O Islã e o Desejo Pelo Poder: Entrevista Com Raymond Ibrahim

Fonte/Source: Islam’s Will to Power: An Interview with Raymond Ibrahim – Raymond Ibrahim

O Islã e o Desejo Pelo Poder:  Entrevista Com Raymond Ibrahim

Por Raymond Ibrahim

20 de Outubro de 2016

Nota do autor: Recentemente, fui entrevistado por Niram Ferretti para a publicação Italiana L'informale.
Raymond Ibrahim

De pais Coptas Egípcios e fluente em Árabe, Raymond Ibrahim está entre os estudiosos e comentaristas que, como Robert Spencer e David Horowitz, não têm medo de chamar uma espada de espada. Nesses tempos em que vivemos, envenenado pelo politicamente correto, soa como uma rajada de ar fresco.

Ele não falará do Islã como “a religião de paz”, fingindo ser algo que nunca foi. Pelo contrário, enfatizará que os jihadistas contemporâneos seguem a aplicação estrita do Alcorão, muito parecido com os reformistas protestantes com seu conceito de sola scriptura (a escritura por si só). A principal diferença é que o último geralmente não se explode, ou decapita “infiéis” ou estão comprometidos com uma luta permanente contra o Ocidente para subjugá-lo.

A razão para isso é que no Alcorão, a jihad é prescrita e Muhammad/Maomé, o exemplo perfeito para todos os Muçulmanos, foi um profeta, mas também um caudilho. Raymond Ibrahim é autor regular do David Horowitz Freedom Center e anteriormente foi diretor associado do The Middle East Forum, Raymond Ibrahim é autor do livro Crucified AgainExposing Islam’s New War on Christians e editor do seminal The Al Qaeda Reader: The Essential Texts of Osama Bin Laden’s Terrorist Organization.

Raymond Ibrahim aceitou gentilmente responder às nossas perguntas.

A primeira questão que gostaria de abordar é a noção generalizada de que o ISIS é, de fato, um produto da intervenção dos EUA no Iraque. A implicação é muito clara. Se os EUA não tivessem invadido o Iraque, não haveria nenhum ISIS ao redor. Qual é o seu comentário sobre isso?

Ibrahim: Fatos são fatos. Antes de os EUA invadirem, Saddam Hussein era conhecido por suprimir os movimentos Islâmicos. De fato, uma das razões para sua posterior reputação de abusar dos direitos humanos foi que estava brutalmente pisoteando os jihadistas, um rótulo que os meios de comunicação Ocidentais omitem quando falam de ditadores Árabes seculares usando meios brutais, como Assad e seus esforços contra os jihadistas. Uma década depois que Saddam foi expulso, morto e os EUA proclamaram a vitória por terem trazido “liberdade e democracia” para o Iraque, tudo o que temos que mostrar é o surgimento do ISIS, que, quando se trata de abusos de direitos humanos, faz Saddam parecer um Papai Noel.

Costumo olhar para a situação das minorias Cristãs nos países Muçulmanos para entender a natureza daqueles que governam. Sob Saddam, eles e suas igrejas foram protegidos; o ano em que os Estados Unidos trouxeram “liberdade e democracia” ao Iraque, os Cristãos foram perseguidos e dezenas de igrejas bombardeadas. Aliás, não é apenas no Iraque que a intervenção Americana deu origem ao ISIS. Líbia e Síria também fazem parte do califado do ISIS, e mais uma vez, graças aos Estados Unidos pavimentando o caminho ao expulsar Gaddafi e tentar derrubar Assad. Eu não pretendo saber a razão por trás desse fenômeno, mas os fatos falam por si mesmos: onde os EUA expulsam homens fortes Árabes seculares — cujos abusos de direitos humanos estavam muitas vezes dentro de um contexto para combater ainda mais os abusos de direitos humanos que os jihadistas/ISIS seguem.

O antiamericanismo continua forte entre os esquerdistas tanto na Europa como nos Estados Unidos. Pessoas como Noam Chomsky espalharam a noção de que os EUA são a encarnação do mal junto com Israel, visto como seu proxy no Oriente Médio. Quais são os principais fatores, segundo você, por trás dessa atitude?

Ibrahim: Em última análise, acredito que essas opiniões se baseiam menos em fatos objetivos e mais em distorções subjetivas da história. A visão dominante hoje é que, pelo menos historicamente, homens brancos e Cristãos são a fonte de todo o mal no planeta Terra; Portanto, o mínimo que podem fazer por meio de reparações é serem passivos, enquanto Muçulmanos e outros do terceiro mundo convivem com seus tormentos crescentes — que se manifestam nas atrocidades contra os não-Muçulmanos, incluindo Ocidentais. Assim, sempre que os EUA ou Israel fazem qualquer coisa para defender seus interesses e a segurança, o qual deveria considerado absolutamente normal e padrão para outras nações, especialmente as não-Ocidentais, a esquerda chora injustamente, racismo, etc.

Os apologistas do Islã nos dizem que o Islã é uma parte muito importante do Ocidente, pois ajudou a moldar nossa cultura com suas inovações quando ainda era um império. Aqui na Itália um renomado historiador, Franco Cardini, disse recentemente que “o Islã está na base da modernidade”. Qual é a sua opinião pessoal?

Ibrahim: Esse ponto de vista é apenas mais um exemplo de como a verdadeira história do Islã e da Europa foi tão profundamente distorcida e deformada visando glorificar o Islã e humilhar a Europa anteriormente Cristã. A realidade e a história — como registradas pelos historiadores mais renomados do Islã — têm uma história muito diferente a contar, uma história que é conhecida pela criança mediana Europeia, mas que agora virou “tabu” reconhecer isto: a guerra ou a jihad na Europa é a verdadeira história do Islã e do Ocidente. Considere alguns fatos por um momento: Uma década após o nascimento do Islã no século 7, a jihad explodiu fora da Arábia. Dois terços do que era então a Cristandade foram conquistados permanentemente e grande parte de sua população foi posta à espada e/ou pressionada a se converter, de modo que quase ninguém percebe hoje que a Síria, o Egito e toda a África do Norte foram os centros do Cristianismo. Depois foi a vez da Europa. Entre outras nações e territórios que foram atacados e/ou estavam sob a dominação Muçulmana são — dando os seus nomes modernos, mas não necessariamente nesta ordem: Portugal, Espanha, França, Itália, Sicília, Suíça, Áustria, Hungria, Grécia, Rússia, Polônia, Bulgária, Ucrânia, Lituânia, Roménia, Albânia, Sérvia, Arménia, Geórgia, Creta, Chipre, Croácia, etc.

Em 846 Roma foi saqueada e o Vaticano contaminado por invasores Árabes Muçulmanos; Cerca de 600 anos depois, em 1453, a outra grande basílica da Cristandade, a Santa Sofia (ou Hagia Sophia) foi conquistada permanentemente pelos Turcos Muçulmanos. As poucas regiões Europeias que escaparam da ocupação Islâmica direta, devido ao seu afastamento à noroeste incluem a Grã-Bretanha, Escandinávia e Alemanha. Isso, naturalmente, não significa que não foram atacados pelo Islã. Na verdade, no extremo noroeste da Europa, na Islândia, os Cristãos costumavam rezar para que Deus os salvasse do “terror Turco”. Até 1627 corsários Muçulmanos invadiram a ilha Cristã capturando quatrocentos cativos, e os vendendo nos mercados de escravos da Argélia. Nem a América escapou. Poucos anos após a formação dos Estados Unidos, em 1800, navios mercantes Americanos no Mediterrâneo foram saqueados e seus marinheiros escravizados por corsários Muçulmanos. O embaixador de Trípoli explicou a Thomas Jefferson que era um “direito e dever dos Muçulmanos fazer guerra contra os [não-Muçulmanos] onde quer que pudessem ser encontrados e escravizar tantos quantos pudessem tomar como prisioneiros”. Cerca de um milênio — pontuado pelas Cruzadas —refutação que o Ocidente moderno está obcecado em demonizar — o Islã diariamente representou uma ameaça existencial à Europa Cristã e, por extensão, à civilização Ocidental. Neste contexto, do que adianta destacar as aberrações? Mesmo aquela exceção periférica que tantos acadêmicos Ocidentais tentam usar como regra — a Espanha Islâmica – foi recentemente desmentida como fraude no livro de Dario Fernández-Morera — The Myth of the Andalusian Paradise. O Islã se apresenta como a verdadeira e definitiva religião da humanidade. O Judaísmo e o Cristianismo na visão Islâmica são vistos como profundamente defeituosos e corrompidos. De acordo com o Islã, o profeta Muçulmano Jesus virá no Dia do Juízo Final para destruir todas as cruzes e expor a falsidade do próprio Cristianismo. Não obstante, o Papa continua chamando o Islã de religião de paz e o apresenta somente sob uma luz favorável. De acordo com você, é apenas prudência política ou algo mais?

Ibrahim: Este papa enxerga a si mesmo como diplomata e político, não como um líder espiritual, e certamente não como defensor dos Cristãos. É uma pena, uma vez que em toda Europa, historicamente foram os papas Católicos que mais compreenderam os perigos do Islamismo — físico e espiritual — especialmente para os irmãos Cristãos. No entanto, ele se recusa firmemente  associar o Islã à violência. Mesmo quando um jornalista o perguntou se o padre Francês de 85 anos, Padre Jacques, recentemente assassinado, foi “morto em nome do Islã“, Francis discordou veementemente; argumentou que ouve falar de Cristãos que cometem violência todos os dias na Itália: “Aquele que assassinou sua namorada, outro que assassinou a sogra… e esses são batizados como Católicos! Há Católicos violentos! Se falo de violência Islâmica, devo falar de violência Católica. “Aparentemente, para o Papa Francisco, a violência feita de acordo com os mandamentos de Alá não é mais preocupante do que a violência feita em contradição com os mandamentos do Deus Judeu-Cristão. Por essa lógica perversa, se responsabilizamos o Islã, então devemos responsabilizar o Cristianismo — independentemente do fato de que o Islã justifica a violência enquanto o Cristianismo a condena. E quando se encontrou com os familiares e os sobreviventes do Dia da Bastilha — outro ataque Islâmico que custou a vida a 86 e feriu centenas — disse: “Precisamos iniciar um diálogo sincero e ter relações fraternas entre todos, especialmente com aqueles que acreditam num único Deus que é misericordioso”, uma referência aos Muçulmanos monoteístas. Acrescentou que isso era “uma prioridade urgente… Só podemos responder aos ataques do Diabo com as obras de Deus, que são o perdão, o amor e o respeito pelo outro, mesmo que sejam diferentes.” Esta é certamente uma abordagem diferente da do seu corajoso homônimo. E também é fútil o vis-à-vis com o Islã, o qual só vai tirar proveito. Como alguém pode ter “relações fraternas” com adeptos de uma religião que exorta o ódio a todos os não-Muçulmanos, incluindo seus membros familiares e esposas? Mesmo o Alcorão 60:4, exorta os Muçulmanos ao “ódio eterno” a todos os não-Muçulmanos.

Alguma chance do Islã acomodar-se aos valores Ocidentais, e se isso for possível, com que base?

Ibrahim: Para que o Islã possa acomodar os valores Ocidentais, primeiro terá de deixar de ser o Islã. Inúmeras formas de comportamento que antagonizam diretamente os valores Ocidentais são exigidas no Alcorão e/ou Hadith, e os ulemás, estão de acordo: morte aos apóstatas e blasfemos, subjugação de mulheres Muçulmanas, escravização sexual de mulheres não-Muçulmanas, poligamia, casamento com crianças, banimento e destruição dos locais de culto não-Muçulmanos e suas escrituras, e a inimizade com os não-Muçulmanos — não são menos Islâmicos do que a oração e o jejum.

Mesmo as atrocidades do Estado Islâmico — tal como triunfando sobre os corpos mutilados de “infiéis” e sorrindo enquanto posam com as cabeças decapitadas — encontram apoio no Alcorão e nas histórias do profeta. Para examinar profundamente o quanto o Islã antagoniza diretamente os valores Ocidentais, considere as descobertas de um artigo em língua Árabe do Dr. Ahmed Ibrahim Khadr. Ele lista uma série de coisas que a corrente principal Muçulmana apoia, mesmo contradizendo diretamente os valores Ocidentais. A lista inclui (sem surpresa): demandas para um califado regido de acordo com a Sharia e que se expanda sobre o território “infiel” através da jihad; Morte para qualquer pessoa vocalmente crítica do Islã ou Muhammad; perseguição de Muçulmanos que tentam deixar o Islã; rejeição da igualdade para Cristãos e Judeus num estado Muçulmano; rejeição da igualdade entre mulheres e homens; e assim por diante.

Qualquer um que entenda como o Islã é realmente articulado, sabe que a afirmação de que é “possível ser um liberal Ocidental pertencente à principal corrente Muçulmana”, como o prefeito Muçulmano de Londres disse recentemente, é um oxímoro grotesco. É o mesmo que dizer que é possível ajustar uma cavilha quadrada através de um buraco redondo. Não funciona — a não ser, é claro, que alguém o force com um martelo, quebrando partes da cavilha, ou seja, o Muçulmano ou destruindo a superfície do buraco, isto é, a sociedade Ocidental.

O Islã é um sistema religioso político desde a sua criação. Você subscreveria a noção de que é realmente uma ideologia com um revestimento religioso, ou há algo realmente religioso sobre ele? Estou pensando nos místicos Islâmicos e nos Sufis, por exemplo.

Ibrahim: Em última análise, não importa: mesmo que tenha um revestimento religioso envolvido, é certamente uma ideologia política, especialmente no período inicial. Quando olhamos a vida de seu fundador, o profeta Muhammad, tudo isso fica simplesmente claro. Quando era meramente um pregador impotente em Meca, só tinha um pequeno grupo de seguidores; quando foi para Medina e se tornou um caudilho e bandido de caravanas — e quando seus seguidores começaram a enriquecer com as pilhagens — suas fileiras começaram a inchar.

Muitas são as recompensas mundanas, incentivos e privilégios — para não falar das recompensas “mundanas” (sexo com mulheres sobrenaturais) no futuro — que recebem por ser um Muçulmano: se você luta pelo empoderamento do Islã contra os não-Muçulmanos então pode mentir, enganar, matar, roubar, escravizar e estuprar. Inúmeros são os Muçulmanos, passado ​​e presente, que se juntaram ao movimento Islâmico precisamente por essas prerrogativas. Dito isto, acredito que alguns Muçulmanos tentam transformar o Islã em algo mais espiritual por causa própria. Mas, isso não muda o fato de que outros o usam pelo seu propósito original de conquista e saque.

Uma das declarações mais repetidas sobre o terrorismo Islâmico é que ele é um produto de vários grupos fanáticos. A maioria dos Muçulmanos são moderados e nunca irão sair por aí decapitando pessoas ou explodindo a si mesmos. Essas evidências são conclusivas?

Ibrahim: Sim e não. Pode ser verdade que muitos Muçulmanos não querem decapitar pessoas ou detonar-se, mas isso é porque não estão comprometidos ou interessados ​​no Islã além do básico para a sobrevivência. No entanto, é errado pensar que “o terrorismo Islâmico é…. produto de vários grupos de fanáticos”. O terrorismo é na verdade um produto do Alcorão e do exemplo do profeta — as duas coisas que todos os Muçulmanos são obrigados a seguir. E enquanto esses dois pilares do Islã existirem, terão adeptos, mesmo que a maioria dos nomeados Muçulmanos — que não se atreve a apostatar devido à pena de morte do Islã — não o siga literalmente.

O Islã tem sido profundamente dividido em si mesmo a partir da morte de Muhammad em 632. Parece que a guerra e os conflitos são inatos no mundo Muçulmano. Você concorda?

Ibrahim: Sim. Talvez o aspecto mais definidor do Islã seja a busca do poder absoluto — poder sobre todos os outros, sejam eles infiéis, mulheres, os tipos errados de Muçulmanos, ad infinitum. Assim, e apesar de algumas das suas imposições contra, por exemplo, matar Muçulmanos, os Muçulmanos massacraram e continuam massacrando uns aos outros, em nome do Islã.

Podemos dizer que o wahhabismo está no cerne do jihadismo Islâmico contemporâneo, ou é um ponto de vista reducionista?

Ibrahim: Podemos dizer isso, mas seria muito mais preciso dizer que uma leitura literal dos principais textos do Islã “está no cerne do jihadismo Islâmico contemporâneo”. Afinal de contas, isso é o que significa “Wahhabismo”. Aliás, nenhum Wahhabi chama ou vê a si mesmo como um Wahhabi, — uma palavra usada com frequência no Ocidente para distanciar o Islã da violência e da intolerância — veem a si mesmos simplesmente como Muçulmanos que literalmente modelam suas vidas através dos ensinamentos de Muhammad/Maomé e Alcorão.

Qual é a sua opinião sobre a aliança de longa data entre os EUA e a Arábia Saudita, que está entre os mais estritos estados wahhabitas. A realpolitik justifica tudo?

Ibrahim: Eu acho que é uma aliança repugnante e vergonhosa que transforma tudo o que os EUA representam em piada. Além disso a realpolitik não é a raiz do problema. Afinal, os EUA e todo o mundo livre poderiam facilmente colocar a Arábia Saudita de joelhos e forçá-los a uma reforma ou então seu petróleo poderia ser apreendido — e na verdade deve, visto que, com essa receita, a Arábia Saudita gasta 100 bilhões anualmente radicalizando Muçulmanos em todo o mundo, tal como a sua criação, o ISIS. O conhecimento da Arábia Saudita sobre tudo isso é uma das principais razões pelas quais pagam milhões aos políticos Ocidentais entre outros, que em troca se postam diante dos Ocidentais e falam da Arábia Saudita como um “aliado fiel”, cuja ajuda na “luta contra o terrorismo” é ” indispensável”.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

ESTADO ISLÂMICO JURA MASSACRAR CRISTÃOS: “ALÁ DEU ORDENS PARA MATAR TODOS OS INFIÉIS”

Fonte/Source:  Islamic State vows to massacre Christians: “Allah gave orders to kill every infidel”

ESTADO ISLÂMICO JURA MASSACRAR CRISTÃOS: “ALÁ DEU ORDENS PARA MATAR TODOS OS INFIÉIS”
Por Robert SPencer

22 de Fevereiro de 2017

“O narrador continua dizendo que os Cristãos não eram mais ‘Dhimmis’ — um termo usado no Islã em referência a não-Muçulmanos que gozam de um grau de proteção estatal. Em vez disso, o grupo descreve os Cristãos Egípcios como “infiéis que estão capacitando o Ocidente contra nações Muçulmanas”.

Essa é a lei islâmica: os Cristãos, entre outras “Pessoas do Livro” podem gozar da “proteção” do Estado Islâmico caso se submetam, paguem a jizya e aceitem outras regulamentações humilhantes e discriminatórias projetadas para garantir que se “sintam subjugados” (Qur’an 9:29). Mas, se violarem esse contrato de “proteção”, se tornarão kuffar harbi, infiéis em guerra com o Islã, e suas vidas são confiscadas.

E será que Alá deu ordens para matar todos os infiéis? Variações sobre a declaração “mate-os onde quer que os encontre” estão no Alcorão: 2: 191, 4:89 e 9: 5.

“’Alá deu ordens para matar todos os infiéis’, ISIS promete massacrar os Cristãos em vídeo arrepiante”, por Sofia Petkar, Express, 21 de fevereiro de 2017:

“Os militantes do ISIS no Egito ameaçaram aumentar os ataques contra os Cristãos no país, prometendo “libertar” o Cairo, em um novo vídeo assustador….

No clipe de 20 minutos, o grupo escolheu proeminentes Cristãos Egípcios, identificando o Papa Copta e um número de empresários ricos como “presas preferidas” do grupo.

A filmagem apresenta um jihadista mascarado, identificado como Abu Abdallah al-Masri, que promete ver a libertação dos Islâmicos presos quando o grupo tomar o controle da capital.

Al-Masri — que significa “O Egípcio” — foi o nome de guerra que o ISIS deu ao militante por trás do atentado suicida na Catedral de São Marcos.

No vídeo, o militante é visto agarrado a um rifle de assalto num campo de trigo.

Ele diz: “Finalmente, aos meus irmãos em cativeiro: alegre-se, você que acredita, não hesite ou lamente. Juro por Alá que em breve libertaremos o Cairo e o libertaremos do cativeiro.”

“Vamos chegar com explosivos, juro que vamos, por isso, você que acredita, alegre-se.”

O narrador continua dizendo que os Cristãos não são mais “Dhimmis” — um termo usado no Islã em referência aos não-Muçulmanos que gozam de um grau de proteção do Estado.

Em vez disso, o grupo descreve os Cristãos Egípcios como “infiéis que estão capacitando o Ocidente contra nações Muçulmanas”.

Um dos militantes, portando um rifle de assalto AK-47, diz no vídeo: “Alá deu ordens para matar todos os infiéis.”

“Oh, adoradores da cruz, os soldados do estado estão observando você”, diz outro militante mascarado — identificado como Abu Zubair al-Masri.

O vídeo também contém o novo logotipo do grupo — “Estado Islâmico no Egito” — em oposição à “Província do Sinai”, o nome original para a presença do ISIS no país.”


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

A Mulher É Um Inimigo Perpétuo Do Islã

Foto/Capa: Tradução do texto da foto/capa: “Sim: Eles nos odeiam. Isso precisa ser dito.”

Photo/Cover/Credit: Underpaid Genius — Why Do They Hate Us? – Mona Eltahawy

Fonte/Source: Council of Islamic Ideology declares women’s existence anti-Islamic


A Mulher É Um Inimigo Perpétuo Do Islã

Burka woman 2

Nota do blog: “Texto foi retirado do site  Pakistan Today — PT. Acesse o link acima.” — “UNDER FAIR USE”

Islamabad é a capital do Paquistão, 
cujo nome em Urdu significa “Morada do Islã”. 

__________________________________________________________________

15 de Março/2014  — Reeditado.

By “KHABARISTAN TODAY

Islamabad – Sharia Correspondent:  O Conselho da Ideologia Islâmica (CII) concluiu a reunião no. 192 desta Quinta-feira com a decisão de que as mulheres são anti-Islâmicas e que sua mera existência contradiz a Sharia e a vontade de Alá. De acordo com a decisão, o CII Presidente Maulana Muhammad Khan Shirani observou que a existência das mulheres “desafia as leis da natureza, e para proteger o Islamismo e a Sharia, as mulheres devem deixar de existir o mais rápidamente possível.” O anúncio chegou dois dias após a reunião no.191 do CII, onde apelidaram leis relacionadas à idade mínima para o casamento para que sejam consideradas anti-Islâmias.

Após declararem que as mulheres são anti-Islâmicas, Shirani explicou que havia, na verdade, dois tipos de mulheres — haraam e makrooh. “Podemos dividir todas as mulheres do mundo em duas categorias distintas: as que são haram e aquelas que são makrooh. Agora, a diferença entre haram e makrooh é que a primeira é categoricamente proibida enquanto que a segunda é realmente detestada”, disse Shirani.

Ele foi mais longe para explicar como as mulheres ao redor do mundo podem certificar-se de que sejam promovidas a makrooh ou serem apenas haram. “Qualquer mulher que exercer a sua própria vontade é haram, absolutamente haram, e portanto está conspirando contra o Islã e a Ummah, enquanto que as mulheres que são totalmente subservientes podem alcançar o status de makrooh. “Tal é a generosidade da nossa ideologia, e tal é o esforço de homens Muçulmanos como nós, que são os verdadeiros portadores da igualdade de gênero”, disse o presidente CII acrescentou.

Funcionários disseram ao “Khabaristan Today” que os membros do conselho deliberaram sobre várias referências históricas relacionadas às mulheres e concluiu que cada mulher é uma fonte de “fitna” e um inimigo perpétuo do Islã. Disseram também que restringindo as mulheres como suas subordinadas, na fronteira com o estado de escravidão, o ”Momineen” e os “Mujahideen” podem assim garantir que o Islã continuará a ser a religião de paz, prosperidade e igualdade de gênero.

Respondendo uma pergunta de um dos funcionários, “disse que as normas internacionais de igualdade do gênero não devem ser utilizadas quando contradizem o Islã ou a constituição do Paquistão”, que tinha incorporado o Islamismo e dado a soberania a Alá. “Nós não acreditamos nos ideais Ocidentais, e tudo que contradiz o Islã nunca deve ser dado atenção.” “Em todo o caso, dando às mulheres o status mais elevado, de serem makrooh, somos nós os Muçulmanos que abriram o caminho para a verdadeira Sharia do feminismo complacente”, disse o funcionário.

A reunião CII também aconselhou ao governo que a lei que protege o direito das mulheres do Islã de respirar, também deve ser retirado delas. Se a mulher tem ou não permissão para respirar, isto deve ser deixado para o marido ou tutor masculino, e nenhuma mulher, em circunstância alguma, deve ser autorizada a decidir se pode ou não respirar, disse Shirani . (Ênfase adicionada).

Khabaristan Today

khabaristantoday 

Telling it like it almost never is / Contando como se quase nunca fosse

Email: khabaristantoday@pakistantoday.com.pk.


Nota do Blog: Este artigo é uma sátira feita pelo site Khabaristantoday. Veja o logo acima e nas páginas fontes.  Portanto, para evitar confusão, fica registrado aqui. Nenhuma das fontes emitiram nota sobre isso. 

Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

JIHAD E DEPREDAÇÃO — A MISSÃO DOS SUFIS EM KASHMIR

Fonte/Source: No Peace, Only Pieces – The Sufi Mission in Kashmir! | IndiaFacts

Foto/Capa: Estrutura sobrevivente do grande Templo de Mamaleshwara, destruído pelo Santo Sufi Shamsuddin Araqi


JIHAD E DEPREDAÇÃO — A MISSÃO DOS SUFIS EM KASHMIR!

Por Dimple and True Indology

Este artigo foi republicado do blog do autor, com permissão.

23 de Dezembro de 2016

Este artigo examina as atividades iconoclásticas de Dimple Kaul and True IndologyShamsuddin Araki, um dos missionários Sufis mais "pacíficos" de Kashmir, e o seu papel na destruição dos Templos Hindus e Budistas de Kashmir, Ladakh e Gilgit-Baltistan.

Ultimamente, intelectuais eminentes, perfumados ou não, vêm levantando um mau cheiro no ar, porque como cidadãos deveríamos estar envergonhados de muitas coisas que fazemos. A infinita sabedoria deles, consegue abrir os nossos olhos (embora, mais frequentemente o terceiro)! Concordamos de todo o coração, pois, como sociedade, deveríamos nos envergonhar ao nomear bebês inocentes com nomes de saqueadores e assassinos em massa. Mas não estamos!

Como sociedade, também deveríamos ter vergonha por acreditar cegamente na propaganda que fazem dos Sufis, como os grandes defensores da humanidade, defensores da fé e da tolerância, pois nada poderia estar mais longe da verdade. Essa falsa narrativa puxou mais lã sobre os olhos das massas ingênuas do que usado para tecer as toucas que os bebês usam quando são nomeados!(sic)

Nós derrubamos alguns desses mitos sobre os Sufis no artigo anterior.

Através de uma série de artigos, pretendemos examinar as atividades iconoclásticas de Shamsuddin Araqi (c.1480 a.C.), um dos missionários Sufis mais “pacíficos” de Kashmir e o seu papel na destruição de templos Hindus e Budistas de Kashmir, Ladakh e Gilgit-Baltistan. Vamos destacar o papel do Sufi Araqi na histórica transformação religiosa  de Kashmir, de uma sociedade 100% Hindu para uma sociedade  quase 100% Muçulmana num período de 100 anos. Seu papel no tráfico de escravos Hindus também será examinado através da série. Ressaltamos também a retaliação sem precedentes dos Hindus de Jammu e Kashmir a esses Sufis demoníacos.

As informações sobre Araqi vem principalmente de Tohafut-Ul-Ahbab, sua biografia, escrita por seu discípulo Muhammad Ali Kashmiri que frequentemente acompanhava seu pai quando visitava Shamsuddin Araqi no hospício, em Zadibal, Srinagar. A biografia indica que foi testemunha ocular de muitos eventos relacionados com a missão “predatória” de Arqi em Kashmir. Duas outras fontes, são as crônicas Persas Baharistan-I-Shahi (terminada em c.1614 CE) e Tarikh-I-Kashmir. Srivara’s Rajatarangini também nos dá um vislumbre da Kashmir naqueles dias. Também contamos com evidências epigráficas e arqueológicas para documentar o passado com precisão .

Sobre Araqi

Shamsuddin Araqi nasceu em Solghan, no Norte do Irã, no ano A.H 828 / d.C. 1424. Pertenceu à corte de Mirza Bayaqara (d.C.1470-1505), do governante Timurid de Herat. Acontece que o governante ficou doente e o Sufi foi enviado à Kashmir para obter ervas medicinais para seu patrono. No entanto, ao chegar à Kashmir, o Sufi percebeu que Kashmir era uma sociedade Hindu, mergulhada no que chamava de “idolatria“. No início, recorreu à Taqqiya (Tática Islâmica de Dissimulação ou Mentira, que a lei Islâmica permite caso ajude a propagar o Islamismo) para falsamente declarar lealdade à Ordem Sufi de Hamadani em Kashmir que já estava estabelecida na região. A verdade é que ele era de fato um Sufi da Ordem Nurbakshiya, a qual não tinha contato com Kashmir. Desse modo, Araqi assumiu o papel de emissário do Islã, propagou essa ordem Sufi, desencadeou uma Jihad (guerra) contra os Hindus de Kashmir e destruiu os templos.

Shamsuddin Araqi tinha viajado de Srinagar até Skardu propagando a Ordem Sufi Nurbakhshiya, primeiramente no vale de Kashmir e depois no que hoje é chamado de Gilgit e Baltistan. Sua missão no sopé Sul da Cordilheira Karakorum, no Himalaia, foi mais do que bem-sucedida, deixou para trás muitas pessoas que desde então aderiram à sua fé.

Nas palavras de seu biógrafo Muhammad Ali Kashmiri:

Tanto por parte dos Sheiks de alta ordem quanto dos antigos devotos espiritualistas, ninguém teve a honra de quebrar tantos ídolos(estátuas) e destruir tantos templos como Shamsuíd-Din Araki o fez, em prol da propagação e do fortalecimento da prosperidade do Islã. Só ele foi abençoado para erradicar todos os costumes sombrios e depravados da comunidade das trevas, seus rituais, leis e crenças. Nenhum Sultão, Padishah, Governador ou nobre poderia reivindicar o crédito para uma realização como essa [1].

Destruição do Templo

Aqui está a lista de templos de Kashmir demolidos pelo Santo Sufi Shamsuddin Araqi.

1) Hari Parbat

Tohafut-Ul-Ahbab relata…

“Araqi proclamou que o objetivo de sua visita à Kashmir era derrubar os templos Hindus. Sua primeira tarefa foi pôr um fim aos costumes, tradições e hábitos dos Hindus (Kafirs/Infiéis). Ordenou que um bando de Sufis e devotos viessem à sua presença. Com esse grupo foi até Koh-i-Maran (Hari Parbat). Em seguida, pôs todos os politeístas, corruptos e decadentes pra correr daquele lugar. Ordenou que usassem cassetetes contra as cantoras, dançarinas, músicos entre outros, até que desaparecessem. Existia uma casa de oração dos infiéis naquele lugar. Sua fundação foi desmantelada, e a casa de ídolos foi incendiada até que tudo fosse totalmente consumido pelas chamas. A vela brilhante da religião e do Islã trazida pelo Profeta, e a lei de sua religião, e o caminho de Mustafa (Muhammad) e Murtaza (Ali) foi iluminada. Iniciou-se a tarefa de quebrar ídolos e ídolos … Mais tarde, levou consigo um grupo de associados e Sufis e subiu às alturas de Hari Parbat. Juntos, destruíram até o menor remanescente do templo e dispersaram pedaços dos ídolos (anteriormente quebrados por eles). Ordenou que o chão, onde o templo se encontrava, fosse nivelado de tal modo que uma base para uma mesquita (Bait-Ulla) pudesse ser colocada sobre ele”[2].

Hari Parbat (também conhecido como Pradyumna) é um templo dedicado à Deusa Sharika. O templo atual foi construído durante os dias do governo Dogra. O templo original foi construído pelo Rei Kashmiri Ranaditya.

Rajatarangini relata: “O casal real (Ranaditya) construiu o templo de Ranarambhasvamin e Ranarambhadeva e um matha para Pashupata (mendicantes) na colina de Pradyumana” [3]

O arqueólogo Mark Aurel Stein observa: “A encosta E. (leste) e o pé da colina estão agora cobertos por extensos edifícios, incluindo sarais ligados aos famosos santuários Muhammedan de Muqaddam Sahib e Akhund Mulla Shah. Estes provavelmente ocupam os locais de antigas estruturas Hindus como o mathas mencionados no verso acima “[4].

Ruinas do Templo Hari Parbat destruído pelo Santo Sufi Shamsuddin Araqi. Foto tirada antes da reconstrução.
Foto antiga do Santuário de Makhdum Sahibque, construído sobre uma estrutura Hindu anterior.

Stein relata…: “A uma curta distância do S.E. (sudeste) da rocha Bhimasvamin e fora da fortaleza Akbars, tem o Ziarat de Bahaud-Din Sahib, construído, sem dúvida, com os materiais de um antigo templo. O cemitério que o rodeia mantém também muitos restos antigos em seus túmulos e muros. Mais a S.W. (sudeste) da esquina desse cemitério ergue-se uma porta de entrada em ruínas, construída por blocos de pedra de tamanho notável e ainda de altura considerável. Essa estrutura é tradicionalmente reconhecida pelos Pandits Srinagar por ter pertencido ao templo de Shiva Praveshvara que Kalhana menciona como o primeiro santuário criado por Pravarasena em sua nova capital “[5].

Inscrição bilíngüe da Shahada, próximo ao Ziarat de Bahauddin Sahib que substituiu uma estrutura Hindu anterior. (foto cortesia: Kashmir Life) )

2) Templo de Chamundi

Seus muros de pedra, de cinco a seis metros de altura, foram deixados em pé, mas as pedras e a terra que tinha formado o fundamento do templo interior foram retiradas. Uma mesquita foi levantada dentro do complexo onde o templo estava anteriormente [6].

3) Templo de Mahasen (Mamaleshwara)

Em sua busca por madeira para a construção do hospício em Zadibal, Araqi foi para Kamaraj, o local do templo de Mahasen onde os Hindus costumavam visitar em peregrinação. O templo abrigava um ídolo de pedra cercado por árvores altas de abeto e árvores deodar, cujo corte era proibido em respeito ao templo. Depois de quebrar os ídolos e colocar o templo em chamas, Araqi empenhou-se em derrubar árvores. No local do templo destruído, construiu uma mesquita Jamiía [7].

Estrutura sobrevivente do grande Templo de Mamaleshwara, destruído pelo Sufi Saint Shamsuddin Araqi
Estrutura sobrevivente do grande Templo de Mamaleshwara, destruído pelo Sufi Saint Shamsuddin Araqi

un-ed

4) Warblaru (Varbal-Bhuteshwara)

Um grande templo existia na área de Baramulla em Pargana de Kamaraj. Chamava-se Warbalaru em língua Kashmir. Araqi o destruiu e ergueu uma mesquita sobre suas ruínas. Um imã e um pregoeiro encarregado pelas orações (muezin) foram nomeados para a mesquita [8].

De acordo com Rajatarangini de Kalahana, essa agrahara (vila) foi estabelecida pelo Rei Jaluka

“Com a riqueza que tinha adquirido por suas façanhas marciais e energia, o Rei Jaluka, de inteligência conspícua, fundou as Agraharas de Varabala entre outras” [9]

Notações do Arqueólogo Stein

“Varabala pode ser identificado com segurança, tendo em vista a estreita concordância dos nomes com a moderna aldeia de Barvul situada na margem direita do Rio Kanknai (Kanakavahini). No desfiladeiro estreito do Rio Kankanai (Kanakavahini), que passa ao sul deste pico (Harmukh), e a cerca de duas milhas acima da aldeia de Vangath (Vasishthasrama), encontram-se as ruínas de dezessete templos de várias idades e dimensões” [10]

Ruins of Shiva Temple destroyed by Sufi Saint Shamsuddin Araki
Ruínas do Templo Shiva, destruído pelo Santo Sufi Shamsuddin Araqi5) Nandraja (Templo de Nandakeshwar)

O imponente templo de Nadraz em Shivaz no Pargana de Kamaraj foi destruído por Araqi e uma mesquita Jamiía foi levantada em suas ruínas.[11]

Ruins of the destroyed Nandakeshwar Temple.
Ruínas do Templo Nandakeshwar destruído pelo Santo Sufi Shamsuddin Araqi

6) Bomar

O discípulo convertido de Araqi, Shri Bhat, recebeu a tarefa de destruir este templo em Bomar. Uma vez que os aldeões de Bomar, eram, na maior parte, soldados profissionais, lutaram contra os demolidores Sufis por dois dias, mas perderam. O templo foi destruído, as várias árvores do local foram derrubadas para estabelecer as bases de uma mesquita. A estátua foi colocada sob a entrada da mesquita, para que os visitantes pudessem pisá-la.

7) Shri Bhat também destruiu os famosos templos de Kamaraj, os quais por exemplo, incluíram os de Uttarasher (sic), Badakot, Kubisher (sic) e o Templo Gushi nas localidades de Kandi, Shaki Shiraz (sic), Kupwarah e Drang. Nas áreas remotas das cidades de Sopore e Baramulla, e nas áreas rurais de Kamaraj, derrubou todos os templos e construiu mesquitas em seu lugar. Os templos de Jatti Renu, Kandi Renu, Bachhi Renu em Kamaraj e o templo Satwal em Sopore foram todos demolidos ​​e destruídos [12].

Restos do Templo Bhuniyar destruído por Santo Sufi Shamsuddin Araqi
Sobre a destruição de Buniyar, o Dr.Mohan Lal Koul relata

As terras pertencentes aos Brâmanes durante eras, foram de repente confiscadas e, como medida de coerção, os homens associados à manutenção e conservação dos templos foram detidos e presos para quebrar sua lealdade aos locais de culto Hindus. No papel de vândalo exemplar e vingativo, o Iraquiano Shams saqueou e destruiu o templo Vishnu, uma maravilha da arquitetura Hindu, em Buniyar, no bairro de Baramulla. Esbanjou cuidado e atenção pessoal para que todos os templos da cidade de Srinagar fossem saqueados e destruídos [13]

Ruins of Shankara Gaurisha Temple destroyed by Shamsuddin Araqi
Ruinas do Templo Shankara Gaurisha destruído pelo Santo Sufi Shamsuddin Araqi
Ruins of Sugandesha Temple in Pattan destroyed by Shamsuddin Araqi
Ruinas do Templo Sugandesha em Pattan destroído pelo Santo Sufi Shamsuddin Araqi
Ruinas do Templo Sugandesha em Pattan destroído pelo Santo Sufi Shamsuddin Araqi

8) Paneh Renu

Araqi tinha construído o hospício de Nurbakhshiyyeh (Khanqah) na localidade de Zadibal o qual tinha o enorme Templo Paneh Renu à sua direita. O templo tinha uma fonte contornada por abetos altos, entre outras árvores. Araqi queria que o templo fosse destruído e as árvores derrubadas e atribuiu a tarefa à Hazrat Baba. Uma mesquita foi construída sobre as ruínas [14].

9) Bhimasvamin (Bomeh Swami)

Uma vez que esse grande templo estava situado perto dos cemitérios de Sayyids e Shaykh Bahauíd-Din, Araqi acreditava que derrubá-lo e destruí-lo era uma incumbência para os Muçulmanos. Pessoalmente supervisionou sua demolição. Uma mesquita foi construída e um muezim foi nomeado. Este lugar foi dado à Malik Regi Chak para enterrar os mortos de sua família, parentes próximos e amigos [15].

Restos do Templo Ganesha Bhimaswamin, destruído pelo Santo Sufi Shamsuddin Araqi (Foto/Cortesia: http://www.geocities.ws/san_rak2002/gan.index.html)

10) Bakhi Renu em Udran (Doda)

Quando Araqi e seus homens iniciaram a demolição do templo, os Hindus das regiões de Udaran e Sipahiyan-e-Hind, pegaram seus arcos e flechas entre outras armas e encurralaram os Sufis demolidores de ídolos (sic) numa batalha que durou vários dias. Os Sufis foram forçados a recuar em direção às planícies de Zaldagar para proteger Araqi, que foi levado sob forte segurança à casa de um tal de Abdal Magray, cuja esposa era filha de Malik Musa Raina (regente do Rei). As mulheres e os servos da casa Hindu vizinha, lançaram lixo nos Sufis demolidores de ídolos porque tinham desolado e demolido seus templos. Musa Raina acompanhou Araqi na missão de demolir o templo e também pediu a seu filho Malik’Ali Raina para prender as principais personalidades entre os Hindus. Muitos deles foram enviados para as prisões e muitos foram banidos para regiões fora do vale. Até mesmo o menor vestígio do templo foi apagado — ídolos de pedra quebrados, aos pedaços e esmagados, ídolos de madeira incendiados e o complexo do templo inundado. Sem deixar um vestígio do templo, uma mesquita foi construída no local. Desde que, este era o único lugar onde Araqi enfrentou a resistência à demolição de um templo, o comparou a uma Jihad e o nomeou Islampor. Uma estrutura de dois andares foi levantada aqui [16].

11) Mankeh Renu

Esse templo na ilha de Kol Blareh foi demolido por Araqi em pessoa. Ele construiu uma mesquita em sua fundação. Feito isso, deixou para trás um de seus dervixes (aluno ou praticante do Sufismo Islâmico) por conduzir as cinco orações Muçulmanas e para fazer o chamado às orações (azaan).

Janak Renu, o grande Templo Janak Renu, situava-se em direção ao norte de Idgah  num lugar conhecido como “Kalanveth”. Araqi demoliu e construiu uma mesquita no local. Pomares doados ao templo foram transformados em fazendas de cultivo de melões. Um mulla (muçulmano guardião) com um par de sentinelas foi apontado para cuidar do local [17].

Antigo Templo Manasbal, destruído pelo Santo Sufi Shamsuddin Araqi

12) Vetalun

Esse famoso templo, situado perto de Rainawari, foi visitado por Jogis (Yogis) de toda a Índia, em grandes grupos de peregrinação. Araqi veio a este lugar e o demoliu, e iniciou a construção de uma mesquita no local. O chão em torno do templo foi limpo da sujeira, e pequenos cubículos foram erguidos sobre ele.

13) Tashwan

O templo foi destruído e a maioria de suas grandes pedras foram usadas para construir o hospício de Zadibal. Algumas das pedras recuperadas do templo destruído foram transportadas para Islampur, para serem usadas no hospício daquele lugar. Algumas pedras foram usadas na construção de um canal no mesmo lugar.

14) Udernat

Esse templo, numa ilha de Dal, foi demolido por Araqi e uma mesquita foi construída sobre as ruínas.

15) Sadas Molo

Esse templo situado perto do Bazar-e Misgaran foi demolido sob as ordens de Araqi. O local foi nivelado e uma mesquita construída. Araqi presenteou seu seguidor Khwaja Tajuíd-Din com a terra e a mesquita.

16) Modrenu

Gangabal, era uma peregrinação muito importante para os Hindus, e era considerado muito sagrado. Hindus de toda parte, o povo da Índia, o considerava tão sagrado como a água do Ganges. Qualquer um visitando Kashmir visitaria o templo Sudarabal e daria um mergulho nas águas de sua nascente. Araqi demoliu esse templo e construiu uma mesquita em suas ruínas. As terras do templo foram apreendidas como herança, e um mulla foi nomeado para conduzir as cinco orações congregacionais de acordo com a tradição Islâmica; E o seu vinhedo foi considerado propriedade da mesquita. Durante a vida de Araqi, os Hindus foram proibidos de peregrinar ao santuário de Gangabal.

17) Jogi Lankar

Langar Khaneh (casa da esmola) situava-se na localidade de Raenwor, perto das águas do lago Dal, onde Jogis (Yogis) entre outros peregrinos Hindus de toda Índia usavam como estadia e local de reza. Esse era o campo de base para a peregrinação à todos os templos em Kashmir. Araqi tentou obter permissão do Sultão Fath Shah para sua demolição, o qual recusou citando que a construção foi feita pelo seu avô BudShah. Araqi então contatou Inrahim Magray o chefe do departamento de justiça, para emitir uma carta autorizando sua demolição. Araqi levou consigo os Sufis e os envolveu na demolição da estrutura. O local foi nivelado para a construção de uma mesquita e um terreno de oração, e consequentemente, uma mesquita foi construída no local. Durante a construção, os Hindus locais deram as mãos para enfrentar os Sufis e lutaram contra eles, mas foram derrotados [18].

18) Pandrethen

Sikandar, o Iconoclasta, tinha demolido esse templo elevado e maciço, e trouxe pedras deste templo idolatrado para uso na Mesquita Jamiía e os túmulos do Sultão (s). O templo foi reconstruído e restaurado para sua glória anterior, pelo sultão Zainul-ÆAbidin. Araqi pretendia que fosse demolido. Uma ídolo estava firmemente assentado no chão, ao lado do edifício que Sikandar não tinha conseguido demolir. Tinha sido incendiado várias vezes, mas em vão. Foi batido com varas de ferro e outros metais fortes, mas não adiantou. Nem um único membro da estátua pode ser destruído. Araqi tentou arduamente destruí-lo, mas não conseguiu. Então ordenou que a terra e as pedras por baixo do ídolo fossem removidas para que uma cratera profunda fosse feita. Esta e outras estátuas foram enterradas na vala e cobertas de terra e pedras. Quatro cubículos foram criados em cada um dos quatro cantos do complexo. A estrutura que foi levantada sobre as ruínas do templo formaram dois andares [19].

Ruinas do Templo Pandrethan destruído pelo Santo Sufi Shamsuddin Araqi.

un-ed

Imagem parcial do que sobreviveu de Ganesha do Templo Pandrethan, destruído pelo Santo Sufi Shamsuddin Araqi
Estátua multilada de Kubera do santuário de Pandrethan, destruído pelo Santo Sufi Shamsuddin Araqi.

19) Templo do ídolo da Fonte Metna

Foi demolido e convertido numa mesquita. Nenhum vestígio de templo demolido foi deixado para trás.

Araqi também demoliu o templo de Kharboshtaz. Esse era mais popular do que muitos outros templos ídolos de Kashmir.

20) Dez templos demolidos

Os templos de Jwalamukhi, Khodrenu, Lankeh Renu, Bakhi Renu, Luti Renu, Soneh Renu, Parzdan, Tsarenmal, Kupwur e Zachaldor foram demolidos por Shamsuddin Araqi e mesquitas foram construídas em seu local.

21) Templo de Sonwar

Este templo estava na aldeia chamada Sonwar. Sobre as ruínas do templo (demolido), uma mesquita foi levantada para que as orações (namaz) pudessem ser oferecidas cinco vezes ao dia.

Restos de um Ídolo mutilado de um Templo em Sonwar destruído pelo Santo Sufi Shamsuddin Araqi.

22) Advin Pargana

O Templo It foi demolido e uma mesquita foi construída no local. Mullas foram nomeados para trazer o Islã ao local. Foram ensinados os deveres da fé e do Islã, namaz e ablução (purificação religiosa), etc.

23) Templo de Kalehbod

Este grande templo foi demolido e em suas ruínas foi construída uma mesquita Jamiía.

24) Templo de Narvora

Araqi demoliu este templo que estava perto da fonte da vila de Narvor Narwol e construiu uma mesquita em suas ruínas. Um mulla foi nomeado para cuidar dele.

25) Templo de Vejnath

Este belo e artístico templo na cidade de Vejehbrara (atual Bijbehara) com quatro pináculos em ascensão, foi demolido por Sikandar, o Iconoclasta, que tirou os pináculos sem causar nenhum dano. Estes foram colocados em quatro estruturas bem conhecidas na cidade — Jamiía Masjid, hospício de Amir Sayyid’Ali Hamadani, cúpula do túmulo de Sikandar, e seu palácio. O templo foi restaurado à sua glória anterior durante o reinado do Sultão Zainuíl-íAbidin. Araqi assegurou-se de que as fundações do templo fossem demolidas, e suas pedras fossem trazidas para a cidade, onde pudessem ser usadas para construir a parede limite do hospício Hamadaniyyeh. Uma mesquita foi criada em seu lugar.

26) Templo de Perzehyar

Ficou na mesma localidade (Vejehblareh / Vejebror). Também foi demolido e com isso todos os vestígios de adoração aos ídolos e politeísmo, e também os costumes e santuários dos infiéis, foram arrancados de uma vez por todas.

27) Templo de Kuther

Esse templo estava em Kuther ao lado da fonte. Araqi despachou um grupo de Sufis para demoli-lo. Foram feitos arranjos para as cinco orações congregacionais naquela mesquita. Um mulla foi nomeado para cuidar desses deveres.

28) Templo de Achhabal

Um templo erigido na aldeia de Achhabal ao lado de um fonte de água. Foi aniquilado, e uma mesquita foi levantada em local. Um dos Sufis chamado Mulla Shankar foi nomeado Imã para liderar orações congregacionais.

Ruínas de um templo em Martand (Achabal) destruído pelo Santo Sufi Shamsuddin Araqi

29) Templos em Sagam e Lokeh (Bhavan)

Muitos templos estavam nas aldeias de Sagam e Lokeh (Bhavan) ao lado das nascentes e outras distastes. Todos foram destruídos e mesquitas foram construídas nos locais. Mullas foram nomeados para realizar as orações.

30) Templo de Verinag

O grande templo que existia perto da nascente na vila de Ver foi demolido e uma mesquita foi levantada em seu lugar. Um Mulla foi nomeado para conduzir orações. Após a demolição deste templo, bandos de dervishes e Sufis vieram a cada lugar da aldeia e ao longo da estrada onde havia templos. Destruíram não só os templos dos infiéis, mas também desarraigaram seus costumes e tradições. Destruíram todas as estátuas e seus restos, de modo que a bandeira da religião Islâmica e a Sharia (lei) começava por toda a região [20].

Restos do Templo Verinag, destruído pelo Santo Sufi Shamsuddin Araqi

Lições Sufis de ‘Paz’ e ‘Tolerância’ Sob as Ordens de  Shamsuddin Araqi

Sob Shamsuddin Araqi, os Hindus de Kashmir tiveram que curvar-se fisicamente aos Muçulmanos, caso contrário eram espancados até a morte. Assim como os Judeus da Alemanha Nazista, os Hindus Kafirs (infiéis) da Kashmir de Araqi eram obrigados a se vestirem distintamente dos Muçulmanos. Os Hindus eram proibidos de usar luxos e tinham que apresentar-se deploravelmente. Eles não deveriam montar cavalos — considerado um animal de prestígio na idade medieval! Tohafut-Al-Ahbab registra um incidente com um cavaleiro Hindu que foi espancado, quase até a morte, pelos Sufis, porque não se curvou diante de Araqi:

Um dia, Araqi foi para uma excursão ao Koh-e-Maran para dar uma olhada na fazenda de melão. De repente, apareceu um cavaleiro. Aproximou-se, mas não ofereceu reverência diante do Sufi Araqi, e não lhe mostrou nenhum respeito. Araqi perguntou-lhe a razão para não cumprimentá-lo. Alguns Sufis presenciaram a cena. Eles disseram que o cavaleiro não era um Muçulmano, mas um infiel usando zunnar (cordão cerimonial). Araqi perguntou-lhe se era um kafir (infiel), por que montava como Muçulmanos. Por que não há distinção entre o roupa que usava e as dos Muçulmanos… Araqi ordenou que o homem fosse derrubado de seu cavalo e levado sob custódia. Os Sufis obedeceram a Araqi e derrubaram-no no chão, e o espancaram sem piedade, tanto que perdeu a esperança de sobrevivência [21]

E assim Araqi justificou a desumana violência dos Sufis:

O secretário foi punido de acordo com a sharia (lei religiosa) de Mustafa/Muhammad (o Profeta). Por que não usava a roupa dos infiéis? As roupas que ele usava (dos Muçulmanos) não eram permitidas de acordo com a lei religiosa do Mensageiro de Deus. Eu, portanto, o disciplinei e ensinei-lhe uma lição [22]

Continua no próximo capítulo…


Referências

1) Tohafut-Ul-Ahbab Trans… Por Kasinath Pandita pp.233

2) Ibid pp.281

3) Rajatarangini (3,460)

4) Mark Aurel Stein, Rajatarangini (3,460)

5) Mark Aurel Stein, Rajatarangini (Livro 2, Página 447)

6) Tohafut-Ul-Ahbab Trans… Por Kasinath Pandita pp.218

7) Ibid PP.219

8) Ibid PP.220

9) O Rajaratangini de Kalhana (1.121)

10) Mark Aurel Stein, Rajatarangini (1.1.107)

11) Tohafut-Ul-Ahbab Trans… Por Kasinath Pandita pp.221

12) Ibid PP.221

13) Chuva do Vale PP.31

14) Tohafut-Ul-Ahbab trans. por Kasinath Pandita pp.226

15) Ibid PP.227

16) Ibid PP.242

17) Ibid PP.251

18) Ibid PP.255

19) Ibid PP.269

20) Ibid PP.277

21) Ibid PP.196

22) Ibid pp.197


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

ISIS: A ÚLTIMA FASE DA JIHAD

Fonte/Source: ISIS: The Latest Phase of the Jihad – Raymond Ibrahim

Nota do blog: Este artigo, escrito em 5 de Fevereiro de 2016, continua absolutamente atual. O autor o republicou hoje por causa de sua entrevista à uma rádio, onde comenta sobre “A diferença — Apocalíptca e Prática — entre o ISIS e a al-Qaeda“. Para os versados na língua Inglesa, eis aqui o link para ouvir a entrevista : Apocalyptic – and Practical – Differences between ISIS and Al-Qaeda – Raymond Ibrahim


ISIS: A ÚLTIMA FASE DA JIHAD

Por Raymond Ibrahim

22 de Fevereiro de 2017

Hoover Institution’s Strategika

A melhor maneira de entender o Estado Islâmico (ISIS) é vê-lo como a próxima fase da Al-Qaeda. Todos os grupos jihadistas Islâmicos Sunitas — Boko Haram, ISIS, Taliban, al-Shabaab, al-Qaeda e até mesmo o Hamas — compartilham as mesmas motivações baseadas numa leitura literal e ortodoxa da história e da doutrina Islâmica: ressuscitar um califado (que existiu de várias formas de 632 a 1924) que implementa e difunde a totalidade da sharia, ou lei Islâmica.

Portanto, as notórias atrocidades do ISIS — decapitação, crucificação, escravidão sexual e destruição de locais de culto não-Sunitas — estão sendo cometidas por outros grupos jihadistas (por exemplo, Boko Haram e al-Shabaab, ambos os quais prometeram lealdade ao ISIS) e até mesmo para alguns governos Muçulmanos (por exemplo, Arábia Saudita) e Muçulmanos individuais ao redor do mundo.

Por outro lado, embora a al-Qaeda (AQ) professe à mesma sharia que o ISIS implementa, há muito vem travando uma guerra de propaganda contra o Ocidente. AQ retrata todos os ataques terroristas no Ocidente, incluindo o 11 de Setembro, como mera retaliação às políticas injustas do Ocidente contra Muçulmanos, incluindo o apoio a Israel e aos ditadores Árabes. [1]

Para manter essa narrativa de “ressentimento”, AQ sabe que os aspectos supremacistas e violentos inerentes à sharia — por exemplo, a destruição de Igrejas por parte do ISIS e a subjugação de minorias Cristãs “infiéis” — precisam ser restringidos ou ocultos do mundo Ocidental. Caso contrário, os esforços da AQ de retratar os jihadistas como “combatentes da liberdade” que resistem a um Ocidente opressivo correm o risco de serem minados. [2]

Independentemente disso, a estratégia da AQ de transformar a opinião Ocidental parece ter dado fruto numa área fundamental: cancelar o apoio Ocidental de longa data aos ditadores Árabes seculares. No contexto da “Primavera Árabe”, o governo Obama virou as costas ao aliado Egípcio dos EUA há 30 anos, Hosni Mubarak; ajudou jihadistas afiliados ao ISIS a derrubar Gaddafi da Líbia (embora estivesse cumprindo as ordens de Washington); e continua apoiando os afiliados “moderados” do ISIS [3] para derrubar Assad da Síria. Os idealistas do governo e da mídia esqueceram-se da razão primordial pela qual os Estados Unidos haviam anteriormente apoiado ditadores Árabes seculares: eles determinadamente se opuseram aos jihadistas.

O resultado foi uma nova e encorajada fase da jihad, a.k.a., ISIS. Nascido e entrincheirado precisamente nas nações em que a liderança dos EUA trouxe “liberdade e democracia” — Iraque, Síria e Líbia —ISIS (ou al-Qaeda 2.0) é agora indiferente à opinião Ocidental. Ao difundir amplamente na mídia seu triunfalismo selvagem em nome do Islã, ISIS perde o “cartão de ressentimento”, mas desempenha o “cartão de força”, inspirando assim milhões de Muçulmanos. De acordo com a Pew Research Center, em apenas 11 países, pelo menos 63 milhões e tantos quantos 287 milhões de Muçulmanos apoiam o ISIS. [4]

Mesmo assim, o ISIS trabalha em etapas. Quando criticado pelos Muçulmanos por matar Muçulmanos e não atacar Israel — o inimigo supremo — o ISIS respondeu dizendo que seguia o padrão do califado histórico fundado em 632. [5] Então, o Califa Abu Bakr decapitou e crucificou dezenas de milhares de Muçulmanos por apostatar. Somente depois que as tribos rebeldes foram trazidas de volta ao rebanho do Islã é que foram soltos para conquistar territórios Europeus/Cristãos durante as primeiras conquistas Muçulmanas da história (634-750). Na verdade, acredita-se que o califa Abu Bakr al-Baghdadi do ISIS tomou esse nome para significar seu foco, ou seja, aterrorizar todos os “hipócritas” e “apóstatas” até que se unifiquem sob a bandeira do califado.

Ainda resta saber se as estratégia do ISIS, — que inspira os Muçulmanos, mas perde a opinião Ocidental, terá sucesso. Segundo as pesquisas, a “Islamofobia” está em ascensão no Ocidente, especialmente após o surgimento do ISIS, levando vários políticos a falarem mais abertamente sobre os catalisadores da violência terrorista.

As fracas respostas do governo Obama alimentam a narrativa da AQ de que o terrorismo Islâmico, pelo menos em parte, reflete o ressentimento Islâmico; e se recusa a conectar as ações de qualquer organização jihadista — seja ISIS, al-Qaeda, Boko Haram, e outros — ao ensino Islâmico.

O tempo dirá se a próxima administração permanecerá deliberadamente ignorante sobre a natureza de seu inimigo jihadista — o que é fatal na guerra, de acordo com o antigo dictum de Sun Tzu, “conhece o teu inimigo” — ou se a realidade irá prevalecer sobre o politicamente correto.


[1] Veja, “Uma Análise da Visão de Mundo da Al-Qaeda: Tratamento Reciproco ou Obrigação Religiosa?” Veja também, The Al Qaeda Reader, o qual separara a comunicação da organização em dois grupos: mensagens de “Propaganda” para o Ocidente retratando terroristas jihadistas como mero Combatentes da Liberdade e mensagens de “Teologia” para os companheiros Muçulmanos, pregando o mesmo Islã do ISIS.

[2] Ver “Al-Qaeda: Defensor dos Cristãos?” para uma explicação mais elaborada deste tema.

[3] Em favor do papel do Exército Livre Sírio: “Maior massacre de Cristãos na Síria ignorado.

[4] “Pew poll: Entre 63 milhões e 287 milhões de apoiadores do ISIS em apenas 11 países.

[5] “Novo califado Islâmico declara Jihad aos … Muçulmanos


Traução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

A INVASÃO ISLÂMICA DA ÍNDIA: O MAIOR GENOCÍDIO DA HISTÓRIA

Fonte/Source: Islamic Invasion Of India: The Greatest Genocide In History — The Muslim Issue


A INVASÃO ISLÂMICA DA ÍNDIA:
O MAIOR GENOCÍDIO DA HISTÓRIA

Por The Muslim Issue

O historiador Muçulmano Firishta [nome completo Muhammad Qasim Hindu Shah, 1560 – 1620], autor de Tarikh-i Firishta (A História da Índia (Dos tempos antigos até os dia de Jahangir) e Gulshan-I Ibrahim, foi o primeiro a dar uma ideia do banho de sangue medieval que foi a Índia durante o domínio Muçulmano, quando declarou que mais de 400 milhões de Hindus foram massacrados durante a invasão e ocupação Muçulmana da Índia. Os sobreviventes foram escravizados e castrados. A população da Índia era estimada em cerca de 600 milhões na época da invasão Muçulmana. Em meados de 1500, a população Hindu era de 200 milhões.

Quando os Britânicos chegaram às margens da Índia, depois de séculos de lei Islâmica governando a Índia, a população Hindu não estava mais se comportando como Hindus; Estavam agora se comportando como Muçulmanos. Existem muitos relatos de testemunhas nos arquivos Britânicos, sobre os horríveis  incidentes com Hindus que chocaram os Britânicos pelo grau de crueldade — e, por isso, às vezes se referiam ao povo como “selvagens”. Sim, qualquer pessoa contaminada pela associação com a “cultura” Islâmica fica realmente infectado e selvagem. É exatamente por isso que ela  é tão prejudicial e perigosa.

Hoje, como outras culturas com a alma massacrada pelo Islã, a Índia não é verdadeiramente uma nação Hindu. A Índia é uma sombra do Islã, uma versão “Hinduzida” pelo Islã, onde cada atrocidade humana tem sido emulada e adotada por uma cultura anteriormente alheia a tal brutalidade. E em associação com a praga mohamedana estrangeira, esses hábitos Islâmicos foram adotados e aceitos como parte “normal” da cultura Indiana. Mas se olharmos para a cultura Indiana pré-Islâmica, era em grande parte uma cultura de conhecimento e aprendizagem benevolente, muito mais que hoje em dia.

Desde a época da Dinastia Umayyad (711 d.C.) até o último Mughal, Bahadur Shah Zafar (1858), tão amplamente elogiada como grandes líderes pelos próprios historiadores Indianos, cidades inteiras foram queimadas e as populações massacradas, com centenas de milhares mortos em cada campanha, e números semelhantes deportados como escravos. Cada novo invasor fez (muitas vezes literalmente) suas colinas com crânios de Hindus. Assim, a conquista do Afeganistão no ano 1000 foi seguida pela aniquilação da população Hindu; A região é ainda chamada de Hindu Kush, isto é, “abate Hindu”.

A propagação do Império Mughal e a ocupação da Índia.

O genocídio sofrido pelos Hindus e Sikhs na Índia, pelas mãos das forças de ocupação Árabes, Turcas, Mughal e Afegãs, durante um período de 800 anos, é ainda formalmente não reconhecido pelo mundo.

O único genocídio semelhante no passado recente foi o do povo Judeu nas mãos dos Nazistas.

O holocausto dos Hindus na Índia foi de proporções ainda maiores, a única diferença é que continuou por 800 anos, até que os regimes brutais fossem efetivamente dominados em uma luta de vida ou morte pelos Sikhs em Punjab e pelos exércitos Hindu Maratha em outras partes da Índia no final de 1700.

Temos elaboradas evidências literárias do maior holocausto do mundo a partir de relatos de testemunhas oculares contemporâneas. Os historiadores e biógrafos dos exércitos invasores e governantes subseqüentes da Índia deixaram registros bastante detalhados das atrocidades que cometeram em seus encontros cotidianos com os Hindus da Índia.

Pinturas por Edwin Lord Weeks.

Esses registros contemporâneos gabavam-se e glorificavam os crimes cometidos — e o genocídio de dezenas de milhões de Hindus, estupros em massa de mulheres Hindus e a destruição de milhares de templos e bibliotecas Hindus/Budistas antigos foram bem documentados e fornecem provas sólidas ao maior holocausto do Mundo.

Dr. Koenraad Elst em seu artigo “Havia um genocídio Islâmico dos Hindus?” Afirma:

“Não há nenhuma estimativa oficial do número total de mortos dos Hindus pelas mãos do Islã. Uma primeira olhada nos importantes testemunhos de cronistas Muçulmanos sugere que, ao longo de 13 séculos e um território tão vasto como o Subcontinente, os Guerreiros Sagrados Muçulmanos facilmente mataram mais Hindus do que os 6 milhões do Holocausto. Ferishtha enumera várias ocasiões em que os sultões Bahmani da índia central (1347-1528) mataram cem mil Hindus, que estabeleceram como meta mínima sempre que sentiam-se com vontade de punir os Hindus; E era apenas uma dinastia provincial de terceiro grau.

Os maiores assassinatos ocorreram durante os ataques de Mahmud Ghaznavi (cerca de 1000 EC); durante a conquista real da Índia do Norte por Mohammed Ghori e seus tenentes (1192 ff.); e sob o Sultanato de Delhi (1206-1526).”

Ele também escreveu em seu livro “Negação na Índia“:

“As conquistas Muçulmanas, até o século 16, foram para os Hindus, uma luta pura de vida ou morte. Cidades inteiras foram queimadas e populações massacradas, com centenas de milhares mortos em cada campanha, e números semelhantes deportados como escravos. Cada novo invasor fez (muitas vezes literalmente) suas colinas de crânios Hindus. Assim, a conquista do Afeganistão no ano 1000 foi seguida pela aniquilação da população Hindu; A região é ainda chamada de Hindu Kush, ou seja, abate Hindu. “

Will Durant argumentou em seu livro de 1935 “A História da Civilização: Nossa Herança Oriental” (página 459):

“A conquista Mahometana da Índia é provavelmente o relato mais sangrento da história. Os historiadores e estudiosos Islâmicos registraram com grande alegria e orgulho os massacres de Hindus, conversões forçadas, rapto de mulheres e crianças Hindus nos mercados de escravos e a destruição de templos realizados pelos guerreiros do Islã desde 800 d.C. até 1700 d.C. Milhões de Hindus foram convertidos ao Islã pela espada durante este período. “

Francois Gautier em seu livro ‘Rewriting Indian History‘ (1996) escreveu:

“Os massacres perpetrados por Muçulmanos na Índia são incomparáveis ​​na história, maior do que o Holocausto dos Judeus pelos Nazistas; Ou o massacre dos Armênios pelos Turcos; Mais extenso ainda que o abate das populações nativas da América do Sul pelo invasor Espanhol e Português “.

O escritor Fernand Braudel relatou em  “A History of Civilizations” (1995), o governo Islâmico na Índia desta forma:

“Experimento colonial” foi “extremamente violento”, e “os Muçulmanos não podiam governar o país exceto pelo terror sistemático. A crueldade era a norma — queimaduras, execuções sumárias, crucificações ou empalações, torturas inventivas. Templos Hindus foram destruídos para dar lugar às mesquitas. Às vezes houveram conversões forçadas. Se alguma vez houve uma revolta, ela foi instantaneamente e brutalmente reprimida: casas foram queimadas, o campo foi devastado, homens foram abatidos e mulheres levadas como escravas “.

Alain Danielou em seu livro, “Histoire de l ‘Inde” escreve:

“A partir do momento em que os Muçulmanos começaram a chegar, por volta de 632 d.C., a história da Índia se transforma em uma longa e monótona série de assassinatos, massacres, espoliação e destruições. É, como de costume, em nome de uma “guerra santa”, pela fé, em seu único Deus, que os bárbaros destruíram civilizações, destruíram raças inteiras “.

Irfan Husain em seu artigo “Demons from the Past” observa:

“Enquanto os eventos históricos devem ser julgados pelo contexto do período em que viveram, não se pode negar que mesmo naquele período sangrento da história, nenhuma misericórdia foi mostrada aos Hindus, infelizes o suficiente para estar no caminho dos conquistadores Árabes do Sindh e Punjab do sul, ou os Asiáticos Centrais que varreram do Afeganistão… Os heróis Muçulmanos vistos como maiores que a vida em nossos livros de história, cometiam crimes terríveis. Mahmud de Ghazni, Qutb-ud-Din Aibak, Balban, Mohammed bin Qasim e Sultan Mohammad Tughlak, todos têm as mãos manchadas de sangue que a passagem dos anos não as limpou. Aos olhos Hindus, a invasão Muçulmana de sua pátria foi um desastre absoluto.”

“Seus templos foram arrasados, seus ídolos esmagados, suas mulheres estupradas, seus homens mortos ou levados como escravos. Quando Mahmud de Ghazni entrou em Somnath, em um de seus ataques anuais, massacrou todos os 50.000 habitantes. Aibak matou e escravizou centenas de milhares. A lista de horrores é longa e dolorosa. Esses conquistadores justificaram suas ações alegando que era seu dever religioso ferir os não-crentes. Escondendo-se na bandeira do Islã, alegaram que estavam lutando pela fé quando, na realidade, estavam massacrando e saqueando por puro e simples prazer… “

Uma amostra de relatos de testemunhas oculares contemporâneas dos invasores e governantes, durante as conquistas Indianas.

O governante Afegão Mahmud al-Ghazni invadiu a Índia nada menos que dezessete vezes entre 1001 – 1026 d.C. O livro ‘Tarikh-i-Yamini’ — escrito por seu secretário, documenta vários episódios de suas sangrentas campanhas militares:

“O sangue dos infiéis fluía tão copiosamente derramado [na cidade Indiana de Thanesar] que a corrente estava descolorida, apesar da sua pureza, e as pessoas não conseguiam beber… os infiéis abandonaram o forte e tentaram atravessar o rio espumante… mas muitos deles foram mortos, carregados ou afogados… Quase cinquenta mil homens foram mortos.”

No registro contemporâneo — ‘Taj-ul-Ma’asir’ por Hassn Nizam-i-Naishapuri, afirma que quando Qutb-ul-Din Aibak (de origem Turko-Afegã e primeiro Sultão de Delhi de 1194-1210 AD) conquistou Meerat, demoliu todos os templos Hindus da cidade e erigiu mesquitas em seus locais. Na cidade de Aligarh, converteu os habitantes Hindus ao Islã pela espada e decapitou todos aqueles que aderiram à sua própria religião.

O historiador Persa Wassaf escreve em seu livro ‘Tazjiyat-ul-Amsar wa Tajriyat ul Asar’ que quando o Alaul-Din Khilji (um Afegão de origem Turca e segundo governante da dinastia Khilji na Índia 1295-1316 d.C.) capturou a cidade de Kambayat na cabeceira do golfo de Cambay, matou os habitantes machos adultos Hindus para a glória do Islã, deixou rios de sangue, enviou as mulheres do país com todo o seu ouro, prata e jóias, para sua própria casa, e ainda levou cerca de vinte mil meninas Hindus como suas escravas particulares.

A Índia tem uma história cultural profunda e longa. O Hinduísmo começou em torno de 1500 a.C. e o Budismo em torno do século VI a.C. Essa cultura tinha conseguido uma evolução intelectual, religiosa e artística impressionante. Antes e depois dos primeiros dias do Islã, estudiosos Indianos levaram seus trabalhos de ciência, matemática (zero, álgebra, geometria, o sistema decimal, os chamados algarismo “Arábicos” são, na verdade, Hindus!), medicina, filosofia etc. para as cortes dos outros (incluindo Muçulmanos. e.g. Baghdad).

Outros foram estudar em universidades estabelecidas na Índia. As crianças Indianas (meninos e meninas) foram educadas em um sistema de educação relativamente difundido e com ampla variedade de assuntos e.g. ciência, medicina e filosofia, e a arte e arquitetura da Índia foram magníficas. Eram um povo próspero. Aí o Islã chegou — massacre, escravidão, estupro, violência, pilhagem; destruição de sítios religiosos, arte e arquitetura; pobreza, exploração, humilhação, fome, conversão forçada, declínio das atividades intelectuais, destruição social e agravamento dos males sociais. Para o Islã, tudo o que não é Islâmico pertence a um tempo de ignorância — Jahiliyya — e deve ser destruído (ou apropriado e chamado de Islã!). O ataque devastador criou os Roma (ciganos), destruiu o Afeganistão Hindu e formou o Paquistão (Kashmir) e Bangladesh.

O custo das invasões Muçulmanas é enorme no que se refere à vida, riqueza e cultura. Estimativas sugerem que entre 60-80 MILHÕES morreram nas mãos de invasores Muçulmanos e governantes e somente de 1000 à 1525 (ou seja, mais de 500 anos — a população foi ABATIDA). (Lal citado em Khan p. 216) “Você pensa que isso é impossível? Na guerra da Independência de Bangladesh, em 1971, o exército Paquistanês Muçulmano matou de 1,5 a 3 milhões de pessoas (principalmente Muçulmanos…) em apenas 9 meses.” (Khan p 216) ! O número real de Hindus brutalmente abatidos pelos Muçulmanos foi algo em torno de 400 milhões, e não 60-80 milhões, de acordo com Firishta [1560-1620], o autor de Tarikh-i Firishta e do Gulshan-i Ibrahim]

Com base em números disponíveis, a quantidade de Indianos escravizados é enorme!

A conquista Muçulmana da Índia foi provavelmente a mais sangrenta da história:

Historiadores e scholars Islâmicos registraram com alegria e orgulho os abates dos Hindus, conversões forçadas, rapto de mulheres, crianças Hindus nos mercados de escravos e a destruição de templos realizadas pelos guerreiros do Islã a partir de 800 d.C. até 1700 d.C. Milhões de Hindus foram convertidos ao Islã pela espada neste período “(cita o historiador Durant;  Khan p 201)

E Rizwan Salim (1997) conta o que os invasores Árabes realmente fizeram:

“Selvagens, de baixo nível civilizatório e nenhuma cultura, vale o nome, partindo da Arábia e da Ásia Ocidental, começaram a entrar na Índia desde o início do século em diante. Os invasores Islâmicos derrubaram inúmeros templos Hindus e inúmeras esculturas e ídolos foram destruídas para sempre; saquearam incontáveis ​​fortalezas e palácios de reis Hindus; mataram um grande número de homens Hindus e levaram as mulheres Hindus… mas muitos Indianos parecem não reconhecer que os alienígenas Muçulmanos destruíram a evolução histórica da civilização mais avançada mentalmente, da cultura mais ricamente imaginativa e da sociedade mais vigorosamente criativa “(citado em Khan, p. 179)

É claro que os Indianos pré-Islâmicos lutaram, mas NÃO com a intenção de escravizar ou devastar, nem massacrar, nem destruir locais religiosos, nem prejudicar culturas e agricultores. As batalhas eram geralmente conduzidas em solo aberto, entre militares. (Khan p 205-207) Não havia o conceito de “espólio”, então os Indianos não estavam preparados para o ataque do Islã. Nativos Indianos foram forçados a fugir para selvas e montanhas, ou enfrentariam explorações extenuantes e impostos, abate ou escravidão, enquanto sua sociedade era humilhada e destruída. Os Muçulmanos atacaram constantemente a população Indiana, idólatra e também lutaram uns contra os outros em revoltas incessantes causadas por generais, chefes e príncipes durante todo o tempo do governo Islâmico (Khan p 205).

Escravidão: Inicialmente a “Índia” incluía parte do Paquistão de hoje (Sindh), Bangladesh/Bengala e Kashmir. O Hinduísmo e o Budismo floresceram no Afeganistão antes da conquista Islâmica (Século VII). No século XVI, o Afeganistão foi dividido entre o Império Muçulmano Mogol (Mughal) da Índia e os Safávidas da Pérsia.

Inicialmente os ateus Umayyads, permitiram o status de dhimmi Hindus — possivelmente por causa de seu grande número, resistência ao Islã e seu valor como fonte de renda via imposto. Isso viola o texto Islâmico e a lei que exige a morte ou conversão para idólatras e politeístas. Quando o sultão Iltutmish (d 1236) foi questionado por que os Hindus não tinham a escolha entre a morte e o Islã, ele respondeu:

“…, mas no momento, na India… os Muçulmanos são tão poucos que são como o sal (num prato grande) … contudo após alguns anos quando a capital e as regiões e todas as cidades pequenas, quando os Muçulmanos estiverem estabelecidos e as tropas forem maiores… seria possível dar aos Hindus a escolha da morte ou do Islã “(citado em Lal [c] p 538) (Podemos aprender alguma coisa com isso)

Apesar do suposto status de “dhimmi”, o massacre em massa, a conversão forçada em massa e a escravidão em massa com a consequente conversão forçada ao Islã foram praticados durante todo o governo Islâmico, e no século XX quando muitos ainda exigem dos idólatras/politeístas a conversão ou a morte.

Lutadores Hindus e homens foram massacrados e mulheres e crianças escravizadas. A escravidão dos eunucos era praticada em meninos.

Frequentemente, os números reais são omitidos, apenas comentários como “inúmeros cativos/escravos”, ou “todas as mulheres e crianças foram levadas.” Onde os números são registrados, se mostram aterrorizeantes. Além de pessoas, os Muçulmanos tomaram tudo o que puderam — moedas, jóias, panos, roupas, móveis, ídolos, animais, grãos etc ou destruíram tudo.

Governantes Muçulmanos eram estrangeiros. Até o século XIII, a maioria dos escravos foram enviados para fora da Índia, mas de acordo com o Sultanato de Delhi (1206), foram retidos para trabalho no sultanato e vendidos na Índia ou enviados para outro lugar. Os escravos de outros lugares eram importados e os exércitos Muçulmanos eram compostos por uma grande variedade de grupos de escravos estrangeiros “convertidos” ao Islã, e “Hindus” e  Indianos “conversos”.

Os escravos eram o espólio prometido de Alá e obtê-los era uma forte motivação para a jihad.

“Escravos eram tão abundantes que se tornaram muito baratos; Homens… foram degradados… mas, essa é a bondade de Deus, que concede honras em sua própria religião e degrada a infidelidade”. (Cronista Muçulmano Utbi em Sultan Subuktigin sobre o ataque dos escravos de Ghazni [942-997] em Sookdheo p166).

Em Sindh (a primeira área atacada com sucesso) a primeira comunidade “Muçulmana” era composta principalmente de escravos forçados ao Islã e um número pequeno de mestres Árabes (Khan p 299). Inicialmente, os escravos foram forçados a sair da Índia, por exemplo, Qasim (Árabe), o conquistador de Sindh enviado por Hajjaj bin Yusuf Sakifi ao califado de Walid I, levou 300.000 de uma campanha que durou 3 anos em 712-715 (Khan p 299, Trifkovic p 109). Muçulmanos vieram de todos os lugares para participar dessa “jihad”. Qasim foi de repente convocado e executado (possivelmente por ter semeado no couro de um animal[sic]) por supostamente violar duas princesas Sindhi destinadas ao harém do califa! (Lal [c] p 439)

Os Ghaznivids-Turcos de Ghazni, Afeganistão (997-1206), que subjugou o Punjab.

Das 17 invasões (997-1030), o Sultão Muhmud Ghazni (Turco do Afeganistão, 997-1030) enviou centenas de milhares de escravos para Ghanzi (Afeganistão), resultando em uma perda de cerca de 2 milhões de pessoas por abate ou escravidão, inclusive vendidos para fora da Índia. P 315). Os cronistas (por exemplo Utbi, secretário do sultão) fornecem alguns números, por exemplo, de Thanesar, o exército Muçulmano trouxe 200.000 cativos de volta a Ghazni (Afeganistão). Em 1019, 53.000 foram levados. De uma só vez,  uma ⅕ parte do califa era de 150.000, sugerindo 750.000 cativos. 500.000 foram tomadas em uma campanha (em Waihind) (Lal [c] p 551) secretário de Mahmud al-Utbi registros:

“As espadas brilharam como um clarão no meio da escuridão das nuvens, e fontes de sangue fluíram como a queda da estrela que se põe. Os amigos de Deus derrotaram seus oponentes… Os Musalmans fizeram vingança contra os infiéis inimigos de Alá, matando 15 mil deles… tornando-os alimentos das bestas e aves de rapina… Alá também concedeu a seus amigos uma certa quantidade de espólio, o qual era além de todos os limites e cálculos, incluindo 500.000 escravos, lindos homens e mulheres”(Khan p 191)

Os ataques de Ghaznivid no “sultanato Islâmico de Punjab” até 1186. Ataques em Kashmir, Hansi e distritos de Punjab resultaram em massacre e escravidão, por exemplo, 100.000 ao longo de 1079 ataques em Punjab (Tarik -i-Alfi em Khan p 276-7, Lal [d] p553

Sob os governos de Ghauriv (Turcos) por exemplo, Muhammad Ghauri (Afago) e seu comandante militar e depois governador, Qutbuddin Aibak (r1206-1210), o sultanato de Deli foi criado. Desaparecimentos em massa, escravidão, conversões forçadas, saque e destruição de templos continuaram. Escravos eram incrivelmente abundantes. Em 1195, Aibak levou 20.000 escravos de Raja Bhim e 50.000 em Kalinjar (1202) (Lal [c] p 536).

“Até um pobre (Muçulmano) chefe de família tornou-se proprietário de numerosos escravos.” (Khan 103, Lal [c] p 537).

Através do 13/14º século governado por Khilji (Khaljis) e Tughlaq’s, a escravidão cresce, assim como o Islã se expandiu. Milhares de escravos foram vendidos a um preço baixo todos os dias (Khan p 280). A captura de escravos de Alauddin Khilji (r 1296-1316) era estupenda e ele algemou, acorrentou e humilhou os escravos (Lal [c] p. 540). Só no saque de Somnath:

“Aprisionou um grande número de donzelas bonitas e elegantes, somando 20.000, além crianças de ambos os sexos. Mais do que uma lápis pode enumerar. O exército Maometano levou o país à ruína total, destruiu a vida dos habitantes, saqueou as cidades e capturou a sua descendência “(historiador citado em Bostom p 641, Lal [c] p 540)

Muitos milhares foram massacrados. Alauddin Khilji (r 1296-1316) tinha 50.000 escravos MENINOS em seu serviço pessoal e 70.000 escravos trabalharam continuamente em seus edifícios. (Lal [c] p 541)

As mulheres praticavam Jauhar (queimando-se ou suicidando-se para evitar a escravidão e a violação) e sati.

O Sufi Amir Khusrau observa que “os Turcos, quando querem, podem prender, comprar ou vender qualquer Hindu” (Lal [c] p 541)

Escravizado e Castrado

Eunucos: Em todo o mundo Islâmico, os conquistados foram castrados, inclusive na Índia. Isso foi feito para que os homens pudessem proteger os haréns; fornecer indulgência carnal para os governantes; oferecer devoção ao governante como não tinham esperança de uma família própria, e assim, rapidamente reduziu o estoque de reprodutores do conquistado. A castração era uma prática comum em todo governo Muçulmano, possivelmente contribuindo para o DECLÍNIO na população da Índia, de 200 milhões em 1000 CE  para 170 milhões em 1500 CE (Khan p 314).

Logo que o Sultão Bakhtiyar Khilji conquistou Bengal em 1205, tornou-se fornecedor líder de escravos castrados. E assim continuou no período Mogul (1526-1857).

Akbar o Grande (1556-1605) possuía eunucos. Disse que Khan Chaghtai possuía 1.200 eunucos (um oficial do filho de Akbar, Jahangir)! No reino de Aurangzeb, em 1659 em Golkunda (Hyderabad), 22.000 meninos foram emasculados e dados aos governantes Muçulmanos e governadores ou vendidos. (Khan 313).

Sultão Alauddin Khilji (r 1296-1316) tinha 50.000 meninos em seu serviço pessoal; O sultão Muhammad Tughlaq (r 1325-51) tinha 20.000 e o sultão Firoz Tughlaq (r 1351-1388) tinha 40.000 (Firoz Tulghlaq gostava de colecionar meninos de qualquer maneira e tinha 180.000 escravos no total (Lal [p] p 542). Vários comandantes sob vários sultões eram eunucos. Os historiadores Muçulmanos registram a ‘paixão’ dos sultões Mahmud Ghazni, Qutbuddin Aibak e Sikandar Lodi — por garotos bonitos! O sultão Mahmud foi apaixonado pelo seu comandante Hindu Tilak (Khan p 314)

Conclusão: O comportamento desumano aplicado a toda a população Indiana pelos Muçulmanos era o mesmo, não importando se os Muçulmanos eram Sufis, Árabes, Afegãos, Turcos ou Mongóis, pois todos seguiam as leis do Islã, os textos  e o belo exemplo de Muhammad/Maomé. Deve-se notar também que a violência e a escravidão continuaram mesmo depois de terem um controle virtual sobre a Índia, porque o objetivo não era meramente a conquista, mas também a força de todos pela expansão do Islã. Os Muçulmanos não vieram para se juntar à sociedade Indiana, vieram para limpá-la e substituí-la pelo Islã — porque pensam que possuem tudo, porque é o espólio prometido por Alá. Os pagãos/idólatras, politeístas têm que se converter ou morrer e só então poderá haver paz (Islâmica)! Os escravos eram a recompensa justa para os guerreiros do Islã — parte do espólio prometido por Alá.


REFERÊNCIAS:

1) Bostom, A. G. ‘O Legado da Jihad: guerra Santa Islâmica e o destino dos não-Muçulmanos’ Prometeu Books. Nova York. 2005.

2) Khan, M. A. ‘Jihad Islâmica: Um legado de conversão forçada, imperialismo e escravidão.’ Universe, Bloomington, IN. 2009. (Um ex-Muçulmano Indiano) – FULL PDF LIVRO AQUI

3) Lal [a], K.S. Os Muçulmanos invadem a Índia p 433-455 em Bostom (1) acima.

4) Lal [b], K.S. Jihad sob os Turcos e jihad sob o Mughals p 456-461 em Bostom (1) acima.

5) Lal [c], K.S. Captura de Escravos durante o Governo Muçulmanos p535-548 em Bostom (1) acima.

6) Lal [d], K.S. Escravização de Hindus por invasores Árabes e Turcos p 549-554 em Bostom (1) acima.

7) Lal [e], K.S. As origens do sistema escravo Muçulmano p 529-534 em Bostom (1) acima.

8) Reliance of the Traveler: Um manual clássico da lei sagrada Islâmica. Em Árabe com texto em Inglês, comentários e apêndices editados e traduzidos por Nuh Ha Mim Keller Al-Misri, Ahmad ibn Naqib; Publicações Amana Maryland USA 1994.

9) Sookhdeo, P. ‘Jihad Global: O futuro em face do Islã Militante’ Isaac Publishing. 2007.

10) Trifkovic, S. ‘A espada do profeta.’ Regina Orthodox Press, Inc. 2002.

11) Ye’or, Morcego. ‘Islã e Dhimmitude: Onde as civilizações colidem’ traduzido do Francês por Miriam Kochan e David Littman. Fairleigh Dickinson University Press 2002, reimpressão 2005.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

RAYMOND IBRAHIM: TRUMP AOS MUÇULMANOS AMERICANOS — TORNE-SE CRISTÃO, PAGUE A JIZYA OU MORRE?

Fonte/Source: Raymond Ibrahim: Trump to American Muslims — Become Christian, Pay Jizya, or Die?

RAYMOND IBRAHIM: TRUMP AOS MUÇULMANOS AMERICANOS — TORNE-SE CRISTÃO, PAGUE A JIZYA OU MORRE?

Por RAYMOND IBRAHIM

17 de Fevereiro de 2017

Enquanto os liberais/esquerdistas Americanos continuam retratando o veto migratório de Donald Trump em sete países Muçulmanos com os piores termos possíveis — de “racista” a “islamofóbico” — e ativistas Muçulmanos continuam reivindicando “choque e trauma”, um Egípcio solitariamente fez algumas perguntas relevantes que poucos Muçulmanos se importariam de fazer.

Dr. Ahmed Abdu Maher é um pesquisador e ativista político que aparece regularmente na televisão de língua Árabe e que tem um longo histórico expondo as instituições Islâmicas, como a Universidade de Al Azhar, por usarem textos e currículos que promovem o terrorismo em nome do Islã. Em 6 de Fevereiro, postou um breve vídeo de si mesmo falando em Árabe, do qual traduzi partes relevantes:

Amigos, no que diz respeito à vitória presidencial de Donald Trump, queríamos perguntar aos nossos irmãos — os fuqaha [juristas da lei Islâmica] e os ulemás [estudiosos do Islã] — uma pergunta: se esse homem, que em mais de uma ocasião anunciou que não quer Muçulmanos…  se ele coagisse, através do poder das armas, a maioria dos Muçulmanos que vivem na América… para que se tornem Cristãos ou paguem a jizya, ou então perderão suas propriedades, matará seus homens, escravizará suas mulheres e meninas, as quais serão vendidas em mercados de escravos. Se ele fizesse tudo isso, seria considerado racista, terrorista ou não? Claro, estou apenas hipotetizando, eu sei que a Bíblia e sua religião não promovem tais coisas, mas vamos apenas presumir: Seria ele um racista ou não? Seria um terrorista ou não? Como então [quando se considera] que temos em nossa jurisprudência Islâmica, que você nos ensina, e nos diz que todos os Imãs estão de acordo de que as aberturas Islâmicas [ou seja, as conquistas] são a maneira de disseminar o Islã? Precisamos ser sensitivos à palavra “abertura” [futuhat]! As aberturas Islâmicas significam espadas e matança. As aberturas Islâmicas, através das quais as casas, castelos e territórios foram devastados, estes … [fazem parte de] um Islã que você tenta nos fazer seguir. Então, me pergunto, ó sheik, ó líder deste ou aquele centro Islâmico em Nova York, você gostaria de ver isso acontecendo com sua esposa e filha? Você — este ou aquele sheik — aceitaria que isso fosse feito com os seus filhos? Que sua filha caísse nas mãos desse guerreiro [como escrava], seu filho nãos mãos desse guerreiro, — um quinto [do espólio de guerra] indo para o Califa — e assim por diante? Quero dizer, não é isso que vocês chamam de Sharia de Alá? … Então vamos pensar sobre as coisas e fazer um esforço para discernir o que é certo e o que é errado.”

Para aqueles que desconhecem o assunto, Maher está se referindo às conquistas Islâmicas na história, que na tradição Muçulmana são referidas em termos gloriosos como “aberturas” altruístas (futuhat) que permitiram que a luz do Islã rompesse para a humanidade. Durante séculos, os exércitos Muçulmanos invadiram territórios não-Muçulmanos, dando aos habitantes três escolhas: converter-se ao Islã, ou então pagar a jizya (imposto de proteção) e aceitar o status de terceira classe como um “humilde” dhimmi (ver Alcorão 9:29), ou enfrentarão a espada, a morte e a escravidão. A maioria viu a luz e o nascimento do “mundo Muçulmano”.

Os Muçulmanos se comportaram assim diante dos não-Muçulmanos por quase 1.400 anos, e a lei Islâmica, que acredita ser baseada na vontade transcendente e imutável de Alá, ainda prescreve essa abordagem aos não-Muçulmanos.

Nesse contexto, do que os Muçulmanos reclamam? pergunta Maher. Tudo o que Trump fez foi banir a imigração das nações Muçulmanas estreitamente associadas ao terrorismo. Como pode, se ele realmente tratou os Muçulmanos na América do mesmo modo como os Muçulmanos sempre trataram os não-Muçulmanos sob sua autoridade — a maneira como a lei Islâmica, a Sharia, exige — ou seja, de uma maneira muito pior do que simplesmente proibir a imigração de nações terroristas no interesse de autopreservação?

Deve-se notar que se Maher está entre uma minoria de Muçulmanos que  expõe abertamente a hipocrisia e a dupla moral de seus correligionistas, a maioria dos Muçulmanos do mundo — incluindo e especialmente aqueles que estão atualmente na América, fingindo um trauma, nas palavras “ofensivas” de Trump — sabe precisamente do que ele está falando.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

Presidente Sisi revisita “A Crise de Identidade do Egito”

Foto:  Tutankhamun: Sua Tumba e Seus Tesouros. 

Fonte/Source:  President Sisi Revisits ‘Egypt’s Identity Crisis’ by Raymond Ibrahim

Presidente Sisi revisita “A Crise de Identidade do Egito”

Por Raymond Ibrahim

Nota do Blog: Resolvi publicar novamente este brilhante artigo para que sirva também de reflexão nos debates correntes sobre o crescimento do Islã no Brasil. Trata-se de um momento histórico do Egito. Infelizmente o vídeo mencionado não está legendado em Português, mas o artigo apresenta uma breve tradução do discurso. Serve também como complemento do artigo: Al-Sisi: O “Pensamento” Islâmico está “Antagonizando o Mundo Todo”.


FrontPage Magazine

27 de Janeiro de 2015

De todos os últimos pedidos de reforma feitos pelo Presidente Egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, talvez o mais inflexível tenha sido a sua insistência para que todos os Egípcios – Muçulmanos e Cristãos – enxergassem a si próprios em primeiro lugar como Egípcios.

107

O Moderno versus O Antigo Egito

Isso ficou muito claro quando Sisi visitou a Catedral Ortodoxa Copta de São Macos durante a missa de Véspera de Natal. Em seguida, de forma apaixonada — assista a este vídeo emocionante clicando aqui:

“Ouça, é muito importante que o mundo deva nos assistir…  Que o mundo deva nos ver, Egípcios…  E você notará que nunca uso uma palavra que não seja “Egípcios”… Não é correto chamar uns aos outros por qualquer outro nome…  Nós somos Egípcios. Que ninguém pergunte “que tipo de Egípcio é você?” [Copta ou Muçulmano]… Como disse, o Egito trouxe uma mensagem humanista e civilizatória para o mundo há milênios e nós estamos aqui hoje para confirmar que somos capazes de realizar isso de novo…  É por isso que não devemos nos chamar outra coisa que não seja “Egípcios.” – Egípcios, apenas Egípcios, Egípcios de fato!”

Ironicamente, voltando a 14 de fevereiro de 2011, quando a primeira revolução Egípcia eclodiu (na ocasião chamada de “Primavera Árabe”), escrevi um artigo exatamente sobre o mesmo ponto, argumentando que “o futuro do Egito se inicia quando os Egípcios enxergarem-se como Egípcios.”

Intitulado “A Crise de Identidade do Egito“, o artigo explorou como a identidade Egípcia se perdeu em etapas.

O artigo também previu a sedução/ameaça representada pela Irmandade Muçulmana — mais de um ano antes do grupo chegar ao poder sob a presidência de Morsi.

Ainda sobre esse último tema, em 2 de fevereiro de 2011, quando Hosni Mubarak ainda estava no poder, previ nesse artigo que “a Irmandade Muçulmana assumiria o Egito via renúncia. E caso acontecesse, o Oriente Médio se agitaria como nunca se viu na era moderna” — o que se confirmou verdadeiro após a maior revolução da história da humanidade ter deposto a Irmandade Muçulmana, em Junho 2013.

Devido à repercussão e a importância para os Egípcios, de se enxergarem como Egípcios — Sisi, que agora está inflexivelmente chamando de — “A Crise de Identidade do Egito” (artigo publicado pela primeira vez no dia 14 de fevereiro, 2011) será reproduzido a seguir.

*****

Com a “Revolução de Julho” no Egito em 1952, pela primeira vez em milênios, os Egípcios foram capazes de vangloriar-se de que um nativo-nascido Egípcio, Gamal Abdel Nasser, iria governar sua nação: Desde o seu último Faraó nativo derrubado a cerca de 2.500 anos atrás, o Egito tem sido governado por uma série de invasores — Persas, Gregos, Romanos, Árabes, Turcos e Britânicos, entre outros. Depois de 1952, entretanto, acreditava-se que o Egito, poderia finalmente voltar a ser Egípcio.

No entanto, embora Nasser fosse Egípcio, o espírito dos tempos que o levou ao poder era Árabe — Nacionalismo Árabe, ou “Pan-Arabismo” — teoria de que todos os povos de língua Árabe, do Marrocos ao Iraque, deveriam ser unificar. (Junto com Nasser, a onda do Pan-Arabismo também levou ao poder — Muammar Kadafi da Líbia, Hafez Assad da Síria e Saddam Hussein do Iraque).

A revolução significativamente Arabizou o Egito. O nome oficial do Egito tornou-se então República Árabe do Egito — ao invés de simplesmente República do Egito — já fala por si. Considerando que, antes de 1952, alguém pudesse ter falado sobre o caráter nitidamente “Egípcio” e sua identidade, a partir de então, essa identidade deu lugar a uma identidade Árabe. Daí por diante, bastou um pequeno empurrão para uma identidade Islâmica. Ou, como o Egiptólogo Wassim al-Sissy definiu recentemente que a revolução, “apagou o caráter Egípcio, que tinha sido conhecido por sua tolerância, amor, liberdade, e assim por diante. A revolução criou uma nação de escravos.”

Meus pais, de origem Egípcia, que viveram pessoalmente a Revolução de 1952 antes de imigrar para os Estados Unidos, muitas vezes recordavam essa mudança. Durante a minha juventude costumava ouvir como a pré-revolução do Egito foi absolutamente nada comparada com hoje. De acordo com eles, por causa do domínio Britânico, ela foi mais livre e mais secular; quase nenhuma mulher usava o hijab (véu); Alexandria era uma espécie de “mini-Europa”.

Na verdade, se você observar as fotografias do Egito tiradas em 1940 e compará-las com imagens de hoje, você poderá pensar que as primeiras foram tiradas na Europa, e as de hoje na Arábia.

Em suma, os Egípcios viam a si mesmos em primeiro lugar como Egípcios. Certamente nenhum Egípcio iria ser referir a si mesmos como “Árabes” — uma palavra antiga que significava “beduínos inferiores” (lowly bedouins) para os ouvidos Egípcios. (Afinal de contas, para os Egípcios, pensar em si mesmos como “Árabes”, só porque sua primeira língua é o Árabe, é tão lógico quanto o negro Americano pensar sobre si como um “Inglês”, só porque sua primeira língua é o Inglês.) Nas décadas anteriores à revolução, houve ainda um forte Movimento Faraônico (Pharaonist Movement), liderado por pensadores influentes como Taha Hussein, que procurou definir e promover um caráter nitidamente Egípcio.

Hoje [escrevendo em Fevereiro de 2011], enquanto o Egito explode com a revolução, é razoável prever uma identidade ainda mais alienígena. Insira a Irmandade Muçulmana: se a revolução de 1952 Arabizou o Egito, o poder nas mãos da Irmandade Muçulmana irá islamizá-lo totalmente levando-o ainda mais longe de suas raízes. Enquanto que os nacionalistas Árabes do Egito mantiveram o caráter remanescente dos Egípcios — O Islã foi notoriamente relapso — a marca Salafista do Islã promovida pela Irmandade Muçulmana desde sua fundação em 1928 é totalmente alienígena para o Egito.

Por exemplo, ao contrário do nacionalista Árabe Egípcio, que tem um grande orgulho da herança ancestral de sua nação, o Islamita Egípcio de hoje exulta em rejeitá-lo e condená-lo. Chamam os Faraós de “infiéis” e “tiranos” (de acordo com a terminologia do distintamente Árabe Alcorão) e ainda tentam destruir o maior orgulho do Egito, os seus tesouros — como vimos nos recentes ataques a museus — um comportamento incoerente com alguém que pensa de si mesmo como um “Egípcio”.

Nasci nos Estados Unidos, mas retornei várias vezes ao Egito, a partir de 1974, quando eu tinha um ano de idade. Minha experiência sobre a evolução da identidade do Egito difere dos meus pais: enquanto eles assistiam à Arabização do Egito, eu observava a sua Islamização. Contudo, por experiência pessoal, sei também que dificilmente todos os Egípcios compartilham da ideologia da Irmandade Muçulmana: para os iniciantes, há uma minoria Cristã significativa, os Coptas, que têm claramente mais a perder se a Irmandade chegar ao poder; depois, há muitos secularistas. Dito de outro modo, um grande número de revoltados nas ruas do Cairo estão fazendo isso por razões banais — comida e trabalho — exatamente para implementar a Sharia (que, aliás, já é a “principal fonte da legislação” na Constituição do Egito).

O problema, porém, é que, além de ter uma forte base de apoio direto, a Irmandade Muçulmana está especialmente posicionada para assumir a liderança simplesmente porque muitos muçulmanos, embora indiferentes à visão ideológica da Irmandade, estão confiando neles. Afinal, a famosa estratégia do Hamas de cativar o povo, provendo suas necessidades básicas, foi aprendida diretamente com a sua organização-mãe: A Irmandade Muçulmana do Egito.

Assim, enquanto o tumulto engolfa o Egito, é bom lembrar que, fundamentalmente, a forma de como os Egípcios se veem é que vai determinar o quem irão se tornar. O futuro do Egito se inicia quando Egípcios enxergarem-se como Egípcios e não como Árabes, e certamente não como Islâmicos. Isso não quer dizer que os Egípcios devam ressuscitar a língua dos Faraós, vestido como um Imhotep e cultuando gatos. Ao contrário, como Taha Hussein e outros que até hoje mantêm, a identidade Egípcia precisa ser ressuscitada, permitindo assim que todos os filhos e filhas da nação trabalhem juntos para um futuro melhor — sem o peso morto das influencias estrangeiras, nomeadamente Arabismo ou, pior, Islamismo.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

Que a Verdade Prevaleça

Que a Verdade Prevaleça

Por Tião Cazeiro— Muhammad e os Sufis

Eis aqui a História se repetindo diante de nossos olhos e com rápidas passadas…

O Imam ou Imã Sami Isbelle, ataca os críticos; ataca a mídia; ataca a Islamofobia; ataca a educação escolar; diz que o Estado Islâmico não representa o Islã; se utiliza da vitimização para receber apoio das  outras religiões e acusa os Brasileiros de agressão aos Muçulmanos como se os Brasileiros tivessem pintado esse quadro de horror que estamos vendo ao redor do mundo.

Nenhuma violência dirigida a um inocente Muçulmano ou não-Muçulmano é justificável. Entretanto, muitos casos de ataques à Muçulmanos no mundo tem sido comprovadamente falsos.  O FBI, nos Estados Unidos, publicou em Dezembro de 2014 uma estatística que mostra que na realidade existe um número muito inferior ao que a esquerda e a grande mídia gostaria de ouvir. Leia: New FBI hate crime stats show yet again that claims about “Islamophobia” are false

“Os esquerdistas e os supremacistas Islâmicos usam o espectro do “crime de ódio islamofóbico” para encerrar uma discussão honesta sobre como os jihadistas usam os textos e os ensinamentos do Islã para justificar a violência e o supremacismo e intimidar as pessoas a pensarem que há algo de errado em resistir ao terror da jihad.”Robert Spencer -Jihad Watch

Aqueles que duvidam da crítica mundial com relação aos textos sagrados e a missão universal do Islã de dominar o mundo, não sabem que as maiores instituições Islâmicas do mundo como a Universidade de Al Azhar, a maior autoridade Islâmica do Egito, rejeita a reforma do discurso religioso.

Como bem disse o Presidente Egípcio Abdel Fattah al-Sisi, um Muçulmano fervoroso e considerado como um verdadeiro herói Muçulmano no Egito… :

“Esse pensamento (que é responsável por produzir “ansiedade, perigo, massacre e destruição” ao redor do mundo) — Eu não estou dizendo “religião”, mas “pensamento” — que corpus de textos e ideias que temos sacralizado ao longo dos séculos, a tal ponto que se afastar deles tornou-se quase impossível, está antagonizando o mundo inteiro. Isso está antagonizando o mundo inteiro!  — Leia:  Al-Sisi: O “Pensamento” Islâmico está “Antagonizando o Mundo Todo”.

Isto também deveria ser mostrado ao público presente… Vídeo legendado em Português por infielatento. blogspot.com. Se necessário faça o ajuste no “settings” do próprio vídeo.

Qualquer palestrante Islâmico no Brasil precisa ser questionado também sobre os números apontados pelo Dr. Bill Warner, PhD, Diretor e Fundador do Political Islam:

Dr. Bill Warner revela que o Islã levou à morte 270 milhões de pessoas ao longo de 1.400 anos: O Islã é muito mais um Sistema Político que uma Religião

 10 milhões de Budistas 
65 milhões de Cristãos
80 milhões de Hindus
120 milhões de Africanos

Por último, sugiro este importantíssimo artigo escrito por Ram Ohri da IndiaFacts (Truth Be Told)o blog mais completo da Índia. Este artigo é uma relíquia, é a história verdadeira sobre a invasão Islâmica com o apoio dos Sufis. Imperdível. Leia: O Lado Sinistro do Sufismo

Que a verdade prevaleça.


POR QUE OS SUPREMACISTAS ISLÂMICOS E OS ESQUERDISTAS RADICAIS DETESTAM O DIA DOS NAMORADOS

Fonte/Source: Hating Valentine’s — Why Islamic Supremacists and Radical Leftists Loathe the Day of Love

POR QUE OS SUPREMACISTAS ISLÂMICOS E OS ESQUERDISTAS RADICAIS DETESTAM O DIA DOS NAMORADOS

Por JAMIE GLAZOV

14 de Fevereiro de 2017

Hoje, 14 de Fevereiro, é Dia dos Namorados (nos Estados Unidos), um dia sagrado o, que companheiros íntimos marcam para celebrar o amor e o afeto de uns pelos outros. Se você está pensando em fazer um estudo sobre como os casais celebram este dia, o mundo Muçulmano e o meio social da Esquerda radical não são lugares que você deva gastar seu tempo. Na verdade, é muito difícil superar os Islamistas e os “progressistas” quando se trata de ódio ao Dia dos Namorados. E esse ódio é precisamente o território sobre o qual se forma o romance contemporâneo entre a Esquerda e a Supremacia Islâmica.

O trem nunca chega tarde: todos os anos no Dia dos Namorados, o mundo Muçulmano entra em erupção com raiva feroz, com os seus líderes fazendo tudo o que está ao seu alcance para sufocar a festa que vem com a celebração do romance privado. Os Imãs em todo o mundo trovejam contra os Namorados todos os anos — e a celebração do próprio dia é literalmente proscrita nos estados Islâmicos.

Este ano, por exemplo, a Suprema Corte de Islamabad, no Paquistão, proibiu a celebração do Dia dos Namorados em locais públicos e em nível oficial, e proibiu todos os meios eletrônicos e impressos de cobrir qualquer festa ou mencionar a ocasião. Várias cidades de maioria Muçulmana através da Indonésia, entretanto, proibiram as pessoas de celebrar o dia. Na cidade de Surabaya, um grupo de alunos de uma escola, que incluiu muitas meninas vestindo o hijab, denunciou o Dia dos Namorados. Na Malásia predominantemente Muçulmana, o grupo Associação Nacional de Juventude Muçulmana ordenou as mulheres, numa mensagem precedendo o Dia dos Namorados, para não usar emotivos e perfumes.

No ano passado, o Paquistão também proibiu o Dia dos Namorados, chamando-o de “insulto” ao Islã e alertando sobre uma ação “severa” contra qualquer pessoa que ousar celebrar esse dia em qualquer parte de Islamabad. No passado, as atividades do Dia dos Namorados foram interrompidas pelo Jamaat-e-Islami, o principal partido religioso do Paquistão, mas nos últimos dois anos o estado e a corte envolveram-se para proibir a celebração. De volta ao Dia dos Namorados no Paquistão em 2013, os partidários do Jamat-e-Islami saíram às ruas em Peshawar para denunciar veementemente o Dia do Amor. Demonizando-o como “anti-Islâmico”, manifestantes Muçulmanos gritaram que o dia tinha “difundido imodéstia no mundo”. Shahzad Ahmed, líder local da ala estudantil de Jamat-e-Islami, declarou que a organização não vai “permitir” qualquer cerimônia no Dia dos Namorados, advertindo que se a aplicação da lei Paquistanesa não impedir que Paquistaneses realizem tais cerimônias, então Jamat-e-Islami impedirá, “do nosso jeito.” Khalid Waqas Chamkani, um líder do Jamat-e-Islami, chama o Dia dos Namorados de “um dia vergonhoso.”

Essas forças Islâmicas no Paquistão não podem, naturalmente, impedir completamente que os casais demonstrem amor uns aos outros nesse dia especial, e muitos Paquistaneses ainda misteriosamente comemoram o Dia dos Namorados e trocam presentes em segredo.

No Irã, Arábia Saudita e na Indonésia no ano passado, como sempre, o Dia dos Namorados foi proibido. Sob o regime Islâmico no Irã, por exemplo, qualquer venda ou promoção de itens relacionados ao Dia dos Namorados, incluindo o intercâmbio de presentes, flores e cartões, é ilegal. A polícia Iraniana consistentemente adverte os varejistas contra a promoção das comemorações do Dia dos Namorados.

Ao longo dos anos, líderes religiosos Islâmicos e autoridades da Malásia alertaram os Muçulmanos contra a celebração do Dia dos Namorados. Na Arábia Saudita, a polícia da moralidade proíbe a venda de todos os itens do Dia dos Namorados, forçando os lojistas a removerem os itens vermelhos, porque o dia é considerado um feriado Cristão.

Malásia e Arábia Saudita estão carregando a tocha para o Conselho Indonésio Ulema em Dumai, Riau, e para a Agência de Educação, Juventude e Desporto em Mataram (sic), West Nusa Tenggara, onde ambos, todos os anos, emitem um aviso terrível a todas as pessoas contra a celebração do Dia dos Namorados, afirmando que o Dia do Amor “é contra o Islã”. Isso é porque, como o julgamento do Conselho Indonésio Ulema de 2011 explicou, o Dia dos Namorados levam os jovens para um “mundo sombrio“.

O assistente do chefe mufti Mat Jais Kamos, da Malásia, sempre mantém sua mente focada nesse mundo sombrio e, em 2014, poucos dias antes do Dia dos Namorados, ordenou que os jovens ficassem longe da celebração do Dia do Amor: “A celebração enfatiza o relacionamento entre dois indivíduos, ao invés do amor entre os membros da família ou casais casados”, afirmou, e funcionários do departamento apoiaram seu comando distribuindo panfletos para lembrar aos Muçulmanos da proibição em 2006 do Dia dos Namorados emitido pelo conselho fatwa de estado (sic). No Uzbequistão Islâmico, entretanto, várias universidades habitualmente se asseguram de que os estudantes assinem contratos prometendo não festejar o Dia dos Namorados.

Todos esses protestos Islâmicos contra o Dia dos Namorados refletem uma miríade de outros esforços para sufocar o dia do amor durante a Guerra Muçulmana. Por exemplo, na província de Aceh, na Indonésia, todos os anos, os clérigos Muçulmanos enviam severos avisos aos Muçulmanos contra a observação do Dia dos Namorados. Tgk Feisal, secretário-geral da Associação Aceh Ulema (HUDA), afirmou que “é haram para os Muçulmanos observarem o Dia dos Namorados porque não está de acordo com a Sharia Islâmica”. Enfatizou que o governo deve estar atento aos jovens que participam das atividades do Dia dos Namorados em Aceh. Só podemos imaginar o que acontece com os culpados.

Como mencionado, os Sauditas sempre punem o menor indício de celebração do Dia dos Namorados. O Reino e sua polícia religiosa sempre emitem oficialmente uma severa advertência para que qualquer um que tenha sido apanhado, até mesmo pensando no Dia dos Namorados, sofrerá algumas das mais dolorosas penalidades da Lei da Sharia. Daniel Pipes documentou como o regime Saudita toma uma posição firme contra o dia dos Namorados a cada ano e como a polícia religiosa Saudita monitora as lojas que vendem rosas e outros presentes.

Trabalhadores Cristãos estrangeiros que vivem na Arábia Saudita provenientes das Filipinas, entre outros países, sempre tomam precauções extras, atendendo a advertência dos Sauditas, especificamente evitando cumprimentar alguém com as palavras “Feliz Dia dos Namorados” ou trocar qualquer presente que cheira romance. Um porta-voz de um grupo de trabalhadores Filipinos comentou:

 “Estamos pedindo aos colegas Filipinos no Oriente Médio, especialmente os amantes, para celebrarem o Dia dos Namorados secretamente e com muito cuidado.”

Os déspotas Iranianos, entretanto, como mencionado acima, tentam consistentemente certificar-se de que os Sauditas não os superam em aniquilação do Dia dos Namorados. A polícia da “moralidade” do Irã ordena severamente que as lojas para removam as decorações com corações, flores e imagens de casais que se abraçam nesse dia — e a qualquer hora em torno desse dia.

Típico dessa patologia no mundo Islâmico foi um acontecimento testemunhado em 10 de Fevereiro de 2006, quando as ativistas do grupo Islâmico radical Dukhtaran-e-Millat (Filhas da Comunidade), em Caxemira, criaram um tumulto em Srinagar, a principal cidade da parte Indiana de Caxemira. Cerca de duas dúzias de mulheres Muçulmanas com véu negro invadiram lojas de presentes e papelarias, queimando cartões do Dia dos Namorados e cartazes mostrando casais unidos.

No Ocidente, entretanto, as feministas Esquerdistas não devem ser superadas pelos seus aliados Islâmicos por criticar — e tentar exterminar — o Dia dos Namorados. Ao longo de muitos Programas de Estudos sobre a Mulher em campi Americanos, por exemplo, você encontrará a demonização desse dia, visto que, como os discípulos de Andrea Dworkin explicam com raiva, o dia é uma manifestação de como os patriarcas capitalistas e homofóbicos lavam o cérebro e oprimem as mulheres — e as empurram para dentro das esferas da impotência.

Como um indivíduo que passou mais de uma década na academia, tive o privilégio de testemunhar essa guerra contra o Dia dos Namorados de perto e de forma pessoal. Ícones feministas como Jane Fonda, entretanto, ajudam a liderar o ataque ao Dia dos Namorados na sociedade em geral. Como David Horowitz documentou, Fonda liderou a campanha para transformar esse dia especial em “V-Day” (“Dia da Violência contra a Mulher”) — como já mencionado, quando tudo se resume a isso, um dia de ódio, caracterizado pela acusação em massa dos homens.”

Então, o que exatamente está acontecendo aqui? O que explica esse ódio ao Dia dos Namorados por feministas Esquerdistas e Islamistas? E como e por que isso serve como vínculo sagrado que une a Esquerda e o Islã nessa festa de ódio?

A questão central na fundação desse fenômeno é que o Islã e a esquerda radical criticam a noção do amor privado, uma entidade não tangível e divina que atrai os indivíduos uns aos outros e, portanto, não permite que se submetam a uma divindade secular.

O objetivo mais elevado do Islã e da esquerda radical é claro: romper a sagrada intimidade que um homem e uma mulher podem compartilhar, pois esse vínculo é inacessível à ordem. A história, portanto, demonstra como o Islã e o Comunismo travam uma guerra feroz contra qualquer tipo de amor privado e não regulado. No caso do Islã, a realidade é sintetizada em suas estruturas monstruosas de apartheid de gênero e o terror que o mantém no lugar. De fato, a sexualidade e a liberdade femininas são demonizadas, consequentemente, o véu forçado, o casamento forçado, a mutilação genital feminina, os crimes de honra e outras monstruosidades misóginas, partes obrigatórias do paradigma sádico.

A natureza puritana dos sistemas totalitários (Fascista, Comunista ou Islâmico) é outra manifestação desse fenômeno. Na Rússia Stalinista, o prazer sexual era retratado como anti-socialista e contrarrevolucionário. Sociedades Comunistas mais recentes também travaram uma guerra contra a sexualidade — uma guerra que, como sabemos, o Islã trava com ferocidade semelhante. Essas estruturas totalitaristas não podem sobreviver em ambientes cheios de indivíduos interessados ​​em si mesmos e que buscam o prazer, que priorizam a devoção à outros seres humanos individuais acima do coletivo e do Estado. Como o Esquerdista visceralmente odeia a noção e a realidade do amor pessoal e “o casal”,  defendendo a imposição do puritanismo totalitário pelos regimes despóticos que tanto adora.

Os famosos romances da distopia do século XX, Yevgeny Zamyatin’s We, George Orwell’s 1984, e Aldous Huxley’s Brave New World, retratam poderosamente o assalto da sociedade totalitária ao domínio do amor pessoal com sua violenta tentativa de desumanizar os seres humanos e submetê-los completamente à sua regra. Em Zamyatin’s We, o mais antigo dos três romances, o regime despótico mantém os seres humanos em linha, dando-lhes licença para a promiscuidade sexual regulamentada, enquanto o amor privado é ilegal. O herói quebra as regras com uma mulher que o seduz — não só no amor proibido, mas também na luta contrarrevolucionária. No fim, a totalidade força o herói, como o resto da população mundial, a sofrerem a Grande Operação, que aniquila a parte do cérebro que dá vida à paixão e à imaginação e, portanto, gera o potencial de amor. Em 1984 de Orwell, o personagem principal acaba sendo torturado e inutilizado pelo Ministério da Verdade por estar envolvido com um comportamento proscrito de amor não regulamentado. No Mundo Bravo de Huxley, a promiscuidade é encorajada — todos têm relações sexuais com todos sob as regras do regime, mas ninguém tem permissão para estabelecer uma conexão privada, profunda e independente.

No entanto, como demonstram esses romances, nenhuma tentativa tirânica de transformar os seres humanos em robôs obedientes pode ter sucesso. Há sempre alguém que tem dúvidas, que é desconfortável, e que questiona a divindade secular — mesmo que fosse mais seguro se conformar como todos os outros. O desejo que, portanto, supera o instinto de autopreservação é a paixão erótica. E é por isso que o amor apresenta tal ameaça à ordem totalitária: ousa servir a si mesmo. É uma força mais poderosa do que o medo, que permeia tudo, que uma ordem totalitária precisa impor para sobreviver. Os engenheiros sociais Esquerdistas e Muçulmanos acreditam, portanto, que a estrada rumo à redenção terrena (sob uma sociedade sem classes ou a Sharia) só tem uma chance se o amor e a afeição privada forem purgados da condição humana.

É exatamente por isso que, quarenta anos atrás, como bem demonstraram Peter Collier e David Horowitz em Destructive Generation, o ‘Weather Underground’ não só travou uma guerra contra a sociedade Americana por meio da violência e do caos, mas também travou uma guerra contra o amor privado dentro de suas próprias fileiras. Bill Ayers, um dos principais terroristas do grupo, argumentou num discurso defendendo a campanha:

Qualquer noção de que as pessoas possam ter responsabilidade por uma pessoa, que elas possam ter isso “de fora” — temos de destruir essa noção para construir um coletivo; Temos de destruir todos os “de fora”, para destruir a noção de que as pessoas podem se apoiar numa pessoa e não serem responsáveis para com o todo coletivo.”

Assim, o ‘Weather Underground’ destruiu quaisquer sinais de monogamia dentro de suas fileiras e casais foram forçados, — alguns dos quais haviam estado juntos durante anos, — a admitir seu “erro político” e separar-se. Como seu ícone Margaret Mead, eles lutaram contra as noções de amor romântico, ciúme e outras manifestações “opressivas” de intimidade e compromisso individual. Isso foi seguido por sexo em grupo forçado e “orgias nacionais”, cujo principal objetivo era esmagar o espírito do individualismo. Isto constituiu uma repetição misteriosa da promiscuidade sexual que foi encorajada (enquanto o amor privado era proibido) em We, 1984, e em Brave New World.

Torna-se completamente compreensível, por esse motivo, o porquê dos crentes Esquerdistas terem sido inspirados pelas tiranias da União Soviética, China Comunista, Vietnã do Norte Comunista e muitos outros países. Como o sociólogo Paul Hollander documentou em seu clássico Political Pilgrims, os companheiros de viagem ficaram especialmente encantados com o vestido dessexualizado que o regime Maoísta impunha aos seus cidadãos. Isso satisfez imediatamente o desejo da Esquerda pela identidade forçada e o imperativo de apagar as atrações entre cidadãos particulares. Como demonstrei no United in Hate, a roupa unissex dos Maoístas encontra seu paralelo no mandato do Islamismo fundamentalista para que os revestimentos sem forma sejam usados ​​por homens e mulheres. O “uniforme” coletivo simboliza a submissão a uma entidade superior e frustra a expressão individual, a atração física mútua, a conexão e a afeição privada. E assim, mais uma vez, o Esquerdista Ocidental permanece não apenas acrítico, mas completamente apoiante — e encantado — nesta forma de puritanismo totalitário.

É precisamente por isso que as feministas de Esquerda, hoje em dia, não condenam o véu forçado das mulheres no mundo Islâmico; porque suportam tudo o que o véu forçado gera. Não deve ser nenhuma surpresa, portanto, que Naomi Wolf acha o hijab “sexy”. E não deveria ser nenhuma surpresa que o Professor de Antropologia de Oslo, Dr. Unni Wikan, tenha encontrado uma solução para a alta incidência de Muçulmanos violando a mulher Norueguesa: o estuprador não deve ser punido, mas as mulheres Norueguesas precisam usar o véu.

O Dia dos Namorados é um “dia vergonhoso” para o mundo Muçulmano e para a Esquerda radical. É vergonhoso porque o amor privado é considerado obsceno, pois ameaça o mais alto dos valores: a necessidade de uma ordem totalitária para atrair a atenção completa e indivisa, a lealdade e a veneração de cada cidadão. O amor serve como a ameaça mais letal para os tiranos que procuram construir a Sharia e uma utopia sem classes na terra, e assim esses tiranos anseiam pela aniquilação de cada ingrediente do homem que cheira a qualquer coisa que significa ser humano.

E assim, precisamente por estarmos refletindo sobre o Dia dos Namorados anteriores, é que somos lembrados da esperança que podemos realisticamente ter na nossa batalha contra a feia e perniciosa Aliança Profana (Unholy Allianceque procura destruir nossa civilização.

Esse dia nos lembra que temos uma arma, o arsenal mais poderoso da face da terra, diante do qual os déspotas e os terroristas tremem e se agitam, e correm horrorizados pelas sombras da escuridão, evitando desesperadamente sua luz penetrante.

Esse arsenal é amor.

E nenhuma guarda Maoísta Vermelha ou polícia Saudita Islâmico-Fascista conseguiu derrubar — por mais que batessem e torturassem suas vítimas. E nenhum jihadista da Al-Qaeda no Paquistão ou Feminazi em qualquer campus Americano conseguirá sufocá-lo, não importa o quão ferozmente cobiçam desinfetar o homem do quem e do que ele é.

O amor prevalecerá.

Vida Longa ao Dia dos Namorados!


Para obter toda a história sobre a guerra do Islã e da Esquerda contra o amor privado, veja o livro de Jamie Glazov ” United in Hate: The Left’s Romance With Tyranny and Terror “.

 Jamie Glazov é o Editor da Frontpagemag.com. Ele possui um Ph.D. em História com especialidade em Rússia, nos EUA e na política externa Canadense. Ele é o autor do United in Hate, o apresentador da web-TV show, The Glazov Gang, e pode ser contatado via:  jamieglazov11@gmail.com.



Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis