VIRGIL: MAKE AMERICA GREAT AGAIN — OU NÃO: O ESTABLISHEMENT MIRA NO TOP ESTRATEGISTA DE TRUMP

Fonte/Source: Virgil: Making America Great Again—Or Not: The Establishment Targets Trump’s Top Strategist

Photo Cover Credit: AP, BNN Edit

VIRGIL: MAKE AMERICA GREAT AGAIN — OU NÃO: O ESTABLISHEMENT MIRA NO TOP ESTRATEGISTA DE TRUMP

Por VIRGIL

15 de Janeiro de 2017

Última parte da série de três…

Na Parte Um, vimos como o evangelho do globalismo inspira seus crentes a desprezar, e até mesmo menosprezar, os nacionalistas da classe média — isto é, as pessoas que votaram em Donald Trump. E na Parte Dois vimos como o Estado Profundo, uma das muitas armas do arsenal globalista, está agora mirando no Trump e na sua agenda para a América. Aqui na Parte Três, vamos nos concentrar em como um bem posicionado adversário do Trump está tentando atirar num membro-chave da nova equipe presidencial.

  1. Notícias falsificadas: “Bannon vs Trump”

Os ataques contra Stephen K. Bannon, ex-presidente executivo da Breitbart, que se tornou o principal estrategista de Trump para a Casa Branca, não representa nada de novo. Durante a eleição, o magazine Mother Jones o chamou de “pior… que um racista“, Joy Behar rotulou-o de “um fascista“, e o ex-governador de Vermont Howard Dean insistiu, contra todas as evidências, que ele é “um Nazista.” Vai vendo…

Ok, esses ataques diretos não foram muito longe; também foram postos à prova durante a campanha de 2016, e Bannon se manteve integro no mundo Trump, nunca vacilou.

E, no entanto, é claro, os ataques continuam chegando. E assim, para ficar de olho neles, talvez devêssemos atribuí-los em categorias. Por exemplo, em um artigo recente, que não faz parte desta série, Virgil citou as maneiras pelas quais o “argumento da autoridade” — argumentum ad verecundiam — pode ser usado e, com mais frequência nesses dias, usado de forma inadequada.

Então, agora podemos acrescentar uma segunda categoria na falsidade da mídia. Podemos chamar isso de “afirmação de um falso conflito,” declaratio contra falsum. Esta é uma versão da familiar tentativa de mexer o pote, levantando sentimentos duros entre as pessoas: Ei, você ouviu o que ele disse sobre você?

Isto é o que Virgil acha que estava acontecendo quando David Brooks, do The New York Times, intitulou sua coluna em 10 de Janeiro dessa forma: “Bannon vs Trump“. Ou seja, ele simplesmente está tentando causar problemas; Contudo, se o jornal principal da nação acha que isso é certo, alguns leitores ingênuos podem acreditar nele.

Brooks chegou ao ponto que queria: dentro da administração Trump, afirmou, uma luta futura estava se formando. De um lado, “Republicanos assíduos”, e do outro, “populistas etnonacionalistas”.

O homem do Times deixou perfeitamente claro quem ele estava perseguindo nesse alegado feudo: Os Republicanos assíduos, ele saudou, basearam seus pensamentos “na ordem internacional pós-Segunda Guerra Mundial — as alianças, normas e organizações Norte-Americanas que ligam as democracias e preservam a paz global.”

Enquanto isso, por outro lado, na narrativa de Brooks, haviam aqueles etnonacionalistas populistas podres, “as forças do caos perpétuo desencadeadas pela atenção gerada por Donald Trump”. Sim, porque Trump não está prestando atenção à sua própria administração, continuou Brooks, os temidos etnonacionalistas populistas ameaçam minar o status quo internacional com sua crítica radical. De acordo com Brooks, sua crítica “é simultaneamente moral, religiosa, econômica, política e racial” — e sempre, ruim. E a essência disso, Brooks acrescentou, deve ser encontrada “nas observações que Steve Bannon fez numa conferência no Vaticano em 2014.”

E aqui está a descrição de Brooks sobre a essência do discurso de Bannon:

O capitalismo humano foi substituído pelo capitalismo selvagem que nos trouxe à crise financeira. A democracia nacional foi substituída por uma rede capitalista de elites globais. A virtude tradicional foi substituída pelo aborto e pelo casamento gay. Estados-nação soberanos estão sendo substituídos por organizações multilaterais infelizes como a União Europeia. Decadente e enervado, o Ocidente é vulnerável diante de um confiante e convicto Islamofascismo, que é a ameaça cósmica do nosso tempo.

Assim é que Brooks caracteriza as crenças de Bannon. E Brooks está apenas se aquecendo. Ele então passa a comparar Trump a Vladimir Putin, e Bannon a uma figura política Russa conservadora da órbita de Putin, Alexander Dugin.

No entanto, depois de fazer essas comparações obscuras, Brooks oferece aos seus leitores um raio de luz: os obscuros etnonacionalistas, ele prevê, falharão. Por quê? Porque, Brooks dá gargalhadas, Trump é tão preguiçoso, egocêntrico, peso leve, que vai se desinteressar pelos tópicos do Bannon (Bannonite) e assim vai derrapar para o lado dos globalistas.

Uma pergunta vem imediatamente à mente: Será que Brooks alguma vez tentou conseguir algum furo jornalístico no que diz respeito ao pensamento do Trump? Alguma entrevista reveladora? A resposta, Brooks indica, é “não”. Ele é puro palpite:

Estou apostando pessoalmente que o aparato da política externa, incluindo os secretários de Estado e de Defesa, irão esmagar os populistas em torno de Trump.

Em outras palavras, Brooks, depois de ter inventado um falso conflito entre Trump e Bannon, admite ainda que tudo isso é o seu próprio desejo.

Ok, e assim, vamos a outra pergunta: Por que Brooks continua usando o termo “etnonacionalista” — quatro vezes, na verdade — como um decritor para Bannon, embora tenha especificamente, e repetidamente, rejeitado o termo? Na verdade, Bannon tem sido tão enfático sobre esse ponto que até mesmo outras pessoas da grande mídia tiveram que reconhecê-lo; Daí a manchete da CNN de 21 de Novembro de 2016, “Bannon rejeita o nacionalismo branco:” Sou um nacionalista econômico”. Essa história, e muitas outras, estão facilmente disponíveis para Brooks, mas ele não parece se importar; Ele é feliz machucando os outros com seus estilingues. E quando essa história for desmascarada, em breve, sem dúvida, continuará vendendo ainda mais notícias falsas sobre Trump, Bannon ou qualquer um do governo Trump.

  1. Então, quem é David Brooks, realmente?

David Brooks tem desfrutado de uma boa carreira na grande mídia. Nascido em 1961, é nominalmente um conservador, Canadense e trabalhou em várias mídias como a National Review, The Wall Street Journal, The Weekly Standard e, desde 2003, como um colunista de opinião para o The New York Times.

E ao longo do caminho, expressou algumas ideias interessantes; Por exemplo, em 2006, opinou que os Senadores John McCain e Joe Lieberman deveriam formar seu próprio terceiro partido, baseado principalmente naquilo que compartilhavam, o neoconservadorismo e o globalismo. Desnecessário dizer que nada aconteceu com a sugestão de Brooks.

Ao longo de sua carreira, Brooks tem sido notável por três coisas: em primeiro lugar, um livro publicado em 2000 que celebrava o estilo de vida luxuoso da classe alta; Em segundo lugar, uma defesa fervorosa da Guerra do Iraque de 2003; e em terceiro, seu romance de amor jornalístico com Barack Obama.

Em outras palavras, é o perfeito “conservador” domesticado por Washington, DC, aquele tipo de colega que conseguiu um bico a longo prazo na PBS NewsHour.

Ok, então vamos considerar o histórico da Brooks com relação ao Donald Trump. Podemos resumi-lo com dois pontos: Primeiro, ele odeia o Trump; E segundo, não sabe fazer uma boa previsão.

Em Março do ano passado, uma manchete de sua coluna dizia “Não, o Trump Não, Nunca.” Naquela peça ele praguejou, “Donald Trump é epicamente despreparado para ser presidente. Ele não tem políticas realistas, não tem conselheiros, não tem capacidade para aprender.”

Então Brooks realmente deu a largada:

Trump é talvez a pessoa mais desonesta para concorrer a altos cargos em nossas vidas. Todos os políticos distorcem a verdade, mas Trump tem um constante desapego a precisão.

E desde que Trump se tornou algo tão terrível na mente de Brooks, ficou difícil para ele imaginar que alguém pudesse gostar dele. Assim, em Junho de 2016, previu que na eleição de Novembro ainda por vir, Hillary Clinton venceria Trump. Como ele disse: “As pessoas ficarão cansadas de Donald Trump e irão procurá-la”.

Resumindo, numa coluna publicada em 4 de Novembro, quatro dias antes da eleição geral de 2016, Brooks dobrou a aposta do seu endosso a Clinton, descrevendo-a como “o agente de uma mudança maior.” Em seguida, passou a descrever Trump como “solipsístico, impaciente, combativo, insensível e ignorante”, insistindo ao mesmo tempo em que Clinton era “a mais adequada para fazer as coisas”. Comicamente, entre as coisas que Clinton prometia fazer, Brooks disse aos seus leitores, era desenvolver um plano para “proteger a fronteira.”

Expressando perfeitamente a visão do mundo do Times, Brooks acrescentou: “Qualquer pessoa sensata pode distinguir entre um funcionário efetivo de operações [Clinton] e uma catástrofe que gira em torno de si mesmo [Trump]”.

Ok, então Brooks, junto com 99,9 por cento do resto do Times, gostavam de Clinton e não gostavam de Trump. Nós percebemos isso.

Contudo, outros detalhes dessa coluna são reveladores — reveladores, isto é, sobre Brooks. Veja como a coisa começa:

Algumas semanas atrás, conheci um cara em Idaho que estava absolutamente certo que Donald Trump ganharia essa eleição. Ele estava usando um macacão esfarrapado, sujo, faltando um bando de dentes e era naturalmente magro. Ele provavelmente tinha cerca de 50 anos, mas seu rosto desagradável parecia 70. Ele estava passando sem rumo como um trabalhador manual.

Podemos nos deter sobre algumas dessas palavras esnobes: “macacão esfarrapado, sujo. . . Faltando um monte de dentes”. Virgil precisa fazer uma pausa para perguntar: Desde o filme de 1972 Deliverance, existiu alguém com um estereótipo tão profundamente perfeito como esse esnobe Canadense olhando para baixo de seu nariz em direção à plebe do resto do país?

Nesse artigo, Brooks, ele próprio extremamente feliz e confiante de que Hillary iria prevalecer, teve que fazer um relato sobre como tentou pacientemente explicar ao homem que ele estava errado em seu pensamento. Ainda assim, Brooks escreveu com um suspiro: “Foi como dizer a ele que uma gaivota poderia jogar bilhar”.

Poderíamos pensar que os resultados das eleições, quatro dias mais tarde, humilhariam Brooks um pouco, mas isso não aconteceu.

Desde a eleição, tem sido tão fortemente anti-Trump como sempre. E, surpreendentemente, ainda está no jogo, fazendo previsões para os leitores do Times: “O cara provavelmente  será demitido ou sofrerá um impeachment dentro de um ano“.

No entanto, como vimos, dado o pobre registro de Brooks como profeta, ninguém do time do Trump precisa se preocupar.

Enquanto isso, Trump tem um país para comandar.

  1. Visão de Trump, Visão de Bannon

A visão de Trump para a América é ambiciosa e complexa, e mesmo assim, ela pode ser resumida nas quatro palavras que ficaram famosas durante a campanha: “Make America Great Again”.

Nota do tradutor: Para os não versados na Língua Inglesa, “Make America Great Again” é comumente traduzido como “Faça a América Grande Novamente”. Pessoalmente não gosto dessa tradução e acho difícil chegarmos a algo tão funcional quanto a versão original em Inglês. Por isso, resolvi manter a versão original neste artigo.

Podemos notar rapidamente que a ideia de grandeza Americana está no cerne da nossa história nacional. Por exemplo, o Grande Selo dos Estados Unidos, criado em 1782, inclui as palavras latinas novus ordo seclorum, “Nova Ordem dos Séculos”. Ou seja, os Fundadores acreditavam que a América deveria e estabeleceria o padrão, para o futuro. Sim, isso é pensar grande; Esse é o Caminho Americano. E, portanto, não é surpreendente que o mesmo lema latino tenha se mantido na parte de trás do dólar dos EUA desde 1935.

E Trump tem outras frases-chave que Virgil espera caracterizar a presidência de Trump. Como ele disse em Agosto, na convenção Republicana de Cleveland, “o Americanismo, não o Globalismo, será o nosso credo.” E desde a eleição, ele acrescentou que o governo Trump se compromete a seguir “duas regras simples: “Compre América e Contrate América“. Não é à toa que os globalistas odeiam Trump!

Quanto a Steve Bannon, ele tem pontos de vista que só podem ser descritos como na mesma linha do Trump, e tem sido assim há muito tempo. É claro que os globalistas o odeiam também.

Uma vez que Bannon só raramente dá entrevistas, alguns podem estar curiosos para saber mais sobre o seu pensamento — isto é, olhando para além dos patos desagradáveis ​​lançados sobre ele por pessoas como Mother Jones, Behar e Dean.

Na verdade, Bannon vem articulando sua visão há muito tempo; Desde 2004, produziu nada menos que 16 documentários.

No entanto, uma visão mais direta e pessoal sobre o pensamento de Bannon pode ser encontrada em seu discurso de 2014 no Vaticano; Esse é o tal que Brooks dilacerou na sua coluna de 10 de Janeiro. Assim, sem a “ajuda” de Brooks, vamos dar uma olhada:

Bannon começa por dizer que acredita firmemente que há uma “crise” em nosso tempo — isto é, “uma crise de nossa fé, uma crise do Ocidente, uma crise do capitalismo”. E assim começa com a questão espiritual; Sim, muitos hoje estão bem, mas a pergunta que devem estar se fazendo é mais profunda do que dinheiro:

Qual é o propósito de tudo o que estou fazendo com essa riqueza? Qual é o propósito do que estou fazendo com a capacidade que Deus nos deu, que a providência divina nos deu para realmente ser um criador de empregos e um criador de prosperidade?

E continua nessa linha:

Realmente cabe a todos nós realmente (sic) ter um olhar duro e se conscientizar que estamos reinvestindo no retorno de coisas positivas.

Sim, devemos investir em coisas positivas, coisas como a fé e a crença, que o dinheiro não pode comprar. Consequentemente, na “crise da fé”.

Então agora chegamos à “crise do Ocidente” de Bannon. Aqui, basta olhar para a Alemanha de Angela Merkel; É o país mais rico da Europa e, no entanto, está agora em perigo mortal de dissolução demográfica — e ameaça levar todo o continente com ele.

De fato, as palavras de Bannon de 2014, antes da Merkel fazer a escolha tola de abrir suas fronteiras enquanto subsidia a dependência permanente, agora parecem prescientes. Ele advertiu também sobre a ameaça jihadista do Islã “virá para a Europa. . . E virão para o Reino Unido. “Além disso, em sua palestra, tomou nota naquele dia de um tuíte do ISIS, prometendo transformar os Estados Unidos num “rio de sangue”. Sim, há uma crise no Ocidente, de fato.

Agora vamos voltar para a “crise do capitalismo”. Em dezembro, um talentoso jornalista chamado David Hawkins considerou alguns dos pontos de Bannon sob uma perspectiva filosófica.

Hawkins resumiu o discurso de Bannon no Vaticano, no qual Bannon argumentou que, nas últimas décadas, o capitalismo parece ter surgido principalmente em duas formas, ambas no mínimo perniciosas: Primeiro, os escandalosos resgates orientados pelo “capitalismo do amigo íntimo” que vimos em 2008; E segundo, “influenciado por Ayn Rand… o capitalismo libertário, que ele entende como comoditização de pessoas como meros produtores e produtos. “Este último tipo, continuou Hawkins, enfraquece “a nossa força moral coletiva.”

A resposta, concluiu Hawkins, é o “capitalismo esclarecido” — isto é, o capitalismo no qual os capitalistas pensam sobre o destino de seu país, não apenas em sua conta bancária. Como Hawkins disse:

Foi esse capitalismo esclarecido que deu ao Ocidente — por meio de uma ampla propriedade de ativos — sua classe média forte e uma classe trabalhadora aspirante e rica, e que forneceu as bases morais e econômicas para o Ocidente derrotar o Nazismo em 1945 e apoiar Ronald Reagan ficando do seu lado para derrotar a União Soviética durante a Guerra Fria. E agora isso foi corrompido e, por sua vez, enfraqueceu o próprio Ocidente e Bannon acredita que agora o Ocidente se depara com a possibilidade de perder tudo o que ganhou em mais de 2000 anos. [Ênfase adicionada]

Hawkins terminou seu ensaio com estas palavras esperançosas:

Com Bannon, Trump e o “Trumpismo”, os EUA e o Ocidente têm uma oportunidade de renovação econômica, moral e política — uma era esclarecida. (enlightenment)

Ok, então Hawkins habilmente descreve o problema e descreve o resultado final desejado. E ainda assim poderíamos perguntar: como, exatamente, a América irá chega lá? Como passar da crise de 2017 para um lugar melhor — o mais rapidamente possível?

Para a resposta, poderíamos retornar à palestra de Bannon em 2014, na qual ele apelou para a construção agressiva de um “movimento populista de centro-direita”, cujo coração deveria ser:

. . . A classe média, os trabalhadores e as mulheres do mundo que estão cansados ​​de ser ditados pelo que chamamos de partido de Davos.

Curiosamente, isso parece ter acontecido nos últimos três anos!

Podemos também fazer uma pausa para notar que “Davos”, é claro, é uma abreviatura do Fórum Econômico Mundial, um conclave de bilionários globalistas e seus cortesãos, reunidos todos os anos em Davos, na Suíça. E assim a referência de Bannon ao “partido de Davos” fala da realidade de que as altas finanças globais parecem ter conquistado a maior parte da política e a maioria dos partidos da maior parte do mundo — e como resultado, a classe média Americana, agora afundando no caldo globalista, fazendo as coisas piorarem.

Vale a pena notar que a próxima reunião de Davos está a poucos dias de distância, de 17 a 20 de janeiro. E como essa é a primeira sessão desde a eleição de Novembro, irão rolar alguns exames de consciência e muitas tentativas de desvio de culpa.

Aqui, por exemplo, daí uma manchete na Bloomberg Business Week: “Davos se pergunta se é parte do problema: Será que a devoção da elite global ao capitalismo sem fronteiras semeou as sementes de uma reação populista?” Muitos diriam que a resposta, é claro, é “sim.”

No entanto, Davos Homens e Davos Mulheres não vão desistir tão facilmente. Por exemplo, um dos “bate-papos” programados para Davos será entre Sheryl Sandberg do Facebook e Meg Whitman da HP, juntas, vão oferecer a sua audiência jet set, seus pensamentos concentrados em moldar “uma narrativa positiva para a comunidade global”. Ou seja, uma “comunidade global” que é seguramente rentável para o Facebook e HP, onde quer que no mundo eles possam optar por operar.

Será que esses esforços globalistas terão êxito? Será que os globalistas terão permissão para continuar inflacionando suas bolhas financeiras — e continuarão sendo resgatados quando estourarem? Os Davosianos certamente esperam por isso, mas é possível que, depois de Trump (e antes de Trump, Brexit), que este artifício tenha chegado ao fim.

Mas espere! Ainda há esperança para os globalistas. O novo presidente Americano talvez não pense muito em Davos, mas o presidente da República Popular da China, Xi Jinping, pensa de forma diferente. Na verdade, ele está programado para falar em Davos em poucos dias; Será a primeira aparição de um chefe de Estado Chinês.

Podemos assumir, é claro, que Xi, pegando a tocha de, digamos, Barack Obama, oferecerá defesa plena ao globalismo; Afinal, o globalismo tem sido muito, muito bom para o seu país.

4- O Momento do Trump

Enquanto isso, os olhos do mundo estão voltados para o 45º presidente. Como observado na Parte Um, o ativismo econômico energético de Trump já está se fazendo sentir: E a boa notícia continua a surgir: apenas em 12 de Janeiro, a Amazon anunciou que se comprometeria a criar 100 mil novos empregos nos EUA. Além disso, em 13 de Janeiro, a Lockheed, que havia sido castigada pela Trump por manipulação de preços, anunciou que promete não apenas custos menores para seu caça F-35, mas também mais 1800 empregos no Texas.

Como Virgil também observou anteriormente, é surpreendente que os presidentes do passado não tenham se envolvido nesse tipo de patriotismo econômico pró-empregos, pró-lucros e pró-Americano; Talvez não soubessem como, ou talvez não se importassem.

Em qualquer caso, Trump sabe como, e se importa com isso. E o povo Americano está percebendo. De acordo com uma pesquisa da Quinnipiac em 10 de Janeiro, 47% dos Americanos acreditam que as políticas econômicas de Trump ajudarão a economia, enquanto apenas 31% dizem que vão doer. Em outras palavras, Trump já construiu para si uma vantagem de 16 pontos sobre essa questão. E sua presidência ainda nem começou.

Para ter certeza, nos próximos anos, Trump, e sua equipe, serão testados repetidas vezes. E embora seja impossível prever o futuro, seria tolice apostar contra eles.

Em contrapartida, seria inteligente apostar contra David Brooks. O acossado, como ele é visto, pelo seu ódio a Trump e seu ajudante Bannon — e provavelmente muitos outros seguidores do Trump que ele ainda não teve tempo para atacar — Brooks está sempre errado.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

 

VIRGIL: O ESTADO PROFUNDO CONTRA-ATACA: A CAMPANHA PERMANENTE CONTRA DONALD TRUMP

Fonte/Source: Virgil: The Deep State Strikes Back: The Permanent Campaign Against Donald Trump

 VIRGIL: O ESTADO PROFUNDO CONTRA-ATACA: A CAMPANHA PERMANENTE CONTRA DONALD TRUMP

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Por VIRGIL

13 de Janeiro de 2017

Segunda de três partes…

Na primeira parte desta série, observamos que o globalismo é uma ideologia, talvez até uma teologia. E assim, naturalmente, o globalismo gera muito apoio apaixonado entre a elite planetária. E, no entanto, a paixão deve ser traduzida em poder político. E, claro, os globalistas têm muito disso também. Nesta segunda edição, veremos como os globalistas ainda procuram abrir caminho, mesmo depois de perderem as eleições de 2016. Para eles, o alvo nº 1, claro, é Donald Trump.

  1. A Militarização dos Rumores

Todos os leitores da Breitbart estão familiarizados com os contornos gerais da história do hacker Russo: Começando em Junho de 2016, alguém ou algo conhecido como “Guccifer 2.0” estava sendo acusado de hackear os computadores dos principais Democratas e trabalhando através do Wikileaks de Julian Assange, distribuindo informação suculenta.

Os hacks foram claramente prejudiciais para aos Democratas. E pelo fato dos vazamentos terem sido comprovados, teve repercussões significativas. As revelações forçaram, por exemplo, o presidente do Comitê Nacional Democrático, a Republicana Debbie Wasserman-Schultz, a renunciar em Julho passado.

Logo, os Democratas desenvolveram sua contra estratégia, que pode ser resumida como, A CULPA É do Donald Trump. Ou seja, quem quer que seja e o que Guccifer fosse, ele ou ela haquearam para ajudar o Trump. Então, novamente, Culpa do Trump!

Durante a queda, os Democratas tinham outro ponto a fazer: os Russos estavam por trás disso. Será mesmo, de fato, que as agências de espionagem Russas FSB, ou GRU, estavam por trás dos hacks? Virgil desconhece, mas sabe disso: os Democratas acusaram os Russos, pelo menos a princípio, sem provas sólidas.

Enquanto isso, na mesma época, os Democratas decidiram que eles mesmos deveriam fazer o mesmo jogo de insinuações e boatos dos Russos.

Assim, em Julho, começaram a circular boatos de que uma investigação tinha descoberto revelações bomba sobre Trump e os Russos. No entanto, a evidência era frágil, na melhor das hipóteses: consistia em várias declarações, atribuídas a fontes não identificadas, acusando Trump de várias coisas.

Em outras palavras, nada foi comprovado, e por isso mesmo a grande mídia (MSM), faminta por notícias anti-Trump, optou por não tocar nas alegações. A única exceção foi um vago item em 31 de Outubro da esquerdista Mother Jones, que reportou — talvez devemos dizer que, “reportou” — que um “ex-oficial de inteligência Ocidental”, contratado primeiro pelos anti-Trump Republicanos e, em seguida, pelos Democratas, tinha montado um dossiê sugerindo que Trump estava “comprometido” com a inteligência Russa.

O relatório Mother Jones foi cuidadosamente escrito, consciente de que não havia provas e, de fato, nenhuma evidência, além da palavra de uma escritora, que estava na folha de pagamento das forças anti-Trump. Em outras palavras, não era nada —apenas um depósito de pesquisas da oposição cheio de incógnitas desconhecidas. Na verdade, as palavras poderiam ter sido usadas num longo romance ou um roteiro avant-garde.

No entanto, a história de Mother Jones teve uma pérola específica: Aprendemos que numa carta ao diretor do FBI James Comey, datada de 30 de outubro, o líder da minoria do Senado Harry Reid tentou, mais uma vez, mexer o pote anti-Trump. Como Reid declarou:

Nas minhas comunicações com você e outros altos funcionários da comunidade de segurança nacional, ficou claro que você possui informações explosivas sobre laços estreitos e coordenação entre Donald Trump, seus principais assessores e o governo Russo — um interesse estrangeiro abertamente hostil aos Estados Unidos Estados.

No entanto, apesar dos melhores esforços de Reid, essas alegações ainda não possuem tração suficiente: os meios de comunicação, não importa o quão pro-Hillary, não iriam anexar a sua credibilidade a um relatório que não tinha de fato uma base demonstrável.

Além disso, é possível também que os Democratas não tivessem empurrado a história anti-Trump com todo empenho — foram complacentes. Ou seja, pensavam que Hillary Clinton estava no caminho pra vitória, e portanto, por que balançar o barco levantando alegações que poderiam ricochetear numa direção imprevista? Contra, talvez, Bill Clinton? Como o próprio Obama disse, ele e todos os seus conselheiros estavam convencidos de que Hillary iria ganhar. E assim, após a eleição, Obama e companhia assumiram que Clinton-45 poderia limpar qualquer bagunça que tivesse sido feita.

Naturalmente, toda essa presunção evaporou após a eleição de Trump em 8 de Novembro.

2 –  O Estado Profundo Se Movimenta

Desde o triunfo de Trump, os tambores anti-Trump tem crescido cada vez mais. E não são apenas os Democratas. Desde então, aprendemos, por exemplo, que em Dezembro, o Senador Republicano John McCain entregou pessoalmente, alegações anti-Trump ao FBI. E, claro, poderiam ter havido outros atores políticos — muitos outros — envolvidos nesse esforço anti-Trump.

Na verdade, é preciso dizer que a grande maioria da administração do governo em Washington D.C. é anti-Trump. Aqui na Breitbart em 12 de Dezembro, dei uma olhada nessa administração; Tem sido chamada de “Estado Profundo”. Ou seja, o Estado Profundo é um combinado político permanente que governa Washington — ou pelo menos tenta fazê-lo. Como defini há um mês atrás:

O termo “Estado Profundo” refere-se ao complexo de burocratas, tecnocratas e plutocratas que gostam das coisas do jeito que estão e querem mantê-las assim — as eleições que se danem.

É óbvio que a última coisa que o Estado Profundo quer ver é que o pântano administrativo seja drenado. Porque é a casa deles!

Virgil escreveu novamente sobre o Estado Profundo vs Trump em 19 de Dezembro, observando que o Estado Profundo logo teria um líder natural, Barack Obama:

O 44º presidente não vai ficar longe. Assim que Janeiro chegar, ele irá se movimentar só um quilometro e meio no arredores da cidadã, nas áreas de interesse, na vizinhança ostentosa de Kalorama, onde, e isso é uma aposta segura, vai garantir um palanque como se ainda fosse presidente. Assim, o Estado Profundo ainda terá um palanque enquanto planeja o próximo movimento contra o Tenebroso Trump. Ou devemos dizer, ele terá mais um palanque, porque, de fato, ele já possui muitos.

Virgil pôde anotar que essa história foi escrita há três semanas antes que o Politico revelasse os planos futuros do futuro ex-presidente. Aqui está a manchete de 9 de Janeiro: “Obama reequipa sua operação política para outra rodada: Ele vai usar a sua fundação e um grupo atualizado Organizing for Action para tentar salvar seu legado e reconstruir o Partido Democrata.” Em outras palavras, Obama será um força a ser considerada.

E então, naquela peça de Dezembro, Virgílio fechou com estas palavras, que provaram ser proféticas:

A amarga eleição acabou, querido leitor, mas a verdadeira tempestade ainda está por vir.

Desde então, a tempestade veio de muitas frentes. Além da mídia anti-Trump usual, o Estado Profundo persegue outros ângulos; Por exemplo, o pessoal de carreira do Departamento de Justiça dos EUA está se concentrando no diretor do FBI, James Comey, por sua manipulação pré-eleitoral com relação aos e-mails de Hillary Clinton; É uma aposta segura de que esses carreiristas, desfrutando de autonomia estatutária dentro do DOJ (Departamento de Justiça), encontrarão Comey violando alguma coisa.

Enquanto isso, advogados anti-Trump e outros ativistas de todo o país estão planejando ir ao Capitólio na Inauguração. Enquanto isso, soubemos que uma turma do Estado Profundo, ancorados em Israel, advertiram os seus homólogos Israelenses para não confiarem em Trump.

No entanto, o Estado Profundo é mais ativo dentro do cinturão administrativo (Washington D.C.): Por exemplo, um energético membro do Estado Profundo anti-Trump é Walter Shaub, diretor do Escritório de Ética Governamental. Sim, ele é um empregado federal, mas Shaub transformou seu escritório supostamente não-partidário numa máquina partidária, promovendo sua campanha anti-Trump inclusive no Twitter.

Curiosamente, o grupo de pesquisa America’s Rising observou que Shaub, um democrata que doou à campanha de reeleição de Obama em 2012, nunca pareceu incomodado pelas múltiplas transgressões éticas de Hillary Clinton. Como diz o grupo:

A mídia, deveria ter pausado a história de Shaub como democrata e o duplo padrão que ele empregou como chefe da OGE (Escritório de Ética Governamental), antes de tomar as palavras de Shaub seriamente.

E mais, claro, ainda Shaub está no noticiário o tempo todo, sempre batendo no Trump. Aqui, por exemplo, uma manchete de 11 de Janeiro no The Hill, descrevendo o último ataque de Shaub: “Chefe da Ética Federal explode” plano de negócios do Trump não sem sentido.” E mais isto, do Político: “Czar de ética federal fuzila o plano de conflitos do Trump.”

No entanto, os maiores conflitos, é claro, foram sobre a questão da influência Russa nos EUA. Mesmo se os repórteres ficassem longe dos boatos indecentes que não podiam provar, perseguiram outros ângulos, notavelmente, que os Russos tinham uma estratégia para ajudar Trump a derrotar Hillary.

Nesse esforço, é claro, os jornalistas forma de grande ajuda ao Estado Profundo.

Por exemplo, em meados de Dezembro, o Politico Europa acrescentou um detalhe — faça com que o alegado, ao invés de comprovado — detalhe que o líder Russo Vladimir Putin “pessoalmente dirigiu” o haqueamento, como parte de sua suposta “vendetta” contra Hillary Clinton. Isso é verdade? Quem sabe. Mas o Político conseguiu a história, e escreveu, com informações vindas de “vários altos funcionários de inteligência”.

3 – A Batalha do Mundo Político e Social de Washington, D.C. (Beltway)

Então, na semana passada, a história ficou ainda mais quente. E o ponto de ebulição foi um dossiê duvidoso — aquele, como observamos, que vinha flutuando há meses.

Recentemente, os “Quatro Grandes” chefes de inteligência — que seria o diretor de Inteligência Nacional James Clapper, o diretor do FBI, Comey, o diretor da CIA, John Brennan, e o diretor da Agência de Segurança Nacional, o almirante Mike Rogers — decidiram que o documento valia a pena ser levado a sério. Ou seja, o operativo “Ocidental” mencionado por Mother Jones — publicamente identificado recentemente como um Britânico, Christopher Steele, um ex-espião MI-6 Britânico — foi de repente promovido; Agora, ele e sua informação foram considerados como uma fonte crível. Tão crível, de fato, que o “Quatro Grandes” precisaram contar ao Trump tudo sobre isso.

Assim, na semana passada, o Presidente eleito foi informado sobre algumas das alegações de altos funcionários de inteligência dos EUA. E aqui está o mais estranho: Apesar do quarteto membro do Estado Profundo serem craques em guardar segredos, a notícia desse briefing imediatamente vazou.

Como informou o The Washington Post em 10 de Janeiro, um alto funcionário disse que Trump foi informado sobre as alegações “porque já estavam circulando amplamente e eram “principalmente uma cortesia” para que soubesse que eles estavam lá fora.

Sobre isso, Virgil pode dizer, isso é que é “cortesia”! Na verdade, parece ter sido mais como algo combinado. Vamos pensar nisso: rumores desconfiados sobre Trump flutuavam há meses, ressoando abaixo do nível das notícias, e ainda o Quarteto de Inteligência diz que, como “cortesia”, vão dizer ao Trump sobre os rumores e, em seguida, o traem divulgando à imprensa. Isso não é cortesia, isso é — chutzpah — audácia descarada.

E assim, naturalmente, os componentes do briefing, as partes picantes, tornaram-se uma enorme notícia. Afinal de contas, o Quarteto de Inteligência, ao contar ao Trump sobre as acusações, tinha-lhes dado uma espécie de pseudo-veracidada e certamente a tornaram notícia. Então agora, para a grande mídida, foi aberta a temporada de caça ao Trump.

Político (o Magazine), como sempre um especialista em agitar o governo, proclamou numa manchete de 10 de Janeiro, “Trump confronta tempestade de alegações sobre a Rússia.” A história citou Adam Jentleson, um ex-assessor top de Harry Reid, que teria tuitado, em todas as letras maiúsculas, “ISSO É O QUE HARRY REID ESTAVA SE REFERINDO”. Isto é, referindo-se à carta de Reid, em 30 de Outubro, ao diretor do FBI, Comey. (Podemos fazer uma pausa para observar que Jentleson está agora dirigindo uma “sala de guerra” no Centro para o Progresso Americano, ou seja, seu trabalho agora em tempo integral é enviar explosões políticas em letras maiúsculas).

CNN bateu forte nessa história sobre o Trump. O canal declarou que “os principais representantes de inteligência da nação” haviam informado ao Trump (e em outras oportunidades a, Obama e Joe Biden) sobre informações que “comprometem o presidente eleito Trump”.

Enquanto isso, o time do Trump negou tudo. A ABC News, no programa “Bom Dia América”, Kellyanne Conway disse o seguinte:

Só para difamar o presidente eleito dos Estados Unidos, agora temos funcionários de inteligência divulgando informações que prestaram juramento de não divulgar. Eu nem sequer acho que isso seja uma notícia falsa, acho que isso é apenas falso.

Por sua parte, Trump agiu inteligentemente com o que o Estado Profundo estava fazendo com ele. Desprezou seus inimigos como “pessoas doentes”, tuitou:

As agências de inteligência nunca deveriam ter permitido que essa falsa notícia “vazasse” para o público. Um último tiro em mim. Estamos vivendo na Alemanha nazista?

Como esperávamos, essa foi uma declaração dura de Trump. E, no entanto, pondo a sua óbvia raiva de lado, o presidente eleito também estava perspicazmente consolidando a sua base, que há muito tempo já acreditava no pior sobre a grande mídia e o Estado Profundo.

De fato, nessa conferência de imprensa em 11 de Janeiro, Trump aproveitou a oportunidade e foi para a ofensiva. Ele não só descartou as acusações, mas também rotulou a CNN como “notícia falsa”, sem dúvida provocando elogios de toda a Nação Trump.

E mais, o presidente eleito recordou como ele havia caído na armadilha pelo Quarteto de Inteligência: “Toda vez que me encontro [com as autoridades], as pessoas estão lendo sobre isso”. Acrescentou que “o que aconteceu é muito injusto, muito injusto com o povo Americano.”

Assim Trump reuniu a sua base; no dia 12 de Janeiro, o Politico Playbook, num e-mail com comentários e uma lista de dicas aos insiders de Washington D.C. e aos insiders aspirantes, tiveram que admitir a contragosto, “Para a maioria das pessoas que assistiu Trump ontem, ele “fez uma boa performance”.

No entanto, é claro, os críticos mais duros de Trump continuam ásperos. Então é justo dizer que as forças de ambos os lados da linha de batalha — pro-Trump e anti-Trump — agora redobraram sua determinação.

Aqui podemos fazer uma pausa para observar que os funcionários de inteligência aparentemente entregaram apenas um resumo seco de duas páginas das alegações; Podemos chamar isso de “Pequena Difamação”. No entanto, havia também um amontoado de 35 páginas de alegações, incluindo alegações sexuais; Podemos chamar isso de “Grande Difamação”.

O principal jogador na Grande Difamação foi o BuzzFeed, uma publicação on-line fundada por um Jonah Peretti, que aprendeu o seu ofício no The Huffington Post. Sim, o website imprimiu o dossiê completo de 35 páginas, completo com a sua salacidade sexual. (Mais uma vez, devemos imediatamente estipular que existe zero ou nenhuma prova de que qualquer das acusações sejam verdadeiras.)

Surpreendentemente, ao mesmo tempo em que publicou esse lodo, o editor do BuzzFeed, Ben Smith, tuitou: “Há sérias razões para duvidar das alegações”.

Virgil não é um advogado, mas parece-lhe certo que a admissão de Smith atende ao padrão legal de difamação, incluindo o “descuido imprudente pela verdade”. Como diz um recurso legal:

Se a pessoa difamada é uma figura pública, a pessoa que faz a declaração difamatória só pode ser responsabilizada por difamação, se soubesse que a declaração era falsa ou se ele/ela agiu com desprezo imprudente quanto à verdade ou falsidade da declaração. [Ênfase adicionada]

Olá, processo judicial?

Enquanto isso, a crítica de outros na mídia veio em cascata sobre o Buzzfeed. Falando pela grande mídia, NBC News ‘Chuck Todd mandou bem na cara do BuzzFeed Ben Smith:

Você acabou de publicar notícias falsas. Você tomou uma decisão sabendo que iria publicar uma inverdade.

Smith respondeu dizendo: “Eu acho que essa é uma história real sobre um documento real”. A isso podemos dizer sim, é um documento real, no sentido de que há palavras numa página. Mas isso não significa que seja um documento verdadeiro. Como em, cada palavra em cada única página poderia ser uma mentira — e BuzzFeed não ofereceu ajuda ao leitor para verificar qualquer coisa.

Enquanto isso, outros jornalistas da grande mídia botaram pressão. The Wall Street Journal relatou, de forma suave, “O Jornal não foi capaz de verificar as alegações.” Ao mesmo tempo, outros jornalistas do Washington Post, Margaret Sullivan e Erik Wemple, denunciaram a decisão do Buzzfeed. E no dia 12 de Janeiro, o veterano de Washington D.C., Mike Allen — ex-membro do Politico, agora numa nova empresa, Axios — descartou as alegações:

Pense na loucura que tomou conta da metade do dia quando o BuzzFeed publicou, na íntegra, um memorando sem fundamento, de uma só fonte, financiado por partidários, que reivindicava atos — muito repugnantes para serem impressos — sobre um homem que está a uma semana do Escritório Oval (Casa Branca).

Isto é o que Allen quis dizer, isso vai dar em nada.

Enquanto isso, a direita conservadora ortodoxa, David French, da National Review, ele mesmo fortemente anti-Trump, escreveu sobre a história de BuzzFeed:

Isso é ridículo. Como os “Americanos tomam decisões” quando não têm capacidade de verificar as alegações? O público não sabe nada sobre as fontes, nada sobre as reivindicações subjacentes, e não tem meios de descobrir a verdade… Isso não é transparência; É malícia.

E o cão de guarda da mídia conservadora, Brent Bozell aplicou este soco:

A história do BuzzFeed é claramente uma notícia falsa. Qualquer mídia que não produza uma notícia que declare que a história da BuzzFeed é falsa, estará colaborando e dando conforto as notícias falsas e promovendo sua proliferação. Esse fiasco é exatamente porque os índices da mídia estão no toilet.

E aqui está Glenn Greenwald, escrevendo para The Intercept, duro como sempre. Sob a manchete “O Estado Profundo Vai à Guerra com o Presidente Eleito, Utilizando Alegações Não Verificadas, enquanto Democratas Aplaudem” Greenwald declarou que qualquer publicação do material seria “um assalto ao jornalismo, à democracia e à racionalidade humana básica”.

Apesar da crítica de Greenwald, a grande mídia agora tem um bolo e o estão comendo também. Ou seja, podem reivindicar “mãos limpas” ao não terem publicado as alegações no início, e agora que estão fora, podem alegremente reimprimir as alegações; Depois de tudo, alguém as imprimiu primeiro, tornando-as dessa forma “notícia”. Desse modo, referências casuais ao dossiê estão agora encontrando seu caminho nas histórias da grande mídia sobre o governo Trump, não apenas histórias sobre as alegações da Rússia. Essa é a reação em cadeia da grande mídia: um círculo feliz de anti-Trumpismo. Os Americanos podem não gostar, mas a turma da grande mídia certamente adora.

Enquanto isso, outro observador agudo, Matt Drudge, perguntou se os Russos estavam mesmo envolvidos. Ou seja, talvez fosse o próprio Estado Profundo produzindo as acusações, ao mesmo tempo em que lançava a culpa em Moscou:

Estão as agências corruptas dos EUA chantageando Trump com sua própria sujeira habilmente etiquetadas contra os funcionários “Russos”?

Curiosamente, em meio a repercussão contra o agora notório breifing, James Clapper, optou por se distanciar dos outros. No final da noite de 11 de Janeiro, emitiu uma declaração afirmando que as agências de inteligência “não fizeram qualquer julgamento de que a informação deste documento é confiável”. Virgil diz: “Boa tentativa, Sr. Clapper, mas o tempo para expressar suas preocupações foi antes do briefing, ou durante o briefing, não depois do briefing — depois que o bip ativou o ventilador. ”

Naturalmente, a retrospectiva de Clapper lamenta, contudo, o Estado Profundo está a toda velocidade à frente, ainda procurando torpedear Trump.

Por exemplo, o ex-gerente de campanha de Clinton, Robby Mook, compara o assunto com Watergate. A implicação é suficientemente clara: assim como o Estado Profundo conseguiu afastar Richard Nixon do poder em 1974, hoje, o Estado Profundo deve buscar o mesmo destino para Trump.

Claro, Trump não está planejando ir a lugar algum; Na verdade, tem sido dito que os funcionários já estão trabalhando em sua campanha de reeleição para 2020.

Assim, A Batalha do Mundo Político e Social de Washington, D.C. (Beltway) continuará.

Próximo: O Estado Profundo abre outra frente contra o Trump.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

“IMAGEM DE DEVASTAÇÃO” MUÇULMANOS RABISCARAM SLOGANS ISLÂMICOS NAS PAREDES DE CAPELA CRISTÃ

Fonte/Source: ‘A picture of devastation’ Muslims scrawl Islamic slogans across walls of Christian chapel – The Geller Report

“IMAGEM DE DEVASTAÇÃO” MUÇULMANOS RABISCARAM SLOGANS ISLÂMICOS NAS PAREDES DE CAPELA CRISTÃ

Por Pamela Geller — 14 de Janeiro de 2017
Ah, e ainda nos dão palestras sobre respeito e tolerância.

VÂNDALOS DEPRAVADOS DESFIGURARAM UM CENTRO CRISTÃO ESCREVENDO SLOGANS ISLÂMICOS SOBRE AS PAREDES, DESTRUINDO OS VIDROS PLANOS E QUEBRANDO AS PORTAS EM ATAQUE DOENTIO ANTES DA VÉSPERA DE ANO NOVO.

Por Zoe Efstathiou, The Express, 14 de janeiro de 2017:

Vândalos atacam uma capela na cidade Alemã de Brühl.

A polícia da cidade Alemã de Brühl, no distrito de Rhein-Neckar, em Baden-Württemberg, divulgou uma nota afirmando que os vândalos deixaram no centro da paróquia uma “imagem de devastação”.

O centro Cristão foi destruído em 30 de Dezembro e a polícia está agora investigando o incidente.

Detalhes do desfiguramento vêm em meio a uma série de ataques a sites Cristãos na Alemanha e na Áustria durante o período de Ano Novo.

No norte da Áustria, as estátuas foram decapitadas e livros de oração queimados quando vândalos invadiram uma capela na vila de St. Radegund na véspera de Ano Novo.

No mesmo dia, na cidade vizinha de Auerbach, os vândalos também invadiram um local, onde derrubaram o envoltório de vidro em torno de duas estátuas da Virgem Maria e roubaram 22 murais, que depois queimaram numa madeira local.

E a poucos quilômetros de distância, os agressores invadiram uma capela e roubaram uma figura de Cristo e decapitaram uma estátua de Santa Bárbara, num incidente doentio que causou 5.000 euros de dano.

Os culpados ainda estão em liberdade, e enquanto a polícia continua investigando os incidentes, acreditam que os ataques podem ter sido religiosamente ou culturalmente motivados.

As capelas estão localizadas na região Austríaca de Innviertel, que testemunharam um influxo de migrantes ao longo do ano passado.

Um relatório do Partido de Liberdade Austríaco publicado em Setembro do ano passado afirmou que 120 mil imigrantes ilegais entraram na Áustria no ano passado, apesar de o país só permitir 37.500 migrantes por ano.

A Alemanha, que também registrou níveis recordes de imigração, foi atingida por outro ataque vil a um centro religioso em Novembro, quando estátuas religiosas em exibição em locais públicos na cidade de Dülmen foram desfiguradas.

Vândalos, porém, narizes e dedos dos moldes das imagens religiosas foram decepados e em alguns casos, as estátuas foram mesmo decapitadas.

Günther Fehmer, que supervisiona as finanças de Dülmen, disse que os membros da comunidade católica da cidade ficaram profundamente entristecidos pelo vandalismo, que estima que custará uma soma de seis dígitos para corrigir.

Ele disse: “Estamos todos muito preocupados com o que está acontecendo, e estamos também com raiva.”

Fehmer acrescentou que era impossível impedir a destruição.

Ele disse: “Você não pode guardar essas esculturas durante a noite e não pode vê-las a noite toda. E uma câmera de vídeo em espaços públicos também é problemática. ”


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

PARIS JIHAD ASSASSINO EM MASSA: “NÃO ESTOU ENVERGONHADO DE MIM MESMO… SOU UM MUÇULMANO E ME SUBMETI A ALÁ”

 

Fonte/Source: Paris jihad mass murderer: “I am not ashamed of myself…I am a Muslim, and I submitted to Allah”


PARIS JIHAD ASSASSINO EM MASSA: “NÃO ESTOU ENVERGONHADO DE MIM MESMO… SOU UM MUÇULMANO E ME SUBMETI A ALÁ”

POR ROBERT SPENCER

13 de Janeiro de 2017

“Católicos escrevem para fazer perguntas religiosas.”

Isso não é surpreendente, dada a insistente solicitude da hierarquia Católica com o Islã. Não é de admirar, que depois de todo esse absurdo sobre “diálogo” e “respeito”, Católicos viessem para ver um assassino em massa da jihad Islâmica como tendo mais para lhes dizer sobre assuntos espirituais do que seus próprios clérigos.

“Algumas mulheres prometem seu amor eterno a ele, e dizem que querem ter seus bebês.”

“Toda mulher adora um fascista”, como Sylvia Plath escreveu, e mesmo que isso não seja verdade, é certo que muitas mulheres — e homens — admiram os assassinos em massa da jihad Islâmica por sua força, ao contrário da covardia quase universal e da pusilanimidade que vemos no Ocidente.

‘‘’Não estou envergonhado’  — O assassino em massa de Paris, Salah Abdeslam, diz em carta para fã, que não sente NENHUM REMOSSO”, de Romina McGuinness, Express, 13 de janeiro de 2017:

SALAH Abdeslam, um dos terroristas por trás dos ataques de Paris, disse que não estava “envergonhado” de si mesmo numa carta de amor enviada a um amigo anônimo.

É a primeira vez que o depravado jihadista, tido como o único membro sobrevivente da célula que matou 130 pessoas nos ataques terroristas de Novembro de 2015, falou desde sua prisão em Março passado.

A carta, que estava destinada a um endereço desconhecido em Côte-d’Or, no nordeste da França, foi entregue a funcionários antiterroristas no dia 11 de Outubro — cerca de 24 horas antes dos advogados do jihadista recluso anunciassem que “não mais o defenderiam”.

Abdeslam tem repetidamente exercido o seu direito de permanecer em silêncio e se recusou a falar durante o interrogatório.

Na carta, o suicida que falhou — e que está sendo mantido em isolamento, diz ter se tornado ainda mais radicalizado na prisão e conta sobre suas crenças religiosas distorcidas, de acordo com o diário Francês Libération.

Ele escreveu: “Eu não sei por onde começar. Eu não seria capaz de dizer se suas cartas me trazem alegria ou dor. Mas o que eu sei é que elas são o meu único elo com o mundo exterior.”

“Eu não tenho medo de falar, porque não tenho vergonha de mim mesmo. As pessoas dizem coisas horríveis sobre mim, tudo já foi dito.

“Quero que sejamos honestos uns com os outros. Suas intenções são sinceras? Eu não quero que você me ame porque pensa que eu sou uma “estrela pop”. A única pessoa que merece ser adorada é Alá, o criador do mundo.”

A carta também parece confirmar os temores de que Abdeslam tenha se reclusado ainda mais para dentro de sua concha, abrigando pensamentos cada vez mais radicais.

Ele escreveu: “Não estou tentando causar caos. Eu quero abalar o status quo. Sou Muçulmano e sou submetido a Alá. Já se submeteu? Apresse-se, arrependa-se e submeta-se a ele, pois ele o guiará pelo caminho certo. Não ouça o que as pessoas dizem, ouça-o.”…

Uma fonte anônima próxima ao caso disse que Abdeslam recebe “um monte de mensagens dos fãs”.

Ele disse: “Os Católicos escrevem para fazer perguntas religiosas. Algumas mulheres prometem seu amor eterno a ele, e dizem que querem ter seus bebês. Advogados se oferecem para defendê-lo — e as cartas continuam chegando.”


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

VIRGIL: A VISÃO NACIONALISTA DE TRUMP VERSUS O EVANGELHO DO GLOBALISMO

Fonte/Source: Virgil:  Virgil: Trump’s Nationalist Vision vs. the Gospel of Globalism

 

VIRGIL: A VISÃO NACIONALISTA DE TRUMP VERSUS O EVANGELHO DO GLOBALISMO

 

Por VIRGIL

12 Janeiro de 2017

Primeira de três partes…


  1. A Visão Nacionalista de Trump, Ascendente.

É um fato óbvio: Donald Trump nem sequer prestou o juramento como 45º Presidente e no entanto, já está estabelecendo a agenda nacional. Através do Twitter entre outras mídias sociais e a aparição pública ocasional, ele ainda está fazendo o que fez durante toda a campanha presidencial — dominando. Só agora, de acordo com ele, não o faz por si mesmo, mas pelo povo Americano.

Nas últimas semanas, Trump fechou acordos com Carrier e Ford. Daí esta reveladora manchete de 3 de Janeiro: “Repreendida por Trump, Ford sucateia a fábrica do México, cria empregos em Michigan.” Ele também anunciou um acordo de US $ 50 bilhões, 50.000 empregos com o investidor Japonês Masayoshi Son e acaba de promover um novo plano de criação de emprego da Fiat Chrysler.

E ainda, ao mesmo tempo, Trump está usando um chicote, assim como cenouras. Deixou claro que qualquer empresa que tirar empregos do país será punida por fazê-lo. Como ele disse na conferência de imprensa em 11 de Janeiro,

A palavra agora é fora, para que quando você mudar a sua fábrica para o México ou a qualquer outro lugar e quiser demitir todos os trabalhadores de Michigan e Ohio. . . Não vai acontecer mais dessa maneira.

E nessa mesma conferência de imprensa, ele foi atrás das empresas farmacêuticas por cobrar demais. E tinha uma solução orientada para o mercado: “O que temos que fazer é criar novos procedimentos de licitação para a indústria farmacêutica, porque estão fugindo do crime”.

E, claro, repreendeu os fornecedores de defesa Boeing e Lockheed, os quais Trump acredita que vêm cobrando muito dos contribuintes.

O resultado desta “terapia de tweet” tem sido uma revisão no pensamento da América Corporativa. Pesquisando o novo estilo presidencial Trump, “bullying do púlpito”, a Reuters conclui: “Líderes corporativos… Não podem mais centrar-se apenas na maximização do valor dos acionistas; Eles também devem de agora em diante pesar o interesse nacional. “Sim, é isso mesmo: os executivos Americanos estão agora começando um curso acelerado de patriotismo econômico; Eles não podem mais agir como se não fossem cidadãos deste país — ou que outros cidadãos Americanos não importam. Por causa de Trump, eles agora devem levar em conta a força total e o bem-estar da nação em que residem.

E aqui está um ponto interessante: O lado pro-trabalhador, ativista pró-contribuinte do Trump também está provando ser pró-negócio. É uma vitória para os três setores; Chamo isso de win-win-win nacional. (win significa vencer, ganhar etc.) E só faz sentido: se houver mais trabalhadores Americanos com grandes salários, comprando coisas e pagando sua parcela justa de impostos, isso é bom tanto para o negócio Americano quanto para o orçamento do Tio Sam.

Na verdade, de acordo com a Federação Nacional de Negócios Independentes, o otimismo das pequenas empresas tem “disparado”, e a confiança dos consumidores também está alta; Enquanto isso, o dólar está em alta, e o Dow Jones Industrial Average (Média Industrial) ganhou 2000 pontos desde a eleição. Portanto, é totalmente evidente que a economia Americana está respondendo positivamente ao Trump como Chefe-Negociador. Bem como a sua administração será composta, claro, por um time de excelentes negociadores.

Sim, é interessante pensar sobre as velhas formas do governo federal, as formas pré-Trump. Ou seja, os federais têm sido intervencionistas em tantas questões durante tanto tempo, e no entanto, foram quase inteiramente desprovidos de ação quando se tratava de bons empregos e salários; As corporações estavam livres para ir e vir — na maior parte, ir. A mensagem para os empregadores era, de fato, faça o que você quiser com a sua base de trabalhadores, mas você deve, a todo custo, proteger os pantanais, as corujas manchadas e os sentimentos das “vítimas protegidas” e sua livre escolha de banheiros.

Felizmente, essa estranha e injusta escolha da política do Tio Sam — ignorar os interesses da ampla classe média enquanto atendia as subcategorias cada vez mais vanguardistas — parece estar chegando ao fim.

Portanto, é possível, talvez até mesmo provável, que sob o comando do Presidente Trump, mais uma vez tornar-se-á uma nação para todos os Americanos, incluindo — a classe Média Americana. Poderíamos ainda ser a “Cidade do Alto da Colina” que Ronald Reagan tão eloquentemente descreveu. Ou seja, um verdadeiro centro-direita “o time Americano”, unidos na sua determinação de trabalhar duro e fazer bem feito, colocando os cidadãos dos EUA em primeiro lugar.

Como Trump disse na conferência de imprensa da Quarta-feira, sua vitória foi “um movimento como o mundo nunca viu… foi uma coisa linda, o dia 8 de Novembro.”

  1. A Velha Visão Globalista, Descendente

É claro que nem todo mundo acha que o que aconteceu no dia da eleição de 2016 foi uma coisa linda, porque estavam vivendo com uma visão muito diferente do nacionalismo econômico de Trump.

Vamos ser específicos. Podemos começar com Barack Obama; Nos últimos oito anos, como sabemos, Obama nunca se preocupou muito com a classe média, nem com a América. Em vez disso, seus olhos vislumbravam um prêmio diferente: a visão de um mundo implacavelmente globalizado, no qual os EUA se encaixariam… em algum lugar.

Eis como o 44º presidente expressou-se no seu primeiro discurso inaugural, em 2009:

Na medida em que o mundo diminui, nossa comum humanidade se revelará; E a América precisa desempenhar o seu papel inaugurando uma nova era de paz.

Isto pode ser um bom pensamento para guardar em alguma torre de marfim acadêmica, mas no mundo real, há pouca evidência de que os povos poliglotas do planeta concordam com muita coisa, e muito menos em inaugurar uma nova era de paz.

Para espanto geral, mesmo Obama, tendo recebido um Prêmio Nobel da Paz para fazer discursos agradáveis, imediatamente escalou uma guerra desesperada no Afeganistão. Ainda assim, em sua mente dogmaticamente ideológica, ele estava determinado a encolher o poder Americano para que “desempenhasse seu papel” nessa nova ordem global.

E assim, em Abril de 2009, o presidente estava empenhado em negar que o “excepcionalismo Americano” fosse algo digno de nota, muito menos se orgulhar disso. Em vez disso, criticou de forma sarcástica “o excepcionalismo Americano” dizendo quer era uma ilusão, porque todos os países se consideram excepcionais. O desprezo de Obama inspirou um repórter a comentar o seguinte,

Se todos os países são “excepcionais”, então nenhum é, e reivindicar o contrário rouba a palavra, e a ideia de excepcionalismo Americano, de qualquer significado.

E, mais uma vez, os comentários de Obama fizeram todo o sentido, se percebermos que seu objetivo era menosprezar os Estados Unidos como apenas um outro país no cenário mundial, em algum lugar entre Uganda e Uzbequistão.

Então, é claro, Obama dedicou seus primeiros meses no cargo a uma “turnê de desculpas” mundial, embora muitos digam que durou, na verdade, oito anos na Casa Branca.

John Fonte, um crítico conservador do globalismo do Instituto Hudson, chama essa ideologia de “progressismo transnacional”, e certamente define a visão de mundo progressista.

Na verdade, se cavarmos mais fundo, podemos ver que o globalismo é, de fato, uma espécie de religião. Todo mundo já ouviu, querendo ou não, a canção de John Lennon de 1971, “Imagine”, incluindo essa letra pegajosa-esquerdista:

Imagine que não haja países

Não é difícil de ser feito

Nenhum motivo para matar ou morrer

E nenhuma religião também.

Esse “Lennonismo”, com certeza, é compartilhado por muitos ao redor do mundo. Assim, não é de admirar que Obama tenha uma causa comum com outros globalistas, incluindo o ex-primeiro-ministro Britânico David Cameron, a chanceler Alemã Angela Merkel e o chefe da União Europeia, Jean-Claude Juncker.

Essas são as pessoas que presidiram a criação ou o crescimento de várias empresas transnacionais obscuras, incluindo as Nações Unidas, a União Europeia, o Acordo de Paris sobre as Alterações Climáticas e o Plano Integral Conjunto de Ação, também conhecido como o acordo nuclear do Irã.

O fio condutor comum a todos essas geringonças burocráticas é o chamado “déficit democrático”. Ou seja, na mente da elite, quanto menos pessoas reais, inclusive nos EUA, que consigam votar ou caso contrário examinar, o desempenho desses burocratas, melhor.

Na verdade, também seria melhor, assim pensa a elite, que nem mesmo pudessem conhecer a verdade sobre o que está sendo feito em seu nome. Podemos citar, por exemplo, a questão dos refugiados. Para os globalistas, é um ponto de honra aceitar os refugiados, mesmo com a perspectiva de subsidiar para sempre, numa dependência não assimilada. Assim, podemos facilmente ver que a Alemanha de Merkel é, na hierarquia globalista de sinalização de virtude, a mais “honrada”.

No entanto, como sabemos, o governo Obama deu o seu melhor para manter-se. E se esses programas de influxo de refugiados não são populares com o público, bem, o instinto da elite padrão é enganar e enganar. Na mente desses enganadores, é tudo para o bem maior porque o ideal da sagrada “aldeia global” nunca atingirá uma condição melhor se os “deploráveis” ​​chegarem a decidir qualquer coisa. Nota do tradutor: Hillary Clinton, durante a eleição presidencial recente, ofendeu os seguidores do Trump de “deploráveis”.

Tem sido muito bem documentado, que o governo dos EUA esconde a verdade sobre os crimes de refugiados, a saúde dos refugiados e até mesmo o número real de refugiados. Alguém na administração Obama está se desculpando por esses abusos? Claro que não.

E, no entanto, claro que, à luz dos recentes resultados eleitorais, nos quais o globalismo de Obama foi decisivamente rejeitado, temos de perguntar: Será que a elite realmente pensou que iriam conseguir esconder isso? Será que eles realmente pensaram que as pessoas não iriam notar o que tem acontecido com suas comunidades e bairros?

A resposta parece ser: “Sim” — os intelectuais que dão apoio ao Obama, os Obamans, realmente acreditaram que poderiam se livrar de tudo isso. Pensaram que o Trump seria enterrado por uma onda azul demográfica em 2016, e que Hillary Clinton continuaria suas políticas globalistas favorecidas em 2017.

Sobre os quais podemos dizer: Talvez a elite não seja tão esperta como pensam que são. No entanto, claro, mesmo depois de terem sido arrancados do poder, os globalistas de Obama terão um pouso suave: muitos deles logo estarão trabalhando para algum grupo think tank financiado por George Soros. E a partir desses poleiros confortáveis, serão capazes de manter sua “resistência” ao Trump (mais sobre isso nos próximos dois artigos).

Agora citaremos um segundo item sagrado na agenda globalista: o livre comércio internacional.

E aqui vemos, mais uma vez, que o pensamento da elite sobre o globalismo tem uma maneira de transformar uma teoria num princípio transcendentalmente moral. E tem sido assim há muito tempo.

Em 1846, o principal comerciante Britânico livre, Richard Cobden, declarou, sem rodeios, que o livre comércio salvaria o mundo:

Vejo, no princípio do livre comércio, aquilo que deve agir no mundo moral como o princípio da gravitação d o universo — reunindo os homens, afastando o antagonismo da raça, do credo e da linguagem e unindo-nos nos laços da eterna Paz.

Cobden era um capitalista, e os capitalistas muitas vezes têm olhos frios, mas, como podemos ver, há um utopismo sonhador, até vertiginoso, no pensamento de Cobden. E surpreendentemente, ganhou a batalha da opinião pública na Grã-Bretanha do século XIX.

Curiosamente, um contemporâneo de Cobden — que tinha um olhar muito mais frio e decididamente não era um capitalista — endossou a mesma ideia. Esse era Karl Marx, o fundador do comunismo. Como prognosticador teórico, Marx pode ter tido uma visão equivocada do que o comunismo viria a ser no futuro, mas mesmo assim foi um observador astuto dos acontecimentos atuais.

Marx pôde ver que o capitalismo laissez-faire descontrolado e desequilibrado pulverizaria rapidamente culturas, tradições e até nações inteiras num vendaval sem fim de destruição criativa. Ou seja, os indivíduos podem ser melhores em alguns aspectos materiais, mas como uma comunidade, seriam atomizados e desarticulados.

Enquanto isso, Marx continuou, sem interferir no destino alheio, mercados livres e sem restrições concentrariam a maioria da riqueza nas mãos de especuladores e de outros financistas. E como resultado, Marx concluiu, as massas, em seu vexame, estariam prontas para experimentar o socialismo e depois o comunismo.

Com esse esperado cenário Vermelho em mente, Marx declarou no famoso discurso de 1848: “Senhores, sou a favor do livre comércio“.

No entanto, hoje, os mais ardentes defensores do livre comércio não são comunistas irônicos; São globalistas neo-Cobdenistas, e são dolorosamente sinceros. Alguns podem ser Democratas, alguns podem ser Republicanos, alguns podem pensar em si mesmos como Liberais, alguns podem se identificar como Conservadores. No entanto, o que os une é a visão de um mundo sem fronteiras, com restrições mínimas às exportações e às importações. (E, claro, restrições mínimas sobre o trânsito, também, de pessoas.)

Certamente, alguns globalistas, como o europeu Jean-Claude Juncker, transformaram o globalismo numa ideologia lucrativa; Há anos, Juncker esteve no meio dos esforços de seu país de origem, Luxemburgo, para transformá-lo no bilionário paraíso fiscal mais amigável do mundo. Então, sim, há abundância de auto interesse no globalismo. E ainda, ao mesmo tempo, há mais do que isso — muito mais.

  1. O Evangelho do Globalismo

De fato, essa fé globalista é tão forte que podemos concluir que é mais do que uma ideologia — deve ser uma espécie de teologia.

Como o escritor Fay Voshell sugeriu em Setembro passado no American Thinker, o globalismo, para muitos, é uma espécie de Cristianismo transmutado. Ou seja, o globalismo é um novo tipo de fé:

Substituir a visão beatífica do Cristianismo é um novo universal… Uma ordem em que a fidelidade dos seres humanos é para uma global Cidade dos Homens, governada por sacerdotes da elite que agem como deuses diante das massas. Pregadores da visão globalista apresentam um Reino ersatz (imitação de qualidade inferior)… A religião do globalismo vê uma ordem mundial terrestre e utópica na qual todos os homens prestam lealdade aos sacerdotes da elite que governam uma Cidade Mundial sem fronteiras nacionais. Às vezes, a visão beatífica substituta é expressa em termos de uma “aldeia global”, uma entidade mística que toma o lugar da família de Deus. A família dos globalistas da humanidade não distingue país, tribo ou credo.

Estas últimas palavras, “não distingue país, tribo ou credo”, nos levam de volta ao ponto em que começamos — com Imagine, de John Lennon.

Para os globalistas, essa visão é tão poderosa que é fácil perceber como eles foram inspirados a fazer exatamente o que fizeram: abrir suas fronteiras, impor correção política ao seu povo e transformar suas sociedades através de através de vastos esquemas de engenharia social. Na verdade, como vimos, líderes políticos globalistas estão tão comprometidos com suas crenças que estão até dispostos a correr o risco de perder eleições, sacrificando suas carreiras no altar de sua fé.

E foi exatamente o que aconteceu com o voto do Brexit em Junho, que não só colocou a Grã-Bretanha no rumo para deixar a União Europeia, mas também custou a David Cameron seu escritório no Número 10 da Downing Street. E aqui nos Estados Unidos em Novembro, o mesmo aconteceu com Hillary Clinton — e com o legado de Barack Obama.

Dada a profundidade apaixonada dos sentimentos globalistas, não é de admirar que as elites tomaram essas derrotas com amarga consternação. No Reino Unido, por exemplo, a primeira resposta dos  globalistas irritados  foi colocar uma maldição permanente sobre o líder da Brexit, Nigel Farage.

Certamente você deve ter notado: aqui nos EUA, a elite está com muita raiva do Trump.

Na mente globalista, Farage e Trump não são apenas inimigos, são hereges. Talvez até mesmo, no sentimento pós-Cristão, sejam anticristos.

Assim, enquanto Farage e Trump venceram suas respectivas campanhas políticas, a fúria completa da elite está para ser sentida.

Vamos dar uma olhada na reação dos EUA no próximo artigo, o segundo de três partes.


Tradução: Tião Cazeiro  — Muhammad e os Sufis

ISRAEL: ESTUDANTE RECEBE UMA ENXURRADA DE AMEAÇAS DE MORTE POR PROJETO DE ARTE “ANTI-ISLÔ

Fonte/Source: Israel: Student gets deluge of death threats for “anti-Islam” art project

ISRAEL: ESTUDANTE RECEBE UMA ENXURRADA DE AMEAÇAS DE MORTE POR PROJETO DE ARTE “ANTI-ISLÔ

Por ROBERT SPENCER

12 de JANEIRO DE 2017

Na verdade é mais um projeto de arte ateísta do que um projeto de arte “anti-Islã”, e o termo “projeto de arte” foi usado de forma muito desprendida neste caso, mas de qualquer maneira, os Muçulmanos estão enfurecidos. É bom saber que a universidade está do seu lado. Provavelmente nos Estados Unidos, seria expulsa e teria que se refugiar.

“Estudante Israelense recebe enxurrada de ameaças de morte sobre projeto de arte anti-Islã”, de Benedict Spence, Heat Street, 12 de janeiro de 2017:

Uma estudante Israelense foi ameaçada de morte após apresentar um projeto de arte criticando o Islã, — mas foi defendida pela sua universidade, que levantou-se em defesa da liberdade de expressão da estudante.

A aluna anônima, que frequenta a Universidade de Haifa, 60 milhas ao Norte de Tel Aviv, entregou um tapete de oração Muçulmana com as palavras “Deus está morto; Continue orando” pintada sobre ele.

O projeto desencadeou uma reação furiosa dos colegas Muçulmanos, que postaram fotos da peça online, a qual anteriormente tinha sido mostrada apenas a alguns poucos alunos.

Segundo o site de notícias local Ynetnews.com, o compartilhamento da imagem gerou uma enxurrada ameaças de morte, o que a fez ir à polícia.

Ela disse: “Eu tenho muito apoio, exceto pelos dois alunos que fotografaram, o que eu estava apresentando, sem minha aprovação.”

“Eles atribuíram uma interpretação à peça completamente diferente. Recebi ameaças de morte e mensagens de pessoas dizendo que queriam me matar”.

Ela acrescentou “na vida cotidiana, quando você descreve alguém sem piedade, você diz ‘você não tem Deus’. Eu quis dizer ISIS, que não acredita que religião é moralidade. “

Outro estudante, no entanto, disse Ynetnews “[ela] queria receber atenção para prejudicar a religião. É inaceitável escrever coisas como essa. Escrever que Deus está morto realmente nos prejudica…”.

 Como? Por que você se importa com o que ela pensa?


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

 

Islã 101 — A Guerra do Islã Contra o Mundo

Fonte/Source: Islam 101 — Robert Spencer -JIhad Watch

Photo Cover (Capa) Credit: Alcorão – Uma das cópias mais antigas

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 Islã 101 

A Guerra do Islã Contra o Mundo

Por Gregory M. Davis

Autor: 
Religion of Peace? Islam’s War Against the World
 Produtor/Diretor: 
Islam: What the West Needs to Know — An Examination of Islam, Violence, and the Fate of the Non-Muslim World

Disponível em PDF (Inglês)http://www.jihadwatch.org/islam101.pdf

O Islã 101 tem como objetivo, 
educar as pessoas sobre os fundamentos do Islã, 
ajudar aos inteirados sobre o assunto a transmitirem a história e os fatos recentes com precisão. 
Da mesma forma, o livro e o documentário são destinados a servir como explicações concisas dos principais acontecimentos relativos ao Islã e suas implicações para a sociedade ocidental. 
Islã 101 expõe a inadequação dos pontos de vista predominantes.
Todos devem sentir-se livres 
para distribuir e/ou reproduzir este trabalho.

Sumário:

1) O Básico

a) Os Cincos Pilares do Islã

b) O Alcorão — O livro de Alá

c) Suna — O “Caminho” do Profeta Muhammad

1-A Batalha de Badr
2-A Batalha de Uhud
3-A Batalha de Medina
4-A Conquista de Meca

d) A Lei Sharia

2) Jihad e Dhimmitude

a) O que significa “Jihad”?

b) Muçulmano e Acadêmico:  Hasan Al-Banna na jihad

c) Dar al-Islã e Dar al-harb: a Casa do Islã e a Casa de Guerra

i) Taqiyya — Falsidade Religiosa

d) Jihad através da História

i)   A primeira grande onda da Jihad: Árabes, 622-750 d.C.
II) A segunda grande onda da Jihad: Turcos, 1071-1683 d.C.

e)  A Dhimma
f) A Jihad na Era Moderna

3) Conclusão

4) Perguntas frequentes

a) E sobre as cruzadas?
b) Se o Islã é violento, por que tantos Muçulmanos pacíficos?
c) E sobre as passagens violentas na Bíblia?
d) Uma “reforma” Islâmica poderia pacificar o Islã?
e) E sobre a história do colonialismo Ocidental no mundo Islâmico?
f) Como é possível uma ideologia política violenta tornar-se a segunda maior religião e com o mais rápido crescimento do planeta?
g) É justo caracterizar todas as escolas do pensamento Islâmico como violentas?
h) E sobre as grandes conquistas da civilização Islâmica?

5) Glossário de termos

6) Outras fontes:

1 – Os Princípios

a – Os Cinco Pilares do Islã

Os Cinco Pilares do Islã constituem os princípios mais básicos da religião. Eles são:

1- Fé (Imã) na unicidade de Alá e na finalidade da missão profética de Muhammad (Maomé) indicado pela declaração [Shahadah] que, “não há nenhum Deus, mas Alá e Muhammad(Maomé) é o Mensageiro de Alá

2- Manutenção das cinco orações diárias regulares (salah).

3- A esmola (zakat).

4- Jejum (sawm).

5- Peregrinação (hajj) a Meca para aqueles que são capazes.

Os Cinco Pilares não nos dizem muito sobre a fé ou o que se espera que um Muçulmano acredite ou como ele deve agir. Do segundo ao quinto Pilar — oração, esmola, jejum, peregrinação — vemos apenas aspectos compartilhados por muitas religiões. A finalidade da missão profética de Muhammad, no entanto, é exclusiva do Islã. Para entender o Islã e o que significa ser um Muçulmano, precisamos entender Muhammad, bem como as revelações dadas através dele por Alá, que compõem o Alcorão.

 b – O Alcorão — o Livro de Alá

De acordo com o ensinamento Islâmico, o Alcorão surgiu de uma série de revelações de Alá, através do Arcanjo Gabriel, ao Profeta Muhammad, que em seguida prescreveu aos seus seguidores. Os companheiros de Muhammad memorizaram os fragmentos do Alcorão e os registraram sobre que estava em mãos, os quais mais tarde foram compilados em forma de livro sob a supervisão do terceiro Califa Uthman, alguns anos depois da morte de Muhammad (Maomé).

O Alcorão é tão grande como o novo testamento Cristão. É composto de 114 Suras (não deve ser confundido com o Sira, que remete à vida do Profeta) de diferentes comprimentos, que podem ser consideradas como capítulos. De acordo com a doutrina Islâmica, foi por volta de 610 d.C. , numa caverna perto da cidade de Meca (atualmente sudoeste da Arábia Saudita), que Muhammad recebeu a primeira revelação de Alá por meio do Arcanjo Gabriel. A revelação meramente ordenou Muhammad a “recitar” ou “ler” (Sura 96); Ele foi instruído a proferir palavras que não eram suas, mas de Alá.   Ao longo dos próximos doze anos ou mais, em Meca, outras revelações chegaram a Muhammad, constituídas de mensagens aos habitantes da cidade, para que abandonassem seus costumes pagãos e e se devotassem somente a Alá, o Único.

Enquanto em Meca, embora tenha condenado o paganismo (na maior parte), Muhammad mostrou grande respeito ao monoteísmo dos habitantes Judeus e Cristãos. Na verdade, o Alá do Alcorão afirmou ser o mesmo Deus adorado pelos Judeus e Cristãos, e que agora havia se revelado ao povo Árabe através de seu mensageiro escolhido, o Profeta Muhammad. São os versículos corânicos que surgiram mais tarde na carreira de Muhammad, depois que ele e os primeiros Muçulmanos haviam trocado Meca pela cidade de Medina, que transformou o Islã, de uma forma relativamente benigna de monoteísmo para uma ideologia expansionista, político-militar que persiste até hoje.

O Islã ortodoxo rejeita que a tradução do Alcorão para outro idioma seja da forma como a Bíblia de King James é para a tradução original das Escrituras Grego-Hebraicas. A questão muitas vezes levantada por apologistas Islâmicos, para distorcer a crítica, é que apenas os leitores Árabes podem entender o Alcorão. Mas o Árabe é uma língua como qualquer outra e plenamente capaz de tradução. Na verdade, a maioria dos Muçulmanos não são leitores Árabes. Na análise a seguir, usamos uma tradução do Alcorão por dois estudiosos Muçulmanos. Todas as explicações e:ntre pa:rênteses no texto são de responsabilidade dos tradutores; minhas interjeições estão entre chaves, {}.

Aqueles Ocidentais que conseguem ler uma tradução do Alcorão, ficam muitas vezes desnorteados quanto ao seu significado, graças a ignorância sobre um princípio extremamente importante ou vital para a compreensão e interpretação do Alcorão, conhecido como “revogação” ou “abrogation” na língua Inglesa. O princípio da revogação — al-naskh wa al-mansukh (o que revoga ou é revogado) — determina que os versículos revelados mais tarde na carreira de Muhammad “revogam” — isto é, cancelam e substituem — aqueles versículos anteriores cujas instruções estão em contradição.  Assim, passagens reveladas mais tarde na carreira de Muhammad, em Medina, ignoram as passagens reveladas anteriormente, em Meca. O próprio Alcorão estabelece o princípio de revogação:

Verso 2:106.  
Qualquer (revelação) que um verso traga, 
Nós {Alá} revogamos ou fazemos esquecer, 
e Trazemos um verso melhor ou semelhante a ele. 
Você não sabe que Alá é capaz de fazer qualquer coisa?

Parece que o verso 2:106 foi revelado em resposta ao ceticismo dirigida a Muhammad que as revelações de Alá não eram inteiramente consistentes ao longo do tempo. A refutação de Muhammad foi que “Alá é capaz de fazer qualquer coisa” — até mesmo mudar de ideia. Para confundir mais ainda a coisa toda, embora o Alcorão tenha sido revelado a Muhammad sequencialmente ao longo vinte anos, não foi compilado em ordem cronológica. Quando o Alcorão finalmente foi agrupado em forma de livro, sob a supervisão do Califa Uthman, as Suras foram ordenadas do maior ao menor texto, sem conexão com a ordem em que foram reveladas e o conteúdo temático.

Para que possamos descobrir o que o Alcorão diz sobre um determinado tema, é necessário examinar outras fontes Islâmicas, que dão pistas sobre quando na vida de Muhammad ocorreram as revelações. Após o exame, descobre-se que as Suras de Meca, reveladas no tempo em que os Muçulmanos estavam vulneráveis, são geralmente benignas; e as Suras de Medina, posteriores, reveladas depois que Muhammad tornou-se um chefe de exército, belicosas.

Vamos ver, por exemplo, 50:45 e Sura 109, ambas reveladas em Meca:

“50:45. Nós sabemos bem o que eles dizem; e ti (Ó Muhammad) não é um tirano sobre eles (para forçá-los à crença). Mas avisa pelo Alcorão, àquele que teme a minha Ameaça.   109:1. Diz (Ó Muhammad para estes Mushrikun e Kafirun): “O Al-Kafirun (os incrédulos em Alá, em sua unidade, em seus anjos, em seus livros, em seus mensageiros, no Dia da Ressurreição) e em  Al-Qadar {por ordem divina e sustentador de todas as coisas}, etc.”

 109:1  “Diz Ó Incrédulos
109:2. “Não adoro o que você adorais.
109:3. “Nem vós adorais o que adoro.
109:4. “E jamais adorarei o que adorais.
109:5. “Nem vós adorareis o que adoro.
109:6. “Vós tendes a vossa religião e eu tenho a minha. (Monoteísmo Islâmico).”

Essa passagem revela, após os Muçulmanos terem chegado a Medina, que ainda estavam vulneráveis:

“Verso 2:256. Não há imposição quanto à religião, porque já se destacou a verdade do erro. Quem renegar o sedutor (Taghut {idolatria}) e crer em Alá, Ter-se-á apegado a um firme e inquebrantável sustentáculo, porque Deus é Oniouvinte, Sapientíssimo.”

Em contraste, veja o verso 9:5, comumente referido como o “Verso da Espada”, revelado próximo ao final da vida de Muhammad:

“Verso 9:5 Mas quanto os meses sagrados (os meses 1, 7, 11 e 12 do Calendário Islâmico) houverem transcorrido, matai os idólatras, onde quer que os acheis; capturai-os, acossai-os e espreitai-os; porém, caso se arrependam, e observem a oração  —As-Salat (Iqamat-as-Salat {as orações rituais Islâmicas}) — e paguem o zakat, abri-lhes o caminho. Sabei que Alá é Indulgente, Misericordiosíssimo.”

Tendo sido revelado mais tarde na vida de Muhammad do que os versos 50:45, 109 e 256, o Verso da Espada revoga as injunções pacíficas em conformidade com o verso 2:106. Sura 8, revelados pouco antes da Sura 9, que revela  um tema semelhante:

“Verso 8:39. E lute com eles até que não haja mais nenhuma Fitnah (descrença e politeísmo: ou seja, adorar outros além de Alá) e a religião (adoração) estará por Alá Solitário [em todo o mundo]. Mas se eles pararem ( de adorar outros além de Alta), então certamente, Alta é todo-observador do que eles fazem.”

“Verso 8:67 Não é dado a profeta algum fazer prisioneiros (e libertá-los com resgate) antes de lhes haver subjugado inteiramente a região. Vós (fiéis), ambicionais o fútil da vida (ou seja, o dinheiro do resgate para libertar os cativos) terrena; em troca, Alá quer para vós a bem-aventurança do outro mundo, porque Alá é Poderoso, Prudentíssimo.”

“Verso 9:29. Combatei aqueles que não creem em Alá e no Dia do Juízo Final, nem abstêm do que Deus e Seu Mensageiro proibiram, e nem professam a verdadeira religião daqueles que receberam o Livro, até que, submissos, paguem o Jizya.”

“Verso 9:33. Ele {Alá} foi Quem enviou Seu Mensageiro (Muhammad) com a Orientação e a verdadeira religião, para fazê-la prevalecer sobre todas as outras, embora isso desgostasse os idólatras (politeístas, pagãos, idólatras, descrentes na unicidade de Alá).”

Os Mandamentos do Alcorão para que Muçulmanos façam guerra em nome de Alá contra não-Muçulmanos são inconfundíveis. São, além de tudo, absolutamente autênticos — e foram revelados no final de carreira do Profeta — e devem cancelar e substituir as instruções anteriores, as de agir pacificamente. Sem o conhecimento do princípio de revogação, os ocidentais continuarão a descaracterizar o Alcorão e a diagnosticar o Islã como uma “religião da paz”.

c – A Suna — o “Caminho” do Profeta Muhammad

No Islã, Muhammad é considerado al-insan al-kamil (o “Homem Ideal”). Muhammad de forma alguma é considerado Divino, nem é adorado (nenhuma imagem de Muhammad (Maomé) é permitida para não incentivar a idolatria), mas ele é o modelo por excelência para todos os Muçulmanos de como devem conduzir-se. É através de ensinamentos pessoais e ações de Muhammad — que compõem o “Caminho do Profeta,” Suna — que os Muçulmanos distinguem o que é uma vida boa e sagrada. Detalhes sobre o profeta — como ele viveu o que ele fez seus enunciados não-Corânicos, seus hábitos pessoais — são conhecimentos indispensáveis para todos os fiéis Muçulmanos.

O conhecimento da Suna vem principalmente dos Ahadith— (plural de Hadith) — (“relatos”) sobre a vida de Muhammad, que foram transmitidos oralmente até serem codificadas no século VIII d.C., algumas centenas de anos após a morte de Muhammad. Os Hadiths constituem o mais importante livro de textos Islâmicos depois do Alcorão; São basicamente uma coleção de episódios sobre a vida de Muhammad, que acredita-se ter originado através dos que o conheceram pessoalmente. Existem milhares e milhares de Ahadith, alguns através de várias páginas, alguns apenas através de algumas linhas. Quando os Ahadith foram compilados pela primeira vez no Século VIII d.C., ficou óbvio que muitos eram autênticos. Os primeiros estudiosos Muçulmanos do Hadith tiveram muito trabalho tentando determinar quais Ahadith eram autênticos e quais eram suspeitos.

Os Ahadith aqui expostos são da mais alta confiança e autenticidade e exclusivos da coleção Sahih Al-Bukhari, reconhecida como fonte para todas as escolas de Estudos Islâmicos, traduzido por um estudioso Muçulmano e que podem ser encontra aqui. Diferentes traduções do Hadith podem variar para cada volume, livro e número, mas o conteúdo é o mesmo. Para cada Hadith, as informações classificadas são primeiramente listadas, depois seguem o nome do criador do Hadith (geralmente alguém que conhecia Muhammad pessoalmente) e o conteúdo propriamente dito. Enquanto a absoluta autenticidade, até do som de um Hadith, é dificilmente assegurada, no entanto, são aceitos como autênticos dentro do contexto Islâmico.

Dado que  Muhammad, ele mesmo, é o instrumento de medição da moralidade, suas ações não são julgadas de acordo com um padrão moral independente, mas ao invés disso, estabelece o padrão que acha correto para os Muçulmanos.

“Volume 7, livro 62, número 88; Narrador Ursa: O Profeta escreveu o (contrato de casamento) com Aisha quando ela tinha seis anos de idade. Consumou o seu casamento quando ela tinha nove anos que permaneceu com ele ainda por nove anos (ou seja, até sua morte).Volume 8, livro 82, número 795; Narrador Anas: O Profeta cortou as mãos e os pés dos homens pertencentes à tribo de Uraina e não os cauterizou (seus membros sangrentos ) até a morte.”

“Volume 2, livro 23, número 413; Narrador Abdullah bin Umar: os Judeus {de Medina}  trouxeram para o Profeta um homem e uma mulher, dentre eles, que cometeram(adultério) relações sexuais ilegais. Ordenou que os dois fossem apedrejados até a morte, perto do local onde se oferecem orações á funerais ao lado da Mesquita.”

“Volume 9, livro 84, número 57; Narrador Ikrima:  Alguns Zanadiqa (ateístas) foram trazidos para Ali {o quarto Califa} que os queimou. A notícia desse evento chegou a Ibn ‘ Abbas, que disse  “Se eu estivesse no lugar dele, não teria queimado, como o Apóstolo de Alá proibiu, e mais”, não puniria alguém com a punição de Alá (fogo).” Eu os mataria de acordo com as instruções do Apóstolo de Alá, “Qualquer um que abandonar a religião Islâmica, deve morrer .”

“Volume 1, livro 2, número 25; Narrador Abu Huraira: O Apóstolo de Alá foi perguntado, “Qual a melhor ação?”  Ele então respondeu: “Acreditar em Alá e seu apóstolo (Muhammad). O interrogador então perguntou: “Qual é a próxima (por bondade)?” Ele respondeu: “Participar de uma Jihad (guerra religiosa) pela causa de Alá.”

No Islã, não há nenhum sentido “natural” de moralidade ou justiça que transcenda os exemplos específicos ou regras descritas no Alcorão e na Suna, porque Muhammad é considerado o último Profeta de Alá e o Alcorão “o Eterno”, palavras inalteráveis de Alá, e por isso não contém nenhuma moralidade em evolução que permita a modificação ou integração da moralidade Islâmica com outras fontes. Todo o universo moral Islâmico está ancorado na vida e nos ensinamentos de Muhammad (Maomé).

Junto  com os confiáveis Ahadith, uma outra fonte de conhecimento aceita sobre Muhammad vem da Sira (vida) do Profeta, composto por um dos grandes estudiosos e acadêmicos do Islã, Muhammad bin Ishaq, do Século VIII d.C.

A carreira profética de Muhammad é dividida em dois segmentos: o primeiro em Meca, onde ele trabalhou por quatorze anos convertendo pessoas ao Islã e mais tarde na cidade de Medina (a cidade do Apóstolo de Alá), onde se tornou um poderoso líder político e militar. Em Meca, vemos uma figura quase bíblica, pregando o arrependimento e a caridade, assediado, rejeitado por aqueles ao redor dele. Mais tarde, em Medina, vemos um comandante capaz e estrategista que sistematicamente conquistou e matou aqueles que se opunham a ele. São nos anos posteriores da vida de Muhammad, de 622 d.C. até sua morte em 632 d.C., que raramente articula-se uma discussão em boa companhia. Foi em 622 d.C., — quando o Profeta já tinha mais de 50 anos de idade, — que ele e seus seguidores fizeram a Hijra (emigração), de Meca para o oásis de Yathrib — mais tarde renomeado Medina — uns 200 km ao Norte. O novo monoteísmo de Muhammad enfureceu os líderes pagãos de Meca, e a ida para Medina foi precipitada por um provável atentado à vida de Muhammad. Ele enviou emissários para Medina para garantir que seria bem vindo. Foi aceito pelas tribos de Medina como o líder dos Muçulmanos e como árbitro das disputas entre as tribos.

Pouco antes de Muhammad fugir da hostilidade de Meca, um novo lote de convertidos Muçulmanos prometeu lealdade numa colina fora de Meca, chamada de Aqaba.

Ishaq revela aqui na Sira, o significado do evento:

“Sira, p.208: Quando Alá deu permissão ao seu apóstolo para lutar, a segunda Aqaba {juramento de fidelidade } continha condições envolvendo guerras que não estavam no primeiro ato da “lealdade”.  Agora eles {seguidores de Muhammad} se uniam para lutar contra tudo e todos por Alá e seu apóstolo, enquanto prometia aos guerreiros fiéis pelo serviço prestado, a recompensa no paraíso.”

Que a religião nascente de Muhammad tinha sofrido uma mudança significativa naquele momento é fato. O acadêmico Ishaq pretendia demonstrar claramente aos seus leitores (Muçulmanos), que enquanto nos primeiros anos, o Islã era um credo relativamente tolerante e que podia “suportar insultos e perdoar os ignorantes,” Alá em breve convocaria os  Muçulmanos “para a guerra contra tudo e todos por Alá e seu apóstolo. “O Calendário Islâmico atesta a importância da Hijra, definindo o primeiro ano a contar da data de sua ocorrência. O ano da Hijra, em 622 d.C.., é considerado mais significativo que o ano do nascimento ou morte de Muhammad, ou do que a primeira revelação corânica porque o Islã é primeiramente um empreendimento político-militar. Foi só quando Muhammad deixou Meca com sua “banda” paramilitar que o Islã alcançou uma adequada articulação político-militar. Os anos do calendário Islâmico (que emprega meses lunares) são designados em inglês “AH” ou “After Hijra”. Em Português, “DH” ou “Depois da Hégira”.

i – A Batalha de Badr

A batalha de Badr foi o primeiro compromisso significativo enfrentado pelo profeta. Após estabelecer-se em Medina seguindo a  Hijra, Muhammad começou uma série de “razzias” (ataques) sobre as caravanas da tribo de Meca Quraishem em direção a Síria.

“Volume 5, livro 59, número 287; Narrador Kab bin Malik : O apóstolo tinha saído para encontrar as caravanas dos Quraish, mas Alá os deparou (ou seja, os Muçulmanos) com seu inimigo inesperadamente (sem intensão prévia).                   Volume 5, livro 59, número 289; Narrador Ibn Abbas Narrado : No dia da batalha de Badr, o profeta disse: “Ó Alá! Apelo à Você (para cumprir) sua Aliança e Promessa.  Ó Alá! Se sua Vontade é que ninguém deva adorar você (então dê a vitória aos pagãos).” Então Abu Bakr agarrou-o pela mão e disse: “Isso é suficiente para você”. O profeta saiu dizendo: “a multidão será derrotada e logo irão mostrar as costas.” (54:45)”

Tendo retornado para Medina, depois da batalha, Muhammad admoestou a tribo Judaica residente de Qaynuqa para aceitar o Islã, ou enfrentar um destino similar como os Quraish (03:12-13). A tribo de Qaynuqa concordou em deixar Medina se pudessem reter suas propriedades, e Muhammad concedeu. Após o exílio da tribo de Qaynuqa em Bani, Muhammad virou-se para os indivíduos de Medina, que achava que agiam perigosamente. O profeta parece particularmente não ter gostado dos muitos poetas que ridicularizaram sua nova religião e sua reivindicação de Muhammad como profeta — um tema hoje evidente nas reações violentas dos Muçulmanos a qualquer zombaria percebida ao Islã. Agindo contra seus adversários, “o Homem Ideal” imprimiu precedentes para sempre sobre como os Muçulmanos devem lidar com os detratores de sua religião.

“Sira, p.367: Então, ele  {Kab bin al-Ashraf} compôs versos amorosos de caráter insultuoso sobre as mulheres muçulmanas. O Apóstolo disse: “Quem me livrará de  Ibnul-Ashraf?” Muhammad bin Maslama, irmão da Bani Abdu’l-Ashhal, disse, “Eu lidarei com ele para você, Ó apóstolo de Alá, eu vou matá-lo.” Ele disse, “faça-o se você puder.” “Tudo que é incumbido a você é o que você deve tentar” {disse o Profeta para Muhammad bin Maslama}. Ele disse, “O apóstolo de Alá, teremos de dizer mentiras.” {O Profeta} respondeu, “Diz o que você gosta, pois deve se sentir livre nesse assunto.”. Volume 4, livro 52, número 270; Narrador bin Jabir ‘ Abdullah: O Profeta disse: “Quem está pronto para matar Kab bin Al-Ashraf que realmente prejudicou Alá e seu apóstolo?” Muhammad bin Maslama disse: “Ó Apóstolo! Você gosta de mim para matá-lo?” Ele respondeu de forma afirmativa. Então, Muhammad bin Maslama foi até ele (ou seja, Kab) e disse, “essa pessoa (ou seja, o Profeta) nos incumbiu da tarefa e pediu-nos para fazer a caridade”. Kab respondeu: “Por Alá, vai se cansar dele.” Muhammad bin Maslama disse-lhe, “seguimos ele, assim não gostamos de o abandonar até vermos o fim desse caso.” Muhammad bin Maslama continuou falando desta forma até que teve a chance de matá-lo.”

Uma parcela significativa da Sira dedica-se à poesia composta por seguidores de Muhammad e seus inimigos em duelos de retórica que se espelham no campo. Parece uma competição informal para engrandecer a si mesmo, a tribo e Alá, enquanto ridicularizam o adversário de maneira eloquente e memorável. Malik bin Kab, um dos assassinos de seu irmão, Kab bin al-Ashraf, compôs o verso a seguir:

“Sira, p.368: Narrador Kab bin Malik disse: Entre eles,  Kab foi deixado ali prostrado e (depois de sua queda {a tribo Judaica de} al-Nadir foi posta à baixo). Com a espada em mãos o cortamos até a morte por ordem de Muhammad, quando enviou secretamente durante a noite o irmão de Kab. Ele o enganou e o derrubou com esperteza,  Mahmud foi verdadeiramente corajoso.”

ii – Batalha de Uhud

A tribo Quraish de Meca se uniram para atacar os Muçulmanos de Medina. Muhammad foi informado de que as forças de Meca viriam para atacá-lo e assim acampou suas forças em uma pequena colina ao norte de Medina chamada de Uhud, onde ocorreu a batalha que se seguiu.

“Volume 5, livro 59, número 377; Narrador  Abdullah bin Jabir:  No dia da batalha de Uhud, um homem veio ao Profeta e disse: “Poderia me dizer onde eu estarei caso seja martirizado?” O Profeta respondeu: “No paraíso.” Assim, o homem jogou fora algumas coisas que carregava em sua mão e lutou até ser martirizado.   Volume 5, livro 59, número 375; Narrador  Al-Bara: Assim que nos defrontamos com o inimigo, fugiram as pressas, até que vi as mulheres deles correndo em direção a montanha, levantando suas roupas de suas pernas, revelando suas pulseiras na perna. Os Muçulmanos começaram a dizer: “A recompensa! A recompensa!” Abdullah bin Jubair disse, “O profeta me fez prometer que não deixarei este lugar.” Mas seus companheiros recusam-se (a ficar). Então quando se recusaram (a permanecer ali), (Alá) confundiu-os para que não pudessem saber para onde ir, e assim sofreram setenta baixas.”

Embora privado da vitória em Uhud, Muhammad não foi vencido. Ele continuou fazendo incursões, que não somente o fez um Muçulmano vitorioso aos olhos de Alá, mas tão lucrativo quanto. Na visão Islâmica do mundo, não há nenhuma incompatibilidade entre riqueza, poder e santidade. Com efeito, como um membro da verdadeira fé, é lógico que se deve também desfrutar a recompensa material de Alá — mesmo que isso signifique saquear os infiéis.

Como Muhammad tinha neutralizado a tribo Judaica de Bani Qaynuqa depois de Badr,  virou-se agora para Bani Nadir após Uhud. De acordo com a Sira,  Alá advertiu Muhammad sobre uma armadilha para assassiná-lo, e o profeta ordenou aos Muçulmanos que se preparassem para guerra contra o Bani Nadir. Bani Nadir concordou em ir para o exílio se Muhammad permitisse que eles mantivessem seus bens móveis. Muhammad concordou com estes termos, com a condição de que deixassem para trás suas armaduras.

iii –  Batalha de Medina

Em 627 d.C.., Muhammad enfrentou o maior desafio para a sua nova comunidade. Naquele ano, os Quraish de Meca fizeram o seu mais determinado ataque aos Muçulmanos de Medina. Muhammad não achou aconselhável engajá-los numa batalha campal como em Uhud, mas abrigou-se em Medina, protegido por fluxos de lava dos três lados. Os guerreiros de Meca teriam que atacar ao noroeste por um vale entre os fluxos, e foi lá que Muhammad ordenou uma trincheira e cavou a defesa da cidade.

“Volume 4, livro 52, número 208; Narrador Anas : No dia (da batalha) da trincheira, o Ansar {novos convertidos ao Islã} estavam dizendo, “nós somos aqueles que juraram lealdade a Muhammad para a Jihad (para sempre), enquanto vivermos.” O Profeta respondeu-lhes: “Ó Alá! Não existe vida exceto a vida do outro. Então honra o Ansar e os emigrantes {de Meca} com sua generosidade”. Narrador  Mujashi: Eu e o meu irmão viemos ao Profeta para pedi-lhe que  aceite o nosso juramento de lealdade para com a migração. Ele disse, “Migração faleceu com seu povo.” Eu perguntei, “Por que então você exige o juramento de lealdade de nós?” Ele disse, “Vou levar (a promessa) para o Islã e à Jihad.”

Os guerreiros de Meca foram derrotados pela trincheira e apenas foram capazes de enviar pequenos ataques através delas. Após vários dias, voltaram para Mecca. Depois da Vitória, Muhammad virou-se para a terceira tribo Judaica em Medina, Bani Quraiza. Enquanto a tribo de Bani Qaynuqa e Bani Nadir sofriam o exílio, o destino da Bani Quraiza seria consideravelmente mais terrível.

“Sira, p. 463-4: Em seguida, renderam {a tribo de Quraiza}, e o Apóstolo os aprisionou em Medina, na região de d. al-Harith, uma mulher de Bani al-Najar. Depois disso, o Apóstolo foi até o mercado de Medina, onde cavou trincheiras. E assim os enviou e decapitou suas cabeças nas trincheiras, que foram trazidas para fora diante dele, em lotes. Entre eles estavam o inimigo de Alá, Huyayy bin Akhtab e Kab bin Asad, chefe deles. Havia 600 ou 700 ao todo, embora alguns registrem de 800 a 900. Como eles estavam sendo levados para fora em lotes, para o Apóstolo, perguntaram a Kab o que pensou que seria feito com eles. Kab respondeu: “Você não percebe? Não vê que a soma nunca para e aqueles que são levados jamais retornam? Por Alá isso é a morte!” E continuou até o Apóstolo ter dado um fim a todos eles.”

Assim, encontramos um precedente claro que explica a propensão peculiar dos terroristas Islâmicos para decapitar suas vítimas: é apenas mais um precedente agraciado pelo seu profeta.

Continuando, ainda com outras incursões Muçulmanas, desta vez num lugar chamado Khaibar, “as mulheres de Khaibar foram distribuídas entre os Muçulmanos”, como era prática usual. (Sira, p. 511) O ataque em Khaibar tinha sido contra Bani Nadir, o qual Muhammad anteriormente tinha exilado de Medina.

“Sira, p.515: Kinana bin al-Rabi, que tinha a custódia do tesouro de Bani al-Nadir, foi trazido para o apóstolo que lhe perguntou sobre isso. Ele negou que sabia onde estava. Um Judeu veio até o Apóstolo e disse que tinha visto Kinana rondando uma ruína todas às manhãs bem cedo. Quando o Apóstolo disse para Kinana, “você sabe que se nós o encontrarmos vamos matá-lo?”, ele disse, sim. O Apóstolo deu ordens para que a ruína fosse escavada e alguns tesouros foram encontrados. Quando lhe perguntou sobre o resto, ele recusou-se a dizer e então o Apóstolo ordenou a al-Zubayr bin al-Awwam, “Torture-o até extrair o que ele tem”. Então, ele acendeu um fogo com pedra e aço em seu peito até que ele estivesse quase morto.  Em seguida o Apóstolo o entregou para Muhammad bin Maslama que o decapitou, vingando o seu irmão Mahmud.”

iv – A Conquista de Meca

A maior vitória de Muhammad veio em 632 d.C., dez anos depois que eles e seus seguidores foram forçados a fugir para Medina. Naquele ano, ele reuniu uma força de algumas dezenas de milhares de Muçulmanos e tribos aliadas e desceu à Meca. O Apóstolo havia instruído seus comandantes para que quando entrassem em Meca, só lutassem contra aqueles que resistissem, com exceção de um pequeno grupo que estava para ser exterminado, mesmo que estivessem escondidos sob as cortinas de Kaba. (Sira, p.550)

“Volume 3, livro 29, n º 72; Narrado por Malik bin Anas:  O apóstolo de Alá entrou em Meca, no ano da sua conquista, usando um capacete Árabe na cabeça e quando o Profeta o retirou, uma pessoa veio e disse, “Ibn Khatal está controlando a cobertura de Kaba (refugiando-se em Kaba).” O profeta disse: “Mate-o.””

Após a conquista de Meca, Muhammad delineou o futuro de sua religião.

“Volume 4, livro 52, número 177; Narrador Abu Huraira:

O Apóstolo de Alá disse, “A Hora {do último julgamento} não será estabelecida até lutem contra os Judeus e a pedra atrás da qual um Judeu se esconder dirá.” “Ó Muçulmanos! Há um judeu escondido atrás de mim para matá-lo.” Volume 1, livro 2, número 24; Narrador Ibn Umar: O Apóstolo de Alá disse: “Tenho sido ordenado (por Alá) para lutar contra as pessoas, até que elas testemunhem que ninguém têm o direito de ser adorado, exceto Alá, e que Muhammad é o Apóstolo de Alá, e que se oferecerem as orações com perfeição e fizerem a caridade obrigatória, e caso isto tenha sido feito, salvarão suas vidas e suas propriedades de mim exceto pelas leis Islâmicas, onde seus acertos de contas serão feitos por Alá.””

É a partir de pronunciamentos bélicos como esses, que a erudição Islâmica divide o mundo em Dar al-Islã (a Casa do Islã, ou seja, nações que se submeteram a Alá) e Dar al-Harb (Casa da Guerra, ou seja, nações que ainda não se submeteram a Alá). Esse é exatamente o contexto ou sistema que o mundo viveu no tempo de Muhammad e ainda vive nos dias de hoje. Consequentemente, como nos dias de hoje, a mensagem do Islã para o mundo descrente ou incrédulo é a mesma: Se submeta ou será conquistado.”

d – A Lei Sharia

Ao contrário de muitas religiões, o Islã inclui um plano jurídico e político altamente específico, obrigatório para a sociedade, chamado de Sharia, que se traduz aproximadamente como “caminho” ou ” passagem”. Os preceitos da Sharia são derivados dos mandamentos do Alcorão e a Suna (os ensinamentos e precedentes de Muhammad como encontrado nos confiáveis Ahadith  e Sira). Juntos, o Alcorão e a Suna estabelecem os ditames da Sharia, que é o modelo para a sociedade Islâmica, porque a Sharia se origina com o Alcorão e a Suna não é opcional.  Sharia é o Código de leis ordenado por Alá para toda a humanidade. Violar a Sharia ou não aceitar a  sua autoridade significa se rebelar contra Alá, e nesse caso todos os fiéis de Alá são requisitados à combater.

Não há nenhuma separação entre o religioso e o político no Islã; por conseguinte o Islã e a Sharia constituem um meio abrangente de ordenação da sociedade em todos os níveis. Embora seja teoricamente possível para uma sociedade Islâmica ter diferentes formas exteriores — um sistema eletivo de governo, uma monarquia hereditária, etc. — qualquer que seja a estrutura externa do governo, a Sharia é o conteúdo prescrito. É esse fato que coloca a Sharia em conflito com as formas de governo baseadas em algo que não seja o Alcorão e a Suna.

Os preceitos da Sharia podem ser divididos em duas partes:

1- Os atos de culto (al-ibadat), que incluem:

Ritual de purificação (Wudu)
Orações (Salah)
Jejuns (Sawm e Ramadã)
Caridade (Zakat)
Peregrinação a Meca (Hajj)

2- Interação Humana (al-muamalat), que inclui:

Transações financeiras
Doações
Leis sobre Herança
Casamento, divórcio e cuidado infantil
Alimentos e bebidas (incluindo o abate ritual e caça)
Punições penais
Guerra e paz
Questões judiciais (incluindo formulários de provas e testemunhas)

Como se pode ver, existem alguns aspectos da vida que não são regulados especificamente pela Sharia. Tudo, desde lavar as mãos, educação infantil, tributação, política militar etc. caem sob seus ditames, porque a Sharia é derivada do Alcorão e da Suna, e, portanto oferece espaço para interpretação. Mas após um exame detalhado das fontes islâmicas é evidente que qualquer aplicação significativa da Sharia será muito diferente de qualquer coisa parecida com uma sociedade livre ou aberta no sentido Ocidental. O apedrejamento de adúlteros, execução de apóstatas e blasfemos, repressão a outras religiões e uma hostilidade obrigatória contra Nações não-Islâmicas, pontuada pela guerra regular, será a norma. Parece-me justo classificar o Islã e seu código de Lei, a Sharia, como uma forma de totalitarismo.

2 – Jihad e Dhimmitude

a- O que significa “Jihad”?

A Jihad literalmente se traduz como “empenho”, “esforço” ou “struggle”, na língua Inglesa. Estritamente falando, Jihad não significa “Guerra Santa”, como os apologistas Muçulmanos muitas vezes apontam. No entanto, a pergunta permanece sobre que tipo de “luta” significa: uma luta interna, espiritual contra as paixões, o ego ou uma luta física com o exterior.

Seja lá como for a  tentativa de determinar o ensinamento Islâmico sobre um assunto particular, deve-se olhar para o Alcorão e a Suna. A partir dessas fontes (descrito acima) é evidente que um Muçulmano é submetido à luta contra uma variedade de coisas: preguiça na oração, negligência com a Dar zakat (caridade), etc. Mas é simples também que um Muçulmano seja comandado a lutar, combate físico, contra os infiéis. A impressionante carreira militar de Muhammad atesta o papel central que a ação militar expressa no Islã.

b – Hasan Al-Banna Na Jihad

Trechos do Tratado de Hasan Al-Banna, sobre a Jihad. Em 1928, Al-Banna fundou a Irmandade Muçulmana, que hoje é a mais poderosa organização no Egito depois do próprio governo. Neste Tratado, Al-Banna argumenta que os Muçulmanos devem pegar em armas contra os incrédulos. Como ele próprio diz, “Os versos do Alcorão e da Suna convocam as pessoas em geral (com a expressão mais eloquente e a exposição mais clara) à jihad, à guerra, às forças armadas e todos os meios de combate terrestre e marítimo. “E assim ele diz, “os versículos do Alcorão e da Suna convocam as pessoas em geral (com a expressão mais eloquente e a exposição mais clara) para a Jihad, para a guerra, para as forças armadas, e todos os meios, terra e mar, para a luta.”

“Todos os Muçulmanos devem fazer a “Jihad”, é uma obrigação ordenada por Alá, para todos os Muçulmanos e não podem ser ignoradas, nem contornadas. Alá tem atribuído grande importância à Jihad e têm dado a recompensa aos mártires e aos lutadores em seu caminho esplêndido. Somente aqueles que agirem da mesma forma, e que tem se modelado nos mártires, e em seu desempenho na Jihad podem unir-se em recompensa. Além disso, Alá honrou especificamente os Mujahideen {aqueles que  lutam e levantam a Jihad} com certas qualidades excepcionais, espirituais e práticas, para beneficiá-los neste mundo e no próximo. Seu sangue puro é um símbolo da vitória neste mundo e a marca do sucesso e felicidade do mundo que há por vir.

Aqueles que só encontram desculpas, no entanto, foram avisados das extremas e terríveis punições, e Alá descreveu-os com o mais infeliz dos nomes. Ele os repreendeu pela sua covardia e falta de espírito, e serão castigados por sua fraqueza e evasão escolar. Neste mundo, serão cercados pela desonra e na próxima serão cercados pelo fogo, do qual não escaparão , embora possam possuir muita riqueza.  A fraqueza da abstenção e a evasão da Jihad, são consideradas por Alá como um dos grandes pecados e um dos sete pecados que garantem o fracasso.

O Islã está preocupado com a questão da Jihad, da elaboração e a mobilização da “Umma” {comunidade Muçulmana global} como uma unidade para defender a causa certa, com toda sua força, mais que qualquer outro sistema antigo ou moderno de vida, não importando se religioso ou civil. Os versículos do Alcorão e da Suna de Muhammad (PBUH {que a paz esteja com ele}) transbordam todos esses nobres ideais e convocam as pessoas em geral (com a expressão mais eloquente e a exposição mais clara) para a Jihad, para a guerra, para as forças armadas, e todos os meios por terra e mar à luta.”

Aqui, Al-Banna oferece citações do Corão e dos Ahadith confiáveis que demonstram a necessidade de combate aos Muçulmanos. As citações são comparáveis as incluídas no Islã 101 seção 1.b e que aqui foram omitidas:

“Os estudiosos sobre Jihad acabaram de apresentar à você alguns versos do Alcorão e dos Ahadith sobre a importância da Jihad. Agora eu gostaria de apresentar a você algumas das opiniões da jurisprudência, do pensamento Islâmico acadêmico, incluindo algumas autoridades sobre as regras da Jihad e a necessidade de preparação. A partir daí vamos perceber o quão longe a Ummah desviou-se da sua prática como pode ser visto a partir do consenso de seus estudiosos sobre a questão da Jihad.

O autor de ‘Majma’ al-Anhar fi Sharh Multaqal-Abhar’, descrevendo as regras da Jihad, de acordo com a escola Hanafi,  disse: “A Jihad linguisticamente significa exercer o máximo esforço na palavra e na ação; no Sharee’ah {Sharia — lei Islâmica} é a luta dos incrédulos e envolve todos os esforços necessários para desmantelar o poder dos inimigos do Islã incluindo batendo, saqueando suas riquezas, destruindo seus lugares de culto e esmagando seus ídolos. Isso significa que a Jihad deve se esforçar ao máximo para garantir a força do Islã, por meios como a  luta contra aqueles que lutam contra você, incluindo os dhimmis {não-Muçulmanos, vivendo sob o domínio Islâmico} — caso violem qualquer dos termos do Tratado) — e os apóstatas que são o piores dos incrédulos, porque desacreditaram depois que afirmaram a sua crença.

É “fard” (obrigatório) para nós, lutarmos contra os inimigos. O Imã deve enviar uma expedição militar para o Dar-al-Harb {Casa de Guerra — o mundo não-Muçulmano} anualmente, pelo menos uma ou duas vezes, e o povo deve apoiá-lo imediatamente. Se algumas pessoas cumprirem a obrigação, o restante será liberado da obrigação. Se este “fard” kifayah (obrigação comum) não puder ser realizado por esse grupo, então a responsabilidade recai sobre o grupo adjacente mais próximo e então o mais próximo depois que etc., e se o”fard” kifayah  não puder ser realizado então torna-se um “fard”´ayn (obrigação individual), com oração à todo o nosso povo.

Os acadêmicos deram um parecer sobre esse assunto, da forma como esperávamos, os quais independentemente de serem Mujtahideen ou Muqalideen, e de independentemente serem salaf (cedo) ou khalaf (tarde), todos concordaram por unanimidade que a Jihad é uma “fard” kifayah (guerra) imposta pela Ummah (nação Islâmica) para difundir o Da’wah do Islã  e a Jihad um “fard’ ayn se um inimigo atacar terras Muçulmanas. Hoje, meu irmão, o Muçulmano, como você sabe, é forçado a ser subserviente perante os outros e são governados por incrédulos. Nossas terras têm sido sitiadas e violam o nosso hurruma’at (posse pessoal, respeito, honra dignidade e privacidade). Nossos inimigos estão negligenciando os nossos assuntos, e os ritos de nosso din estão sob a sua jurisdição. Ainda assim os Muçulmanos não conseguem cumprir a responsabilidade da Da’wah que está sobre seus ombros. Portanto, nesta situação torna-se o dever de cada Muçulmano promover a Jihad. Ele deve preparar-se mentalmente e fisicamente de tal forma que quando vier a decisão de Alá, ele estará pronto.

Não posso terminar essa discussão sem mencionar a você que os Muçulmanos, ao longo de cada período de sua história (antes do presente período de opressão em que sua dignidade foi perdida) nunca abandonaram a Jihad… Muito menos se tornaram negligentes em seu desempenho, nem mesmo suas autoridades religiosas, místicos, artesãos, etc. Todos estão sempre prontos e preparados. Por exemplo, Abdullah ibn al Mubarak, um homem muito sábio e piedoso, foi voluntário da Jihad na maior parte de sua vida, e Abdulwahid bin Zayd, um Sufi e um homem devoto, fez o mesmo. E em seu tempo, Shaqiq al Balkhi, o Sheik dos Sufis incentivou seus alunos à Jihad.”

Questôes associadas com relação a Jihad

“Muitos Muçulmanos acreditam atualmente,  erroneamente, que lutar contra o inimigo é Jihad Asghar (uma Jihad menor) e que a luta do ego é Jihad akbar (uma Jihad maior). A narração seguinte [athar] é citada como prova: “Voltamos da Jihad menor para embarcar na Jihad maior”. Foi dito: “O que é a Jihad maior”? Ele disse: “a Jihad do coração, ou o Jihad contra o ego.

Essa narração é usada por alguns para diminuir a importância de lutar, para desencorajar qualquer preparação para o combate e para dissuadir qualquer oportunidade de Jihad no caminho de Alá. Essa narração não é uma tradição do saheeh (som): O muhaddith proeminente Al Hafiz ibn Hajar al-Asqalani disse à Tasdid al-Qaws:

‘É bem conhecida e muitas vezes repetida e foi uma frase de Ibrahim ibn’ Abla.’

Al Hafiz Al Iraq  disse à  Takhrij Ahadith al-Ahya’:

‘Al Bayhaqi  transmitiu sua história numa fraca corrente de narradores, na autoridade de Jabir Al Bayhaqi e Al Khatib  sobre a autoridade de Jabir.’

De qualquer forma,  mesmo que  fosse uma tradição sonora, nunca justificaria abandonar a Jihad ou se preparar para resgatar os territórios dos Muçulmanos e repelir os ataques dos descrentes. Que se entenda que essa narração simplesmente sublinha a importância de lutar contra o ego, para que Alá seja o único propósito de cada um de nossas ações.

Outras questões associadas a Jihad incluem comandando o bem e proibindo o mal. É dito no Hadith: “uma das maiores formas de Jihad é proferir uma palavra de verdade na presença de um governante tirânico.”

Mas nada se compara com a honra de kubra shahada (o Martírio Supremo) ou a recompensa que os Mujahideen esperam.

Epílogo

Meus irmãos! A Ummah sabe que  a morte nobre e ilustre é garantia de uma vida exaltada neste mundo e felicidade eterna na próxima. Degradação e desonra são o resultado do amor deste mundo, além do medo da morte. Portanto, preparem-se para a Jihad e sejam amantes da morte. A própria vida virá em busca de você.

Meus irmãos!Vocês devem saber que um dia irão enfrentar a morte, e esse evento sinistro irá ocorrer apenas uma vez. Se você sofrer nessa ocasião, a caminho de Deus, será para seu benefício neste mundo e sua recompensa no próximo. Lembrem-se que nada pode acontecer sem o  Desejo de Alá: Pondere bem o que Alá, o Abençoado, o Todo-Poderoso, disse:

“Em seguida, após o sofrimento, Ele enviou uma proteção para você. Uma sonolência tomou parte de você, enquanto a outra parte estava pensando sobre eles mesmos (como poderiam se salvar, ignorando os outros e o Profeta) e pensando indevidamente sobre Alá — um pensamento ignorante,  Eles disseram, “Temos alguma coisa a ver com isso?” Diz você (Ó Muhammad): “Realmente, o caso pertence inteiramente a Alá.” Eles escondem dentro de si o que não ousam revelar a você, dizendo: “Se tivéssemos alguma coisa a ver com o caso, nenhum de nós teria morrido aqui.” Diz: “mesmo que vocês tivessem permanecido em suas casas, aqueles para quem a morte foi decretada, certamente seguirão adiante até o local de sua morte: mas, com certeza Alá pode testar o que vive em seus corações; e purificar o que está em seus corações (pecados). Deus é onisciente e reside em (seus) corações.”‘ {Sura 3:154}

c- Dar al-Islam e dar al-harb: a Casa do Islã e a Casa da Guerra

As imposições violentas do Alcorão e os violentos precedentes definidos por Muhammad, deu o tom à visão islâmica da política e da história do mundo.  A Escola Islâmica divide o mundo em duas esferas de influência, a Casa do Islã (dar al-Islã) e a Casa da Guerra (dar al-harb). Islã significa submissão, por conseguinte a Casa do Islã inclui aquelas nações que se submeteram a regra Islâmica que significam nações governadas pela lei Sharia. O resto do mundo, que não aceitou a Lei Sharia, e não está em um estado de submissão, existe em um estado de rebelião ou guerra contra a vontade de Alá. É incumbência da Dar al-Islã  fazer guerra contra o Dar al-harb, até que todas as Nações se submetam à vontade de Deus e aceitem a Lei Sharia. A mensagem do Islã ao mundo não-Muçulmano é a mesma desde o tempo de Muhammad (Maomé) e ao longo da história:   submeter ou ser conquistado. As únicas vezes, desde Muhammad, em que Dar al-Islã não esteve ativamente em guerra com o Dar al-harb, foram quando o mundo Muçulmano estava muito fraco ou dividido para guerrear eficazmente.

Apesar da calmaria na guerra em curso e a Casa do Islã ter se declarado contra a Casa da Guerra, não indica o abandono da Jihad como princípio, mas reflete uma mudança de vetores estratégicos. É compreensível que as nações Muçulmanas declarem Hudna ou trégua às vezes, quando as Nações infiéis estão muito poderosas na guerra aberta, o que faz sentido. A Jihad não é um pacto de suicídio coletivo, mesmo quando “matando e sendo mortos” (Sura 9:111) são incentivados individualmente. Há algumas centenas de anos, o mundo Muçulmano tem sido também politicamente fragmentado e tecnologicamente inferior para representar uma grande ameaça ao Ocidente.  Mas isso está mudando

 i. Taqiyya — Falsidade Religiosa

Devido ao estado de guerra entre Dar al-Islã e Dar al-harb, — reuses de guerre, ou seja, mentir sistematicamente ao infiel,—  deve ser considerado parte integrante das táticas Islâmicas.  O discurso das organizações Muçulmanas em todo o Dar al-harb de que “O Islã é uma religião de paz”, — ou que as origens da violência Muçulmana residem nas psiques desequilibradas do indivíduos particularmente “fanáticos”, — deve ser considerado como desinformação proposital para induzir o mundo infiel a baixar a guarda. Claro, os Muçulmanos individuais, genuinamente, podem considerar a sua religião como “pacífica”, — mas na  medida em que ignoram seus ensinamentos verdadeiros ou no sentido do teórico Egípcio Sayyid Qutb, que postulou que — a verdadeira paz Universal iria prevalecer no mundo assim que Islã a conquistasse.

Um ponto revelador,  é que enquanto os Muçulmanos apresentam a sua religião como pacífica em todo Dar al-harb (Casa de Guerra), são quase inexistentes no Dar al-Islam (Casa do Islã). Uma Muçulmana apóstata sugeriu uma prova decisiva para os Ocidentais que acreditam que o Islã é uma religião de “paz” e “tolerância”:

Testa essa ideia na esquina de uma rua em 
Ramallah, Riade, Islamabad 
ou em qualquer outro lugar do mundo Muçulmano. 
Certamente que você não viverá 
mais de cinco minutos.

“{Um} problema relativo à lei e a ordem {com relação a Muçulmanos no Dar al-harb} decorre de um princípio legal Islâmico antigo — o da taqiyya, uma palavra ou significado ou raiz que significa “permanecer fiel”, mas que na verdade significa “dissimulação”. Ela, a palavra, tem plena autoridade no Alcorão (03:28 e 16:106) permitindo que o Muçulmano se apresente de acordo com os requisitos Islâmicos ou diante de um governo não-Islâmico, permanecendo interiormente ”fiel” para tudo que perceber adequado ao Islã, enquanto espera a virada da maré. (Hiskett, Alguns viram para  Meca para rezar, 101).Volume 4, livro 52, número 269; Narrador bin Jabir ‘ Abdullah: O Profeta disse: “A guerra é dissimulada.”

Historicamente, exemplos da taqiyya incluem, permissão para renunciar ao Islã em si, a fim de salvar o pescoço ou agradar a um inimigo. Não é difícil ver que as implicações da taqiyya são insidiosas ao extremo: elas essencialmente dissimulam os acordos negociados — e, de fato, tornam essencialmente todas as comunicações verídicas entre dar al-Islã e dar al-harb — impossíveis.  No entanto, não nos surpreende que uma parte da guerra deva procurar enganar o outro sobre seus meios e intenções. A Jihad Watch,  de  Hugh Fitzgerald, resume a  taqiyya e kitman, como uma forma de falsidade.

“Taqiyya” é uma doutrina religiosa sancionada, com suas origens na Shi’a Islã, mas agora praticada também pelos não-Shi’a, como  dissimulação deliberada sobre questões religiosas que podem ser empreendidas para proteger o Islã e os crentes. Um termo relacionado, aplicado e mais amplo, é o “kitman”, que é definido como “reserva mental”. Um exemplo de “Taqiyya” seria a insistência de um apologista Muçulmano que “naturalmente” tem liberdade de consciência no Islã, mas em seguida cita o versículo do Alcorão — “Não deve haver compulsão na religião.” {256}, mas a impressão dada será falsa, pois não há nenhuma menção da doutrina Muçulmana de revogação, ou naskh, segundo o qual um verso como esse “não há compulsão na religião” foi anulado pelos versos posteriores, muito mais intolerantes e malévolos. Em qualquer caso, a história mostra que dentro do Islã existe e sempre existiu “compulsão na religião” para os Muçulmanos e não-Muçulmanos. “Kitman” aproxima-se de “Taqiyya”, mas ao invés de uma dissimulação definitiva, consiste em contar apenas uma parte da verdade, com “reserva mental”, que justifique a omissão do resto. Um exemplo pode ser suficiente. Quando um Muçulmano sustenta que  a Jihad realmente significa “luta espiritual” e não consegue adicionar que essa definição é recente no Islã (pouco mais de um século de idade), engana se esquivando e praticando a “kitman.” Quando justifica, em apoio a sua própria preposição duvidosa, —o Hadith em que Muhammad, voltando para casa de uma de suas muitas batalhas, é relatado por ter dito (como é conhecido de uma cadeia de emissores, ou Isnad), que ele havia retornado da “Jihad menor para a Jihad maior”,— e não adiciona o que também sabe que é verdade, que esse é um “fraco” hadith, considerado pelos mais respeitados Muhaddithin de duvidosa autenticidade, está simplesmente praticando a “kitman.”

Em épocas em que a força maior do Dar al-harb exige que a Jihad tenha uma abordagem indireta, a atitude natural de um Muçulmano ao mundo infiel deve ser de falsidade e omissão. Revelar francamente o objetivo final de Dar al-Islã para conquistar e saquear o Dar al-harb, quando o inimigo detém os trunfos militares é uma idiotice estratégica. Felizmente para os Jihadistas, a maioria dos infiéis não entende como alguém pode ler o Alcorão, nem se preocupam em descobrir o que Muhammad realmente fez e ensinou, o que deixa tudo mais fácil para dar a impressão através de citações seletivas e omissões que “o Islã é uma religião de paz”. Qualquer infiel que acreditar em tal ficção persistirá no erro quando citar um punhado de versos de Meca que diz que Muhammad era um homem piedoso e caridoso. Um mergulho um pouco mais profundo será suficiente para dissipar a falsidade.

d. Jihad através da História

Em 622 d.C. (ano do Calendário Islâmico, DH 1), Muhammad abandonou Meca pela cidade de Medina (Yathrib), situada a 200 km ao norte da Península Arábica. Em Medina, Muhammad estabeleceu uma organização paramilitar que iria espalhar sua influência e o de sua religião por toda a Arábia. Por nunca ter havido uma separação entre o político-militar e o religioso no Islã, esse desenvolvimento foi inteiramente natural para os princípios Islâmicos. Na época de sua morte em 632 d.C., Muhammad havia expandido seu controle através de uma série de ataques e batalhas na maior parte do Sul da Arábia. As populações conquistadas dessas áreas tiveram que se submeter aos Muçulmanos, pagando uma taxa de proteção (jizya) ou convertendo-se ao Islã.

i – A Primeira grande onda da Jihad: Os Árabes, 622-750 d.C.

Pouco antes de morrer, Muhammad enviou várias cartas aos grandes impérios do Oriente Médio exigindo submissão a sua autoridade. Isso afasta qualquer noção de que o Profeta pretendia expandir o Islã com o objetivo de parar a Arábia. Na verdade, é lógico que a única religião verdadeira, revelada pelo último e máximo profeta, deveria ter influência universal. E assim, da mesma forma como Muhammad lutou e subjugou os povos da Península Arábica, os Califas Abu Bakr, Umar, Uthman e Ali (conhecidos como “os quatro Califas corretamente guiados”) entre outros Califas, lutaram e subjugaram os povos do Oriente Médio, África, Ásia e Europa em nome de Alá.

“Volume 4, livro 53, número 386; Narrador Jubair bin Haiya: Umar {o Segundo Califa} enviou os Muçulmanos aos grandes países para lutar contra os pagãos. Quando chegamos na terra do inimigo, o representante de Khosrau {Pérsia}  saiu com 40 mil guerreiros, e um intérprete levantou-se dizendo: “Deixe que um de vocês fale comigo!” Al-Mughira respondeu “Nosso profeta,  o Mensageiro de nosso Senhor, nos ordenou a combater você, até você venerar unicamente a Alá, ou pagar a Jizya (ou seja, taxa de proteção); e o nosso profeta também nos informou que o nosso Senhor disse: “quem entre nós for morto (ou seja, martirizado), irá para o paraíso, onde terá uma vida luxuosa como nunca visto antes, e quem entre nós ainda continuar vivo, passará a ser seu mestre.”

Deflagrando sobre o mundo, a “blitzkrieg” da época, o Islã rapidamente espalhou-se pelos territórios Byzantino, Pérsa e Europa Ocidental nas décadas após a morte de Muhammad (Maomé). O som áspero dos exércitos Bizantinos e Persas, que haviam  lutado um contra o outro num declínio mútuo, ofereceram pouca resistência ao ataque inesperado. Os exércitos Árabes Muçulmanos invadiram a Terra Santa conquistando o que agora é o Iraque e o Irã, avançando mais tarde para Oeste até o Norte da África, Espanha e finalmente França. A ofensiva Muçulmana foi finalmente interrompida no Oeste, na batalha de Poitiers/Tours, próximo a Paris, em 732 a.C.. No Oriente, a Jihad penetrou profundamente na Ásia Central.

Como Muhammad tinha saqueado seus inimigos, por conseguinte seus sucessores também despojaram as áreas conquistadas — incomparavelmente mais ricas materialmente  e culturalmente do que as areias desoladas da Arábia — e suas riquezas e recursos humanos. Quase da noite para o dia, as mais avançadas civilizações do Oriente Médio, Norte da África, Pérsia e Ibéria viram sua agricultura, religiões nativas e populações destruídas ou saqueadas. Exceto um punhado de cidades muradas que conseguiram negociar rendições condicionadas, pois a catástrofe que aquelas terras sofreram foi quase completa.

Bat Ye’or, — pseudônimo de Gisèle Littman,— a grande estudiosa da expansão do Islã e a forma de como tratam os não-Muçulmanos, tem prestado um serviço inestimável através da compilação e tradução de numerosos documentos de fonte primária, descrevendo séculos de conquistas Islâmicas. Esses documentos foram inseridos nos trabalhos sobre a História Islâmica e a situação dos não-Muçulmanos sob domínio Islâmico. Na história da Jihad, o massacre de civis, a profanação de igrejas e os saques em zona rural são comuns. Eis aqui o Sírio Michael, relatando a invasão Muçulmana da Capadócia (Sul da Turquia) em 650 d.C.  sob o Califa Umar:

“…quando chegou Muawiya {o comandante Muçulmano} {em Euchaita, na Armênia} ordenou que todos os habitantes fossem postos ao fio da espada; Colocou guardas para que ninguém escapasse. Após reunir toda a riqueza da cidade, decidiu torturar os líderes para que mostram-se as coisas [tesouros] que tinham sido escondidos. O Taiyaye {Árabes Muçulmanos} conduziu todos a escravidão — homens e mulheres, meninos e meninas — e debocharam muito daquela cidade infeliz: perversamente cometeram imoralidades dentro das Igrejas. Retornaram satisfeitos ao seu país . (O Sírio Michael, citado em Bat Ye’or,  o declínio do Cristianismo Oriental sob o Islã, 276-7.)

A seguinte, a descrição do historiador Muçulmano, Ibn al-Athir (1160-1233 d.C.), sobre as “razzias” (expedições invasoras) no Norte da Espanha e da França,  nos séculos VIII e IX a.C., demonstra nada além da satisfação com a extensão da destruição forjada sobre os infiéis, incluindo  não-combatentes.”

“Em 177 <17 de Abril de 793>, Hisham, Príncipe de Espanha, enviou um grande exército comandado por Abd al-Malik b. Abd al-Wahid b. Mugith ao território inimigo, fazendo incursões até Narbonne e Jaranda. Esse General atacou primeiro Jaranda onde havia uma guarnição da  elite Frank; Matou os mais corajosos, destruiu as muralhas, as torres da cidade e quase a dominou. Então marchou para Narbonne, onde repetiu as mesmas ações e em seguida, marchou pela terra da Cerdagne {perto de Andorra nos Pirineus}. Durante vários meses cruzou todos os lugares, estuprando mulheres, matando guerreiros, destruindo fortalezas, queimando e saqueando tudo, perseguindo o inimigo que debandou. Voltou são e salvo, arrastando atrás dele, só Alá sabe, uma enorme quantidade de espólio. Esta é uma das mais famosas expedições dos Muçulmanos na Espanha. Em 223  <2 de Dezembro de 837>, Abd ar-Rahman b. al-Hakam, soberano da Espanha, enviou um exército contra Álava; acampou perto de Hisn al-Gharat que estava cercada; apreendeu o espólio que foi encontrado por lá, matou os habitantes e retirou-se, carregando mulheres e crianças cativas. Em 231 <6 de Setembro de 845>, um exército Muçulmano avançou sobre Galiza, território dos infiéis, onde saquearam e massacraram todos. Em 246  <27 de Março de 860 >, Muhammad Abd ar-Rahman avançou com mais tropas e um aparato militar contra a região de Pamplona. Arruinou e devastou esse território, onde saquearam e semearam a morte. (Ibn al-Athir,  o declínio do Cristianismo Oriental sob o Islã, 281-2)

A primeira onda da Jihad  submeteu quase todo o Império Bizantino, Visigótico, Franco (tribos Germânicas) e Persa, o que permitiu ao recém-nascido império Islâmico, controlar o  Sudeste da França, o Sul via  Espanha, o leste através do Norte da Africa em direção Índia e do Norte em direção a Rússia. No início do segundo milênio a.C., a invasão Mongol ao leste enfraqueceu enormemente o Império Islâmico o que levou ao fim o predomínio Árabe.

ii – A segunda grande onda da Jihad:  Os Turcos, 1071-1683 AD

Uns  vinte e cinco anos antes do primeiro exército das Cruzadas avançar da Europa Central em direção à Terra Santa, o exército Turco (Otomano )havia iniciado um ataque ao Império Bizantino Cristão, que havia governado o que agora conhecemos como Turquia, desde que a capital do Império Romano foi transferida para Constantinopla em 325 a.C.   Na batalha de Manzikert, em 1071, as forças Cristãs sofreram uma derrota desastrosa, que deixou grande parte da Anatólia (Turquia) aberta à invasão. Essa segunda onda de Jihad foi temporariamente retida pelos exércitos invasores Latinos durante as Cruzadas (ver Islã 101 perguntas freqüentes), mas, no início do século XIV, os Turcos estavam ameaçando Constantinopla e a própria Europa.

No Ocidente, os exércitos Católicos Romanos foram pouco a pouco empurrando as forças Muçulmanas para a Península Ibérica, até que em 1492, foram definitivamente expulsas (a Reconquista). Na Europa Oriental, no entanto, o Islã continuou em ascensão. Um dos encontros mais significativos entre os invasores Muçulmanos e os povos indígenas da região foi a batalha do Kosovo em 1389, onde os Turcos aniquilaram um exército multinacional sob comando do Rei Sérvio, São Lázaro, embora seus progressos na Europa tenham sido abrandados significativamente. Após inúmeras tentativas que datam desde o século VII, Constantinopla, a joia da Cristandade Oriental, finalmente foi derrotada em 1453, pelo exército do Sultão Maomé II. Para que fique bem claro, aqueles que atribuem as atrocidades da primeira onda da Jihad ao “Arabismo” e seus autores, os Turcos mostraram que são e foram totalmente capazes de viver os princípios do Alcorão e da Suna.  Paul Fregosi em seu livro Jihad descreve uma cena após a batalha final em Constantinopla:

“Milhares de sobreviventes refugiaram-se na Catedral: nobres, servos, cidadãos comuns, suas esposas e filhos, padres e freiras. Trancaram as enormes portas, rezaram e esperaram. O {Califa} Mahomet {II} tinha dado descanso às tropas. Em resumo, estupraram as freiras, sendo as primeiras vítimas abatidas. Pelo menos quatro mil pessoas foram mortas antes de Mahomet parar o massacre ao meio-dia. Ordenou um muezim {aquele que emite a chamada à oração} para subir ao púlpito da Basílica de Santa Sofia, também conhecida como Hagia Sophia, para escrever uma dedicatória para Alá. Manteve-se como Mesquita desde então. Cinqüenta mil habitantes, mais de metade da população, foram reunidos e levados como escravos. Meses depois, os escravos se tornaram a mercadoria mais barata nos mercados da Turquia. Mahomet pediu que o corpo do Imperador morto fosse trazido até ele. Alguns soldados Turcos encontraram uma pilha de cadáveres e reconheceram Constantino {XI} pelas águias douradas bordadas em suas botas. O Sultão ordenou que a cabeça fosse cortada e colocada entre as pernas do cavalo sob a estátua equestre de bronze do Imperador Justiniano. A cabeça foi embalsamada e enviada aos arredores das cidades mais importantes do Império Otomano para agradar os cidadãos. Em seguida, Mahomet ordenou que o Grande-Duque Notaras, que tinha sobrevivido, fosse trazido à sua presença, do qual exigiu nomes e endereços de todos os principais nobres, funcionários e cidadãos. Notaras assim procedeu. Resultado, Muhomet prendeu e decapitou todos eles. E sadisticamente comprou de seus proprietários (isto é, dos comandantes Muçulmanos) os prisioneiros de alto escalão que haviam sido escravizados, por puro prazer de vê-los decapitados diante dele. (Fregosi, Jihad, 256-7.)

Essa segunda onda da Jihad Turca atingiu seu ápice nos fracassados cercos sobre Viena em 1529 e em 1683, onde, em última instância o exército Muçulmano sob o comando de Kara Mustapha foi expulso pelos Católicos Romanos sob o comando do Rei Polonês, John Sobieski. Nas décadas que se seguiram, os Otomanos foram expulsos e empurrados para baixo dos Bálcãs, embora nunca tenham sido eliminados do Continente Europeu inteiramente. As invasões Muçulmanas (as razzias) terrestres — e marítimas — em território Cristão continuaram e os Cristãos foram escravizados, mesmo em regiões longínquas como a Irlanda, até o século XIX.

e – Dhimmitude

A perseguição do Islã aos não-Muçulmanos é de forma alguma limitada à Jihad, apesar de ser a relação básica entre o mundo Muçulmano e não-Muçulmano. Depois de uma Jihad ser concluída numa determinada área, com a conquista do território do infiel, a “dhimma” ou Tratado de Proteção, pode ser concedida ao conquistado “Povo do Livro” — historicamente, Judeus, Cristãos e Zoroastrianos. A dhimma estabelece que a vida e a propriedade do infiel estarão isentos da Jihad enquanto os  governantes Muçulmanos assim entenderem, o que geralmente significa que o submetido “não-Muçulmano” — o dhimmi — assim ficará enquanto economicamente for útil ao estado Islâmico.  O Alcorão enuncia que o pagamento da Jizya (Imposto; Taxa de proteção (Head-Tax); Sura 09:29), é o meio mais conspícuo através do qual os senhores Muçulmanos devem explorar o dhimmi. Mas, a Jizya não é meramente um assunto econômico em si; Ela existe também para humilhar o dhimmi e impressioná-lo com a superioridade do Islã. Al-Maghili, um teólogo Muçulmano do século XV, explica:

“No dia do pagamento {da Jizya} eles {os dhimmis} devem ser postos num lugar como o Suq {Centro Comercial}. Devem esperar no lugar mais baixo e mais sujo. Os funcionários interinos, que representam a lei, devem ser colocados acima deles e adotarem uma atitude ameaçadora para que fique bem claro para eles, bem como para os outros, que nosso objetivo é senão degradá-los, fingindo tomar suas posses. Eles vão perceber que estamos fazendo-lhes um favor, aceitando a Jizya para deixá-los livres. (Al-Maghili, citado no Bat Ye’or, (O Declínio do Cristianismo Oriental sob o Islão, 361).

A Lei Islâmica codifica várias outras restrições sobre os dhimmis, as quais derivam do Alcorão e da Suna.  Várias centenas de anos de pensamento Islâmico dedicados ao tratamento dos povos dhimmis são resumidos por Al-Damanhuri, do Século XVII, e diretor da Universidade de Al-Azhar no Cairo, o mais prestigiado centro de aprendizagem do mundo Muçulmano:

“…assim como os dhimmis são proibidos de construir Igrejas, outras coisas também são proibidas a eles. Eles não devem ajudar um incrédulo contra um Muçulmano… Levantar a Cruz numa Assembléia Islâmica… Exibir banners de suas próprias férias; obter porte de armas… Ou mantê-las em suas casas. Se fizerem algo do tipo, devem ser punidos, e as armas apreendidas… Os companheiros [do Profeta] concordam sobre esse ponto a fim de demonstrar a inferioridade dos infiéis e proteger a fé do crente inseguro. Pois se ele os vê humilhados, não se inclinarão na direção da crença deles, o qual não é verdade, se ele os vir no poder, orgulhosos ou trajando luxo poderão exortá-lo e o estimar e se inclinar na direção deles, tendo em conta o seu próprio sofrimento e pobreza.  Portanto, ter estima pelos descrentes é incredulidade. (Al-Damanhuri , citado por Bat Ye’or, (The Decline of Eastern Christianity under Islã, 382.)

Os Cristão, os Judeus,  e os Zoroastrianos, povos do Oriente Médio, Norte da África e grande parte da Europa sofreram com a opressiva rejeição proveniente da “dhimmi” durante séculos. O status dessas pessoas ou dhimmies é comparável em muitos aspectos a tragédia dos ex-escravos na  América do Sul. Proibidos de construir casas de culto ou reparar as existentes, e economicamente debilitados pela Jizya, socialmente humilhados, legalmente discriminados e geralmente mantidos em permanente estado de fraqueza e vulnerabilidade pelos senhores Muçulmanos, não deveria surpreender que seus números diminuíssem em muitos lugares ao ponto da extinção. O declínio da civilização Islâmica, geralmente incompreendido, ao longo dos últimos séculos, é facilmente explicado pelo declínio demográfico das populações dhimmi, que na verdade eram os principais motores de competência técnica e administrativa.

Deve o dhimmi violar as condições do tratado da “dhimma” — talvez praticando sua própria religião indiscretamente ou falhando ao mostrar reverência adequada para um Muçulmano? A Jihad resume. Em vários momentos na História Islâmica, os povos “dhimmis” cresceram acima do status de subjugados,  muitas vezes por ocasião das represálias violentas das populações Muçulmanas que acreditavam terem violado os termos da “dhimma”. A Andaluzia medieval (Espanha Mourisca) é muitas vezes apontada por apologistas Muçulmanos como uma espécie de País das Maravilhas multiculturais, em que Judeus e Cristãos foram autorizados pelo governo Islâmico a subirem na hierarquia de aprendizagem e administração do governo. O que não é dito, no entanto, é que o abrandamento da opressão resultou em agitação generalizada por parte da população Muçulmana, a qual acabou matando centenas de “dhimmis”, principalmente Judeus. Recusando-se a converter-se ao Islã e afastando as limitações tradicionais impostas pela “dhimma” —(mesmo, a mando do governo Islâmico, que estava precisando de mão de obra capaz), — o “dhimmi” implicitamente escolheu a outra opção permitida pelo Alcorão: a morte.

f – Jihad na Era moderna

Depois da derrota nas muralhas de Viena em 1683, o Islã entrou num período de declínio estratégico e foi dominado pelas potências coloniais Europeias em ascensão. Devido à sua fraqueza material vis-à-vis a oeste, Dar al-Islã foi incapaz de conduzir as campanhas militares em grande escala no território infiel. O império islâmico, então governado pelos Turcos Otomanos, foi forçado a se defender das potências Europeias cada vez mais predatórias.

Em 1856, a pressão Ocidental obrigou o governo Otomano a abandonar a “dhimma” sob o qual os interesses do Império não-Muçulmano trabalhavam. Isso gerou oportunidades até então desconhecidas de melhoria social e pessoal aos dhimmis antigos, mas também fomentou o ressentimento dos Muçulmanos Ortodoxos, que viram isso como uma violação da Sharia e sua Superioridade dada por Alá aos incrédulos.

Por volta do final do século XIX, as tensões entre os assuntos e interesses do Império Europeu explodiram do nada quando o governo Otomano massacrou 30.000 Búlgaros em 1876 por se rebelarem declaradamente contra o domínio Otomano. Após a intervenção Ocidental que resultou na independência Búlgara, o Governo Otomano e seus súditos Muçulmanos ficaram cada vez mais nervosos com outros grupos não-Muçulmanos buscando a independência.

Foi nessa atmosfera que a primeira fase do genocídio Armênio ocorreu em 1896 com o genocídio de 250.000 Armênios. Civis e militares participaram desse genocídio. Peter Balakian, em seu livro, The Burning Tigris, documenta uma história horrível. Mas os massacres da década de 1890 eram apenas o prelúdio um holocausto muito maior em 1915, que reivindicou 1,5 milhões de vidas. Enquanto vários fatores contribuíram para o genocídio, os massacres eram nada mais do que uma Jihad conduzida contra os Armênios, não mais protegidos como eram pelo Tratado da “dhimma”. Em 1914, quando o Império Otomano entrou na Primeira Guerra Mundial ao lado das potências centrais, foi proclamada uma Jihad Oficial Anti-Cristãos.

“Para promover o conceito de Jihad, o Sheikh-ul-Islã {líder religioso mais antigo do Império Otomano} publicou uma proclamação convocando o mundo Muçulmano a uma rebelião para massacrar seus opressores Cristãos. “Oh, Muçulmanos!” diz o documento, “Vós que são apaixonados pela felicidade e estão prestes a sacrificar suas vidas e seus bens pela causa do que é certo e enfrentado o perigo, juntem-se ao redor do trono Imperial”. No Ikdam, um jornal Turco que  tinha passado recentemente para as mãos Alemãs, a ideia da Jihad foi sublinhada: “As ações de nossos inimigos trouxeram a ira de Deus. Um brilho de esperança apareceu. Todos os Muçulmanos, jovens e velhos, homens, mulheres e crianças devem cumprir seu dever. …Se o fizermos, a libertação dos reinos Muçulmanos estará assegurada” …  “aquele que mata um incrédulo,” diz o panfleto, “como um daqueles que nos governam, se o fizer, secretamente ou abertamente, será recompensado por Deus.” (citado em Balakian, The Burning Tigris, 169-70).”

Nota do tradutor: o  vocábulo “Deus” no texto acima, ao invés de Alá, pertence ao texto original — ipsis litteris.

A Jihad contra os Cristãos culminou em 1922, em Esmirna, na costa do Mediterrâneo, onde 150.000 Gregos Cristãos foram massacrados pelo exército Turco, sob o olhar indiferente dos navios de guerra dos aliados. Ao todo, de 1896 a 1923, foram mortos 2,5 milhões de Cristãos, tornando-se o primeiro genocídio moderno, que até hoje é negado pelo governo Turco.

Desde a dissolução do império Islâmico, após a Primeira Guerra Mundial, várias Jihads foram travados ao redor do mundo pelas Nações Muçulmanas independentes e grupos Jihadistas. O esforço mais sustentado tem sido dirigido contra Israel, que cometeu o pecado imperdoável de reconstruir uma Dar al-harb em terras que anteriormente faziam parte do Dar al-Islã. Outros proeminentes Jihads incluem a guerra contra os Soviéticos no Afeganistão, os Bósnios Muçulmanos contra os Sérvios na antiga Iugoslávia, os Albaneses Muçulmanos contra os Sérvios no Kosovo e os Chechenos contra os Russos no Cáucaso. Jihads  também foram travadas em todo o Norte da África, Filipinas, Tailândia, Kashmir e em vizinhanças ao redor do mundo. Além disso, a esmagadora maioria dos ataques terroristas ao redor do mundo foi cometida por Muçulmanos, incluindo, claro, os ataques “espetaculares” de 11 de Setembro de 2001 (nos EUA, quando derrubaram o World Trade Center), 11/03/04 (Espanha) e 07/07/05 (Inglaterra).

(Para uma lista mais abrangente de ataques Muçulmanos, visite o site: www.thereligionofpeace.com

O fato é que o percentual de conflitos no mundo de hoje que não incluem o Islã é muito pequeno. O Islã está realmente retornando.

  1. Conclusão

A principal barreira até hoje para uma melhor compreensão do Islã — distante, talvez, do temor imediato — é linguagem desleixada.

Tomemos, para começar, a conhecidíssima expressão “guerra ao terror”. Após o escrutínio, “guerra ao terror” faz tanto sentido quanto guerra contra o “blitzkrieg”, contra “balas” ou “bombardeio estratégico”. A “guerra ao terror” implica que está tudo certo se o inimigo vier nos destruir — e, de fato, conseguir fazê-lo — portanto que não empregue “terror” no processo.

O “terrorismo” obviamente é uma tática ou estratagema usado para alcançar uma meta; é o objetivo do terrorismo Islâmico que precisamos entender e isso logicamente passa pela compreensão da mentalidade Islâmica e a história do Islã em si.

Como vimos anteriormente, ao contrário da insistência generalizada de que o verdadeiro Islã é pacífico, mesmo que um punhado de adeptos seja violento, as fontes Islâmicas esclarecem que engajar-se em violência contra não-Muçulmanos é um princípio central e indispensável ao Islã. O Islã é uma ideologia política, que existe num estado fundamental e permanente de guerra contra as pessoas, culturas e civilizações não-Islâmicas, uma fé pessoal. Os textos sagrados Islâmicos delineiam um sistema social, governamental e econômico para toda a humanidade. Culturas e indivíduos que não se submetem ao governo Islâmico existem apenas num estado “ipso facto” de rebelião com Alá e devem ser levados à força e à submissão. O termo peculiar “Fascismo-Islâmico” é totalmente redundante: O próprio Islã é uma espécie de fascismo que só atinge sua forma plena e apropriada quando assume os poderes do Estado.

Os atos espetaculares de terrorismo Islâmico do século XX ao início do século XXI são a manifestação mais recente de uma guerra global de conquista que o Islã vem travando desde os dias do Profeta Muhammad no século VII e que continua até hoje em ritmo acelerado. Essa é a verdade, simples e clara, e está encarando o mundo nos olhos hoje em dia — e que vem encarado o mundo nos olhos desde o passado, — mas até hoje, infelizmente, parece que poucos estão dispostos a admitir,

É importante perceber que vínhamos falando sobre o Islã — não sobre o “Fundamentalismo Islâmico,” “Extremismo”, “Fanatismo,” “Fascismo-Islâmico”, ou “Islamismo”, mas sobre o Islã propriamente dito, o Islã na sua forma ortodoxa como tem sido entendido e praticado por fiéis Muçulmanos  desde o tempo de Muhammad até a presente data. Os episódios criados pelo terrorismo Islâmico do final do Século XX até o início do Século XXI são devidos às mudanças geoestratégicas após o fim da guerra fria e as crescentes opções técnicas disponíveis aos terroristas.

Com o colapso da hegemonia Soviética sobre grande parte do mundo Muçulmano, juntamente com a crescente riqueza dos países Muçulmanos produtores de petróleo, cada vez mais o mundo Muçulmano adquire liberdade e meios para apoiar a Jihad ao redor do mundo. Em suma, a razão pela qual os Muçulmanos declaram guerra, cada vez mais, contra o mundo não-Muçulmano é porque podem.

Entretanto, é fundamental observar que mesmo que nenhum grande ataque terrorista venha a ocorrer novamente em solo Ocidental, o Islã ainda assim continuará a ser um perigo mortal para o Ocidente.

Uma interrupção no terrorismo simplesmente não significa uma mudança nas táticas do mesmo — talvez indique uma abordagem de longo prazo, que permita a imigração Muçulmana, maiores taxas de nascimento, para trazer o Islã mais perto da vitória antes da próxima rodada de violência. Isso não pode ser subestimado porque o terrorismo Islâmico é um sintoma do Islã, que pode aumentar ou diminuir de intensidade, enquanto o Islã, adequado, permanece permanentemente hostil.

Muhammad Taqi Partovi Samzevari, em seu “O Futuro do Movimento Islâmico” (1986), resume a visão Islâmica de mundo:

“Nosso Profeta… foi um general, um estadista, administrador, economista, jurista e gerente de primeira classe, tudo em um… Na visão histórica do Alcorão, e tem apoio de Alá, a luta revolucionária do povo deve unir-se, para que governantes satânicos sejam derrotados e condenados à morte. Um povo que não está preparado para matar e morrer a fim de criar uma sociedade justa, não pode esperar qualquer suporte de Alá. O Todo-Poderoso prometeu-nos que o dia virá quando toda a humanidade viverá unida sob a bandeira do Islã, quando o Sinal do Crescente, o Símbolo de Muhammad, será supremo em todos os lugares.… Mas esse dia deve ser apressado através da Jihad, através de nossa prontidão para oferecer nossas vidas e para derramar o sangue impuro daqueles que não vêem a luz trazida dos céus, por Muhammad, em sua Miraj {“viagens noturnas para o «Tribunal» de Alá”}. … É Deus quem coloca a arma na mão. Mas não podemos esperar que Ele puxe o gatilho simplesmente porque somos covardes.”

Deve ser enfatizado que todas as análises fornecidas aqui derivam de fontes Islâmicas em si, e que não é produto dos críticos ou acadêmicos do Ocidente. Na verdade, os mais modernos acadêmicos Ocidentais que estudam o Islã atuam raramente como “críticos” no mais amplo sentido. É a própria  interpretação que o mundo Islâmico faz de si que ínsita e glorifica a violência, e não qualquer interpretação estrangeira.

  1. Perguntas frequentes

Há sempre um punhado de perguntas que invariavelmente surgem quando alguém menciona que o Islã é violento. A maior parte dessas perguntas são enganosas ou irrelevantes, e não contestam a evidência real ou argumentos de que a violência é inerente ao Islã. De qualquer forma, apresentam-se retoricamente eficazes, esquivando-se de sérios escrutínios por parte do Islã, das quais analisaremos alguns exemplos.

a – E sobre as Cruzadas?

A resposta óbvia a essa pergunta é, “Bem, e quanto a eles?”. A violência cometida em nome de outras religiões está logicamente desconectada da questão, o seja, se o Islã é violento. Mas, ao mencionar as Cruzadas, o apologista Islâmico espera desviar a atenção para bem longe da violência Islâmica, para retratar as religiões em geral como moralmente equivalentes.

No meio acadêmico Ocidental e nos meios de comunicação, bem como no mundo Islâmico, as Cruzadas são vistas como guerras agressivas que foram deslanchadas pelos Cristãos sanguinários contra Muçulmanos pacíficos. Enquanto as Cruzadas foram certamente sangrentas, elas são melhor compreendidas como, uma resposta Ocidental tardia, por séculos de ataques da Jihad, do que como um ataque não provocado, unilateral. O domínio Muçulmano na Terra Santa começou na segunda metade do século VII, durante a onda da Jihad Árabe como as conquistas de Damasco e Jerusalém pelo segundo Califa Umar. Após o início da sangrenta Jihad, a vida dos Cristãos e Judeus era tolerada dentro das imposições da dhimma e Muçulmanos Árabes geralmente permitiam que os Cristãos do exterior continuassem a fazer suas peregrinações aos seus locais sagrados, uma prática que provou ser lucrativa para o estado Muçulmano. No século XI, a administração Árabe, relativamente benigna, da Terra Santa, foi substituída pela dos Turcos Seljuk, devido a guerra civil no império Islâmico. Durante a última metade do século XI, os Turcos travaram uma guerra contra o Império Bizantino Cristão e os retiraram de suas fortalezas em Antioquia e Anatólia (hoje, Turquia). Em 1071, forças Bizantinas sofreram uma esmagadora derrota na batalha de Manzikert, no que é hoje a Turquia Oriental. Os Turcos retomaram a Jihad na Terra Santa, abusando, roubando, escravizando e matando os Cristãos por toda a Ásia menor. Ameaçaram expulsar a Cristandade do seu local mais sagrado, a Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém, reconstruída sob administração Bizantina, e que depois foi destruída pelo Califa Al-Hakim bi-Amr Alá em 1090.

Foi neste contexto de uma renovada Jihad no Médio Oriente que o Papa Romano, Urban II, lançou um apelo em 1095, para que os Cristãos Ocidentais ajudassem seus primos Orientais (e parece ter acolhido a esperança de reivindicar Jerusalém para o Papado após a Grande Ruptura (Schim) com o Cristianismo Oriental em 1054). A “Peregrinação Armada” onde numerosos civis bem como soldados tomaram parte, eventualmente se tornaria conhecida anos mais tarde como a Primeira Cruzada. A ideia de uma “Cruzada” como nós agora entendemos o termo, ou seja, um “Guerra Santa” Cristã, desenvolveu-se anos mais tarde com o surgimento de organizações como a Ordem dos Templários, que fez da “Cruzada” um modo de vida. É interessante notar que os mais fervorosos Cruzados, os Francônios, foram exatamente aqueles que tinham enfrentado a Jihad e razzias (ataques) durante séculos ao longo da fronteira Franco-Espanhola e sabiam melhor do que ninguém os horrores a que os Muçulmanos sujeitavam o Cristãos. Na época da primeira Cruzada, as populações da Ásia menor, Síria e Palestina, embora governada por Muçulmanos, eram ainda predominantemente Cristãs. As campanhas dos exércitos Cristãos Ocidentais “As Cruzadas”, eram justificadas na época, como uma guerra para libertar os Cristãos Orientais, cuja população, terras, e cultura tinham sido devastadas por séculos pela Jihad e pela “dhimmitude”. Conquistar um território para Deus, nos moldes da Jihad, era uma ideia alienígena ao Cristianismo, e não deveria ser uma surpresa o fato dela ter morrido no Ocidente e nunca ter ganho ascendência no Oriente.

Após a sangrenta captura de Jerusalém em 1099 pelos exércitos Latinos e do estabelecimento dos Estados Cruzados em Jerusalém, Antioquia e Edessa, as forças Muçulmanas e Cristãs lutaram uma série de batalhas, em que ambas as partes eram culpadas pela gama de atrocidades e imoralidades usuais em tempo de guerra. Ao longo do tempo, mesmo com reforço dos Cruzados vindo da  Europa, dos Estados Cruzados, enlouquecidos com as precárias linhas de comunicação, lentamente sucumbiram ao poder superior Muçulmano. Em 1271, a última cidadela Cristã, Antioquia, caiu nas mãos Muçulmanas. Não precisando mais desviar as forças para combater Cristãos no Mediterrâneo Oriental, os Muçulmanos se reagruparam para uns 400 longos anos de Jihad contra o Sul da Europa Oriental, que atingiu duas vezes Viena antes de ser interrompida. Em termos geoestratégicos, as Cruzadas podem ser vistas como uma tentativa do Ocidente de prevenir sua própria destruição pelas mãos da Jihad Islâmica, enfrentando o inimigo na guerra. Funcionou por um tempo.

Significativamente, enquanto que o Ocidente por algum tempo lamentou as Cruzadas como um engano, nunca houve qualquer menção de qualquer autoridade Islâmica séria de arrependimento por séculos e séculos de Jihad e “dhimmitude” perpetrados contra outras sociedades. Mas isso não é surpreendente: enquanto a violência religiosa contradiz os fundamentos do Cristianismo, a violência religiosa está prescrita no DNA do Islã.

b – Se o Islã é violento, por que tantos Muçulmanos pacíficos?

Essa pergunta é um pouco como perguntar, “se o Cristianismo ensina humildade, tolerância e perdão e por que tantos Cristãos, arrogantes, intolerantes e vingativos?” A resposta em ambos os casos é óbvia: em qualquer religião ou ideologia sempre haverá aqueles que profetizam seus princípios, mas não os praticam.  Assim como muitas vezes é mais fácil para um Cristão revidar, se julgar superior ou desprezar os outros, muitas vezes é mais fácil para um Muçulmano ficar em casa ao invés de embarcar numa Jihad. Hipócritas estão por toda parte.

Além disso, também há pessoas que realmente não entendem sua própria fé e agem fora de seus limites prescritos. No Islã, existem provavelmente muitos Muçulmanos que realmente não entendem sua religião graças a importância de recitar o Alcorão em Árabe, mas não tendo como entendê-lo. São as palavras e os sons do Alcorão que atraem a atenção misericordiosa de Alá ao invés do conhecimento do Alcorão por parte do requisitante. Especialmente no Ocidente, os Muçulmanos são mais propensos a serem atraídos pelas maneiras Ocidentais (o que explica por que estão aqui) e menos propensos a reagir violentamente contra a sociedade, para a qual migraram para fugir da tirania Islâmica no exterior.

No entanto, em qualquer contexto social, onde o Islã se enraizar com força— o aumento no número de seguidores, a construção de mais Mesquitas e “centros culturais”, etc. — aumenta a probabilidade de que um número grande de adeptos levará seus preceitos violentos a sério. Esse é o problema que o Oeste enfrenta hoje.

c – E sobre as passagens violentas na Bíblia?

Em primeiro lugar, as passagens violentas na Bíblia são irrelevantes para sabermos se o Islã é violento.

Em segundo lugar, as passagens violentas na Bíblia certamente não equivalem a uma ordem para que cometam violência contra o resto do mundo. Ao contrário do Alcorão, a Bíblia é uma coleção enorme de documentos escritos por pessoas, em diferentes em momentos e em diferentes contextos, que permite uma maior liberdade de interpretação. O Alcorão, por outro lado, trata exclusivamente de uma única fonte: Muhammad. É através da vida de Muhammad que o Alcorão deve ser entendido, como diz o próprio Alcorão. Suas guerras e mortes tanto refletem como informam o significado do Alcorão. Além disso, o literalismo estrito do Alcorão significa que não há espaço para interpretação quando se trata de suas violentas imposições. Da mesma forma que é através do exemplo de Cristo, o “Príncipe da Paz”, que o Cristianismo interpreta suas escrituras, é através do exemplo do Senhor da Guerra e déspota, Muhammad, que os Muçulmanos compreendem o Alcorão.

d – Uma “reforma” Islâmica poderia pacificar o Islã?

Como deve ser simples para quem examinou as fontes Islâmicas, retirar a violência do Islamismo exigiria ejetar duas coisas: o Alcorão como a palavra de Alá e Muhammad como Profeta de Alá. Em outras palavras, pacificar o Islã exigiria sua transformação em algo que ele não é. A reforma Cristã ocidental, que é usada frequentemente como um exemplo, foi uma tentativa (bem sucedida ou não) de recuperar a essência do Cristianismo, ou seja, o exemplo e os ensinamentos de Cristo e dos Apóstolos. Se tentarmos voltar ao exemplo de Muhammad teremos diferentes e sérias consequências. De fato, alguém pode dizer que hoje, o Islã hoje passando por uma “reforma” com a crescente atividade da Jihad ao redor do globo. Hoje, os Muçulmanos da escola Salafi (“primeiras gerações”) estão fazendo exatamente isso, centrando-se sobre a vida de Muhammad e seus primeiros sucessores. Esses reformadores são conhecidos por seus detratores pelo desrespeitoso termo:  “Wahhabi”. Tendo como inspiração Muhammad e o Alcorão, invariavelmente estão dispostos à violência. O fato triste é que o Islã é hoje o que foi há quatorze séculos: violento, intolerante e expansionista. É loucura pensar que nós, no decorrer de alguns anos ou décadas, vamos ser capazes de mudar a visão básica de mundo de uma civilização estrangeira. A natureza violenta do Islã deve ser aceita como um dado; Só então seremos capazes de inventar respostas e políticas adequadas que possam melhorar nossas chances de sobrevivência.

e – E sobre a história do colonialismo Ocidental no mundo Islâmico?

Após a derrota do exército Otomano fora de Viena, em 11 de Setembro de 1683, por forças Polonesas, o Islã entrou num período de declínio estratégico, quando foi dominado de forma esmagadora pelas potências Europeias. Muito do Dar al-Islã foi colonizado por potências Europeias que empregaram sua tecnologia superior e exploraram as rivalidades dentro do mundo Muçulmano para estabelecer o domínio colonial.

Enquanto muitas das práticas das potências Ocidentais no governo das suas colônias imperiais foram claramente injustas, é totalmente injustificável considerar o imperialismo Ocidental — como muitas vezes acontece — como um empreendimento criminoso endêmico e que é a base do moderno ressentimento contra o Ocidente. Foi apenas devido ao papel assertivo das potências Ocidentais que os estados e as nações modernas tais como Índia, Paquistão, Israel, África do Sul, Zimbabwe, etc. conseguiram existir em primeiro lugar. Sem a organização Ocidental, essas áreas teriam provavelmente permanecido caóticas e tribais como foram por séculos.

Quando se olha para o mundo pós-colonial, é evidente que as Nações pós-coloniais mais bem sucedidas têm um atributo em comum: não são Muçulmanos. Os Estados Unidos, Austrália, Hong Kong, Israel, Índia e Nações Sul-Americanas claramente ofuscam os seus homólogos pós-coloniais majoritariamente Muçulmano — Iraque, Argélia, Paquistão, Bangladesh, Indonésia, etc. — em qualquer padrão.

f – Como uma ideologia política violenta pode tornar-se a segunda maior religião e de mais rápido crescimento na terra?

Não deveria ser surpreendente que uma ideologia política violenta se prove tão atrativa a uma grande parte do mundo. O poder atrativo das ideias fascistas foi provado através da história. Islã combina o conforto interior fornecido pela fé religiosa, com o poder externo de uma ideologia política de transformar o mundo. Similar à violência revolucionária do Comunismo, a Jihad oferece uma justificativa altruísta por declarar morte e destruição. Esse tipo de ideologia, naturalmente atrairá pessoas violentas de espírito, encorajando também as não-violentas a pegarem em armas ou a apoiarem a violência indiretamente. Porque se algo é popular dificilmente o torna benigno.

Além disso, as áreas em que o Islã está crescendo mais rapidamente, como a Europa Ocidental, têm sido despidas de grande parte de sua herança religiosa e cultural, o que faz do Islã uma ideologia vibrante e disponível para aqueles em busca de sentido.

g – É justo caracterizar todas as escolas de pensamento Islâmico como violentas?

Apologistas Islâmicos, muitas vezes comentam que o Islã não é um monólito e que existe diferenças de opinião entre as diferentes escolas de pensamento Islâmico. É verdade, mas embora existam diferenças, também existem elementos comuns. Assim como Ortodoxos, Católicos Romanos e Protestantes Cristãos diferem em muitos aspectos do Cristianismo, ainda aceitam elementos comuns importantes. Assim é com o Islã. Um dos elementos comuns a todas as escolas de pensamento Islâmico é a Jihad, entendida como uma obrigação da Ummah (comunidade constituída por todos os Muçulmanos do mundo), para conquistar e dominar o mundo em nome de Alá e governá-lo sob a Lei Sharia. As quatro escolas Sunitas Madhhabs de Jurisprudência Religiosa Islâmica (figh) — Hanafi, Maliki, Shafi’i e Hanbali — todas concordam que há uma obrigação coletiva aos Muçulmanos para que façam guerra contra o resto do mundo. Além disso, mesmo as escolas de pensamento fora da ortodoxia Sunita, incluindo o Sufismo e a escola Jafari (Shia), concordam com a necessidade da Jihad. Quando se trata de assuntos da Jihad, as diferentes escolas discordam sobre questões como se os infiéis primeiro tivessem que ser solicitados a se converter ao Islã antes das hostilidades começarem (Osama bin Laden pedindo à América para se converter antes dos ataques da Al-Qaeda); como os saques devem ser distribuídos entre os Jihadistas vitoriosos; se uma estratégia de longo prazo (Fabian Strategy) contra Dar al-harb é preferível ou um ataque total frontal; etc.

h – E sobre as grandes conquistas da civilização Islâmica através da história?

Conquistas Islâmicas no campos da arte, literatura, ciência, medicina, etc. de maneira nenhuma refutam o fato do Islã ser intrinsecamente violento. Civilizações Gregas e Romanas produziram muitas conquistas nesses domínios, mas também cultivaram poderosas tradições violentas. Enquanto davam ao mundo a genialidade de Virgílio e Horácio, Roma serviu de casa para gladiadores, massacre de Cristãos e por vezes ao militarismo galopante.

Além disso, as conquistas da civilização Islâmica foram bastante modestas diante dos seus 1300 anos de História, quando comparada às civilizações Ocidentais, Hindu ou Confucionista. Muitas conquistas Islâmicas eram, na verdade, o resultado de não-Muçulmanos vivendo dentro do Império Islâmico ou de recém convertidos ao Islã. Um dos maiores pensadores Islâmicos, Averroes, entrou em conflito com a ortodoxia Islâmica, através dos estudos de filosofia (Grega) não-Islâmica e sua preferência por modos Ocidentais de pensamento. Uma vez que a população “dhimmi” do Império diminuiu na metade do segundo milênio d.C., quando o Islã iniciou o seu “declínio” social e cultural.

  1. Glossário de termos

Allah (Alá): “Deus”;  Cristãos Árabes também adoram “Alá”, mas um Alá de um tipo muito diferente.

Alahu Akhbar: “Alá é maior”; termo de louvor; grito de guerra dos Muçulmanos.

Nota do tradutor: O grito de guerra — alahu akhbar — é erroneamente traduzido pela grande mídia Ocidental como “Deus é grande”. Mas o verdadeiro significado é “Alá é maior”, significando que Alá é maior do que o seu Deus ou o seu Governo.

AH: (After Hijra, em  Inglês) e DH “Depois da Hijra”; o Calendário Islâmico – sistema de datação; emprega o ano lunar em vez de ano solar; a partir de Janeiro de 2007, estamos em 1428 DH.

Ansar: “aiders” ou “ajudantes”; Uma tribo árabe aliada a Muhammad e os primeiros Muçulmanos.

Badr: primeira batalha significativa travada por Muhammad e os Muçulmanos contra a tribo dos Quraish de Meca.

Califa:  Título do governante ou líder da Umma (comunidade Muçulmana global); Líder do antigo Império Islâmico; o título foi abolido por Kemal Attaturk em 1924, após a dissolução do Império Otomano e o fundador da Turquia moderna.

Dar al-Islã: casa (Reino) do Islã; território Islâmico governado pela lei Sharia.

Dar al-harb: “Casa (Reino) de Guerra”: território governado por infiéis.

Dar al-sulh: “Casa (Reino) de Trégua”: território governado por infiéis, mas aliado ao Islã; território governado por Muçulmanos, mas não sob a Lei Sharia.

Dhimma: o Pacto de Proteção estendida aos não-escravos,  “Povo do livro”, primeiramente Judeus, Cristãos e Zoroastrianos, que permitiu-lhes permanecer nominalmente livres do domínio Muçulmano.

Dhimmi: “protegido”; pessoas sob a proteção da dhimma.

Dhimmitude: palavra cunhada pela historiadora Bat Ye’or para descrever o status dos povos “dhimmies”.

Hadith: “relatos”; (plural: Ahadith) Qualquer um dos milhares de episódios da vida de Maomé transmitidas oralmente e escritos no oitavo século d.C.; Sahih (confiável ou som)  perdendo apenas para o Alcorão em autoridade.

Hijra: “emigração”; Ida de Muhammad de Meca para Medina (Yathrib) em 622 d.C.

Islã: “submissão” ou “rendição”.

Jizya: Imposto ou Taxa de Proteção prescrito pela  Sura 9:29 do Alcorão, a ser pago pelos Cristãos e Judeus em território Muçulmano.

Kaba: “cubo”; o templo de Meca em que inúmeros ídolos pagãos estavam alojados antes da conquista de Meca por Muhammad em d.C. 632, que é ainda o mais venerado objeto no Islã;  pedra angular de Kaba, que acreditam ter caído do céu, é a pedra em que Abraão foi sacrificar seu filho, Ismael (não Isaac).

Meca: Cidade mais sagrada do Islã; local de nascimento de Muhammad em 570 d.C.; sua grande mesquita contém a pedra Kaba; início do período na vida de Muhammad, onde os mais pacíficos versículos do Alcorão foram revelados; local da vitória de Muhammad sobre os Quraish em 630 d.C..

Medina:  Abreviação de “a cidade do Profeta”; segunda cidade mais sagrada do Islã; destino da Hijra  (emigração)  de Muhammad em 622 d.C.; período posterior da vida de Muhammad, onde os mais violentos versículos do Alcorão foram revelados; local de terceira grande batalha travada por Muhammad contra a tribo dos Quraish, de Meca; anteriormente chamada de Yathrib.

Muhammad: “O Louvado”

Muçulmano: Aquele que se submete.

Alcorão (Kuran, Alcorão, etc.): “recitação”; de acordo com o Islã, as palavras foram literalmente compiladas de Alá conforme ditado por Muhammad.

Razzia: “raid”; atos de pirataria na terra ou no mar pelos Muçulmanos contra os infiéis

Sira: “vida”; abreviatura de Sirat Rasul Alá, ou “Vida do Profeta de Alá”; uma biografia canônica do Profeta Muhammad escrita no século VIII por Ibn Ishaq e mais tarde editada por Ibn Hisham; Tradução moderna por Alfred Guillaume.

Suna: O “caminho” do Profeta Muhammad; inclui seus ensinamentos, tradições e exemplos.

Sura: um capítulo do Alcorão; Passagens corânicas são citadas com números: verso de Sura, por exemplo, 9:5.

Uhud: Segunda grande batalha lutada por Muhammad contra a tribo dos Quraish de Meca.

Umar: Segundo califa “corretamente guiado”; governou d.C. 634 –44, sucedeu Abu Bakr; conquistou a Terra Santa.

Umma (ummah): a comunidade mundial Muçulmana; o corpo dos fiéis Muçulmanos.

Uthman: Terceiro califa— “corretamente guiado”; governou d.C., 644–56, sucedeu Umar; compilou o Alcorão em forma de livro.

Yathrib: Cidade que Muhammad fez a Hijra (emigração) a.C. 622; renomeada Medina.

  1. Outras fontes on-line:

Center for the Study of Political Islã

Chronicles Magazine

Dhimmi.org

FaithFreedom.org

HistoryofJihad.com

U Michigan’s  searchable online version of the Quran translated by Shakir.

USC’s Muslim Students Association’s — website com múltiplas pesquisas e traduções do Alcorão e Hadiths.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

 

DONO DA BOATE DE ISTAMBUL ONDE 39 FORAM MORTAS: BANIMENTO DE ARMAS FORTALECE TERRORISTAS ARMADOS

Fonte/Source:  Owner of Istanbul Nightclub: Gun Bans Empower Armed Terrorists

Photo Cover: Burak Kara / Getty ImagesBurak Kara / Getty Images


DONO DA BOATE DE ISTAMBUL ONDE 39 FORAM MORTAS: BANIMENTO DE ARMAS FORTALE TERRORISTAS ARMADOS

Por AWR HAWKINS

9 de Janeiro de 2017

Burak Kara/Getty Images

Memet Kocarslan, dono da boate de Istambul, onde 39 pessoas foram mortas a sangue-frio após o início de 2017, afirma que a proibição dos populares rifles semiautomáticos na Turquia facilitou o terrorista que ignorou a proibição, a superar a polícia e dominar a segurança do estabelecimento.

De acordo com a CNN, “a vigilância policial foi ampliada em torno de Istambul para as festividades e Kocarslan se certificou de que seu clube, Reina, tivesse segurança extra. Entretanto, ele disse que não tinha nenhuma esperança contra um assassino bem armado e determinado.”

Um policial estava no clube, e tinha uma arma, mas é ilegal ter segurança privada armada. Assim, a segurança privada fez com que os participantes da festa se sentissem seguros, mas não poderia oferecer nenhuma resistência real a um ataque armado. No final, era um policial com uma arma de fogo contra um terrorista com um rifle semiautomático, que os civis estão proibidos de possuir na Turquia.

O Gun Policy.org da Universidade de Sidney reportou que “os civis não têm permissão para possuir armas de fogo automáticas e armas de fogo semiautomáticas”. Isso significa que “a posse privada de armas de fogo semiautomáticas é proibida”. Mas, o homem que atacou a boate usou esse mesmo tipo de arma, o mesmo tipo de armamento utilizado pelos terroristas no ataque de 7 de janeiro de 2015 ao Charlie Hebdo e o de Paris em 13 de novembro de 2015. Esses terroristas não seguem a lei. Em vez disso, tiram vantagem da lei, cientes de que os cidadãos cumpridores da lei não serão capazes de contra atacar.

Kocarslan reconhece isso. Disse à CNN:

Esse pistoleiro é inacreditável. Acredito que tenha lutado na guerra por muitos anos. Ele foi muito profissional. Como pode um cara com uma pistola superar um homem com uma máquina de guerra? Devemos mudar essa lei. Estamos lidando com terrorismo. Algo precisa ser feito.

Digno de nota, os Democratas nos EUA responderam ao ataque terrorista de Orlando Pulse em 12 de junho de 2016, por que querem adotar os mesmos sistemas de proibição de armas que agora existem na Turquia. No entanto, o exemplo da boate de Istambul prova que tal proibição só serve para dar vantagem àqueles que estão dispostos a violar o sistema para impor o terror.

Quando estamos falando sobre Istambul, Paris, ou Newtown, Connecticut, uma coisa soa verdadeira: a maneira de parar um bandido armado é garantir que ele seja saudado por bons atiradores.


AWR Hawkins é o colunista da Segunda Emenda para Breitbart News e apresentador de “Bullets with AWR Hawkins“, um podcast da Breitbart News. Ele também é o analista político da Rádio Armed American. Siga-o no Twitter: @AWRHawkins. Alcance-o diretamente em awrhawkins@breitbart.com.


Tradução: Tião Cazeiro 

VITIMIZAÇÃO

 VITIMIZAÇÃO

Por  Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

9 de Janeiro de 2017

Fica registrado aqui minha solidariedade 
ao excelente blog "LEI ISLÂMICA EM AÇÃO".

O texto a seguir é a reprodução ipsis litteris de um post das “Mulheres do Islam do Brasil” no Facebook.

Caros irmãos,

Ajude-nos a denunciar esta pagina que vem difundindo o discurso de odio contra os muculmanos brasileiros (islamofobia). Compartilhem com seus contatos.

https://www.facebook.com/LeiIslamicaEmAcao/

Sem dúvida alguma será um grande prazer ver também o meu blog “Muhammad e os Sufis” ser denunciado. Mas, o que realmente precisa ser denunciado? A verdade?

Significado de Vitimização: 
Ação de vitimizar 
(tornar alguém vítima ou tornar-se vítima). 
É, pois, forma derivada deste verbo vitimizar.

Quando se fala em “islamofobia”, quem realmente é a vítima? Os 90.000 Cristãos assassinados só em 2016 pelo “ultra-fundamentalismo islâmico” ou os Muçulmanos que acusam os Cristãos entre outros não-Muçulmanos de “islamofóbicos” porque estão denunciando o Islã Político em blogs entre outras mídias? É uma boa pergunta, não é mesmo?

Eis a prova do que foi dito acima?

Enquanto “as últimas salvas do comunismo” ainda são responsáveis por alguns maus-tratos dos Cristãos, disse Introvigne à Breitbart, o “ultra-fundamentalismo islâmico” tomou seu lugar como o agente número um de perseguição.” Report: 90,000 Christians Killed for Their Faith in 2016

"Islamofobia" 
é um vocábulo criado para você não criticar o Islã. 
Não criticar o Islã significa se render ao Islã
 e é exatamente por isso 
que precisa ser criticado. 

O que tem sido dito sobre o Islã, por mim, em grande parte, foi escrito por acadêmicos respeitados pela comunidade internacional, especialmente por serem versados na língua Árabe. A ideia de que o Alcorão só é compreendido na língua Árabe é totalmente falsa.

Robert Spencer (Jihad Watch) e Raymond Ibrahim são os autores que mais traduzo. Ambos, têm capacidade, além do normal, para debater publicamente qualquer questão sobre o Islã e consequentemente com qualquer líder religioso Islâmico.

Robert Spencer é diretor da Jihad Watch. Tem 16 livros sobre o Islã publicados, vários Best Sellers, além de serviços prestados aos EUA através de seminários para as seguintes instituições:

FBI, the United States Central Command, United States Army Command and General Staff College, the U.S. Army’s Asymmetric Warfare Group, the Joint Terrorism Task Force (JTTF), the Justice Department’s Anti-Terrorism Advisory Council, the U.S. intelligence community,  the U.S. State Department, the German Foreign Ministry, the Center for Security Policy  e além disso é vice presidente da American Freedom Defense Initiative.

Raymond Ibrahim:

 Autor de dois Best Sellers: Crucified Again: Exposing Islam’s New War on Christians (2013) and The Al Qaeda Reader (2007). Seu trabalho tem sido publicado em várias em várias e importantes mídias como the New York Times, CNN, LA Times, Fox News, Financial Times, Jerusalem Post, New York Times Syndicate, United Press International, USA Today, Washington Post, Washington Times, and Weekly Standard;  Almanac of Islamism, Chronicle of Higher Education, Hoover Institution’s Strategika, Jane’s Islamic Affairs Analyst, Middle East Quarterly, Middle East Review of International Affairs; American Thinker, the Blaze, Bloomberg, Breitbart, Christian Post, Daily Caller, FrontPage Magazine, Gatestone Institute, the Inquisitr, Jihad Watch, NewsMax, National Review Online, PJ Media, the UK’s Commentator, World Magazine entre outros.

Traduzi algo em torno de 230 artigos para o meu blog “Muhammad e os Sufis”,  para que a população Brasileira entenda o porquê do antagonismo Islâmico no mundo.

O próprio presidente Abdel Fattah alSisi, um Muçulmano fervoroso, considerado um herói nacional, inclusive por Israel, já reconheceu isso em vídeo, diante das maiores lideranças religiosa do Islã, na Universidade de Al Azhar, a mais importante autoridade Islâmica do Egito: — Al-Sisi: O “Pensamento” Islâmico está “Antagonizando o Mundo Todo”.

“É inconcebível”, disse ele, “que o pensamento que guardamos como o mais sagrado deva fazer com que toda a ummah [Mundo Islâmico] seja uma fonte de ansiedade, perigo, matança e de destruição para o resto do mundo. Impossível!”

“Esse pensamento (que é responsável por produzir “ansiedade, perigo, massacre e destruição” ao redor do mundo) — Eu não estou dizendo “religião”, mas “pensamento” — inserido nos corpus de textos e ideias que temos sacralizado ao longo dos séculos, a tal ponto que se afastar deles tornou-se quase impossível, está antagonizando o mundo inteiro. Isso está antagonizando o mundo inteiro!”

Entretanto, o Sheikh Ahmed al-Tayeb, a mais alta autoridade do Egito sobre o Islã e Grande Imã da Universidade de Al Azhar, a universidade Islâmica mais conceituada do mundo, rejeitou a reforma do “Discurso Religioso”. Al Azhar Rejeita Reforma do “Discurso Religioso”

A maioria dos Brasileiros, através de vários blogs e páginas do Facebook, estão agora podendo acessar os 1.400 anos de história do Islã. Estão se conscientizando que ao longo de 1.400 anos,  270 milhões de pessoas foram assassinadas, estupradas, saqueadas entre muitas outras coisa pela religião Islâmica.

Ao longo de 1.400 anos: 548 batalhas contra a Civilização Clássica versus 16 Cruzadas sem falar do mundo atual.

O segundo maior país Católico do mundo tem o direito e o dever de expressar a sua indignação diante do crescimento acelerado do Islã no Brasil. Principalmente quando turbinados por emissoras de TV como a Globo News entre outros veículos: Em dez anos, número de muçulmanos no Brasil dobra e chega a 1,5 milhão

Uma pergunta, quem está financiando esse crescimento acelerado do Islã no Brasil?

Não existe Muçulmano Brasileiro e sim Muçulmano no Brasil.


Assista a estes dois vídeos legendados em Português. Ajuste o idioma caso necessário no “settings” do vídeo.

Produzido por Dr. Bill Warner, Phd – Diretor do CSPI International

Ambos legendados pelo blog “LEI ISLÂMICA EM AÇÃO”.

 

 

GOVERNO CHECO PRESSIONA MUDANÇA CONSTITUCIONAL PARA PERMITIR QUE OS CIDADÃOS USEM ARMAS CONTRA JIHADISTAS ISLÂMICOS

Fonte/Source: Czech government pushing constitutional change to let citizens use guns against Islamic jihadis

GOVERNO CHECO PRESSIONA MUDANÇA CONSTITUCIONAL PARA PERMITIR QUE OS CIDADÃOS USEM ARMAS CONTRA JIHADISTAS ISLÂMICOS

 Por 

8 de Janeiro de 2017

O Washington Post, como era de esperar de um posto avançado da mídia de propaganda do establishment, está assustado: “Não importa que haja menos de 4.000 Muçulmanos nesse país de 10 milhões de pessoas — as compras de armas aumentaram. Um proprietário de uma loja no leste da Boêmia, região do norte da República Checa, disse a um jornal local que as pessoas tinham medo de uma “onda de Islamitas“.

Apenas 4.000 Muçulmanos! Um número tão pequeno não poderia montar um ataque terrorista jihadista, nesse momento, não é?

Essa é uma medida de bom senso contra uma ameaça crescente. A ameaça está aumentando por causa das políticas de imigração suicidas da Europa. Se os Europeus não começarem a se defender rapidamente, a situação só vai piorar.

Presidente da República Checa Milos Zeman

“Governo Checo Diz Aos Seus Cidadãos Como Lutar Contra Os Terroristas: Atire Neles”, Amanda Erickson, Washington Post, 6 de janeiro de 2017:

 Há alguns meses, o presidente Checo, Milos Zeman fez um pedido incomum: pediu aos cidadãos que se armassem contra um possível “super-Holocausto” perpetrado por terroristas Muçulmanos.

Não importa que haja menos de 4.000 Muçulmanos neste país de 10 milhões de pessoas — as compras de armas aumentaram. Um proprietário de uma loja no leste da Boêmia, uma região do norte da República Checa, disse a um jornal local que as pessoas tinham medo de uma “onda de Islamitas”.

Agora, o Ministério do Interior do país está empurrando uma mudança constitucional que permitiria aos cidadãos usar armas contra terroristas. Os defensores dizem que isso poderia salvar vidas se um ataque ocorrer e a polícia estiver atrasada ou incapaz de fazer o seu caminho até a cena. Para se tornar lei, o Parlamento deve aprovar a proposta; Eles vão votar nos próximos meses.

A República Checa já possui algumas das políticas de armas mais leves da Europa. É o lar de cerca de 800.000 armas de fogo registadas e 300.000 pessoas com licenças de armas. Obter uma arma é relativamente fácil: Os residentes devem ter 21 anos, passar uma verificação de conhecimento de armas e não ter antecedentes criminais. Por lei, os Checos podem usar suas armas para proteger seus bens ou quando em perigo, embora tenham que provar que existe uma ameaça real.

Isso coloca o país em desacordo com grande parte da Europa, que há muito suporta medidas de controle de armas muito mais rigorosas. Na esteira dos ataques terroristas de 2015 em Paris, a França pressionou a União Europeia a promulgar políticas ainda mais duras. A proposta inicial da Comissão Europeia pedia uma proibição total da venda de armas como Kalashnikovs ou AR-15s que são destinados principalmente para uso militar. Os compartimentos de munição seriam limitados a 20 reposições ou menos.

 A República Checa criticou duramente a diretiva. Oficiais advertiram — de certo modo ominosamente — que a medida iria limitar a capacidade do país de construir “um sistema de segurança interna” e tornar quase impossível treinar os reservistas do exército. E uma proibição total de rifles de estilo militar, que podem disparar um grande número de projéteis, tornariam ilegais milhares de armas já de propriedade de cidadãos Checos, potencialmente criando um mercado negro para os terroristas explorarem. A Finlândia e a Alemanha ofereceram suas próprias reservas; os grupos pró-armas da Europa também se mobilizaram contra o projeto de lei com o apoio de políticos de extrema direita…


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis