa sobre o passado histórico do dargah (santuário Sufi) com um dos membros da família. Notei também os 2 Deghs (caldeirão) maciços que servem um puro langar (cozinha comunitária) vegetariano para dezenas de pessoas, e foi dito que um dos Deghs foi fornecido pelo Imperador Akbar. Ao olhar o texto, também podemos notar que Khwaja Chishti foi muito reverenciado pelo Imperador Akbar, que prestou especial atenção ao seu dargah, e foi na época dele que o Santo Sufi começou a ser mencionado em narrativas e livros.

Outros famosos discípulos da ordem de Chishti incluem Sheik Bakhtiar Kaki, Baba Farid Ganj e Shakar, e Nizamuddin Aulia. Nizamuddin teve seu khanqah em Deli e testemunhou que 7 imperadores diferentes chegaram ao poder durante a sua vida. No entanto, diz-se que ele nunca foi a nenhum dos seus darbars (comemoração em um templo Sikh). Ele também viveu em total pobreza abjeta e foi capaz de influenciar e converter dezenas de não-Muçulmanos. É dito também que Khwaja Nizamuddin era interessado em política e costumava manter sua própria corte em seu dargah (16). Seus discípulos incluem Amir Khusru, que teve uma afiliação muito próxima com o seu Peer o Murshid (tr.,peer: semelhante; mesmo status / murshid: guia; professor). Khusru era um renomado poeta e escritor, que também escreveu uma compilação chamada Tughlaqnama sobre a vida e os tempos de Ghayasuddin Tughlaq. Nuh Sipehr é o título de um de seus escritos em que ele narra:

“Eles (Hindus) têm quatro livros naquela língua (Sânscrito), os quais têm o hábito de repetir constantemente. O nome deles é Bed (Vedas). Eles cultivam histórias de seus deuses, mas pouca vantagem pode ser derivada de sua leitura.” (17)

Esse tipo de pensamento tem predominado constantemente na mente de todos os Muçulmanos, até mesmo nos Santos Sufis, que com a melhor das intenções, consideram que, ao convencer os não-Muçulmanos de se juntarem ao Islã, estão trazendo-os para a era da iluminação.

A Islamização da Caxemira foi feita através de uma mistura de espada e conversão vigorosa pelos Sufis. Entre os homens da espada, o mais famoso na área era Alexander, ou Sikandar But Shikan, que veio à Caxemira em 1394. Ele e seu Brahmin (membro da classe sacerdotal no subcontinente Indiano e pertence à sociedade de castas superiores.) converteram o primeiro ministro, emitiram uma ordem “proibindo a residência de qualquer outro que não seja Mahomedans (Muçulmanos) em Caxemira”(18), logo após jogaram fora todos os ídolos dos templos.

Mas durante um longo período foram os Sufis que foram acolhidos em Caxemira de Hamdan, pelo imperador Sultan Shahabuddin da dinastia Shah Mir, no meio do século 14. Um santo Sufi, Syed Ali Hamdani junto com 700 de seus discípulos vieram e começaram a construir khanqahs (tariqas) e converter pessoas ao Islã, bem como convencer o governante a destruir templos e fazer khanqahs. Após a morte de Hamdani, a tarefa foi assumida por Nuruddin, que enganava os habitantes locais ao se vestir como um Rishi, “a maior denominação de videntes Hindus de Caxemira”. Nuruddin aproveitou a psique Hindu e começou a se concentrar nas conversões dos sacerdotes Bramanistas, pois sabia que eram professores naturais dos Hindus de Caxemira (19).

De acordo com a afirmação de Nehemia Levtzion, “os Sufis foram particularmente importantes para alcançar a conversão quase total no leste da Bengala”. (20) A influência Sufi e a conversão de Budistas, bem como alguns Hindus ao Islã, foram feitas num ritmo muito alto por Sheik Shah Jalal e seus discípulos durante o século 13. De acordo com algumas fontes, ele participou de uma guerra santa com 700 de seus discípulos contra o Rei Gaur Govinda (21) e foi enviado pelo seu Pir (peer:mestre) Nizamuddin Aulia.

Sheik participou do terceiro ataque contra Gaur Govinda, no qual o rei foi derrotado. Após a guerra, mais de dezenas de milhares de prisioneiros foram levados e todos foram convertidos ao Islã sob o patrocínio do Sheik Jalal. Portanto, é claro que, pelo menos, esses prisioneiros não se converteram de acordo com sua própria vontade ou depois de se apaixonaram pelos ensinamentos e estilo de vida do Sheik Jalal. De acordo com o relato de Hamilton Alexander Rosskeen Gibb sobre Ibn e Batuta, ele mencionou que “o esforço de Jalaluddin foi fundamental para converter os infiéis a abraçaram o Islã” (22), mas não especifica quais foram essas medidas. Outro conhecido santo Sufi de Bengala foi Nur Qutb-i-Alam, que influenciou o Príncipe Hindu Ganesha, — governante recentemente derrotado de Bengala, — a entregar seu filho de doze anos; Jadu foi convertido ao Islamismo e fez o governante de Bengala trocar seu nome para Sultão Jalaluddin Muhammad; Jalaluddin acabou se tornando um rei particularmente feroz e ofereceu a opção de conversão ao Islã ou morte aos seus subordinados (23). Além disso, diz-se que os métodos de conversão aplicados em Bangladesh eram muito ortodoxos, tipo “(Os Sufis) estabeleceram suas khanaqahs nos locais dos santuários Budistas e se encaixaram bem na situação religiosa de Bengala”. (24)

Há muitas opiniões diferentes à medida que olhamos o trabalho acadêmico de diferentes lugares, o que pode levar a conclusões diferentes para responder a pergunta que começamos a explorar. No entanto, as percepções acadêmicas dominantes que sugerem que os Sufis recorreram apenas ao maneirismo pacífico e humilde para promover o Islã na Índia precisam ser desafiadas. É verdade que muitos Santos Sufis podem ser indivíduos de coração humano e bondoso. No entanto, a crença global de que, para levar uma vida feliz, contente e devota, é preciso entrar no curral da própria ideologia, vem se mantendo como um ponto de vista constante dos Santos Sufis em todo o Sul da Ásia.


References:

1.P36, Imagined Communities, Benedict Anderson
2.P38, Ibid
3. Mirza Kalichbeg Fredunbeg, The Chachnamah, An Ancient History of Sind
4.P11, A Book of Conquest, Mannan Ali Arif
5. “Romila Thapar’s Somanatha: the many voices of a history, Ramya Sreenivasan’s The Many Lives of a Rajput Queen:Heroic Pasts in India c. 1500-1900, Shahid Amin’s Conquest and Community: The Afterlife of Warrior Saint Ghazi Miyan, and Cynthia Talbot’s The Last Hindu Emperor: Prithviraj Chauhan and the Indian Past, 1200-2000 approach binary categories of Hindu/Muslim by fracturing the historical certainty.” P188, A Book of Conquest, Mannan Ali Arif
6.“The Muslim polities in Sind that emerged in the eighth century undoubtedly helped the growth of trade and settlement networks between Arabia and India. Settlements in Aden, Muscat, Diu, and Thana predate the Arabian Muslim empires of Damascus and Baghdad. There are numerous mentions of Arab families who settled in these regions in political exile or as traders.” P33, ibid
7. P108, Islamic Jihad, A legacy of Imperialism, Forced conversions and Slavery, M A Khan
8. P 227, The State and Religion in Mughal India, Roy Choudhury ML
9. Exhibit No. 34, Bikaner Museum Archives, Rajasthan, India; Available at: http://according-to-mughal-records.blogspot.com
10. “Aurangzeb also promulgated an order in 1685 to his officers of the provinces to encourage the Hindus to convert to Islam by offering that ‘each Hindu male, who becomes a Musalman, is to be given Rupees four and each Hindu woman Rupees two’ from the treasury” Ibid, Exhibit 43
11. “ Mahmud Ghaznavi invaded Hindustan seventeen times, and every time he came he converted people from Peshawar to Mathura and Kashmir to Somnath. Such was the insistence on the conversion of the vanquished Hindu princes that many rulers just fled before Mahmud even without giving a battle”, p 222, Legacy of Muslim Rule in India, K S Lal
12. p92, Islamic Jihad, A legacy of Imperialism, Forced conversions and Slavery, M A Khan
13.“With the defeat and death of Prithviraj Chauhan, the task of the invader became easy. Sirsuti,Samana, Kuhram and Hansi were captured in quick succession with ruthless slaughter and a general destruction of temples and building of mosques. The Sultan then proceeded to Ajmer”. The Legacy of Muslim Rule in India. K.S.Lal
14. p214-215 Taj-ul-Maasir, Hasan Nizami
15. P134, Legacy of Muslim rule in India, K S Lal
16. “The Shaikh was so popular with the people that Sultan Alauddin Khalji began to entertain suspicions about his influence and authority in Muslim society. With a view to ascertain the real intentions of the Shaikh, and to find out to what extent he was interested in seeking political power, the Sultan sent him a note seeking his advice and guidance on certain political problems. The Shaikh immediately surmised Alauddin’s motives in sending the letter, and replied that he had nothing to do with politics and so could render no advice on political matters” P 118-19, Siyar-ul-Auliya. Urdu trs. Silsila-i-Tassavuf , Saiyyad Amir Khurd al-Kirmani
17. P563, Life and Works of Amir Khusrau, Dr. Wahid Mirza
18. P268, Tareekh e Ferishta, Muhammad Qasim Hindu Shah, History of the Rise of the Mahomedan Power in India,
19. P 19, Islamisation of India by Sufis, Purushottam
20. P8, Nehemia Levtzion , Toward a Comparative Study of Islamization, in Conversion to Islam
21. Shah Jalal (R), Banglapedia; http://banglapedia.search.com.bd/HT/S_0238.htm
22. P269,Ibn Batuta, 1304–1377 (1929), English translation by Gibb
23. “Dr James Wise wrote in the Journal of the Asiatic Society of Bengal (1894) that ‘the only condition he offered was the Koran or death… many Hindus fled to Kamrup and the jungles of Assam, but it is nevertheless possible that more Mohammedans were added to Islam during these seventeen years (1414–31) than in the next three hundred years.” P 57,KS Lal, Indian Muslims: Who are They
24. P 18, Nehemia Levtzion, Conversion to Islam
Bibliography-
1. Page 36, Imagined Communities, Benedict Anderson
2. P. 20, S. Bose and A. Jalal. Modern South Asia: History, Culture, Political Economy New York: Routledge, 2004)
3. P188, A Book of Conquest, Mannan Ali Arif
4. P214-215 Taj-ul-Maasir, Hasan Nizami
5. P38, The Legacy of Muslim Rule in India. K.S.Lal
6. Mirza Kalichbeg Fredunbeg, The Chachnamah, An Ancient History of Sind (Delhi: Idarah-i Adabiyat-i Delli, 1900).
7. P184, Islamic Jihad, A legacy of Imperialism, Forced conversions and Slavery, M A Khan
8. P 92, Islamic Jihad, A legacy of Imperialism, Forced conversions and Slavery, M A Khan
9. P 134, Legacy of Muslim Rule in India, K S Lal
10. P1, The Foundations of Muslim Rule in India, Habibullah ABM (1976) Central Book Depot, Allahabad
11. P108, Islamic Jihad, A legacy of Imperialism, Forced conversions and Slavery, M A Khan
12. P 227, The State and Religion in Mughal India, Roy Choudhury ML (1951) Indian Publicity Society, Calcutta.
13. P 118-20, Siyar-ul-Auliya. Urdu trs. Silsila-i-Tassavuf , Saiyyad Amir Khurd al-Kirmani, No. 130. Allah Wale-ki-Dukan, Kashmiri Bazar (Lahore, n.d.).
14. P 563, Life and Works of Amir Khusrau , Dr. Wahid Mirza, (Calcutta, 1935),
15. P 222, Legacy of Muslim Rule in India, K S Lal.
16. http://according-to-mughal-records.blogspot.com.
17. P 19, Islamisation of India by Sufis, Purushottam, Ist Edition : Feb. 2008
18. p. 268 Tareekh e Ferishta, Muhammad Qasim Hindu Shah, Ferishtah MQHS (1829) History of the Rise of the Mahomedan Power in India, translated by John Briggs, D.K. Publishers Distributors (P) Ltd, New Delhi, Vol. IV (1997 imprint).
19. p. 18, Toward a Comparative Study of Islamization, in Conversion to Islam, Nehemia Levtzion.
20. P 269,Ibn Batuta, 1304–1377 (1929), English translation by Gibb.
21. P 57,KS Lal, Indian Muslims: Who are They , 1990, Voice of India, New Delhi.
22. P 18, Nehemia Levtzion, Conversion to Islam, 1979


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

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