Robert Spencer: Por Que Judeus e Cristãos Precisam Se Unir Contra a Jihad Global

Photo/Cover:  worldmediamonitoring.com

Fonte/Source: Robert Spencer: Why Jews and Christians Must Unite In Defense Against the Global Jihad


Robert Spencer: Por Que Judeus e Cristãos Precisam Se Unir Contra a Jihad Global

Por Robert Spencer

1 de Março de 2013 (Reeditado em 21/11/17)


Ao longo do Atlas Shrugs (website da ativista Pamela Geller), expliquei por que Judeus e Cristãos (e todas as outras) precisam se unir em defesa da liberdade contra a jihad global e a supremacia Islâmica. Que é também o tema do meu breve discurso no vídeo acima, realizado no último Domingo em Santa Mônica, Califórnia, na Festa de Purim da Coalizão Criativa Sionista.

Domingo à noite em Los Angeles, tive a grande honra de receber o Prêmio Shushan como Righteous Gentile (vide nota abaixo) pela Coalizão Criativa Sionista, um novo grupo digno de nota e dedicado a defesa de Israel. Num momento em que a esquerda Cristã corre para imitar o zeitgeist (tr., espírito de época, espírito do tempo ou sinal dos tempos) condenando Israel e iniciando, ao estilo Nazista, boicotes aos interesses Judaicos, é útil recordar por que uma aliança Judaico-Cristã pode ser essencial nesse momento para a sobrevivência do mundo livre.

Nota do blog:  Definição de Righteous Gentile (The Righteous Among The Nations) — Pessoas não-Judias que, durante o Holocausto, arriscaram suas vidas para salvar Judeus da perseguição Nazista. De acordo com Paul Schnee: Na verdade, Robert Spencer tem sido muito bem-sucedido conscientizando os Estados Unidos sobre o verdadeiro significado e a agenda dos praticantes da “religião de paz”, Islã. Tanto que agora vive em local sigiloso.

A história da relação do Cristianismo com o Judaísmo, é marcada por inúmeros incidentes por antagonismo e coisas piores. Leia as histórias da Europa Medieval Católica e da Rússia Ortodoxa sob os czares, me faz sentir vergonha, por dividir a mesma fé com os perseguidores; ao mesmo tempo, enquanto a Igreja Católica e outros membros Cristãos têm no nível mais alto nível rejeitado o antissemitismo e as interpretações do Novo Testamento que sustentam isso, o antissemitismo Islâmico continua profundamente enraizado no Alcorão e na Suna, e nenhuma autoridade Islâmica mostra qualquer inclinação para reexaminar o tema.

Além disso, o Islã visualiza o mesmo destino para ambos Judeus e Cristãos. A lei Islâmica designa para ambos o status de dhimmi: a subjugação institucionalizada que o Alcorão determina ao “Povo do Livro” (cf. 9:29). Os dhimmis são proibidos de ter autoridade sobre os Muçulmanos, portanto são relegados aos serviços mais subalternos da sociedade; são proibidos de construir novas casas para o culto ou reparar as antigas, consequentemente as suas comunidades estarão sempre em perpetuo estado de declínio; precisam se submeter a inúmeras outras humilhações e regulamentos discriminatórios,  e acima de tudo, pagar a jizya, — o imposto que o Alcorão prescreve como a mais viva manifestação de submissão às regras Muçulmanas impostas aos não-Muçulmanos.

Os patrões Muçulmanos dos dhimmis ao longo da história, trabalharam semeando o antagonismo entre os vários grupos de dhimmis, para assegurar que jamais se organizem contra seus opressores. Um exemplo moderno disso aconteceu em 2007, quando Ingrid Mattson que na ocasião era a Presidente da Sociedade Islâmica da América do Norte. Este grupo, que tinha admitido ligações com o Hamas e a Irmandade Muçulmana, disse numa palestra na Kennedy School of Government em Harvard, que os ‘direitistas Cristãos são aliados muito perigosos dos Judeus Americanos, porque eles [os Cristãos] são realmente antissemitas. Eles não gostam de Judeus.

Mattson não mencionou que o próprio livro sagrado dela (o Alcorão), afirma que Alá transformou os Judeus em macacos e porcos (2:63-65; 5:59-60; 7:166), e designa Judeus como “os mais veementes em hostilidade da humanidade para com aqueles que acreditam” (5:82), ou diz que estão sob a maldição de Alá (9:30), ou devem ser combatidos e subjugados (9:29).  Ela também sequer se dignou a observar que o Novo Testamento, ao mesmo tempo que contém passagens que foram usadas para justificar o antissemitismo (embora nenhuma dessas passagens prescreva ou justifique qualquer violência) não possui nenhuma¦veemente hostilidade.

O que Mattson estava tentando fazer não era advertir os Judeus sobre uma ameaça real por pura bondade do seu coração, mas para semear a discórdia entre as duas comunidades visadas pelos jihadistas, de forma a afastar a formação de uma frente unida. E Mattson é uma entre muitas, e seus esforços estão funcionando demasiadamente bem: alguns Cristãos estão tratando os Judeus hoje em dia, com um renovado antissemitismo disfarçado de indignação moral contra Israel, e alguns Judeus vêem os Cristãos com tanta suspeita que acabam não enxergando um genuíno aliado.

Tudo isso faz com que uma frente unida se torne ainda mais necessária. A pioneira historiadora Bat Ye’or tem enfatizado isso em seus escritos, e defendendo recentemente o seu ponto de vista, é a prova concreta de que o imperativo Islâmico de subjugar Judeus e Cristãos como dhimmis não é (como alegam frequentemente os apologistas Islâmicos hoje em dia) uma relíquia de um passado distante, para nunca mais ser revivido; ao contrário, Muçulmanos da Bósnia, Egito, Síria e Paquistão vêm nos últimos anos pedindo a sua reimposição.

Os elementos da lei Islâmica que pedem a jihad contra Judeus e Cristãos de modo a subjugá-los sob a lei Sharia ainda estão vivos e formam uma grande parte dessa lei; elas não foram reformadas ou rejeitadas.

Judeus e Cristãos têm uma Escritura em comum e, de várias maneiras, uma perspectiva comum. Nós somos os filhos e herdeiros da maior civilização que o mundo conheceu.

E hoje, se não nos unirmos, seguramente seremos pendurados separadamente.


Tradução: Tião Cazeiro – Muhammad e os Sufis

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